quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Décadas
Em 1996, Inter e Grêmio se enfrentaram em situações totalmente distintas pelo Campeonato Brasileiro. Estádio Beira-Rio, chuva forte, grande público. Campeão da Libertadores no ano anterior, o Grêmio era um time temível, com jogadores de alto nível como Émerson, Adílson, Arce e Paulo Nunes, enquanto um esforçado Inter se debatia na temporada. Apenas Gamarra, André e Leandro destoavam da mediocridade colorada. Para piorar, bastava olhar o banco de reservas: Luiz Felipe Scolari no tricolor, Nelsinho Batista no colorado.
Sabem aquela história de "Davi vs. Golias", do mais fraco vencer? Pois é, esqueçam! Obviamente o Grêmio venceu e bem! No primeiro tempo só deu Grêmio, que saiu na frente com um golaço de meia-bicicleta de Paulo Nunes, talvez um dos mais bonitos marcados pelo tricolor em clássicos. Comandado por Dinho e Goiano no meio-campo, com Carlos Miguel e Arce armando jogadas, o tricolor foi muito superior na etapa inicial. Já o Inter fazia atuação medíocre, repetindo jogos anteriores, com dificuldades em todos os setores.
No intervalo, o Colorado mudou de atitude, lutou bastante e empatou com Murilo. Porém Dinho, cobrando falta com violência, decidiu a partida em favor do Tricolor aos 30 minutos. No final, uma blitz colorada que parou em uma grande atuação de Danrlei. Ele havia sido vaiado quatro dias antes em um jogo contra o Vélez Sarsfield na Supercopa mas se recuperou com estilo, fechando o gol tricolor. Final, Internacional 1x2 Grêmio em pleno Beira-Rio.
Portanto, um filme de final previsível: vim, vi e venci. Muito mais talentoso e organizado, o Tricolor ganhou em pleno Beira-Rio e seguiu rumo à segunda fase. Já com o Inter aconteceu o inverso: depois de estar em 17º, o time reagiu e encarreirou vitórias sob o comando de Elias Figueroa. Porém no final, o melhor prevaleceu e o Grêmio foi campeão brasileiro batendo a surpreendente Portuguesa, enquanto o Inter terminou em um modesto 9ºlugar. Naquele tempo, o melhor time do Brasil era gaúcho. E azul.
INTERNACIONAL (RS) 1 X 2 GRÊMIO (RS)
Data: .......
Campeonato Brasileiro
Local: Beira-Rio (Porto Alegre)
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Público: 39.621
Renda: R$ 491.200,00
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel
Gols: Paulo Nunes 05/1º; Murilo 07 e Dinho 21/2º
INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro /Técnico: Nelsinho Batista
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino) / Técnico: Luiz Felipe Scolari
As maiores vitórias interestaduais do Palestra haviam sido, até então, sobre o América carioca, Vasco e Botafogo, Nenhuma comparável a esta contra o time de Flávio Costa, “O Divino Mestre” Domingos da Guia e o homem-borracha da Copa de 38, Leônidas da Silva. Ou melhor, o Diamante Negro. A partida foi histórica, não só pelos talentos reunidos na cancha da Av. Paraopeba, como também pelo juiz, o nº 1 do país, Mário Vianna (“com dois enes!”, ele gritaria, anos a fio, ao virar comentarista). Pois bem, este juiz notável deu um pênalti duvidoso a favor do Fla logo no início e ainda expulsou Caieira, autor da falta. Mas, voltou atrás, talvez, acometido por uma súbita dor de consciência. O beque tricolor (o Palestra trocara a camisa verde com punhos vermelhos por um modelo tricolor com largas listas horizontais verdes e vermelhas separadas por outras, finas, brancas) permaneceu em campo, impediu Zizinho de marcar gols e ainda fez o seu, de pênalti, no final. Uma foto desse jogo, com Niginho e Domingos (uniforme branco com listras horizontais vermelha e preta à altura do peito) tem de compor o acervo de um futuro memorial do Cruzeiro. Agora, o mais relevante: essa vitória espetacular injetou nos palestrinos a confiança de que precisavam para quebrar, 3 meses depois, o jejum de 9 anos sem o título mineiro.
PALESTRA ITÁLIA (MG) 4 × 2 FLAMENGO (RJ)
Data: 29/09/1940
Amistoso Interestadual
Local: Barro Preto / Belo Horizonte
Árbitro: Mario Gonçalves Vianna
Expulsões: Pichim e Alcides Lemos
Gols: Jarbas pênalti 08, Carlos Alberto 18, Niginho 39/1º; Djardes 11, Caxambu 16, Caieira de pênalti 31/2º
PALESTRA: Geraldo II, Caieira e Bibi; Souza, Juca e Caieirinha; Nogueirinha, Geraldino, Niginho, Carlos Alberto e Alcides Lemos (Djardes) / Técnico: Bengala
FLAMENGO: Walter, Domingos da Guia e Marin; Pichim (Renato), Volante (Jocelino) e Artigas; Armandinho, Zizinho, Caxambu, Waldyr e Jarbas / Técnico: Flávio Costa
O campeão dos campeões
Hoje, a expressão faz parte do próprio hino do clube. Mas quando e por que o Corinthians passou a ser chamado de “campeão dos campeões”? Era apenas um amistoso interestadual, um desafio entre Corinthians e Vasco, campeões paulista e carioca. No primeiro confronto, no Parque São Jorge, vitória por 4 a 2 com gols de Filó (dois), De Maria e Gambinha. Na partida de volta, em São Januário, ia dando Vasco, 2 a 0. Mas só até os 27 minutos do segundo tempo, quando falou mais alto outra tradição: a virada corinthiana. De Maria, Peres e Gambinha marcaram uma vez cada e, no fim, a vitória valeu o título honorário de Campeão dos Campeões do Brasil.
CORINTHIANS (SP) 3 x 2 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 23/02/1930
Taça Apea
Gols: De Maria, Peres e Gambinha; .......,......
CORINTHIANS: Tuffy; Rafael e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Filó, Peres, Gambinha, Rato e De Maria. Técnico: Virgílio Montarini.
VASCO DA GAMA: Waldemar; Itália, Brilhante; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Paes, Russinho, Mário Mattos e Bahiano.
Em 1957, Vasco se despediu do Carioca vencendo América por 4 a 3
Vasco e América se despediram do Campeonato Carioca de 1957 fazendo um jogo de muitos gols no Maracanã. O time cruzmaltino venceu por 4 a 3 em partida que aconteceram muitas viradas. O Vasco saiu na frente com Sabará, mas Alarcon marcando duas vezes virou para o América ainda no primeiro tempo. Logo em seguida, Almir empatou para os cruzmaltinos. Na etapa complementar os gols aconteceram em curto espaço de tempo. João Carlos colocou novamente o América em vantagem mas Rubens e Almir viraram para os vascaínos.
VASCO DA GAMA (RJ) 4 X 3 AMÉRICA (RJ)
Data: 21/12/1957
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã / Rio de
Juiz: Gomes Sobrinho
Gols: Sabará, Rubens, Almir (2); Alarcon (2),João Carlos
AMÉRICA: Pompéia, Rubens, Édson, Amaro, Romeiro, Hélio, Canário, Alarcon, Leônidas, João Carlos e Ferreira.
VASCO DA GAMA: Carlos Alberto, Paulinho, Bellini, Écio, Orlando, Coronel, Sabará, Almir, Wilson Moreira, Rubens e Pinga.
Efetuado no ground da praça Serzedello Corrêa, a partida principal da tarde decorreu otimamente. Duas organizações de forças equivalentes se encontraram, não havendo vencedor nem vencido.
O empate verificado, se bem que pode-se dizer por obra do caso – como veremos adiante – não diz bem do que foi o desenrolar da pugna.
É justo salientar que ambos os elevens desenvolveram ótimo jogo, revelando boas condições de forma e prometendo muito no decurso do campeonato que ontem se iniciou.
As defesas agiram bem, sendo os ataques prejudicados em parte pela falta de homogeneidade de que se ressentiram os remates finais.
Em duas fases bem distintas foi dividida a prova principal. A primeira em que se salientou o Bangu, tendo ambos os conjuntos perdido as melhores oportunidades para vencer, nada conseguindo. Na segunda fase notou-se bem acentuada reciprocidade de reação, tendo o Andarahy conseguido com esforço o seu ponto. Quando, porém, já se contava como certa a sua vitória, o seu adversário, de maneira a causar surpresa, conquistou o ponto de empate.
BANGU (RJ) 1 x 1 ANDARAÍ (RJ)
Data: 03/04/1921
Campeonato Carioca
Local: Andaraí
Árbitro: Edgard Oliveira
Gols: Antenor;....
ANDARAÍ: Otto, Americano e Franklin; Nicolino, Bráulio e Waldemar; João, Francisco, Gilabert, Urias e Telê.
BANGU: Mattos, Tatá e Leitão; Waldemiro, Joppert e Coquinho; Agenor, Pastor, Claudionor, Nonô e Antenor.
BERLIM 1936
A criação da Copa do Mundo, em 1930, fez com que o COI tivesse dificuldade em definir que atletas poderiam disputar um torneio olímpico, supostamente amador. Como os norte-americanos nunca tiveram no futebol um de seus passatempos esportivos prediletos, não houve torneio dessa modalidade nos Jogos de Los Angeles em 1932. Assim, o futebol olímpico só voltou em 1936, nas Olimpíadas de Berlim.
