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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Artilharia da Copa do Mundo de 2022

Boa noite a todos e a todas.

Mais uma Copa do Mundo virou história e este torneio marcou não só por um dos finais mais épicos da história das Copas com a artilharia sendo decidida somente na prorrogação, como também pelo alto número de gols e pela volta de uma classe considerada extinta no futebol, a dos pontas autênticos que partem em velocidade entortando laterais antes de cruzar ou chutar a gol.

Tivemos enfim o sonho argentino ser realizado depois de 36 anos de espera com uma campanha dramática e quase sempre no fio da navalha, mas teve Messi com uma gana jamais vista. Talvez por ser a última chance de ser campeão, ele jogou como nunca e comandou a equipe no mesmo estilo de Diego Maradona rumo a taça. Despediu-se com honras e com a certeza de ter colaborado no surgimento de uma nova geração de jogadores que brilharão nas próximas copas o suficiente para manter a Argentina sempre nas cabeças. Nunca subestime uma grande força...

Os franceses, apesar da derrota nos pênaltis, tiveram a certeza de que tem um craque capaz de levá-los ainda mais longe, Mbappé. Ele tem só 23 anos e já fez muita história nas suas duas participações até agora. Será o grande líder de uma seleção com bons valores pro futuro. A glória ainda os espera...

Outras gratas surpresas foram a Croácia que não se esperava nada de um time envelhecido mas tinha um Modric em estado de graça e o Marrocos que levou pela primeira vez uma seleção de etnia árabe e a África a ficar entre os quatro primeiros graças a uma campanha fantástica onde revelou não só um grande técnico (Regragui) como também grandes jogadores (Amrabat, Ounahi, Ziyech, Saiss e até o próprio En-Nesyri) que certamente repetirão suas boas atuações em 2026. Olho neles no próximo ciclo...

Tivemos também a Inglaterra que mostrou jovens jogadores de valor como Saka, Rashford e Bellingham que certamente voltarão a brilhar em 2026, a Austrália que mostrou ser bem organizada vendendo caríssimo a derrota para a Argentina, o Japão que conseguiu a proeza de terminar em primeiro num grupo fortíssimo e só caiu nos pênaltis para os croatas e até mesmo o Canadá que apesar de fazer uma campanha considerada fraca, mostrou ser um bom time que tem tudo pra brilhar em 2026 onde será uma das anfitriãs. Bons presságios para os Canucks...

Falamos das surpresas, agora vamos para as decepções que incluo aqui o Brasil de uma maneira mais leve. Até jogou bem essa Copa, o problema foi um misto de prioridades erradas como dancinhas e outras coisas mais, a falta de ousadia do técnico Tite em não fazer substituições necessárias para melhorar o time e o azar de perder dois laterais esquerdos e um atacante por lesão. Se o Brasil quiser voltar a ser campeão, vai ter que mudar muita coisa desde a atitude em campo e o comprometimento dos jogadores extracampo. Ou seja, o trabalho será bem árduo aqui...

Porque tivemos outras seleções que tiveram uma decepção bem mais pesada como por exemplo a dupla da península ibérica (Portugal e Espanha). Embora os portugueses tenham chegado as quartas-de-final, tiveram atuações pífias na maior parte do tempo só tendo um espasmo na goleada de 6 x 1 sobre a Suíça e ficaram marcados pelo incidente com Cristiano Ronaldo que brigou com o técnico e acabou no banco de reservas. Pra um jogador como ele, foi um fim patético a sua história em Copas do Mundo apesar de ser o primeiro a marcar gols em cinco Copas seguidas. São os sinais também de um adeus do futebol que não tarda a chegar...

Os espanhóis foram ainda pior. Fizeram uma fase de grupos horrorosa e por alguns minutos ficou de fora das oitavas só sendo salvos pela Alemanha (outra decepção que poderia ter feito um pouco mais nesta Copa). Não era de se admirar que foram merecidamente eliminados pelos marroquinos. O que esperar de um time que toca, toca e não finaliza a gol? Nada além disso. O pessoal tem que entender que futebol é botar a bola na casinha, em outras palavras é a finalização que importa, não a posse de bola. Além de uma lentidão irritante, é claro...

E o Uruguai, hein? Tudo bem que tivemos pênaltis meio que suspeitos, mas são erros que fizeram justiça a um time totalmente perdido em campo e um técnico igualmente teimoso que insistiu em não colocar Cavani e Suarez juntos como nas Copas anteriores além de colocar tardiamente De Arrascaeta pra jogar. Tem bons valores pra 2026, mas um péssimo técnico que precisará evoluir muito. Complicadas as coisas aqui...

Tivemos ainda a Bélgica que veio toda cheia de banca e só acabou fazendo um mísero golzinho em três partidas. Contra a Croácia foi um caminhão de chances perdidas que custou a vaga pras oitavas e provavelmente a despedida de meio mundo daquele time que tanto brilhou em 2018. Se perdeu pelo caminho...

E a Dinamarca que chegou bem cotada e foi surpreendida não só pela Austrália mas por sua própria falta de organização ofensiva. Sem centroavante não dá, né...

Depois destas pinceladas todas, vamos aos artilheiros desta Copa.

8 Gols: Mbappé (França)

7 Gols: Messi (Argentina)

4 Gols: Julian Alvarez (Argentina) e Giroud (França)

3 Gols: Richarlison (Brasil); Enner Valencia (Equador); Morata (Espanha); Gakpo (Holanda); Rashford e Saka (Inglaterra) e Gonçalo Ramos (Portugal)

2 Gols: Fullkrug e Havertz (Alemanha); Al-Dowsari (Árábia Saudita); Goodwin (Austrália); Neymar (Brasil); Aboubakar (Camarões); Cho Gue-Sung (Coréia do Sul); Ferran Torres (Espanha); Kudus (Gana); Weghorst (Holanda); Harry Kane (Inglaterra); Taremi (Irã); Doan (Japão); En-Nesyri (Marrocos); Lewandowski (Polônia); Bruno Fernandes e Rafael Leão (Portugal); Mitrovic (Sérvia); Embolo (Suiça) e De Arrascaeta (Uruguai)

1 Gol: Gnabry e Gundogan (Alemanha); Al-Shehri (Arábia Saudita); Di Maria, Enzo Fernandez,  Mac Allister e Molina (Argentina); Duke e Leckie (Austrália); Batshuayi (Bélgica); Casemiro, Lucas Paquetá e Vinicius Júnior (Brasil); Casteletto e Choupo-Moting (Camarões); Alphonso Davies (Canadá); Mohammed Muntari (Catar); Hwang Hee-Chang, Kim Goung-Hwon e Paik Seung-Ho (Coréia do Sul); Fuller, Tejeda e Vargas (Costa Rica); Gvardiol, Livaja, Majer, Orsic, Perisic e Bruno Petkovic (Croácia); Andreas Christensen (Dinamarca); Caicedo (Equador); Asensio, Dani Olmo, Gavi e Carlos Soler (Espanha); Pulisic, Timothy Weah e Wright (Estados Unidos); Kolo Muani, Rabiot, Tchouameni e Théo Hernandez (França); Gareth Bale (Gales); André Ayew, Bukari e Salisu (Gana); Blind, De Jong, Depay, Dumfries e Klaassen (Holanda); Bellingham, Foden, Grealish, Henderson e Sterling (Inglaterra); Rezaeian e Roozbeh (Irã); Asano, Maeda e Tanaka (Japão); Abouklhal, Dari, Saiss e Ziyech (Marrocos); Luís Chavez e Martín (México); Zielinski (Polônia); Cristiano Ronaldo, João Félix, Pepe, Raphael Guerreiro e Ricardo Horta (Portugal); Dia, Diedhiou, Dieng e Koulibaly (Senegal); Milinkovic-Savic, Pavlovic e Vlahovic (Sérvia); Akanji, Freuler e Shaqiri (Suíça) e Khazri (Tunísia)

Gol Contra: Aguerd (Marrocos) a favor do Canadá

Curiosidades: Foram marcados 172 gols nesta Copa, o maior número de gols na história das Copas, mas a média foi de 2,6 por partida. O alto número de empates por 0 x 0 também ajudou a cair a média de gols, foram sete ao todo na fase de grupos com quatro deles apenas na primeira rodada, a pior desde 1982. Uma pena não ter a média aumentado tanto...

Canadá e Catar marcaram seus primeiros gols em Copas do Mundo e Lewandowski e Messi marcaram os gols 2600 e 2700 da história das Copas contra Arábia Saudita e Holanda respectivamente. Coisa de craques...

A Espanha fez seu centésimo gol em Copas do Mundo tendo Dani Olmo a honra de ter marcado contra a Costa Rica na goleada de 6 x 1. O problema é que o pessoal gastou os gols tudo ali...

Com relação aos hat-tricks foram apenas dois, o de Gonçalo Ramos que fez três contra a Suíça e o mais histórico deles, o de Mbappé que fez três gols na final contra a Argentina sendo o segundo a fazer isso em Mundiais depois de Geoff Hurst em 1966 contra a Alemanha. A diferença é que o hat-trick de Mbappé foi o primeiro genuíno da história das Copas, já que é bom sempre lembrar que um dos gols do inglês foi o famoso gol-fantasma onde a bola nunca entrou. A do francês todas entraram...