À exceção da Oceania, todos os demais continentes estiveram representados na Alemanha. Com o profissionalismo crescente em diversos países, o torneio olímpico de futebol começou a mudar de feições, com um aumento significativo de seleções B ou juniores. Mesmo assim, a Itália conseguiu mascarar o profissionalismo de alguns de jogadores e enviou uma seleção forte, que só teria adversários se Argentina e Uruguai mandassem representantes. Como os platinos desistiram do evento (foram substituídos pelo Peru), a azzurra não teve concorrentes do mesmo nível.
O número de participantes (16), ajudou a montar uma tabela simples, com jogos eliminatórios e sem fases preliminares. As oitavas-de-final viram algumas surpresas, como a vitória do Japão sobre a Suécia e as vitórias inesperadamente apertadas de Itália (1x0) e Grã-Bretanha (2x0) diante de Estados Unidos e China. De resto, foram normais as vitórias de Alemanha, Noruega, Polônia, Peru e Áustria sobre Luxemburgo, Turquia, Hungria, Finlândia e Egito.
Mais conturbadas foram as quartas-de-final. Em casa, a seleção alemã não atendeu às expectativas de Hitler e perdeu sem sequer chegar perto de uma medalha (0x2 contra a Noruega). Porém, a grande confusão ficou para Áustria x Peru. Os austríacos, que estavam entre as principais forças do futebol mundial na época, fizeram 2x0. No entanto, permitiram o empate peruano. Na prorrogação, um tumulto envolvendo torcedores sul-americanos paralisou a partida. No reinício, os peruanos foram melhores e marcaram mais dois gols. A Áustria não aceitou o resultado e pediu que a Fifa mandasse as duas equipes jogarem novamente. A solicitação foi acatada. Revoltados os peruanos voltaram para Lima.
Sorte da Áustria, que venceu a Polônia nas semifinais e garantiu um lugar na decisão (e uma medalha). A outra vaga ficou com a Itália, que venceu a Noruega por 2x1, placar que repetiria – após prorrogação – na final contra os austríacos.
ITÁLIA 2 X 1 ÁUSTRIA
Data: ......
Final Olímpica
Local: Estádio Olímpico / Berlim
Público: 90 mil
Árbitro: Peter Bauwens (Alemanha)
Gols: Frossi 25, Kainberger 35/2º e Frossi 02/1º da prorrogação
ITÁLIA: Venturini; Foni e Rava; Baldo, Piccini e Locatelli; Frossi, Mancini, Bertoni, Biagi e Gabriotti
ÁUSTRIA: Kainberger; Künz e Kargl; Krenn, Wahlmüller e Hofmeister; Werginz, Laudon, Steinmetz, Kainberger e Fuchsberger
sábado, 28 de março de 2009
Décadas
Bobô, principal destaque do Bahia Campeão Brasileiro de 1988No dia da Independência, sete de setembro, o Bahia enfrentou seu freguês de meia centena de partidas, o Vitória, tradicional adversário. Uma falha do zagueiro Estevam, que jogou no próprio Bahia, provocou a entrada livre de Bobô, que tocou na saída de Borges, apara fazer o único gol da partida, o primeiro triunfo do campeão brasileiro no tempo normal.
Evaristo de Macedo colocou no time o ex-junior Dico para atuar avançado, pedindo a Renato que caísse pela direita do ataque. Osmar jogou no meio campo junto com Bobô e o Bahia não agradou tanto a torcida, vencendo muito mais pela incompetência do adversário que por seus próprios méritos.
BAHIA (BA) 1 x 0 VITÓRIA (BA)
Data: 07/09/1988
Campeonato Brasileiro
Local: Fonte Nova / Salvador
Juiz: Pedro Carlos Bregaldas (RJ)
Renda: Cz$15.206.200
Cartões amarelos: Luciano, Bobô, Rosinaldo e João Marcelo.
Gol: Bobô 08/1º
BAHIA: Ronaldo, Edinho, João Marcelo, Pereira e Paulo Robson; Gil (Zé Carlos ) , Bobô e Osmar; Renato, Dico e Sandro / Técnico: Evaristo de Macedo
VITÓRIA : Borges, Edinho, Estevam, Doroteo Silva e Luciano; Bigu, Bem Hur e Gérson; Isael (Rosinaldo), Hélio (Ederlane), e Hugo / Técnico: Orlando Fantoni.
Em 1939 o Atlético Mineiro possuía uma grande equipe e seu destaque era o atacante Guará, o “Perigo Louro”. Nessa partida, Guará sofreu séria contusão na cabeça. No fatídico lance, em uma disputa de bola pelo alto, o zagueiro Caieira acabou acertando a cabeça de Guará, que ficou cerca de três dias no hospital, inconsciente. Quando já estava consciente, recebeu a visita de Caieira, que lhe pediu desculpas, e o eximiu de culpa. Após sua saída do hospital, passou longo período afastado dos gramados e, em fevereiro de 1940, voltou a atuar pelo Galo. Disputou algumas partidas, mas sem a mobilidade de antes e acabou largando o futebol. A vitória alvinegra, por 1 x 0 passou despercebida por torcida e imprensa.
ATLÉTICO MINEIRO (MG) 1 x 0 CRUZEIRO (MG)
Data: 04/06/1939
Campeonato Mineiro 1939
Local: Estádio Antônio Carlos / Belo Horizonte
Árbitro: Fuad Abras (MG)
Gol: Paulista
ATLÉTICO MINEIRO : Kafunga; Lulu e Quim; Hugo Reis, Lola e Cafifa; Hélio Tarcia, Selado (Paulista), Guará (Itália), Nicola e Resende / Técnico: Evandro Becker
CRUZEIRO: Geraldo; Caieira e Canário; Souza, Juca e Caieirinha; Carlos Alberto, Geninho, Laerte, Bengala e Alcides / Técnico: Matturi Fabi
O ano era 1963. Bicampeão em 61-62, o Ceará lutava pelo seu primeiro tricampeonato. Do outro lado, o Ferroviário, com apenas três títulos até então. No entanto, naquele dia 1º de dezembro, os corais jogavam pelo empate para conquistar o turno e impedir o título alvinegro. O palco era o estádio Presidente Vargas, que naquele ano tivera sua capacidade ampliada de 12 para 40 mil lugares.
O Ceará tinha um time formado desde o ano anterior, com seus torcedores sabendo “de cor” a escalação. Já o Tricolor da Barra havia reforçado a equipe, trazendo jogadores de fora do Estado.
O Vovô parecia que confirmaria o favoritismo, marcando com Marco Aurélio logo aos 13 minutos de partida. A alegria durou pouco. Aos 16, Edilson Araújo empatou numa penalidade e a primeira etapa terminou assim.
Na volta, o Ceará pressionava, tentando garantir o título arrastão (já que havia vencido os dois primeiros turnos) e o inédito tricampeonato. Porém, aos 30 minutos, Milton “Bailarino” marcou para o Peixe. O Ferrim estava com a mão na taça, já que vencia o jogo e jogava pelo empate.
Os Corais já comemoravam quando Gildo cabeceou para empatar a partida, já aos 42 minutos. Dramacidade pura. Alvinegros pressionando, Corais tentando segurar o resultado. Aos 44, no entanto, Lucena marcou o gol do título para o Ceará, que se sagrava tricampeão cearense 1961/62/63. Festa da torcida alvinegra e perplexão entre os corais, que se mantiveram estáticos, sem acreditar na derrota.
Surgiram boatos que alguns jogadores novatos do Ferroviário teriam facilitado a vitória adversária. Nada foi provado, mas dias depois o clube dispensou Ribamar, Nelson e Clóvis. É possível que os dirigentes corais tenham cometido injustiça com os três.
CEARÁ (CE) 3 X 2 FERROVIÁRIO (CE)
Data: 01/12/1963
Campeonato Cearense de 1963 / Decisão
Local: Estádio Presidente Vargas / Fortaleza
Renda: Cr$ 2.454.46 0,00
Arbitro: Lourálber Aurélio,
Auxiliares: Fernando Andrade e João Carlos Smith
Gols: Marco Aurélio, Gildo e Lucena; Edilson (pênalti) e Milton
FERROVIÁRIO: Ribamar, Pedrinho e Nelson; Zezinho, Gavillan e Clóvis; Macrino, Wellington Milton, Oliveira e Edilson.
CEARÁ: Aloísio Linhares, William e Alexandre; Zé Geraldo, Benício e Mauro; Carlito, Charuto, Gildo, Lucena e Marco Aurélio.
Em 1937, o Sul-Americano teve duas novidades: pela primeira vez foram realizados jogo noturnos e seis países se inscreveram. Foi um torneio cheio de alternâncias, como o instável Uruguai batendo a Argentina (dona da casa), mas perdendo de Paraguai e Chile, e o Paraguai vencendo o Uruguai, mas sendo derrotado pelo Peru.
No final, Brasil e Argentina se destacaram. Com jogadores como Niginho, Patesko, Carvalho Leite e Luizinho, a seleção brasileira chegou a última rodada com 100% de aproveitamento. Enquanto isso, a Argentina padecia da derrota para os cisplatinos e precisava de um triunfo para assegurar um jogo-extra.
Com um gol de García aos 3 minutos do segundo tempo, os platinos conseguiram a necessária vitória. A final foi marcada para o estádio do Gasómetro, que recebeu cerca de 80 mil espectadores. Foi um jogo tumultuado, que ficou interrompido por 40 minutos e terminou aos 41 do segundo tempo em 0 x 0. na prorrogação, De la Mata fez dois gols e deu o título aos argentinos.
ARGENTINA 2 X BRASIL
Data: 01/02/1937
Sul-Americano 1937
Local: Estádio do Gasómetro / Buenos Aires
Público: 80 mil
Árbitro: Luis Alberto Mirabal (URU)
Gols: De la Mata (04/2º da prorrogação) e De la Mata (7/2º da prorrogação)
ARGENTINA: Bello; Tarrío e Fazio; Sastre, Lazzatti e Martínez; Guaita, Varallo (De la Mata), Zozaya (Ferreyra), Cherro (Peucelle) e García
BRASIL: Jurandir; Carnera e Jaú; Britto, Brandão e Afonsinho; Roberto (Carreiro), Luizinho (Bahia), Cardeal (Carvalho Leite), Tim e Patesko
Foi sensacional a decisão do segundo turno do campeonato alagoano de 1976. Uma decisão que culminou com uma estupenda vitória do Regatas sobre o CSA por 3x2, gols de Joãozinho Paulista para os alvi rubros e Almir para os azulinos. Todo jogo foi desenvolvido num clima de suspense, já que o CSA jogava pelo empate e foi responsável pelo gol inaugural da partida aos 24 minutos da fase inicial, através de Almir. Joãozinho Paulista empatou aos 35, ampliou para 2x1 aos 8 minutos do segundo tempo e fez 3x1 aos 24. O CSA descontou para 3x2 aos 43 minutos. Tudo isso com um belo trabalho do arbitro Sebastião Canuto, auxiliado por Pedro Rufino e Juarez Inácio. O clássico rendeu 879.901 cruzeiros.
Apesar de receber o primeiro gol, o CRB teve a calma necessária para modificar o placar e chegar a grande vitória que lhe valeu o titulo de campeão do segundo turno. A etapa inicial o CSA foi melhor no meio campo e muito bom nas arrancadas de Enio Oliveira. Quando fez um a zero, o clube azulino deu a impressão que logo liquidaria seu adversário.
Entretanto, depois do gol de Almir, o CRB cresceu de produção, passou a dominar o meio campo e cuidou de marcar os tentos para garantir o titulo do segundo turno. O atacante Joãozinho Paulista foi o responsável pela virada regateana, fazendo três gols. Ele brilhou intensamente fazendo três gols de muita classe e demonstrando um oportunismo fora do comum, principalmente porque não é normal um só jogador fazer três gols em um clássico.
O CSA não foi o mesmo time de outras decisões, principalmente porque não existiu bem em termos ofensivo, como um Ferreti que foi anulado por Fifi. Apenas Enio Oliveira terminou sendo a figura mais positiva do ataque azulino. De dominador no primeiro tempo, o CSA passou a ser dominado na fase final, sendo surpreendido pelo oportunismo do jovem Joãozinho Paulista, o dono da festa.
A torcida alvi rubra fez um carnaval, comemorando o titulo e a queda da longa invencibilidade do CSA. Com bandeiras, e charangas os alvi rubros percorreram várias ruas da cidade, aliviada com a sensacional vitória.
CRB (AL) 3 x 2 CSA (AL)
Data: 05/07/1976
Local: Estádio Trapichão
Àrbitro: Sebastião Canuto
Auxiliares: Pedro Rufino e Juarez Inácio
Renda: 879.901 cruzeiros
Gols: Joãozinho Paulista (3) e Almir (2)
CRB:Cesar, Espinosa, Pires, Fifi e Flávio, Deco, Djair e Alex, Roberval (Antonio Carlos), Joãozinho Paulista e Silva (Ditinho).
CSA: Dida, Oliveira, Zé Preta, Rogério e Waldeci, Bruno, Roberto Menezes e Almir, Enio Oliveira, Ferreti (Helio) e Serginho (Jorginho Siri).
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Décadas
O feito dos corais não foi repetido desde então. O Ferroviário dominou o ano, pautado por uma equipe equilibrada, em que despontavam os volantes Coca-Cola e Edmar, além do meia-atacante Lucinho. O time conquistou os dois turnos da competição sem uma derrota sequer - foram oito vitórias e seis empates nos 14 jogos da campanha. No jogo do título, pela última rodada do returno, empate por 1 a 1 com o Fortaleza, no estádio Presidente Vargas, em 28 de julho.
O jogo teve sabor especial. Afinal, o Tubarão deixara escapar o título do ano anterior justamente para o Leão, após vencer o primeiro jogo da decisão e perder os dois seguintes. Nesta nova decisão a equipe do técnico Ivonísio Mosca abriu o placar com João Carlos, de cabeça, aos 20min da etapa inicial. Croinha empatou para os leoninos aos 14min da etapa final. Mas o empate favorecia o Ferrão, desde que o Quixadá não vencesse o Guarany-S, fora de casa. A partida terminou em 4 a 4 e, com a combinação dos resultados, os ferroviários foram à desforra mantendo a invencibilidade e levando o título de modo arrastão.
Era o fim de um jejum de 16 anos sem campeonatos. E o início de uma festa que ficou marcada na época. O primeiro turno cearense de 68 foi bastante disputado entre Ferroviário, Ceará, Fortaleza, América (campeão estadual de 66) e Calouros do Ar (campeão de 1955). Para se ter ideia da competitividade, os citados quadros revezaram-se nas primeiras posições até a quinta rodada, quando o Ferrão e Calouros assumirama cabeça da tabela. Entretanto, o Calouros na última rodada tropeçou diante do Quixadá ao perder poer 1 x 0, dando de mão beijada o título ao Tricolor da Barra do Ceará.
No segundo turno, a disputa concentrou-se entre Ferroviário, Fortaleza e Calouros e o surpreendente Quixadá (time fundado na cidade do mesmo nome em 1965, a partir da fusão das equipes do Bangu e Avante). Apesar disso, o Ferrão ganhou merecidamente o turno e o título arrastão em novo empate com o Fortaleza, agora em 1 x 1, uma partida a qual o Peixe poderia inclusive ter goleado facilmente.
Nesse jogo, já aos 4 minutos, uma violenta bola de Coca-Cola chocou-se com o travessão superior da meta do goleiro Gilberto. O meio campo coral, composto por Edmar, Coca-Cola e Mano, infernizou a defensiva adversária no 90 minutos. E quando o Fortaleza tentou uma tímida reação, o goleirão tricolário Cavalheiro brilhou no arco. O Ferroviário marcaria seu tento aos vinte minutos da primeira fase: num escanteio bem executado por Raimundinho, João Carlos mergulhoude cabeça e violento, sem nenhuma chance para o goleiro do Fortaleza. Apenas aos 14 minutos do segundo tempo, o Leão empatou através de um lindo gol de Croinha de virada, numa das poucas falhas da zaga do tubarão.
A campanha do Peixe foi irrepreensível. A torcida lavou a alma! Verificaram-se 14 jogos, com 8 vitórias (entre as quais 4 x 0 Ceará, 4 x 1 América e 4 x 2 Messejana), 6 empates e nenhuma derrota, marcando 27 gols e sofrendo apenas 13. O Ferrão ganhou igualmente o título de campeão da disciplina (não teve um só atleta expulso em toda a disputa), da taça eficiência, teve maior arrecadação, melhor público, melhor defesa e ataque.
Segundo a edição de O POVO daquele dia, torcedores e atletas permaneceram no campo até a noite, para, em seguida, festejar nos dois grêmios ferroviários da cidade. “A festa foi grande demais. O Ferroviário não ganhava nada há muito tempo. Eu mesmo saí de campo só de cueca”, lembra o volante Edmar. Ele destaca a qualidade da equipe. “O time era uma maravilha, afinado, de toque. Tanto que foi campeão invicto”, conta Edmar, que hoje treina jovens no projeto Bola de Meia, no Parque São Miguel.
Outro jogador daquela equipe, o atacante Orlando Facó lembra que o final dos anos 60 foi um período bom para o clube. “A diretoria era composta por pessoas equilibradas, que fizeram um planejamento a longo prazo”, afirma. Um dos diretores era José Rego Filho. Ele pontua a austeridade administrativa, a disciplina e a participação de toda a classe ferroviária como fundamentais para a conquista do título de 1968. “Foi uma época muito boa, conseguimos muitos avanços”. Avanços lembrados até hoje, quarenta anos depois do “ano que não acabou”.
FERROVIÁRIO (CE) 1 X 1 FORTALEZA (CE)
Data: 28/07/1968
Campeonato Cearense
Local: Estádio Presidente Vargas / Fortaleza
Árbitro: José Felício Lopes
Assistentes: Assis Furtado e Gilberto Ferreira
Público: 13.612 pagantes
Gols: João Carlos 20/1º, Croinha 14/2º
FERROVIÁRIO: Cavalheiro; Wellington, Flodoaldo (Luiz Paes), Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano, Paraíba, João Carlos e Raimundinho (Lucinho) / Técnico: Ivonísio Mosca de Carvalho
FORTALEZA: Gilberto; William, Zé Paulo, Renato e Carneiro; Ivan Frota (Fontoura), Joãozinho e Luciano Oliveira; Humaitá, Croinha e Alísio /Técnico: José Valdo
Um público de 5.983 pessoas foram ao Morumbi naquele 15 de outubro de 1992. Dia dos professores, dia de aula de futebol. Já classificado para a fase seguinte do paulistão, o São Paulo, campeão da Taça Libertadores, se preparava para a disputa de seu primeiro Mundial. Cafu estava contundido e Telê ainda tinha dúvidas sobre a lateral-esquerda. Mas aquele foi dia de Raí. O craque fez de tudo e mais um pouco. Comandou a equipe num espetáculo de gala, tomou conta da partida. Fez 5 gols de todos os jeitos, incluindo um por cobertura. Quem viu não esquece... Impecável. Nota 10!