E assim, chegamos ao fim de mais um trabalho sobre Copas do Mundo.

Agradeço aos leitores e leitoras fieis por terem acompanhado esta empreitada do início ao fim.

Obrigado por tudo e até a próxima.             

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Artilharia do Campeonato Gaúcho de 2021

Boa tarde a todos.

Seguindo nossa seção de Artilharias, hoje vamos atualizar um pouco falando sobre um campeonato que acompanhei recentemente em meu blog e registrei alguns fatos interessantes.

O Campeonato Gaúcho de 2021.

Um campeonato onde apenas os "Gasparzinhos" assistiram todos os jogos em virtude da pandemia que assola nosso país.

E o Grêmio sagrou-se tetracampeão ao bater o Internacional na final vencendo o primeiro jogo de virada e empatando o segundo jogo.

Um título merecido pela regularidade apresentada na primeira fase tanto com o misto quanto com os titulares.

O Inter, mesmo com o vice-campeonato, mostrou um time bem coeso e foi outro destaque nesse campeonato.

Além deles, Caxias e Juventude mostraram bom desempenho chegando as semifinais dificultando ao máximo a vida de Grêmio e Inter.

O Ypiranga mostrou muita força e só não se classificou para as semifinais por detalhes, garantindo outra vez a sua presença na Copa do Brasil de 2022 junto com Caxias e Juventude.

Já os clubes de Pelotas foram as grandes frustrações do campeonato. O Brasil formou um time muito em cima da hora e o desentrosamento quase custou sua permanência no campeonato de 2022 enquanto o Pelotas esteve salvo na última rodada até os 43 do segundo tempo quando o Caxias empatou o jogo e o rebaixou pra Divisão de Acesso ao lado do Esportivo.

Feito estas pinceladas, vamos aos artilheiros:

Com 7 Gols: Diego Souza (Grêmio)  

Com 5 Gols: Thiago Galhardo (Internacional)

Com 4 Gols: Gustavo Ramos (Caxias); Ferreira e Ricardinho (Grêmio); Yuri Alberto (Internacional); Matheus Peixoto (Juventude); Hélio Paraíba (Novo Hamburgo) e Caprini (Ypiranga)

Com 3 Gols: Luís Soares (Aimoré); Bruno Paraíba (Brasil de Pelotas); Giovane Gomez e Ivan (Caxias); Juninho Tardelli (Esportivo); Edenílson e Rodrigo Dourado (Internacional); Guilherme Castilho (Juventude); Marcão (Pelotas) e Jean Silva e Quirino (Ypíranga)

Com 2 Gols: Darlan (Aimoré); Netto (Brasil de Pelotas); Guilherme Azevedo, Léo Chu e Léo Pereira (Grêmio); Rodinei e Zé Gabriel (Internacional); Capixaba, Eltinho e Marcos Vinicius (Juventude); Marcelo (Pelotas); Rafael Tavares e Victor Salinas (São José); Gustavo Xuxa e Paulinho Santos (São Luiz) e Cristiano, Mossoró e Zé Mário (Ypiranga)

Com 1 Gol: Guilherme Beléa, Isaías, Janeudo, João Denoni e Neto Baiano (Aimoré); André Krobel, Gabriel Terra e Paulo Victor (Brasil de Pelotas); Henrique, Jhon Cley, Marlon e Tontini (Caxias); Daniel Cruz, Júnior Alves, Michael, Warlei, Wesley Pacheco e William (Esportivo);  Alisson, Isaque, Jean Pyerre, Lucas Araújo, Lucas Silva, Matheus Henrique, Pedro Lucas, Thaciano e Wanderson (Grêmio); Abel Hernandez, Guilherme Pato, Guerrero, Heitor, Johnny, Lucas Ramos, Marcos Guilherme, Maurício, Nonato e Patrick (Internacional); Cléberson, Matheuzinho e Wescley (Juventude); Claudinho, Igor, Kayron, Marcão Silva, Matheus Bertotto, Matheus Lagoa, Pedrinho, Rafael Carrilho e Rennan (Novo Hamburgo); Itaqui, João Vieira, Juliano, Maurício Oliveira e Wendel Lomar (Pelotas); Alessandro Vinícius, Fábio, França, Lissandro, Luiz Eduardo e Marcelo Corrêa (São José); Ariel, Hugo Almeida, Juba e Rafael Goiano (São Luiz) e Luis Eduardo, Reinaldo Dutra e Tavison (Ypiranga)

Gols Contra: Tcharles (Aimoré) a favor do Intenacional

                       Gabriel Barbosa (Internacional) a favor do São Luiz

                       Marcão Silva (Novo Hamburgo) a favor do Ypiranga

Curiosidades: Foram 164 gols em 66 jogos com média de 2,48 por partida. Uma boa média pra um campeonato curto.

                         Apenas Brasil e Esportivo não marcaram mais de 10 gols neste campeonato quebrando uma longa série de temporadas passando dos dois dígitos em gols.

Hat-Tricks: Foram três ao todo: Ivan (Caxias) três contra o Aimoré.

                                                     Thiago Galhardo (Internacional) três contra o Aimoré.

                                                     Quirino (Ypiranga) três contra o São José.                

Por enquanto é isso, leitores fieis.

Até a próxima.

sábado, 1 de maio de 2021

Artilharia do Torneio Rio-São Paulo de 2002

Boa noite a todos.

Seguindo a seção de Artilharias, hoje falo sobre o último Torneio Rio-São Paulo realizado em 2002 e considerado um dos campeonatos mais disputados dos últimos tempos.

Naquele ano, esse torneio foi tão importante que todos os times participantes usaram o que tinham de melhor nos seus plantéis e suas fases foram emocionantes até a final.

Ali também mostrou-se a força do futebol paulista onde todos os semifinalistas daquele ano foram exatamente clubes paulistas: Corinthians, São Paulo, Palmeiras e São Caetano, que atravessava uma grande fase com o vice-campeonato brasileiro obtido no ano anterior.

O Corinthians foi a final despachando o São Caetano com um empate e uma vitória e o São Paulo eliminando o Palmeiras pelo número de cartões amarelos após as duas partidas terminarem empatadas. Bem, vai entender os critérios, né...

Depois com uma vitória no primeiro jogo sobre o São Paulo por 3 x 2 em um jogo equilibrado e um empate no jogo da volta, o Corinthians garantiu o título de pentacampeão do torneio e abrindo o caminho para um grande ano levando também a Copa do Brasil e um honroso vice-campeonato brasileiro.

E os cariocas?

Bem, a maioria deles afundou em suas próprias crises em especial o Flamengo que não fez um bom campeonato e acabou na pífia décima-terceira colocação.

Só o Fluminense e o Vasco chegaram um pouco mais perto com a quinta e a sexta colocação obtidas ganhando ao menos uma vaga na Copa dos Campeões daquele ano e o Botafogo já mostrava os primeiros sinais ruins que culminaram com seu rebaixamento a Série B meses depois.

Falando nisso, houve dois rebaixados naquele ano que eram o Guarani pelo lado paulista e o já decadente América pelo lado carioca, mas para sorte deles, no ano seguinte os pontos corridos foram introduzidos no Campeonato Brasileiro e como o sistema de turno e returno exigia uma quantidade considerável de datas, o Rio-São Paulo deixou de ser realizado e até o presente momento continua de fora do calendário do futebol brasileiro.

E sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

  Com 19 Gols: França (São Paulo)


Com 17 Gols: Dodô (Botafogo)

Com 13 Gols: Washington (Ponte Preta); Romário (Vasco)

Com 12 Gols: Ricardo Oliveira (Portuguesa)

Com 10 Gols: Magno Alves e Roger Flores (Fluminense)

Com 9 Gols: Juninho Paulista (Flamengo)

Com 8 Gols: Jean Carlos (Paulista de Jundiaí); Christian (Palmeiras); Robert (Santos)

Com 7 Gols: Leandro (Corinthians); Brandão (São Caetano); Kaká e Reinaldo (São Paulo)

Com 6 Gols: Ricardinho (Corinthians); Nenê (Paulista de Jundiaí); Itamar (Palmeiras)

Com 5 Gols: Gil Bala (América RJ); Taílson (Botafogo); Deivid e Gil (Corinthians); Marcinho (Guarani); Vágner Mancini (Paulista de Jundiaí); Aléx (Palmeiras)

Com 4 Gols: Leonardo Fabiano (América RJ); Zada (Bangu); Rogério (Corinthians); Andrézinho (Flamengo); Dudu e Martinez (Guarani); Arce e Muñoz (Palmeiras); Evandro e Sinval (Portuguesa); William (Santos); Aílton e Anaílson (São Caetano)

Com 3 Gols: Rondinelli (Americano); Renatinho (Bangu); Alexandre e Leonardo Inácio (Botafogo); Renato (Corinthians); Felipe Melo, Juan, Leandro Machado e Roma (Flamengo); Flávio (Fluminense); Cléber e Thiago (Paulista de Jundiaí); Mineiro (Ponte Preta); Édson Araújo (Portuguesa); Cléber (Santos); Adãozinho (São Caetano); Belletti e Rogério Ceni (São Paulo); Euller e Léo Lima (Vasco)