SÃO PAULO (SP) 6 x 0 NOROESTE (SP)
Data: 15/10/1992
Campeonato Paulista / Returno / 21ª Rodada
Local: Estádio do Morumbi
Árbitro: José Roberto Wright
Gols: Raí 11, Raí 24, Raí 56, Raí 73, Müller 80, Raí 85
SÃO PAULO: Zetti; Vítor, Adílson, Válber e Marcos Adriano; Pintado, Toninho Cerezo (Dinho), Raí e Palhinha (Maurício); Catê e Müller. Técnico: Telê Santana.
NOROESTE: Silvio Roberto; Amaral, Campagnolo, Monteiro e Baroninho; Cláudio, Luís Cláudio, Jorge Rauli e Vaguinho (Luís Henrique); Charles e Marco Aurélio. Técnico: Marco Antônio Machado.
Festival de inauguraçao do Estádio Colosso da Lagoa da Lagoa de Erechim/RS
O jogo inaugural foi entre SANTOS F.C. 2x0 GRÊMIO F.B.P.A.
Pelé marcou neste jogo o seu gol número 1040, o primeiro no Estádio Colosso da Lagoa, o qual recebeu uma placa em bronze da Rádio Tupi de São Paulo, com o prefixo 1040.
O S.C. Internacional fez o terceiro jogo do estádio, segue um breve “histórico” do mesmo:
No festival de inauguraçao do Colosso da Lagoa, a segunda rodada de jogos foi realizada no dia 06 de Setembro de 1970.
Depois da preliminar realizada por Ypyranga x Esportivo, sob muita chuva a equipe do Botafogo goleou o Internacional por 5x2.
Logo ao primeiro minuto de partida, Jairzinho o Furacao da Copa, fuzilou o Inter e fez 1x0. O Inter reagiu e aos 21 min Sérgio Galocha empatou a partida. Na etapa complementar aos 18 min novamente Jairzinho marcou para o Botafogo, 2x1. Dois min depois foi a vez de Arlindo fazer 3x1. Aos 31 min foi a vez de Nilson aumentar a goleada para 4x1. Valdomiro, o grande ponteiro direito colorado fez o segundo gol do Internacional e finalmente aos 36min novamente Jairzinho marcou fechando a goleada em 5x2.
BOTAFOGO (RJ) 5 x 2 INTERNACIONAL (RS)
Data: 06/09/1970
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Colosso da Lagoa / Erechim
Juiz: Luís Torres
Gols: Jairzinho 01, Sérgio Galocha 21/1º, Jairzinho 18, Arlindo 20, Nílson Dias 31, Valdomiro 33 e Jairzinho 36/2º
BOTAFOGO: Ubirajara Motta (Cao), Moreira (Edinho), Moisés, Osmar e Waltencir; Nei Conceição (Zé Carlos II) e Arlindo (Pojito); Zequinha, Ferretti (Nílson Dias), Jairzinho e Careca / Técnico: Paraguaio.
INTERNACIONAL: Gainete, Édson Madureira, Pontes, Valmir e Jorge Andrade; Paulo César Carpegiani (Carbone), Tovar e Dorinho; Valdomiro, Sérgio e Claudiomiro / Técnico: Daltro Menezes.
Campeão Carioca com sobras
Por Fernando Lopes
Depois de conquistar a Taça Guanabara e vencer o Americano, time revelação do torneio, com sobras na semifinal, o Vasco foi à decisão do Campeonato Estadual 2003 jogando por dois empates contra o Fluminense. Mas a vantagem nem foi tão necessária, pois o Gigante da Colina mostrou sua superioridade sobre o tricolor das Laranjeiras e venceu as duas partidas pelo mesmo placar: 2x1.
O primeiro jogo realizou-se numa quarta-feira em que Marcelinho Carioca literalmente fez chover no Maracanã ao abrir o placar com um gol olímpico. No 2º tempo, Souza ampliou para o Vasco enquanto Alex Oliveira descontou para o tricolor.
Nem o fato de poder perder o 2º jogo por um gol de diferença fez com que o time vascaíno pensasse em qualquer resultado que não fosse a vitória. E para comprovar isso nada melhor do que um gol no primeiro minuto. Marcelinho arriscou de longe, o goleiro Kleber rebateu e Léo Lima apareceu para marcar e fazer explodir a torcida cruzmaltina.
Antes dos dez minutos, a arbitragem apareceria anulando um gol de cada time, alegando impedimento. Aos 3, Ademílson, do Fluminense, teve o tento anulado, e aos 8, foi a vez do vascaíno Wellington Paulo não poder comemorar seu gol. O tricolor chegou ao empate aos 21 minutos com Ademílson, em claro impedimento. Aos 40, Marcelinho sofreu falta desleal do volante Marcão, nada faz e acabou sendo inexplicavelmente expulso juntamente com o jogador do Fluminense.
Sem o craque do Vasco em campo, quem resolveu dar o show foi Léo Lima. Aos 15 minutos veio dos pés dele a jogada que entraria para a história recente do futebol carioca. Na lateral esquerda, o meia vascaíno, de letra, fez um cruzamento sensacional para a grande área. Quase em cima da linha de fundo, Cadu cabecepu para trás e Souza apareceu para executar o rival. Vascão 2x1 e o Cariocão 2003 era do Gigante da Colina.
VASCO DA GAMA (RJ) 2 x 1 FLUMINENSE (RJ)
Data: 23/03/2003
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Samir Yarak
Cartões amarelos: Alex, Henrique e Léo Lima (Vasco); Zé Carlos, Jadílson, Alex Oliveira e Carlos Alberto (Fluminense).
Expulsões: Marcelinho Carioca (Vasco) e Marcão (Fluminense) aos 40 minutos do 1º tempo.
Gols: Léo Lima 01 e Ademílson 21/1º; Souza 15/2º
VASCO DA GAMA: Fábio, Russo, Alex, Wellington Paulo e Edinho; Henrique (Rogério Corrêa), Bruno Lazaroni, Léo Lima (Rodrigo Souto) e Marcelinho Carioca; Marques (Cadu) e Souza / Técnico: Antônio Lopes.
FLUMINENSE: Kleber, Jancarlos (Zada), César, Zé Carlos e Jadílson; Marcão, Djair (Fernando Diniz), Alex Oliveira (Marcelo) e Carlos Alberto; Ademílson e Fábio Bala / Técnico: Renato Gaúcho.
Garrincha vestiu a camisa do Novo Hamburgo
A Noite em que o Anjo das Pernas Tortas Vestiu a Anilada ::
Garrincha, o lendário ponteiro-direito do futebol brasileiro e mundial, teve sua passagem pelo Esporte Clube Novo Hamburgo, acredite. Ele vestiu a camisa 7 anilada na noite de 2 de julho de 1969, na partida Internacional 3 x 1 ECNH, no Estádio Beira-Rio.
Mané não marcou no amistoso - um jogo-exibição -, mas deu seu show em Porto Alegre. Segundo registros da época, aos 22 minutos da fase inicial, Garrincha driblou o lateral Jorge Andrade, que ficou caído, passou por Pontes e deixou Dirceu em condições de marcar, mas o tiro do atacante do alvianil acertou a trave do goleiro Schneider.
O craque das copas de 58 e 62 saiu de campo aos 15 minutos do segundo tempo, sendo muito aplaudido pelos torcedores gaúchos. Antes da partida, Garrincha fez um treino no Santa Rosa, quando conheceu um pouco do clube e o grupo de jogadores. O técnico Crespo entregou a camisa ao anjo das pernas tortas, que começou o jogo, claro, como atração da noite e titularíssimo do Nóia.
INTERNACIONAL (RS) 3 X 1 NOVO HAMBURGO (RS)
Data: 02/07/1969
Local: Estãdio Bira Rio
Amistoso Estadual
Árbitro: José Carlos Von Mendgem
Renda: NCr$ 6.490,00
Gols: Sérgio 15,Tovar 17/1º, Chiquinho 07, Helenilton 10/2º.
INTERNACIONAL: Schneider (Edgar); Édson Madureira, Pontes (Gunga), Valmir (Luiz Carlos) e Jorge Andrade; Tovar (Élton), Dorinho e Sérgio; Carlitos (Valdomiro), Chiquinho e Canhoto.
NOVO HAMBURGO: Carlos; Di (Heitor), Bernardino, Osmar e Virgílio; Bira, Xameguinha e Dirceu; Garrincha (Ortiz), Helenilton e Sarão.
sábado, 26 de abril de 2008
Décadas
Data:25 / 01 / 1970
Amistoso Internacional
Local: Morumbi (São Paulo)
Renda: NCr$ 272.965,00
Público: 59.924 pagantes (107.869 presentes)
Gols: Vieira Nunes, 32 e Miruca, 35
Árbitro: José Favilli Neto
SÃO PAULO: Picasso; Édson, Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca (José Roberto), Toninho, Téia (Babá) e Paraná (Claudinho) / Técnico: Zezé Moreira.
PORTO: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Gomes, Chico (Seninho), Pinto (Ronaldo) e Nóbrega.
Obs: Inauguração do Morumbi concluído
Dez anos. Esse foi o tempo que o São Paulo precisou se sacrificar para erguer totalmente a sua sede. Os anos de construção do Morumbi foram difíceis para o tricolor. Eram tempos de contenção de despesas e de pouco investimento no futebol profissional. Com o time fazendo apenas figuração nos campeonatos, os torcedores demonstraram muita paciência e compreensão com a diretoria, cientes do que representava o sonho do Morumbi. Assim como planejavam seus idealizadores, o gigante foi inaugurado como o maior estádio particular do mundo, com capacidade para 150 mil pessoas.A partida teve a presença de várias autoridades, como o presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, o governador paulista, Roberto Costa de Abreu Sodré, e o prefeito de São Paulo, Paulo Salim Maluf. Era o auge da ditadura militar. A presença mais ilustre, contudo, não foi de nenhum político, mas do dramaturgo Nelson Rodrigues. Uma das raríssimas vezes que o anjo pornográfico saiu do Rio de Janeiro para assistir um jogo de futebol.
BANGU(RJ) 6 X 0 FLAMENGO(RJ)
Data: 20 /08 /1950
campeonato carioca.
Local: Maracanã
Gols: Moacir Bueno(2), Zizinho, Joel, Simões, Sula.
Juiz: Alberto da Gama Malcher
BANGU: Luis Borracha, Rafanelli e Sula, Gualter, Mirim e Pinguela. Djalma, Zizinho, Joel, Simões e Moacir Bueno
FLAMENGO: Garcia, Biguá e Juvenal, Bria, Walter e Bigode, Aloísio, Hermes, Helio, Lero e Esquerdinha.
Uma das mais vergonhosas derrotas da vida do Clube de Regatas do Flamengo, aconteceu no campeonato carioca de 1950. Apresentando em campo um time verdadeiramente desconexo, incorrendo ainda no erro de uma aventura que foi o lançamento precipitado de Hermes, o Flamengo emudeceu os olhos de sua torcida, caindo por uma contagem que atinge tremendamente o prestigio do clube da Gávea. Está de parabéns o Bangu pela sua estupenda vitória. Vitória que veio como efeito natural do amplo domínio exercido pelo seu conjunto , cujas manobras táticas foram perfeitas e cujo padrão de jogo é o que se pode exigir de um grande esquadrão
VASCO DA GAMA(RJ) 2 X 1 SANTOS(SP)
Data: 21/04/1958
Amistoso Interestadual
Local: São Januário
Gols: Laerte(2), Álvaro
Árbitro: José Gomes Sobrinho
VASCO DA GAMA: Helio, Dario, Viana, Ortunho, Écio, Barbosinha (Clever), Ramos, Laerte, Livinho (Artoff), Rubens (Roberto) e Pinga
SANTOS: Manga, Fioti, Juvaldo, Getúlio, Ramiro, Urubatão, Dorval, Álvaro, Pagão (Raimundinho), Ciro (Dom Pedro) e Vasconcelos (Zezinho)
Comemorando a conquista do Torneio Rio-São Paulo, o Vasco recebeu em São Januário a visita do Santos no dia 21 de abril de 1958 para uma partida amistosa. Apesar de o jogo ser considerado uma espécie de revanche para a equipe paulista, que havia perdido por 3 a 1 no último confronto, o que se viu em campo foi um Cruzmaltino inspirado que confirmou sua superioridade e venceu por 2 a 1
FLAMENGO(RJ) 2 X 1 VASCO DA GAMA(RJ)
Data: 17 /10//1954
Local:Maracanã
Campeonato carioca
Gols: Rubens, Índio; Alvinho
FLAMENGO: Garcia, Tomires e Pavão, Jadir, Dequinha e Jordan, Joel. Rubens, Índio, Dida e Bábá.
VASCO DA GAMA: Barbosa, Paulinho e Belini, Eli, Mirim e Dario, Sabará, Ademir, Vává, Maneca e Alvinho.
Dida estreou no time principal do Flamengo no dia 17 de outubro de 1954 no clássico carioca Flamengo e Vasco da Gama com o maracanã lotado.
Eis o comentário para a revista, O Esporte Ilustrado, do conhecido jornalista Luiz Mendes:“Ainda há poucos meses eles estavam em suas terras, ouvindo pelo rádio os grande jogos do Rio, apenas sonhando com o maracanã. Hoje, como eles vivessem a história de um desses contos maravilhosos de Alice no país da maravilha, eram, de verdade, protagonistas daquela beleza toda, transformando, de um momento para outro, em ídolo de uma platéia que se dá ao luxo de ser considerada a maior do Brasil. E os dois meninos da ala esquerda rubro negra, vivendo essa realidade empolgante, fizeram algumas travessuras”.
“Numa fugida de Bábá, o magnifico “scratchmam” nacional Paulinho de Almeida teve que usar de recursos extremos para evitar o gol, derrubando o ponteiro antes que ele entrasse na área. E disso nasceu o golaço de Rubens, cobrando a falta de maneira notável, chutando ao estilo de Jair, contornando a barreira e fazendo a bola chegar as redes”.
“O começo da vitória, portanto, teve inicio na manobra dos dois garotos. Um deles, o meia Dida, livrou-se do robusto Eli do Amparo, que parecia um Golias diante de um Davi, e meteu a bola na esquerda para a fuga de Bábá. Depois, no segundo tempo, a verde ala esquerda, formada por dois meninos que vieram do Norte, não teve maior influência de nenhum nervosismo. Paulinho não precisou, entretanto, temer mais as fugidas de Bábá, porque o ponteiro se contundiu e ficou em um pé só, sem poder correr. Apenas Eli continuou caçando Dida, e Dida como se fosse desconhecedor do nome, do prestígio e, até da condição de “scratchmam” do médio do Vasco, prosseguiu passando por Eli como se Eli não existisse”.
GRÊMIO(RS) 2 x 6 INTERNACIONAL(RS)
Data: 26/09/1954
Amistoso Estadual
Local: Estádio Olímpico
Arbitro: Carlos Alberto Vigorito(URU)
Gols: Sarará, Zunino; Larry (4), Jerônimo e Canhotinho.
GRÊMIO: Sérgio, Ênio Rodrigues, Orli, Roberto, Sarará, Itamar, Tesourinha, Milton, Camacho (Vítor), Zunino e Torres (Delém).
INTERNACIONAL: Milton, Florindo, Lindoberto, Oreco, Salvador, Odorico, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Canhotinho.
No primeiro Gre-Nal da história do Estádio Olímpico, o Inter estragou a festa do seu maior rival. Aplicou um impiedosa goleada de 6 a 2, fazendo da casa do Grêmio, desde então, um palco de vitórias coloradas. O Internacional tinha uma de suas mais temíveis duplas de ataque em todos os tempos: Larry e Bodinho. Um jogo tão festivo que até o árbitro era atração: pela primeira vez um juiz uruguaio apitava, o sr. Carlos Alberto Vigorito. Em campo, o baile foi todo colorado com uma goleada de 6 tentos a 2
domingo, 20 de abril de 2008
Décadas
Data: 10/11/1946
Campeonato paulista
Local: Pacaembu
Árbitro: Bruno Nina
Gols: Renganeschi,38 2ºT Expulsões: Remo, Paulo;Og Moreira, Villadôniga
SÃO PAULO: Gijo; Piolim e Renganeschi; Rui, Bauer e Noronha; Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha / Técnico: Joreca.
PALMEIRAS: Oberdan; Caieira e Gengo; Og Moreira, Túlio e Waldemar Fiúme; Lula, Lima, Villadoniga, Canhotinho e Mantovani / Técnico: Ventura Cambon
No ano de 1946, o Tricolor entrou no Campeonato Paulista como um dos favoritos.Este time era reconhecido como um dos mais fortes do país e lutava pelo bicampeonato estadual. São Paulo e Corinthians chegaram com chances na rodada final. O alvinegro enfrentaria um time pequeno, enquanto o Tricolor pegaria o Palmeiras. Precisando vencer, o São Paulo entrou de corpo e alma, mas o Palmeiras também jogou com muita garra e complicou ao máximo a vida do São Paulo.O zagueiro argentino Armando Renganeschi mesmo machucado permaneceu em campo para fazer número pois não havia substituições. Aos 38 minutos do segundo tempo, uma bola acerta o travessão do Palmeiras e pinga na grande área. Correndo com grande dificuldade, praticamente arrastando o pé, Renga conseguiu chegar na bola e tocar para o gol. O gol do título.
BENFICA(POR) 2 x 5 SANTOS(SP)
Data: 11/10/1962
Mundial Interclubes
Local: Estádio da Luz, em Lisboa
Árbitro: Pierre Schinter (França)
BENFICA: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Caven e Jacinto, José Augusto, Santana, Euzébio, Coluna e Simões / Técnico: Otto Glória.
SANTOS: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito, e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe / Técnico: Luís Alonso Peres (Lula).
Gols: Pelé, aos 17 e 26 minutos do 1º tempo; Coutinho, aos três, Pelé, aos 19, Pepe aos 31, Euzébio, aos 41, e Simões aos 44 minutos do 2º tempo.