Com 2 Gols: Luciano Viana, Marcelão, Pelica, Washington e Wellington (Americano); Fabiano, João Rodrigo e Wellington Jacaré (Bangu); Felipe (Botafogo); Luizão (Corinthians); Fernando e Petkovic (Flamengo); César, Júlio César e Paulo César (Fluminense); Edu Dracena (Guarani); Alexandre e Magrão (Palmeiras); Jackson e Marcinho (Paulista de Jundiaí); Adrianinho, Elivélton e Lucas (Ponte Preta); Diego Ribas e Marcelo Silva (Santos); Somália e Wagner (São Caetano); Adriano, Gabriel, Gustavo Nery, Jean Narde e Souza Potiguar (São Paulo); Ely Thadeu, Felipe, Leonardo e Souza (Vasco)

Com 1 Gol: Clécio, David, Jackson, Ratinho, Ricardo Mendes e Tinho (América RJ); Andrézinho, Andrinho, Camilo, Dudu, Flavinho, Jack Jones e Wéderson (Americano); Bruno, Bruno Lazaroni, Léo, Luiz Carlos e Marquinhos (Bangu); Carlos Alberto e Leandro Eugênio (Botafogo); Fabinho, Fábio Luciano, Fumagalli, Kléber, Scheidt e Vampeta (Corinthians); Anderson, Flávio, Leandro Ávila e Leonardo (Flamengo); Fábio Mello, Fernando Diniz, Marcão e Régis (Fluminense); Daniel Vítor, Gustavo, Léo Augusto e Zé Afonso (Guarani); Adriano, Claudecir, Fernandes, Galeano, Juninho e Leonardo Moura (Palmeiras); Dedimar e Thomas (Paulista de Jundiaí); Humberto Soares, Jean, Marquinhos, Orlando, Roberto, Rodrigo Chagas e Rodrigo Costa (Ponte Preta); Márcio Goiano, Ricardo Lopes, Sílvio Criciúma e Uribe (Portuguesa); André Luís, Douglas, Michel, Odvan, Oséas e Preto (Santos); Daniel, Marcos Senna e Serginho (São Caetano); Emerson Carvalho, Reginaldo Araújo e Wilson (São Paulo); Alex Oliveira, André Leone, André Silva, Géder e João Carlos (Vasco)

Gols Contra: Leonardo Fabiano (América RJ) a favor do Paulista de Jundiaí; Fabiano (Botafogo) a favor do São Paulo; Márcio Santos (Paulista de Jundiaí) a favor do Flamengo

Aqui tivemos uma boa média de gols neste torneio, com 469 gols em 126 jogos, sendo 3,72 por jogo. Alta para os padrões de hoje.

E tivemos também jogadores com seus hat-tricks aqui que os libero agora:

                     Com 2: França (São Paulo) quatro contra o Bangu e três contra o Americano     

                     Com 1: Dodô (Botafogo) três contra o Americano

                                   Juninho Paulista (Flamengo) três contra o Bangu

                                   Roger Flores (Fluminense) três contra o América

                                   Ricardo Oliveira (Portuguesa) três contra o Flamengo

Por enquanto é isso, leitores fieis do Só Súmulas.

Até a próxima.

sábado, 10 de abril de 2021

Artilharia do Campeonato Carioca de 1981

Boa tarde a todos.

Seguindo nossa coluna de Artilharias, hoje falaremos do Campeonato Carioca de 1981 vencido por aquele épico esquadrão do Flamengo comandado por Zico, Júnior, Nunes e Cia.

Esse campeonato não foi tão confuso como o Paulista, com três turnos bem disputados entre as 12 equipes daquele certame onde ali Flamengo e Vasco se sobressaíram sendo os finalistas.

Foram três jogos dramáticos onde o Vasco venceu as duas primeiras partidas forçando a um terceiro e decisivo jogo onde nele o Flamengo venceu uma partida apertada (o famoso jogo do torcedor que invadiu o campo depois do gol do Vasco esfriando a reação do time) e sagrou-se campeão carioca poucos dias depois de ganhar a Libertadores e um pouco antes de partirem para o Japão, sagrando-se também campeão mundial Interclubes derrotando o Liverpool naquela ocasião.

Além dos dois times que se garantiram para o Brasileiro de 1982, Botafogo, Fluminense e Bangu também classificaram-se com campanhas não muito brilhantes entre os três turnos, embora tivessem jogadores que fizeram a diferença em alguns jogos como Cláudio Adão, Mendonça e Rubens Feijão. 

O América foi a grande decepção daquele ano. Até que começou bem o campeonato, mas Luisinho Lemos se machucou e o time perdeu o rumo nos outros dois turnos terminando fora do Brasileirão de 1982 (Taça de Ouro) e tendo que disputar a Taça de Prata, uma espécie de Série B naqueles tempos.  

Com relação aos times "menores", destaco o Campo Grande que fez um bom papel naquele campeonato alicerçando o time que faria história no ano seguinte com o título da Taça de Prata e com a melhor campanha de sua história no Brasileiro de 1983.

Serrano e Olaria foram os times rebaixados neste campeonato com o Olaria perdendo o direito de disputar a Taça de Prata por causa disso com Bonsucesso e Portuguesa Carioca subindo em seus lugares para 1982.  

Sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

31 Gols: Roberto Dinamite (Vasco) 

25 Gols: Zico (Flamengo) 

21 Gols: Nunes (Flamengo)

19 Gols: Cláudio Adão (Fluminense)

17 Gols: Luisinho das Arábias (Campo Grande)

16 Gols: Luisinho Lemos (América RJ)

15 Gols: Rubens Feijão (Bangu)

12 Gols: Mirandinha (Botafogo)

11 Gols: Silvinho Junger (Vasco)

10 Gols: Eli Mendes (Volta Redonda)

9 Gols: Mendonça (Botafogo), Zezé (Fluminense) e Índio (Serrano)  

8 Gols: Jorge Demolidor (Madureira) e Adílio (Flamengo)

7 Gols: Zé Roberto (Americano) e Edinho Nazareth (Fluminense)  

6 Gols: Té (Americano), Mirandinha Mineiro (Bangu), Tita Paixão (Flamengo), Gilberto Carioca (Serrano), Wilsinho (Vasco) e Miguel Amaral (Volta Redonda) 

5 Gols: Souza (Americano), Jérson (Botafogo), Pingo (Campo Grande) e Lico (Flamengo) 

4 Gols: Porto Real (América RJ), Jorge Luís (Americano), Édson Ferreira e Perivaldo (Botafogo), Baroninho (Flamengo), Delei e Zezé Gomes (Fluminense), Tita (Madureira), Aurê e Lulinha (Olaria), Amauri e Ticão (Vasco) e Sivaldo (Volta Redonda) 

3 Gols: Índio Carioca (Americano), Dé, Luisão e Marco Antônio (Bangu), Marcelo Oliveira (Botafogo), Júnior (Flamengo), Gilberto (Fluminense), Dudu, Marquinho Carioca e Renato Sá (Vasco)  

2 Gols: Moreno e Zé Paulo (América RJ), Neílson (Americano), Dreifus (Bangu), Ademir Lobo e Ziza (Botafogo), Aílton, Jacenir, Luís Paulo e Tuchê (Campo Grande), Andrade e Mozer (Flamengo), Gilcimar e Robertinho (Fluminense), Antônio Carlos, Édson e Wilson (Madureira), Clésio e Toninho (Olaria), Betinho, Wellington e Zé Neto (Serrano) Amauri, Da Costa, Edinho, Luís Claudio e Léo (Volta Redonda) 

1 Gol: Alvimar, César, João Carlos, Jurandir, Manoel, Marcelo e Nelson Borges (América RJ), Orlando Fumaça e Sérgio Pedro (Americano), Carlos Roberto, Marcelinho, Mococa, Pedrinho Gaúcho e Renê (Bangu), Almir e Gilmar Madeira (Botafogo), Chiquinho Carioca, Peu, Ronaldo Marques e Rondinelli (Flamengo), Cristóvão, Edevaldo e Paulo Lino (Fluminense), Celso, César Carioca, Chiquinho e Rogério (Madureira), Jairo, Mauro, Omã, William, Zair e Zé Ica (Olaria), Átila, Bernardo, Luis Alberto e Mendes (Serrano), César Coelho e Serginho Carioca (Vasco) e Betinho, Beto Rocha, Botelho, Gerson, Moreno Carioca, Paulinho Guaxupé, Paulo Verdum e Zé Júlio (Volta Redonda)

Gols Contra: Zé Paulo (América RJ) a favor do Flamengo

                       Ronaldo (Americano) a favor do Serrano

                       Marinho (Flamengo) a favor do Campo Grande

                       Lima (Madureira) a favor do América RJ

                       Mauro (Olaria) a favor do Fluminense

                       Renato (Serrano) a favor do Flamengo

                       Serginho Carioca (Vasco) a favor do Botafogo

                       Colonezi (Volta Redonda) a favor do América RJ

OBS: Os jogadores Amauri e Betinho marcaram gols neste campeonato por dois times diferentes sendo 6 gols para Amauri e 3 para Betinho no total. Os nomes dos dois estão em negrito pelos gols que marcaram em seu time inicial.