Foi no dia 11 de outubro de 1962 que o Santos Futebol Clube conquistou o título máximo que um clube de futebol pode alcançar. Nesta data, o Peixe sagrou-se campeão mundial interclubes, em Lisboa. A partida que rendeu o título ao Santos foi um verdadeiro show de bola. Este jogo é tido por muitos dos jogadores daquela época como a melhor apresentação do Santos em toda a sua história. O jogo final foi marcado por muita tensão. O estádio estava lotado e, como não poderia ser diferente, a quase totalidade do público presente torcia para o Benfica. O Santos havia vencido o primeiro confronto, no Maracanã, por 3 a 2, em um jogo muito disputado. O time português confiava tanto na vitória, que ouviam-se rumores de que já estavam sendo vendidos os ingressos para a terceira partida. Na verdade, o que a torcida portuguesa viu foi o completo domínio do Santos, que chegou a estar vencendo por 5 a 0. Os gols do Benfica só foram feitos nos últimos cinco minutos de jogo. Os gols do Santos foram marcados pelo famoso trio: Coutinho, Pelé (3) e Pepe. Pelo bonito futebol, a equipe campeã deu sua volta olímpica sendo aplaudida de pé pela torcida adversária
BOTAFOGO(RJ) 2 X 1 BANGU(RJ)
Data: 18 12 / 1967.
Campeonato carioca
Gols: Roberto e Gerson; Mario
Juiz: Antonio Viug.
Público: 111.641 pagantes.
BOTAFOGO: Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Leonidas, Valtencir, Carlos Roberto, Gerson, Rogério, Roberto, Jairzinho, e Paulo Cesar Caju /Técnico: Zagalo.
BANGU: Ubirajara, Cabrita, Mario Tito, Luis Alberto, Ari Clemente, Jaime, Ocimar, Paulo Borges, Del Vechio, Mario, e Aladim / Técnico: Plácido Monsores.
Há 41 anos o Bangu decidia com o Glorioso a final do carioca. Perdeu, mas lutou até o fim, quase conseguindo o empate. Jogava-se por amor à camisa. O Bangu nessa época tinha uma grande equipe e nesse jogo foi valente, busca intensamente o bicampeonato, e teve até um gol duvidosamente anulado.112 mil torcedores estavam presentes, mesmo com uma tarde de chuva forte sobre a cidade.
O Botafogo tinha um timaço, e levou o caneco com um golaço de Gerson no ângulo do Ubirajara
VASCO DA GAMA(RJ) 3 X 2 AMÉRICA(RJ)
Data: 31 de julho de 1937
Amistoso Interestadual
Local: Estádio São Januário Público: 25.000 pagantes
Juiz: Sanchez Diaz (Argentina)
Gols: Lindo (2) e Raul; Nélson e Carola
VASCO DA GAMA: Joel, Poroto e Itália; Oscarino (Rainha), Zarzur e Calocero; Lindo, Kuko, Raul, Feitiço e Luna (Orlando)
AMÉRICA: Tadeu, Vital e Badu; Brito, Munt e Possato (Pellizzari); Valdir, Carola, Plácido, Nélson e Wilson
Em 19 de julho de 1937, os presidentes do América, Pedro Magalhães Correia, e do Vasco, Pedro Pereira Novaes, reuniram-se secretamente na Associação dos Empregados do Comércio, no Centro do Rio, e elaboraram uma estratégia para a pacificação, celebrada enfim com a fusão de LCF e FMD, criando a Liga de Futebol do Rio de Janeiro, aceita imediatamente pelos outros dez clubes que integravam as duas antigas entidades. Logo, em 31 de julho, promoveu-se o amistoso entre América e Vasco, em São Januário, numa festa magnífica. Valeu, então, a Taça Pinto Bastos e o Bronze da Vitória, esse oferecido pela revista "O Cruzeiro". O Vasco venceu por 3 a 2 e ficou com a posse definitiva de ambos. Estabeleceu-se também um Troféu da Paz, para ser disputado naquele e em outros dois jogos, como de fato aconteceu. O América ganhou a segunda partida, realizada em 5 de setembro de 1937, e a terceira e decisiva, que aconteceu em 25 de agosto de 1938, por, respectivamente, 3 a 1 e 2 a 0, levando a taça para Campos Sales.
PALMEIRAS(SP) 2 X ESPORTIVA(GUARATINGUETA/SP)
Data: 07/09/1964
Campeonato Paulista
Gols: Ademar Pantera e Rinaldo
Árbitro: Teodoro Nitti
Renda: Cr$ 19.600.000,00
Público: 31.900 pagantes
PALMEIRAS: Valdir Joaquim de Morais; Caetano, Djalma Dias e Ferrari; Dudu e Valdemar Carabina; Gildo, Ademar Pantera, Picolé, Tupãzinho e Rinaldo / Técnico: Silvio Pirilo ESPORTIVA: Acosta; Bolar, Jorge e Rubens; Luís César e Zózimo; Roberto, Luís Carlos, Nenê, Sauí e Édson / Técnico: Carlos Silva
Em Setembro de 1964 a Sociedade Esportiva Palmeiras, com uma grande festa, entregava as obras de seu remodelado estádio. Foram entregues as novas numeradas, a arquibancada prolongada com um semi-círculo em seu final e o setor das sociais, aonde havia um lugar específico para os associados. Também foram reformados os banheiros, as cabines de rádio e televisão, a tribuna de honra, autoridades, e também foram criadas as cadeiras cativas, aonde da venda dessas cadeiras foi arrecadado parte do dinheiro investido nas obras.
domingo, 6 de abril de 2008
Decadas
Data: 12 de setembro de 1948
Campeonato Pauista da 2ª Divisão
Local: Etádio Móises Lucarelli, em Campinas
Juiz: Antonio Musitano
Renda: Cr$ 57.730,00
Gols: Sato, Gatão e Picolino
PONTE PRETA: Serafim; Alcides e Sapatão; Nego, Gaspar e Rodrigues; Damião, Gaiola, Vicente, Armandinho e Oliveira
XV DE NOVEMBRO: Ari; Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e HenriqueJogo de inauguração do Estádio Móises Lucarelli após vários anos de esforços para ter o seu estádio próprio. A equipe disputava suas partidas no Estádio Horácio da Costa, de propriedade do Mogiana. Este jogo foi válido pelo Campeonato Paulista da 2ª Divisão e foi contra a equipe mais poderosa do interior na época, o XV de Novembro de Piracicaba.
SÃO PAULO(SP) 0 x 0 PALMEIRAS(SP)
Data:03/10/1943
Campeonato PaulistaLocal: Pacaembu
Árbitro: Carlos de Oliveria Monteiro(Tijolo)
SÃO PAULO: King; Piolim e Virgílio; Zezé Procópio, Zarzur e Noronha; Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Pardal / Técnico: Joreca.
PALMEIRAS: Obderdan; Junqueira e Osvaldo; Brandão, Og Moreira e Dacunto; Caxambu, Gonzalez, Cabeção, Villadoniga e Canhotinho / Técnico: Del Debbio
O primeiro título do São Paulo após o ressurgimento do clube, em 1935, foi conquistado em 1943, já com Leônidas da Silva no time. Naquele ano, diziam que o Campeonato Paulista seria decidido na moedinha. Se desse cara, o campeão seria o Corinthians. Se desse coroa, seria o Palmeiras. O São Paulo só poderia ser campeão se a moeda caísse em pé. E a Portuguesa, se a moeda parasse no ar. Pois a moeda caiu em pé. O São Paulo mostrou superioridade aos rivais ao longo de todo o certame e chegou à ultima rodada precisando de apenas um empate para ficar com a taça. O adversário era o Palmeiras e o 0 a 0 daquela tarde garantiu a primeira conquista tricolor da Era Leônidas. Aquele seria o primeiro de uma série de cinco títulos estaduais naquela década.
VASCO DA GAMA(RJ) 2 x 0 PEÑAROL(URU)
Data: 22/04/1951
Amistoso Internacional
Local: Maracanã
Gols: Friaça e Ademir.Juiz: Carlos de Oliveira Monteiro, o popular Tijolo.
VASCO DA GAMA: Barbosa, Augusto, Clarell. Danilo e Alfredo. Tesourinha. Ademir. Friaça (Ipojucan). Maneca e Djair.
PEÑAROL: Maspoli. Matias Gonzalez e Romero. J.C. Gonzales. Obdulio Varela e Etchegayon (Abadye). Gighia. Piuepoff. Falero (Miguez), Schiafino e Vital.
Vasco da Gama e Peñarol realizaram 2 jogos no Maracanã como praticamente, para os vascaínos, revanches do Mundial de 1950 quando, a Seleção Celeste ganhou por 2 x 1 do Brasil. Vasco da Gama e Peñarol tinham as bases dessas seleções e os cariocas levaram a melhor nestes 2 jogos. No primeiro ganhou por 3 x 0 e no segundo por 2 x 0.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Décadas
O majestoso estádio afeano está em parte pronto para ser inaugurado e entre a primeira e segunda rodada da 2ª Divisão a Ferroviária folgou para receber o poderoso esquadrão do CR Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, para um amistoso especial, ou seja a inauguração oficial do Estádio Fonte Luminosa. Cartazes espalhados pela cidade, panfletagem de avião, chamadas nas rádios, milhares de ingressos vendidos na região de Araraquara e o jogo do dia 10 de junho de 1951 entra para a história. De um lado o time base da Seleção de 1950, vice-campeã mundial e de outro um time inexperiente e em formação.
FERROVIÁRIA (SP) 0 x 5 VASCO DA GAMA (RJ)
Data:10 / 06 / 1951
Amistoso Interestadual
Local: Fonte Luminosa(Araraquara)
Juiz: Alberto da Gama Malcher auxiliado pelos bandeirinhas araraquarenses Ernani Salvador Volpi e Rolando Volpi.
Gols: Friaça(4), Tesourinha
VASCO DA GAMA: Barbosa; Augusto (Laerte) e Clarel; Ipojucan (Lola), Danilo e Alfredo; Tesourinha, Ademir (Amorim), Friaça, Maneca e Djair (Chico) / Técnico: Flávio Costa. FERROVIÁRIA: Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierre, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho, Gonçalves e Baltazar (Tonhé) / Técnico: Zezinho
OBS:Friaça marcou o primeiro gol na Fonte Luminosa
SÃO PAULO (SP) 5 x 0 NACIONAL (SP)
Data: 01/01/1949
Campeonato Paulista
Local: Estádio do pacaembu, em São Paulo
Juiz: Mr. Snape
Renda: Cr$ 153.045,00
Gols: Friaça (2), Ponce de Leon e o juiz…
SÃO PAULO: Mário; Savério e Renato; Bauer, Rui e Jacó; Fraiça, Ponce de Leon, Leônidas, Remo e Teixeirinha.
NACIONAL: Fábio; Dedão e Antide; Damasceno, Riveti e Carlos; Plácido, Neca, Jorginho, Bode e Flávio.
Este jogo se tornou histórico, pois não foi o árbitro José de Assis Aragão o primeiro árbitro a marcar um gol, mas sim o inglês Mr. Snape que nesta partida se tornou o primeiro “árbitro artilheiro” brasileiro . Eis a ficha técnica e o comentário do jornal da época sobre o episódio:
“Depois de um jogo onde predominou amplamante, o tricolor bateu a equipe nacionalista pela contagem de 5 tentos a 0. Deve-se notar contudo que a marcação do 2º e 5º tentos sampaulinos foi muto contestada, notadamente o último. A linha atacante tricolor desceu para o ataque, Leônidas ao visar o gol atingiu o árbitro com a bola e esta foi aninhar-se nas redes guarnecidas por Fábio. Este tento, porém legítimo, sómente foi contestado pelo inedetismo com que foi marcado”
PALMEIRAS (SP) 3 x 0 PORTUGUESA SANTISTA (SP)
Data: 21/01/1951
Campeonato Paulista/1950
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos/SP
Árbitro: Richard Eason
Gols: Lima 27/1ºT Rodrigues Tatu 7 e 29 /2ºT
PALMEIRAS: Oberdan; Turcão e Palante; Waldemar Fiúme, Luis Villa e Sarno; Nestor, Achilles, Lima, Canhotinho e Rodrigues Tatu / Técnico: Ventura Cambon.
PORTUGUESA SANTISTA: Andu; Pavão e Olavo; Jarbas, Nélson e Cabeção; Plínio, Zinho, Baía, Moacir e Barbosinha.
O Campeonato Paulista de 1950 já tinha um campeão praticamente definido: o São Paulo. Aliás, um tricampeão, já que a equipe tricolor vencera as edições de 1948 e 1949, e já comemorava aquele que seria o seu primeiro tricampeonato estadual. Faltando apenas três rodadas para o término da competição, a equipe do técnico Vicente Feola somava três pontos a mais do que o Palmeiras, segundo colocado na tabela. E, como naquela época as vitórias valiam apenas dois pontos, era quase impossível ultrapassar o rival. Favorecido por três tropeços seguidos do São Paulo o Palmeiras sabia que uma vitória diante da fraca Portuguesa Santista lhe valeria a vantagem de jogar pelo empate na última rodada, justamente contra o São Paulo, o Palmeiras conseguiu segurar o 1 a 1 e impediu o tri são-paulino.
FLAMENGO (RJ) 6 X 4 HONVED (HUN)
Data: Março de 1957
Amistoso Internacional
Local: Maracanã
Gols: Evaristo de Macedo(2), Dida, Paulinho, Henrique, Moacir,Szusza
ÁRBITRO: Mário Vianna.
FLAMENGO: Ari. Tomires e Pavão. Milton. Luis Roberto e Edson. Paulinho. Moacir (Duca). Henrique (Dida). Evaristo e Bábá.
HONVED: Grosic. Rackoszye Baniay. Boszik. Kotasz (Farago) e Lanthos. Budai. Kocsis. SuzSza. Puskas e Czibor ( Sandor).
Obs: 1º jogo de um total de 3 contra o Flamengo nesta excursão.
Em 1957 o famoso Honved de Puskas veio fazer 5 jogos no Brasil. A Fifa havia proibido o Honved de jogar partidas oficiais seja lá em que lugar fosse, ou seja, a Fifa colocou o time na Ilegalidade. Isso ocorreu devido ao fato do ministro dos esportes da Hungria, na época, estar favorável a permanência do regime comunista soviético no país. Naquela época explodia, na Hungria, a revolução anti-comunista, mais conhecida como revolução Húngara de 1956, liderada principalmente por estudantes e populares que tinha como principal objetivo contestar o regime comunista e as medidas impostas pela política stalinista da União Soviética. Grandes autoridades do país estiveram presentes ao jogo: o Presidente Juscelino Kubitschek, o Prefeito Negrão de Lima, o Ministro Luiz Galloti e o Cardeal Dom Helder Câmara.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Décadas
Data:15 / 12 / 1957
Campeonato carioca
Local: Maracanã
Juiz: Alberto da Gama Malcher
Gols: Joel, Zagalo, Dida, Henrique, Wilson Moreira
FLAMENGO: Fernando, Jouber, Pavão, Jadir e Jordan, Dequinha e Moacir, Joel, Henrique, Dida e Zagalo / Fleitas Solich
VASCO DA GAMA: Carlos Alberto, Paulinho, Belini, Orlando e Coronel. Écio e Rubens. Sabará, Almir, Wilson Moreira e Pinga.
O Flamengo repetiu o placar do primeiro turno. Os rubros negros golearam novamente o Vasco por 4x1, no clássico de ontem no maracanã. O tradicional clássico atraiu um grande público com recorde da rodada. Dentro do campo, também o clássico apresentou um colorido especial que chegou a se confundir muitas vezes com a violência como se houvesse ainda alguma esperança dos dois times em relação ao titulo máximo. Entretanto, no campo valia a rivalidade entre rubros negros e vascaínos. As jogadas bruscas, as entradas violentas registram-se com freqüência, apesar do esforço do juiz Gama Malcher na sua repreensão.
VASCO DA GAMA (RJ) 2 X 2 BANGU (RJ)
Data: 19/08/1923
Campeonato carioca
Local: Rua ferrer
Árbitro: Francisco Paes de FigueiredoGols: Frederico, Antenor, Claudionor, Negrito
VASCO DA GAMA; Nelson, Leitão e Mingote; Arthur, Claudionor e Nicolino; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito.
BANGU: Gabriel, Luiz Antônio e Brilhante; Guerra, Joppert e Waldemiro; Frederico, Anchyses, John Hartley, Dininho e Antenor.
Deixou muito a desejar o jogo realizado entre os times do Vasco e Bangu, no campo deste último. O Vasco da Gama já campeão carioca por antecipado não demonstrou empenho nesta partida e os banguenses aproveitaram isso e fizeram 2 x 0. No finalzinho, os vascaínos demonstrando resistência, empataram o jogo diante de um Bangu que não soube segurar o placar.
FLUMINENSE(RJ) 1 X 3 SANTOS(SP)
Data: 05/03/ 1961
Torneio Rio-São Paulo
Local: Maracanã / Rio de Janeiro
GolS: Pelé (2) e Pepe , Jaburú
Árbitro: Olten Aires de Abreu
FLUMINENSE: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Clóvis
(Paulo), Edmilson e Altair; Telê Santana (Augusto), Paulinho, Valdo, Jaburú e Escurinho.
SANTOS: Laércio, Fioti e Mauro Ramos de Oliveira; Zito, Calvet e Dalmo; Dorval, Mengálvio (Nei), Coutinho, Pelé e Pepe.
Pelé marcou neste jogo que toda a imprensa chamou de gol de placa.
Nesse jogo o Santos já vencia o Flu por 1 a 0, quando uma bola foi atrasada para o goleiro santista Gilmar, que visualizou Pelé como opção de saída de jogo, colocado perto do bico da grande área. Foi então que o Rei, com quase todo o time Tricolor pela frente, resolveu investir para o campo de ataque. Passou por Valdo, Edmilson, Clóvis, Altair e Pinheiro, como se nada ou ninguém estivesse a impedi-lo, até chegar na área adversária, quando cortou Jair Marinho, esperou a saída do goleiro Castilho e tocou para dentro das redes. O estádio, em êxtase, aplaudiu em pé por mais de dois minutos a
obra-prima que acabara de presenciar.
FLAMENGO (RJ) 6 X 2 BOTAFOGO (RJ)
Data: 25/101959
Campeonato carioca
Juiz: Amilcar Ferreira
Gols: Henrique(2) Bábá(2) Luis Carlos, Dida; Quarentinha e Paulinho
FLAMENGO: Mauro, Jouber e Santana, Jadir, Carlinhos e Jordan, Luis Carlos, Moacir, Henrique, Dida e Bábá.
BOTAFOGO: Ernani, Cácá e Floriano, Ronald, Pampolini e Nilton Santos, Garrincha, Tião Macalé, Paulinho, Quarentinha e Amarildo.
Obs:Foram expulsos Jouber do Flamengo e Quarentinha do Botafogo.