OBS 2: Foram marcados 487 gols em 200 jogos, com média de 2,44 gols por jogo, uma media de razoável a boa.

Curiosidade: Neste campeonato que teve o célebre "Jogo do Troco" entre Flamengo e Botafogo com a sonora goleada de 6 x 0 dada pelo Flamengo vingando-se do Brasileiro de 1972 onde levaram o mesmo placar do Botafogo.

E pra terminar, temos os hat-tricks com Roberto Dinamite fazendo estragos nesse quesito:

Hat-Tricks: Com 4: Roberto Dinamite (Vasco) três contra o Americano (duas vezes), três contra o Campo Grande e três contra o Fluminense  

                     Com 2: Nunes (Flamengo) três contra o Madureira e três contra o Americano

                          Cláudio Adão (Fluminense) três contra o Volta Redonda e três contra o Campo Grande

                     Com 1: Mirandinha (Botafogo) três contra o América RJ                   

                                   Zico (Flamengo) três contra o América RJ

   Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.

   Até a próxima.    

domingo, 21 de março de 2021

Artilharia do Campeonato Paulista de 1981

Boa tarde a todos do SóSúmulas.

Antes de falarmos sobre um dos Campeonatos Paulistas mais confusos da história, gostaria de dizer o quanto estou feliz por ter regressado a minha coluna após tanto tempo ausente.

Como poderíamos imaginar que atravessaríamos uma pandemia terrível com uma capacidade assombrosa de ceifar vidas e vendo uma cena que jamais imaginaríamos ver.

Um futebol sem torcida nos estádios e uma doença fora de controle que com seus surtos é capaz de desfalcar um time inteiro.

Ou pior.

A vida, no entanto, precisa continuar e o futebol, querendo ou não, faz parte dela.

Voltando agora ao nosso tema, falo aqui do Campeonato Paulista de 1981, um dos mais confusos da história devido a fórmula intrincada com turnos e returnos que só serviam para classificar os times a outras fases provocando uma (enésima) reclamação dos clubes grandes.

Mesmo com tudo isso, tivemos uma decisão empolgante entre São Paulo e Ponte Preta que culminou com o título da Maquina Tricolor, apelido na época.

Também pudera, craques como Oscar, Renato Pé-Murcho e Serginho Chulapa comandaram uma equipe que fez história em 1981 mesmo com a perda do título brasileiro para o Grêmio e apesar do arranque tardio, foi decisivo onde mais precisava.

No rol das afirmações, Ponte Preta e Guarani garantiram suas vagas para o Campeonato Brasileiro de 1982 com uma sólida campanha feita em ambos os turnos e craques em profusão nos dois times.

Tipo Careca e Jorge Mendonça no lado bugrino e Chicão, Osvaldo (que foi depois pro Grêmio) e o veterano Dicá no lado ponte-pretano.

Além deles, o surpreendente São José que havia subido no ano anterior com o veterano Tião Marino comandando o time, o jovem e atrevido XV de Jaú e a Inter de Limeira que tinha jogadores como Bolívar (o pai) e Lela, também garantiram suas vagas no Brasileirão de 1982 assim como o Santos, que fez um campeonato de altos e baixos.

Já Corinthians, Palmeiras e Portuguesa fizeram o oposto com campanhas bem ruins. O Timão virou timinho naquele ano e nem mesmo Sócrates conseguiu fazer com que o time andasse de volta aos trilhos, mas ali mostrou os primeiros sinais da futura Democracia Corinthiana que mudaria os rumos nos próximos anos.

O Palmeiras atravessava uma séria crise com brigas internas na diretoria e mesmo com o "oásis" da participação na segunda fase do Brasileirão de 1981, no Paulistão foi só fiasco cujo ponto culminante foi o 6 x 2 que levou do São Paulo no Segundo Turno.

Mesmo com Aragonés e Luís Pereira no time, não houve jeito e o Palmeiras ficou de fora do Brasileirão de 1982.

A Portuguesa, por sua vez, não se achou no campeonato e em nenhum momento, o time brigou por uma vaga na então Taça de Ouro e mesmo com jogadores como Daniel Gonzalez e Wilson Carrasco, os lusos ficaram apenas no meio da tabela.

O Noroeste foi o degolado deste campeonato e o Santo André foi o promovido. O São Bento teve uma repescagem dramática contra o XV de Piracicaba e só conseguiu a permanência depois de três jogos difíceis com direito a decisão nos pênaltis.

Sem mais delongas, vamos então aos artilheiros:

          38 gols: Jorge Mendonça (Guarani)

          22 gols: Sócrates (Corinthians)

          20 gols: Osvaldo (Ponte Preta) e Serginho Chulapa (São Paulo)

          16 gols: Tião Marino (São José) e Renato Pé-Murcho (São Paulo)

          13 gols: Careca e Marcelo Vitta (Guarani) e Caio (Portuguesa)

          12 gols: Ataliba (Juventus), Elói (Santos) e Adilson (Taubaté)  

        11 gols: Didi (Botafogo de Ribeirão Preto), Nenê Guanxuma (São José) e Everton Nogueira (São Paulo)

     10 gols: Carlos (Comercial), Zé Guimarães (Francana), Chicão (Ponte Preta), João Paulo (Santos) e Carlos Silva e Nívio (XV de Jaú)

          9 gols: Zenon (Corinthians), Zé Roberto Oliveira (Ferroviária), Geraldão (Juventus) e Toninho Taino (Taubaté)

          8 gols: Paulinho Cascavel (América de São José do Rio Preto), Biro-Biro (Corinthians), João Carlos (Marília), Wallace (Noroeste), Roberto Biônico (Santos), Tata (São José) e Tatu (São Paulo)

          7 gols: Luís Alberto (Comercial), Mário Queiroz (Corinthians), Fantato (Ferroviária), Dau e Zito (Francana), Gatãozinho (Juventus), Cacá (Marília), Paulinho Massariol (Palmeiras), Édson Boaro (Ponte Preta), Wilson Carrasco (Portuguesa) e Cardim (XV de Jaú)   

          6 gols: Douglas Onça (Ferroviária), Camargo, Jaiminho e Lela (Inter de Limeira), Wilsinho (Juventus), Aragonés, Freitas e Luís Pereira (Palmeiras), Dicá (Ponte Preta), Pita (Santos), Calada e Cremílson (São Bento), Getúlio (São Paulo) e Alfredo Mostarda (Taubaté)

      5 gols: Osmarzinho (Botafogo de Ribeirão Preto), João Batista (Comercial), Joãozinho (Corinthians), Lívio (Francana), Ernani Banana (Guarani), Simões (Inter de Limeira), Mário (Juventus), Carlos Alberto Borges (Marília), Jenildo (Noroeste), Pedrinho Vicençote (Palmeiras), Abel Ribeiro, Serginho Oliveira e Toninho Oliveira (Ponte Preta), Osni (Santos), Cacá Gomes (São Bento), Edinho (São José) e Mirandinha (Taubaté)        

         4 gols: Marinho e Rômulo (América de São José do Rio Preto), Vander (Botafogo de Ribeirão Preto), Washington (Corinthians), Washington Paulista (Ferroviária), Machado e Tião Marçal (Francana), Henrique e Lúcio (Guarani), Toinzinho (Inter de Limeira), Leíz e Trajano (Juventus), Edel (Marília), Régis (Noroeste), Enéias, Jorginho Putinatti e Reginaldo (Palmeiras), Celso (Ponte Preta), Gérson Sodré (Portuguesa), Darci (São José), Paulo César Camasutti (São Paulo), Paulo César (Taubaté) e Luís Carlos e Mário Celso (XV de Jaú)

          3 gols: Mazola e Ricardo Silva (América de São José do Rio Preto), Eugênio (Botafogo de Ribeirão Preto), André Catimba, Mauricinho e Zé Roberto (Comercial), Bispo e Sílvio (Ferroviária), Ângelo, Frank e Mauro Campos (Guarani), Almir e Joel Zanata (Inter de Limeira), Rui Lima (Marília), Jorge Maravilha e Osmair (Noroeste), Jorge Campos e Odirlei (Ponte Preta), Fantick e Toquinho (Portuguesa), Claudinho (Santos) Candinho, Carlinhos e Tadeu Macrini (São Bento), Alexandre Bueno (São José), Mário Sérgio e Valtinho (São Paulo), Antônio Carlos e Jarbas (Taubaté) e Célio, Geraldo Pereira e Jáder (XV de Jaú)                                       

          2 gols: Rotta (América de São José do Rio Preto), Batista e Frasão (Botafogo de Ribeirão Preto), Luís Carlos Gaúcho, Vanderlei Paiva e Volnei (Comercial), Baianinho, Paulinho Albuquerque,  Rui Rei e Vladimir (Corinthians), Ademir, Galo e Vica (Ferroviária), Éderson e Tadeu (Guarani), Marcão, Ronaldo e Valdir Lima (Inter de Limeira), César Pappiani e Deodoro (Juventus), Serginho (Marília), Esquerdinha Paulista (Palmeiras), Marco Aurélio, Nenê Santana e Zé Mário (Ponte Preta), Daniel González e Roberto César (Portuguesa), Gílson, Joãozinho Rosa, Nilson Dias e Palhinha (Santos), Chiquinho (São Bento), Esquerdinha (São José), Darío Pereyra, Édson Ampola e Élvio (São Paulo), Betinho e Toninho Moura (Taubaté) e Aroni e Noé (XV de Jaú)

           1 gol: André, Beto Rocha e Miro (América de São José do Rio Preto), Beto, Paulo Egídio, Tereso, Tostão, Veiga e Zé Davi (Botafogo de Ribeirão Preto), Edval, Índio, Nei Pandolfo e Paulinho Pereira (Comercial), Caçapava, Eduardo Amorim e Gomes (Corinthians), Gersinho, Luís Florêncio, Marinho Paranaense e Toninho (Ferroviária), Caetano, Eli Carlos, Jadir, Maurício, Poli e Zé Mauro (Francana), Jaime e Jorge Luís (Guarani), Bolívar, Evaristo, Marcinho, Salomão e Tornado (Inter de Limeira), Bizi (Juventus), Fabinho, Geraldino, Helinho, Lula e Zanola (Marília), Cabecinha, Dedê, Jairo Mendonça, Jorge Fernandes, Marcelo, Paulo Roberto e Wilsinho Paulista (Noroeste), Carlos Alberto Seixas, Célio Alves, Deda, Marquinhos, Osni Carneiro, Romeu e Sena (Palmeiras), Humberto (Ponte Preta), Beca, Cláudio Souza, Cléber, Danival, Duílio e Eduardo (Portuguesa), Chicão Amanzi, Gilberto Costa, Márcio Rossini, Ronaldo Paulista, Suemar e Toninho Vieira (Santos), Adílson Néri, Alexandre e Peres (São Bento), Ademir Melo, Beto Fuscão e Niltinho (São José), Heriberto, Marinho Chagas e Oscar (São Paulo), China e Lira (Taubaté) e Alfinete e Ferrari (XV de Jaú)

            Gols Contra: Maxwell (Botafogo de Ribeirão Preto) a favor do Juventus

                                  Estevão e Pedro Paranhos (Comercial) a favor do São Paulo e da Inter de Limeira respectivamente.

                                  Mauro (Corinthians) a favor do Marília

                                  Zé Mauro (Francana) a favor do Taubaté

                                  Beto Lima (Inter de Limeira) a favor da Portuguesa

                                  Sérgio (Juventus) a favor do Corinthians

                                  Pecos (Marília) a favor do Corinthians

                                  Gomes (Noroeste) a favor do Taubaté

                                  Washington Luís (Santos) a favor da Ponte Preta

                          Ismael e Jorge (São Bento) a favor da Inter de Limeira e do Palmeiras respectivamente.

                       Darci e Reinaldo (São José) a favor do Palmeiras e da Inter de Limeira respectivamente.

                                  Aírton (São Paulo) a favor do Palmeiras

   Curiosidade: Jorge Mendonça foi o último artilheiro até agora a passar dos 30 gols em uma só edição de Campeonato Paulista. 

   Fato Rápido: Este campeonato teve 1190 gols em 537 jogos, média de 2,22 gols por jogo. Uma média bem baixa pra um torneio tão longo e confuso.

 E pra terminar, libero os hat-tricks deste Paulistão que foram estes:

                                 Com 3: Jorge Mendonça (Guarani) três contra Ferroviária, Comercial e XV de Jaú                                 

                                     Com 2: Sócrates (Corinthians) três contra São Bento e Taubaté                                                                              Adílson (Taubaté) três contra São José e Comercial

                                      Com 1: Didi (Botafogo de Ribeirão Preto) três contra o Palmeiras.

                                                   Careca (Guarani) três contra o Comercial.  

                                                   Marcelo Vitta (Guarani) três contra o São Bento. 

       Por enquanto é isso e agora estou voltando pra valer.

       Até a próxima. 

sábado, 13 de março de 2021

Retorno Próximo e Algumas Novidades na Seção Artilharias

Boa noite a todos do SóSúmulas.

É com imenso orgulho que estou aqui a dizer que a partir da próxima semana, a coluna das Artilharias estará de novo ativada.

Peço desculpas a vocês pelo meu longo afastamento deste espaço, é porque estou numa gama de trabalhos literários que não me deram muito tempo para dedicar-me a esta coluna.

No entanto, consegui planejar-me bem e graças a novos materiais adquiridos em compras bem como em sites como o Soccer Reference, tenho condições e tempo necessários para reativar a coluna e ir mais além dele.

Não pretendo ficar apenas em artilharias brasileiras, pretendo também fazer artilharias em campeonatos internacionais como o Espanhol, o Inglês, o Italiano, a Champions League bem como todos os outros torneios de seleções além da Copa do Mundo que já está completa nesta coluna.

Á medida que vou completando as artilharias tanto nos campeonatos passados como nos atuais, pretendo colocá-los neste espaço quinzenalmente nos primeiros meses.

Aliás, já tenho inclusive um campeonato pronto para a próxima semana que vocês logo saberão qual é.

Por enquanto é isso, meus amigos e companheiros de luta histórica.

Até a próxima.

P.S: Um dos meus trabalhos que está no Wattpad é a primeira temporada da série Desventuras de Um Técnico ocorrida em 2015 iniciando a saga da família Oliveira. Quem quiser lê-lo clique aqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Artilharia da Copa do Mundo de 2018

Boa noite a todos.

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas por não ter postado isso, foi um ano bastante corrido e só agora é que pude finalmente ter um tempinho pra fazer esta artilharia.

Desculpas feitas, vamos ao que interessa.

Esta copa foi marcada principalmente pelo uso da tecnologia pra ajudar os juízes (finalmente!!) em casos onde o olho humano deixa passar o que fez as partidas serem mais justas.

Foi marcada também pelos gols nos instantes finais das partidas que deixaram os torcedores de muitas seleções com o coração na mão e ainda pelo alto número de gols contra que inclusive fizeram  história.

Os europeus dominaram as quatro primeiras posições com a França levando o bi-campeonato com méritos e uma organização impecável como time, a Croácia fazendo uma excelente campanha com um time de muito futuro, a Bélgica com a afirmação de uma geração que já prometia lá em 2014 e a Inglaterra que retornou aos bons tempos depois de passar por uma espécie de crise existencial nesses quatro anos.

Outras seleções que se destacaram foram a Rússia que tinha tudo pra ser um fracasso em casa, mas fez boas partidas e vendeu caro sua eliminação para a Croácia, o Japão que fez uma exuberante e disciplinada primeira fase ficando a cinco minutos de ir as quartas-de-final quando levou a virada da Bélgica, a Dinamarca que descobriu um grande goleiro em Kasper Schmeichel, o Uruguai que fez um grande duelo contra Portugal tendo Cavani e Suarez em ótima fase até o primeiro se machucar e desfalcar o time contra a França e a Suécia que mesmo com um time limitado mostrou muita força de vontade e ficou entre os oito primeiros provando que sua participação em 2018 não foi por mero acaso.

Já as decepções foram muitas e de moderada a vexatória.

O Brasil decepcionou levemente. Para quem iria tentar redimir-se da campanha vexatória de quatro anos atrás, teoricamente o resultado foi um passo atrás, mas na prática deu pra formar ao menos uma boa base pra 2022. O problema é o Neymar que mais caiu do que jogou. E o tempo está passando..

O mesmo vale pra Portugal e Espanha que tiveram espasmódicos momentos e foram eliminadas sem dó nem piedade com os espanhóis dando adeus ao tiki-taka e os portugueses dando adeus a Cristiano Ronaldo que provavelmente fez sua última Copa de forma até frustrante mesmo com o hat-trick que marcou contra a mesma Espanha.

A Argentina foi uma bagunça total. Chegar as oitavas-de-final de forma capenga foi o máximo que conseguiu com um time mal em todos os setores e com um Messi novamente apagado. E do jeito que anda a coisa, os argentinos vão demorar pra voltar aos velhos tempos de glória com a crise que se instalou na Federação Argentina com os dirigentes tão corruptos quanto os nossos.

Mas ninguém superou a Alemanha no quesito decepção. Veio a Rússia de forma irreconhecível, jogou mal contra o México, arrancou uma vitória a fórceps contra a Suécia e sofreu a humilhação suprema de ser eliminada pela Coréia do Sul por 2 x 0 com direito a "gol vazio" no último minuto confirmando a pior campanha em Copas do Mundo desde 1938 e com um humilhante último lugar em um grupo aparentemente fácil.  Quem te viu, quem te vê...

E menção desonrosa para os africanos que não colocaram ninguém nas oitavas-de-final.  É o preço por deixar o futebol alegre de lado..

Sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

Com 6 Gols: Harry Kane (Inglaterra)

Com 4 Gols: Lukaku (Bélgica); Griezmann e Mbappé (França); Cristiano Ronaldo (Portugal) e Cheryshev (Rússia)

Com 3 Gols: Eden Hazard (Belgica); Yerry Mina (Colômbia); Mandzukic e Perisic (Croácia); Diego Costa (Espanha); Dzyuba (Russia) e Cavani (Uruguai

Com 2 Gols: Aguero (Argentina); Jedinak (Austrália); Neymar e Philippe Coutinho (Brasil); Song Heung-Min (Coréia do Sul); Modric (Croácia); Salah (Egito); Stones (Inglaterra); Inui (Japão); Musa (Nigéria); Granqvist (Suécia); Khazri (Tunísia) e Luis Suarez (Uruguai)

Com 1 Gol: Kroos e Reus (Alemanha); Al Dawsari e Al Faraj (Arábia Saudita); Di Maria, Mercado, Messi e Rojo (Argentina); Batshuayi, Chadli, De Bruyne, Fellaini, Januzaj, Mertens, Meunier e Verthongen (Bélgica); Paulinho, Renato Augusto, Roberto Firmino e Thiago Silva (Brasil); Cuadrado, Quintero e Radamel Falcão (Colômbia); Kim Young-Gwon (Coreia do Sul); Bryan Ruiz e Waston (Costa Rica); Badelj, Kramaric, Rakitic, Rebic e Vida (Croácia); Eriksen, Zanka Jorgensen e Yussuf Poulsen (Dinamarca); Iago Aspas, Isco e Nacho (Espanha); Pavard, Pogba, Umtiti e Varane (França); Dele Alli, Lingard, Maguire e Trippier (Inglaterra); Ansarifard (Irã); Finnbogason e Gylfi Sigurdsson (Islândia); Kagawa, Haraguchi, Honda e Osako (Japão); Boutaib e En-Nesyri (Marrocos); Hirving Lozano, Javier Hernandez e Vela (México); Moses (Nigéria); Baloy (Panamá); Carrillo e Paolo Guerrero (Peru); Bednarek e Krychowiak (Polônia); Quaresma (Portugal); Gazinsky, Golovin e Mário Fernandes (Rússia); Sadio Mané, Niang e Wagué (Senegal); Kolarov e Mitrovic (Sérvia); Augustinsson, Forsberg e Toivonen (Suécia); Drmic, Dzemaili, Shaqiri, Xhaka e Zuber (Suíça); Ben Youssef, Bronn e Sassi (Tunisia) e José Gimenez (Uruguai)

Com 1 Gol Contra: Behich (Austrália) a favor da França
                                  Fernandinho (Brasil) a favor da Bélgica
                                  Mandzukic (Croácia) a favor da França
                                  Fathi (Egito) a favor da Rússia
                                  Bouhaddouz (Marrocos) a favor do Irã
                                  Alvarez (México) a favor da Suécia
                                  Etebo (Nigéria) a favor da Croácia
                                  Tiago Cionek (Polônia) a favor do Senegal
                                  Cheryshev e Ignashevich (Russia) a favor do Uruguai e da Espanha respectivamente
                                  Meriah (Tunísia) a favor do Panamá


Notas da Copa: Foram marcados 169 gols em 64 jogos com media de 2,64 por jogo. Uma media um pouco inferior a de 2014, mas por outro lado teve apenas um 0 x 0 em toda a Copa entre franceses e dinamarqueses. Ah, se tivessem feito uns golzinhos..

Aqui se registrou o recorde de gols contra na história das Copas: foram 11 ao todo com a Rússia sendo a primeira seleção a ter dois jogadores marcando gols contra em casa e a segunda a fazer este "feito" desde 1966 quando os búlgaros Davidov e Vutzov fizeram isso.

A Suíça chegou ao seu gol 50 na história das Copas com Dzemaili sendo o autor do feito contra a Costa Rica.

Luka Modric e Ben Youssef foram os autores dos gols 2400 e 2500 da História das Copas com o croata marcando contra a Nigéria e o tunisiano fazendo o gol da vitória de virada contra o Panamá.

Mandzukic não fez uma grande Copa, mas entrou pra história das Copas por três motivos: foi o primeiro atacante a marcar um gol contra, foi o primeiro a marcar um gol contra em uma final e foi o primeiro a marcar um gol contra e outro a favor no mesmo jogo. Esse a gente não esquece nunca
mais..

E com relação aos hat-tricks, foram apenas dois, o de Harry Kane (três gols contra o Panamá) e o de Cristiano Ronaldo (três gols contra a Espanha).

Cristiano Ronaldo, aliás, também entrou pra história das Copas por dois motivos: o jogador mais velho a marcar um hat-trick (33 anos) e o quarto jogador a marcar gols em quatro copas do mundo juntando-se a Pelé e aos alemães Uwe Seeler e Miroslav Klose. Coisas de rei..

Bom, leitores fieis, espero que tenham gostado e mais uma vez, peço desculpas pelo atraso.

Até a próxima. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Artilharia da Copa do Mundo de 2014

Olá, amigos!!

Antes de contar um pouco sobre o que aconteceu nessa Copa e falar dos artilheiros dela, peço humildes desculpas por não ter conseguido continuar as súmulas e análises dos jogos. Problemas técnicos e (por que não?) emocionais impediram que isso acontecesse.

Mas não significa que vou deixar de falar sobre essa maravilhosa Copa do Mundo realizada em meu país apesar dos pesares e das fortes críticas.

Dilma Rousseff disse que essa seria a Copa das Copas. E ela estava coberta de razão.

Foram jogos de tirar o fôlego, partidas bastante ofensivas em uma copa onde os artilheiros (e também os goleiros) se consagraram e uma nova forma de futebol nasceu através da campeã Alemanha.

Toques de bola com objetividade e coletividade que terminaram em gols em profusão. O Brasil que o diga no catastrófico 7 x 1 no Mineirão. Local em que um novo artilheiro histórico surgiu. Seu nome: Miroslav Klose.

Uma campeã merecida pelos jogos que fez e por tudo que apresentou nessa Copa.

A Argentina fez o que pode nessa Copa do Mundo. Capitaneada por Messi, Mascherano e Di Maria até se machucar, chegou a final e jogou de igual pra igual com a Alemanha. Perdeu gols onde não podia e foi castigada naquele golaço do Mario Gotze na prorrogação. Mesmo assim, foi uma das grandes destaques dessa Copa.

A Holanda mandou bem também. Começou com aquela goleada arrasadora sobre a Espanha por 5 x 1 onde Robben e Van Persie brilharam muito e terminou com uma vitória demolidora e convincente sobre um apático Brasil por 3 x 0 em Brasília. Poderia ter ido a final, mas havia um Romero em seu caminho nos pênaltis. Mesmo assim, vai deixar saudades..

Já o Brasil foi uma decepção só. Passou da primeira fase capengando e só foi líder do grupo por causa de um "latrocínio" contra os mexicanos feito pelo juíz ao anular dois gols legítimos contra Camarões sendo que o segundo foi um dos mais gritantes dessa Copa, ficou perto de ser eliminado pelo Chile com duas bolas no poste (uma por Pinilla na prorrogação e outra por Jara nos pênaltis), ganhou da Colômbia em uma bela cobrança de falta do David Luiz perdendo Neymar no processo após uma série de sarrafos nesses jogos lembrando Pelé em 1966 e terminou levando duas sapatadas homéricas de Alemanha e Holanda sendo a primeira delas a mais desmoralizante de sua história. Um 7 x 1 que será lembrado por toda a eternidade. Essa seleção não vai deixar saudades e o quarto lugar foi até muito pelo que NÃO fizeram nessa Copa.

Felizmente para eles, houve decepções ainda piores de outras seleções.

Tipo quase todas as seleções europeias com exceção da França (que se redimiu do fiasco de 2010 com boa campanha na primeira fase e um futebol bem vistoso até ser parada por uma irresistível Alemanha), Bélgica (que apesar de não ser aquela que todo mundo esperava que fosse, cumpriu bem seu papel na Copa e foi mais longe do que pôde) e Suíça (que fez uma Copa surpreendentemente ofensiva e um jogo duríssimo contra a Argentina até encontrar um Di Maria em seu caminho).

A Espanha entrou de cabeça erguida e saiu de cabeça baixa. Depois de uma sapatada levada da Holanda de 5 x 1 e de uma derrota terrível para o Chile por 2 x 0 feitos por um "pouco de Gre-Nal" (Aranguiz joga no Inter e Vargas jogou no Grêmio até 2013), o relógio tiki-taka quebrou e o toque sumiu. Vai levar tempo pra recuperar..

A Itália e a Inglaterra só vieram aqui mesmo pra passear. Embora tenham feito um jogo bem legal entre eles na Amazônia, não foram páreos para os azarões do grupo deles e foram pra casa mais cedo do que imaginavam. Outros que vão ter que ir pro divã..

E por fim, Portugal. Se "autodestruiu em 5 segundos" contra a Alemanha graças a uma expulsão infantil de Pepe e duas contusões musculares durante o jogo, e acabou praticamente eliminada da Copa pelo mesmo carrasco de 2002, os Estados Unidos. Pobre Cristiano Ronaldo..    

E as surpresas foram muito boas mesmo. A Argélia que salvou a honra africana com bons jogos contra a Coréia do Sul e Rússia e que quase repetiu o "crime" de 1982 contra a Alemanha no Beira-Rio, os Estados Unidos que fizeram outra grande campanha apesar de ser eliminada pela Bélgica e a Grécia que passou pela primeira vez de fase graças a um pênalti bobo no último segundo do jogo contra a Costa do Marfim e vendeu caro a eliminação pra Costa Rica.

A Costa Rica, aliás, merece um parágrafo a parte. De provável saco de pancadas do Grupo D se transformou em um terrível franco-atirador dessa Copa. Como um Vassili Zaitsev, abateu os três campeões mundiais na primeira fase e virou campeão do Grupo D. Depois abateu a Grécia, mas essa foi mais difícil pelos gregos serem franco-atiradores e só foi abatida pela Holanda graças a um astuto truque de Van Gaal ao substituir um goleiro por outro pra pegar os pênaltis. Caiu de cabeça erguida e com um orgulho justificado.

Lembra dos azarões que falei no Grupo D? o Uruguai foi o outro. Passou de cuecas na mão contra a Itália na primeira fase mas a dentada de Luisito "Vlad" Suarez em Chiellini botou tudo a perder. E aí a Colômbia não deu chances pro Uruguai nas oitavas-de-final. Ninguém faz uma presepada dessas e sai impune, a não ser um certo colombiano que deu uma entrada assassina em um certo brasileiro...

E os asiáticos? alguém viu eles nessa Copa? eu não vi.

Só teve dois lampejos na Copa feito por um sul-coreano contra a Rússia e mesmo assim porque o Akinfeev tomou um frangaço digno de Bola Murcha naquele jogo e um golaço do Cahill contra a Holanda a la Van Basten no Beira-Rio. De comum entre eles, a lanterna. Todos foram lanterninhas em seus grupos. O último que saiu apagou a luz..  

Por fim, a Colômbia que fez a melhor Copa de sua história colocando o artilheiro máximo pela primeira vez na história das Copas. Um menino de apenas 22 anos e com um grande futuro pela frente, James Rodriguez. E olha que o Radamel Falcão nem veio pra essa Copa...

Sem mais delongas, vamos aos artilheiros que nos brindaram com belos gols em uma das mais belas Copas:

Com 6 Gols: James Rodriguez (Colômbia)

Com 5 Gols: Thomas Muller (Alemanha)

Com 4 Gols: Messi (Argentina); Neymar (Brasil) e Van Persie (Holanda)

Com 3 Gols: Schurrle (Alemanha); Enner Valência (Equador); Benzema (França); Robben (Holanda) e Shaqiri (Suíça)

Com 2 Gols: Gotze, Hummels, Klose e Kroos (Alemanha); Djabou e Slimani (Argélia); Tim Cahill (Austrália); David Luiz e Oscar Emboaba (Brasil); Alexis Sanchez (Chile); Jackson Martinez (Colômbia); Bony e Gervinho (Costa do Marfim); Bryan Ruiz (Costa Rica); Mandzukic e Perisic (Croácia); Dempsey (Estados Unidos); Andre Ayew e Asamoah Gyan (Gana); Depay (Holanda); Musa (Nigéria) e Luis Suarez (Uruguai)

Com 1 Gol: Khedira e Ozil (Alemanha); Brahimi, Feghouli e Halliche (Argélia); Di Maria, Higuaín e Rojo (Argentina); Jedinak (Austrália); De Bruyne, Fellaini, Lukaku, Mertens, Origi e Vertonghen (Bélgica); Dzeko, Ibisevic, Pjanic e Vrsajevic (Bósnia); Fernandinho, Fred e Thiago Silva (Brasil); Matip (Camarões); Aranguiz, Beausejour, Valdivia e Vargas (Chile); Armero, Cuadrado, Quintero e Teófilo Gutierrez (Colômbia); Son Heung-Min, Koo Ja-Cheol e Lee Keun-Hoo (Coréia do Sul); Joel Campbell, Duarte e Ureña (Costa Rica); Olic (Croácia); David Villa, Fernando Torres, Mata e Xabi Alonso (Espanha); Brooks, Green e Jermaine Jones (Estados Unidos); Giroud, Matuidi, Pogba, Sissoko e Valbuena (França); Papasthatopoulos, Samaras e Samaris (Grécia); Blind, De Vrij, Huntelaar, Leroy Fer, Snijder e Wijnaldum (Holanda); Carlo Costly (Honduras); Rooney e Sturridge (Inglaterra); Reza Ghoochanejad (Irã); Balotelli e Marchisio (Itália); Honda e Okazaki (Japão); Giovani dos Santos, Guardado, Javier Hernandez, Peralta e Rafa Marquez (México); Odemwingie (Nigéria); Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela (Portugal); Kerzhakov e Kokorin (Russia); Dzemaili, Mehmedi, Seferovic e Xhaka (Suíça) e Cavani e Godin (Uruguai)

Com 1 Gol Contra: Kolasinac (Bósnia) a favor da Argentina; Marcelo (Brasil) a favor da Croácia; Boye (Gana) a favor de Portugal; Valladares (Honduras) e Yobo (Nigéria) ambos a favor da França.

Notas da Copa: Foram marcados 171 gols em 64 jogos com média de 2,7 por jogo. Tá bom e poderia ter sido bem melhor se não fosse por Neuer, Navas, Romero, Julio César, Buffon, M´bolhi, Tim Howard, Courtois, Ospina, Cillessen, Krul e todos os outros goleiros que fizeram no mínimo uma ou duas defesas dificeis. É a redenção de uma posição tão maldita..

Klose fez só dois gols nesta Copa, mas o suficiente pra fazer história: a primeira ao esticar a perna contra Gana o fez ser o terceiro jogador a marcar gols em quatro Copas do Mundo igualando a Pelé e o seu "mestre dos 18 metros" Uwe Seeler e o segundo contra o Brasil aproveitando um rebote do Júlio César fez ele se tornar o maior artilheiro da História das Copas passando o Ronaldo em pleno Mineirão onde o então artilheiro da História das Copas foi revelado para o mundo em 1993. Coisas de rei e de campeão...

Noel Valladares fez história pela porta dos fundos ao se tornar o primeiro goleiro a marcar um gol contra em Copas do Mundo naquele jogo da tecnologia em Porto Alegre. O bip-bip fez história..

O gol de número 2300 em Copas do Mundo foi marcado por Leroy Fer contra o Chile de cabeça após um escanteio bem batido. Parabéns para ele..

E como previ no post que fiz do último jogo francês na África do Sul, o gol de número 100 da França saiu mesmo nessa Copa de 2014 e o felizardo foi Olivier Giroud que marcou de cabeça contra a Suíça na Arena Fonte Nova. Um gol com a bênção dos orixás..

A Bélgica chegou ao seu gol de número 50 nesta Copa do Mundo. Jan Verthongen foi o autor desse gol histórico ao aproveitar o rebote do goleiro sul-coreano e conseguir a vitória para a Bélgica, deixando-a em primeiro lugar no seu grupo.

Com relação aos hat-tricks, houve dois nessa Copa: Thomas Muller, da Alemanha (três gols contra Portugal) e Shaqiri, da Suíça (três gols contra Honduras). Gostaria de saber qual era a música preferida deles..

E com isso, encerro mais uma Copa do Mundo em minha vida.

Um grande abraço e muito obrigado a todos.    

domingo, 2 de junho de 2013

Artilharia do Campeonato Brasileiro de 1972

Antes de retomarmos nossa coluna depois de quase um ano parado, eu em nome de todos aqui do Sosúmulas peço humildes desculpas pelo nosso longo sumiço, mas cada um tinha seu trabalho ou problemas para resolvermos. Nunca, no entanto, a gente esqueceu de nosso objetivo que é sempre valorizar a história de nosso futebol, responsabilidade aumentada ainda mais a medida que a Copa do Mundo aqui no Brasil se aproxima. 

E é com esse mesmo espírito que hoje volto para minha coluna e espero trazer bastante coisa informativa nos nossos encontros.

Hoje cumpro aqui uma antiga promessa feita no último post há quase dois anos atrás, de fazer a artilharia do Campeonato Brasileiro de 1972, ganho pelo Palmeiras. Apesar da unificação do Brasileiro feita em 2010, ainda falando em matéria de ARTILHEIROS, eu reconheço somente a partir de 1971 devido a todas as publicações afirmarem isso. (em nenhum momento estou dizendo que os times não ganharam aqueles títulos do Robertão e da Taça Brasil, por favor!!!)

Agora, antes dos artilheiros, vamos contar um pouco da história desse campeonato que teve um aumento de times e de emoções variadas. Esse aumento foi um sinal de que as coisas não iriam ser fáceis nos anos seguintes...

O Palmeiras mereceu este título apesar de um início conturbado naquele campeonato. Jogou bem a partir da segunda fase e nas fases finais, acabou jogando com o regulamento debaixo do braço ao empatar em 1 x 1 com o Internacional e 0 x 0 com o Botafogo na final. Era considerada a "Academia do Futebol" naqueles tempos tendo craques como Leão, Ademir da Guia, Madurga, Luis Pereira e Leivinha, entre outros.

Os outros paulistas saíram-se razoavelmente bem, exceto a Portuguesa que passava por uma crise séria naquele ano com a dispensa de seus melhores jogadores. O Corinthians ficou entre os quatro primeiros mantendo uma regularidade que o ajudou, O São Paulo, apesar de ter um dos artilheiros do campeonato, Pedro Rocha, que jogou muito bem, mostrou alguns altos e baixos e teve a classificação na mão por alguns minutos até levar um gol do América do Rio que o tirou do páreo. Uma derrota que se mostrou fatal. 

E o Santos, apesar de contar com um Pelé em exuberante forma, não foi muito longe nesse campeonato. Teve tropeços fatais que custaram a vaga para as finais daquele ano. 

Os cariocas tiveram desfechos diversos. O Botafogo conseguiu um bom vice-campeonato ancorado por um bom time que tinha, entre outros, o goleiro Wendell, o lateral Marinho Chagas e os atacantes Jairzinho e Fischer e onde foi o protagonista de uma das maiores goleadas em clássicos cariocas realizados nos Brasileiros: um estonteante 6 x 0 no Flamengo que demorou anos e anos pra equipe rubro-negra fazer uma igual a essa. 

O Vasco e o Fluminense se não foram tão brilhantes, mostraram-se ao menos muito competitivos e o Flamengo foi mais uma vez a grande decepção daquele ano se classificando somente na última rodada da primeira fase com direito a levar uma goleada humilhante já citada no parágrafo anterior. E o América Carioca foi apenas razoável mesmo assim revelou um dos primeiros "zagueiros artilheiros" da história do Brasileirão, Alex.

Com relação aos mineiros, ambos tiveram um desempenho apenas razoável. O Cruzeiro até conseguiu ter bons momentos na competição mas caiu de produção no fim e o Atlético MG, apesar de Dadá Maravilha novamente fazer sua parte sendo um dos artilheiros da competição, não se mostrou tão brilhante como em 1971 e teve que se contentar em cair na segunda fase daquele ano.

Os gaúchos viveram momentos distintos e protagonizaram dois momentos marcantes no Brasileirão de 1972. O Internacional ficou a um passo da final naquele empate com o Palmeiras nas semifinais e mesmo com a eliminação, um time estava sendo construído em torno de jogadores como Valdomiro, Claudiomiro e Figueroa que ainda brilharia muito nessa década por sua técnica apurada e sua incrível valentia. Valentia essa que custou a vida de dois dos seus torcedores que morreram infartados na partida contra o Cruzeiro onde o Inter arrancou uma memorável virada por 3 x 2 após estar perdendo por 2 x 0 em pleno Beira-Rio.    

E o Grêmio vinha até bem naquele ano até perder o lateral Everaldo, suspenso pesadamente após agredir o juiz José Faville Neto na partida contra o Cruzeiro  devido a um pênalti marcado por este. Aí então o time perdeu o rumo e acabou eliminado pelo Santa Cruz na última rodada. 

Outros destaques foram os bons desempenhos de Coritiba e Santa Cruz naquele campeonato mostrando uma evolução muito grande em relação a 1971 e revelando bons jogadores como Zé Roberto e o jovem Givanildo, respectivamente.

E com relação aos times estreantes, o Nacional de Manaus mostrou alguma coisa graças ao bom centroavante Campos, o Vitória foi mais lembrado pela torcida fanática do que pela própria campanha do time que tinha até gente boa de bola como Mário Sérgio e André Catimba e o ABC que protagonizou a primeira lambança administrativa da história do Brasileirão ao perder os pontos da vitória sobre o Botafogo devido a escalação irregular do jogador Rildo. Isso o que aconteceu com o ABC foi apenas a primeira de tantas lambanças dos clubes com justiça nesses mais de 40 anos do Brasileirão. Mal sabiamos que o pior ainda estará por vir...

E agora, sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

Com 17 Gols: Dadá Maravilha (Atlético MG) e Pedro Rocha (São Paulo).

Com 16 Gols: Zé Roberto (Coritiba).

Com 15 Gols: Leivinha (Palmeiras).

Com 14 Gols: Campos (Nacional de Manaus).

Com 12 Gols: Valdomiro (Internacional).

Com 10 Gols: Roberto (Remo).

Com 9 Gols: Jairzinho (Botafogo). 

Com 8 Gols: Fischer (Botafogo); Rivellino (Corinthians); Roberto Batata (Cruzeiro); Lula (Fluminense); Oberti (Grêmio) e Edu (Santos).

Com 7 Gols: Libânio (ABC); Da Costa (Ceará); Paulinho (Náutico); Enéas (Portuguesa); Luciano (Santa Cruz); Terto (São Paulo); Nenê (Santos) e Silva Batuta (Vasco).

Com 6 Gols: Cândido (América MG); Alex (América RJ); Ferreti (Botafogo); Jorge Costa e Samuel (Ceará); Edson Trombada (CRB); Dirceu Lopes e Lima (Cruzeiro); Fio Maravilha (Flamengo); Laírton (Grêmio); Claudiomiro (Internacional); Nei (Palmeiras); Basílio (Portuguesa) e Betinho e Erb (Santa Cruz).

Com 5 Gols: Alberi (ABC); Lance (Corinthians); Zé Carlos Bernardo (Cruzeiro); Caio Cambalhota (Flamengo); Borges (Náutico); Dicá (Portuguesa); Ramon (Santa Cruz) e Pelé (Santos).

Com 4 Gols: Tarciso (América RJ); Romeu Cambalhota (Atlético MG); Picolé (Bahia); Hélcio (Ceará); Sicupira (Corinthians); Leocádio (Coritiba); Silva (CRB); Doval e Paulo César Caju (Flamengo); Jair (Fluminense); Paulo César Carpeggiani, Tovar e Volmir Massaroca (Internacional); Dedéu (Náutico); Ademir da Guia, Fedato, Madurga e Ronaldo (Palmeiras); Fernando Santana (Santa Cruz); Edson Cegonha, Everaldo e Zé Carlos (São Paulo) e Roberto Dinamite (Vasco).

Com 3 Gols: Hélio (América MG); Antonio Carlos (América RJ); China (Atlético MG); Natal (Bahia); Dorinho, Marinho Chagas, Nei Carioca e Zequinha (Botafogo); Erandi (Ceará); Marco Antônio e Mirandinha (Corinthians); Dreyer, Flecha e Tião Abatia (Coritiba); Mano (CRB); Eduardo Amorim e Palhinha (Cruzeiro); Rubens Galaxe (Fluminense); Catarina e Mazinho (Grêmio); Escurinho (Internacional); Valmir (Nacional de Manaus); Elói e Paraguaio (Náutico); Edu Bala (Palmeiras); Alcino (Remo); Alcindo e Jair da Costa Pinto (Santos); Paulo Nani e Toninho Guerreiro (São Paulo); Adãozinho, Edmilson e Paulo Sérgio (Sergipe); Alcir Portela e Tostão (Vasco) e André Catimba e Zé Eduardo (Vitória).

Com 2 Gols: Petinha (ABC); Eli, Juca Show e Tião Mineiro (América MG); Gilmar, Mauro e Taquito (América RJ); Bibi, Cabinho e Vanderlei Paiva (Atlético MG); Odair (Bahia); Paulo Borges e Tião Marino (Corinthians); Fito (Coritiba); Rinaldo (Cruzeiro); Arilson e Dionísio (Flamengo); Silveira (Fluminense); Carlinhos (Grêmio); Bráulio e Marciano (Internacional); Pedrilho (Nacional de Manaus); Edvaldo e Vasconcelos (Náutico); Pio (Palmeiras); Tatá e Xaxá (Portuguesa); Caíto e Tito (Remo); Amilton, Cabral e Jair Pereira (Santa Cruz); Carlos Alberto Torres e Orlando (Santos); Roberto Dias (São Paulo); Torino (Sergipe); Buglê, Gilson Nunes, Jaílson e Jorginho Carvoeiro (Vasco) e Gibira (Vitória).

Com 1 Gol: Baltasar, Elias e Everaldo Potiguar (ABC); Édson, Pedro Omar e Zé Carlos Generoso (América MG); Edu Coimbra, Ivair e Tadeu Ricci (América RJ); Guará, Guerino, Lola e Oldair (Atlético MG); Afonsinho, Douglas, Eliseu, Gilson Porto, João Daniel, Pinheiro e Roberto Rebouças (Bahia); Carlos Roberto (Botafogo); Miguel (Ceará); Nelson Lopes e Vaguinho (Corinthians); Cláudio, Chiquinho, Dirceu e Pescuma (Coritiba); Canavieira, Orlandinho, Reinaldo e Rubens Salim (CRB); João Ribeiro, Piazza e Toninho Mineiro (Cruzeiro); Zanata (Flamengo); Cafuringa, Denílson, Marco Antônio Carioca, Mickey e Toninho (Fluminense); Ivanir e Loivo (Grêmio); Cláudio Duarte, Figueroa e Sérgio Galocha (Internacional); Antonio Piola, Danival, Ismael e Nelson Sousa (Nacional de