Em jogo do campeonato de 1959, ano em que o Fluminense foi o Campeão, o Flamengo encontrou, finalmente, a compensação dos tantos dissabores sofridos neste campeonato. Era evidente que o quadro da Gávea estava crescendo nestas ultimas semanas e que somente uma sorte madrasta o privara de resultados mais brilhantes. E todos sentiam que no dia em que o azar deixasse de perseguir o time rubro negro, o adversário iria passar mal. Foi o que aconteceu, ontem, com o Botafogo que, jogando errado taticamente, sofreu uma goleada um tanto humilhante.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Décadas
Data:15/06/1969
Campeonato paranaense
Local: Estádio Belfort Duarte
Árbitro : Valdemar Antônio de Oliveira
Gols : Paulo Vecchio (letra) aos 44´/ 1ºT, Osvaldo 23´/ 2º Paulo Vecchio / 29 /2º
CORITIBA : Joel; Antoninho, Nico, Roderley e Nilo; Paulo Vecchio e Lucas; Passarinho, Krüger, Kosilek e Rinaldo (Modesto). Técnico: Francisco Sarno.
MARINGÁ : Adílson; Cisca (Valdemar), Zé Carlos (Fausto), Ditão e Japonês; Nenê e Reginaldo; Iaúca, Ademir Rodrigues, Osvaldo e Mair .
O Coritiba enfrenta o Grêmio de Maringá, pelo Campeonato Paranaense, e o primeiro tempo está se encerrandoa quando, o ponta coritibano Passarinho dribla seu marcador e cruza para a área. Paulo Vecchio, que vem na corrida, passa pela bola e, sem outra alternativa, toca de “letra” na bola, que entra no canto direito do goleiro Adilson. Um gol de craque!
VILLA ISABEL(RJ) 5 x 0 CATTETE(RJ)
Data: 24 / 02 / 1918
Campeonato carioca da 2ª divisão
Local: Rua General Severiano
Árbitro: Rubens Portocarrero
Gols: Brandão, Cecy, Othon, Cecy e Brandão
VILLA ISABEL: Heitor, Pinaud e Tavares; Amaral, Caboré e Braga; Sylvio “Cecy”, Júlio, Othon, Brown e Brandão.
CATTETE: Octávio, Vignal e Júlio; Álvaro, Estanislau e Horácio; Mário, Argemiro, Leopoldino, Eduardo e Octávio II.
O Cattete F.C como campeão da 2ª divisão, de acordo com o regulamento,realizou um jogo extra contra o último colocado da 1ªdivisão, o Villa Isabel cujo vencedor jogaria na 1ªdivisão.Saiu vitorioso do embate o time do Villa Isabel F.C.
CRB(AL) 1 X 1 FLUMINENSE(RJ)
Data: 08/01/1961
Amistoso Interestadual
Local: Estádio da Pajuçara
Juiz: Cláudio Regis
Gols: Edmilson,Paulo Nylon:
CRB: Batista, Sucata (Zé Luiz) e Zé Reis, Pingüim, Bernardo e Bôbô, Miro (Aguiar), Corino, Veiga (Geofonso), Paulo Nylon e Marcelo / Técnico: Ivon Cordeiro.
FLUMINENSE: Castilho Jair Marinho e Pinheiro, Edmilson, Dari e Altair (Paulo), Maurinho (Wilson), Valdo, Jaburú (Jair Francisco), Telê Santana e Escurinho.
Em janeiro de 1961, veio a Maceió, a equipe do Fluminense, um dos mais tradicionais clubes do futebol brasileiro. O estádio da pajuçara lotou completamente. Afinal, Castilho. Jair Marinho e Altair eram campeões mundiais. E tinha jogadores que passaram pela seleção brasileira, como Pinheiro, Maurinho. Telê Santana e Escurinho. O grande artilheiro dos tricolores era o centro avante Valdo que mais tarde foi vendido ao Valência da espanha.
CARLOS RENAUX(SC) 0 X 3 FLAMENGO(RJ)
Data:13/01/52
Amistoso Interestadual
Local:Estádio Augusto Bauer(Brusque)
Juiz: Gualter Gama de Castro(RJ)
Gols:Esquerdinha,37/1º; Gringo,39'/2º; Hélio,43'/2º
FLAMENGO: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha, Almir, Joel, Aloísio, Gringo (Hélio), Índio e Esquerdinha / Técnico: Jaime de Almeida
CARLOS RENAUX: Mosimann, Afonsinho, Ivo, Tesoura, Bolognini, Pilolo, Petruscky, Otávio, Julinho, Teixeirinha e Hélio (Joyne).
Amistoso para coroar as festividades de inauguração da arquibancada social do Estádio Augusto Bauer.
Décadas
Data: 02/02/1957
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Barro Preto / Belo Horizonte
Renda: Cr$56.160
Árbitro: Honver Bilate (RJ)
Auxiliares: Manoel do Couto Ferreira Pires (RJ) e Carlos Henrique Alves Lima (RJ).
Gols: Didi, 17min do 2º tempo, Gilberto aos 33min e aos 44min do 2º tempo.
CRUZEIRO: Mussula; Nozinho, Gérson, Adelino e Lazarotti; Pireco (Salvador), Raimundinho, Gilberto e Pelau; Cabelinho e Airton / Técnico (interino): Colombo.
BOTAFOGO (RJ) : Amauri (Pereira Natero); Orlando Maia, Bob Dr, Nilton Santos, Bob, Pampolini, Juvenal, Neivaldo, Didi, Gato (Paulinho), Garrincha e Gainete / Técnico: Geninho
Nesse tempo, o Botafogo tinha uma equipe muito forte, com vários jogadores presentes nos mundiais de 1958 e 1962 e aceitou um convite do Cruzeiro para um amistoso em Belo Horizonte e estendedou-se também para um confronto junto ao Atlético Mineiro. Nestes amistosos, o Botafogo destinaria sua cota na renda em benefício do zagueiro Gérson dos Santos que havia retornado do alvinegro carioca para o Cruzeiro e também, como parte do pagamento do passe do jogador Paulinho Vlentim, que o time da estrela solitária comprara do alvinegro mineiro.
BOTAFOGO(RJ) 6x2 FLUMINENSE(RJ)
Data: 22/12/1957
Campeonato cariocaLocal: Maracanã
Público: 89.100
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Gols: Paulinho Valentim(5), sendo um de bicicleta;Escurinho, Garrincha e Waldo.
BOTAFOGO:Adalberto, Beto, Thomé, Servílio, Pampolini e Nílton Santos; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édison e Quarentinha / Técnico: João Saldanha.
FLUMINENSE:Castilho, Cacá, Pinheiro, Clóvis, Jair Santana e Altair;Telê, Jair Francisco, Waldo, Róbson e Escurinho / Técnico: Sylvio Pirillo.
Decisão do Campeonato carioca de 1957, bastando somente um empate para o Fluminense levantar o caneco mais, comandandados por João Saldanha e com uma grande atuação de Paulinho Valentim vindo do Atlético Mineiro e que depois fez carreira no boca Juniors o Botafogo fez uma grande partida e goleando o tricolor por 6 x 2 levou o troféu para General Severiano.
SELEÇÃO DE ALAGOAS 3 x 2 RENNER(RS)
Data:27/12/1953
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Gustavo Paiva(Mutange)
Juiz: Adalberto Silva(AL)
Gols: Orizon(2 de pênalti)e Géo; Joeci, Enio Andrade(Renner).
SELEÇÃO: Epaminondas, Dirson e Orizon, Piolho, Zanélio e Mourão, Cão (Helio Miranda), Dida, Cécé, Bequinho (Tonheiro) e Géo.
RENNER: Valdir de Moraes, Enio Rodrigues, Ody, Ivo Medeiros, Valdo e Orlando, Carlito, Breno, Pedrinho, Enio Rodrigues e Orcely.
CSA(AL) 1 X 1 RENNER(RS)
Data:30/12/1953
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Gustavo Paiva(Mutange)
Juiz: Aparício Viana Gustavo Paiva(Mutange)
Gols: Géo, Juarez
CSA: Almir, Paulo Mendes e Orizon, Piolho, Zanelio e Napoleão, Italo (Deda), Dida, Sued, Netinho e Géo.
RENNER:Valdir de Moraes (Albertino), Enio Rodrigues, Léo(Ody), Ivo Medeiros (Gago), Bonzo (Valdo) e Orlando, Carlito, Breno, Pedrinho (Juarez), Enio Andrade e Joeci (Orely).
Em 1953 o Renner de Porto Alegre jogou duas partidas em Maceió. Era o primeiro clube gaúcho a visitar o estado. Possuía grandes jogadores e foi campeão gaúcho de 1954. Alguns deles terminaram jogando na seleção brasileira defendendo as cores de grandes clubes brasileiros.
PALESTRA ITÁLIA(SP) 6 x 0 BANGU(RJ)
Data: 13/08/1933
Torneio Rio-São Paulo
Local: Estádio Palestra Itália / Parque Antártica
Árbitro: Haroldo Dias da Mota
PALESTRA ITÁLIA: Nascimento, Carnera, Junqueira, Tunga, Dula (Zico), Tuffy, Avelino, Gabardo, Romeu Pellicciari, Lara, Armandinho / Técnico: Humberto Cabelli
BANGU: Euclides, Mário, Sá Pinto, Paulista, Santana, Médio, Sobral, Ladislau, Tião, Plácido, Dininho (Vivi) / Técnico: Luiz Vinhaes
Gols: Gabardo(2), Avelino(2),Romeu Pellicciari(2)
Jogo disputado pelo primeiro Torneio Rio-São Paulo da história e a diretoria palestrina promoveu uma grande festa naquele 13 de agosto de 1933. Era a reinauguração do Parque Antárticao e quem pagou o pato foi o Bangu com essa humilhante e impiedosa goleada de 6 x 0.Médio e Ladislau do Bangu eram irmãos do grande Domingos da Guia e tios de Ademir da Guia um dos maiores jogadores do verdão.
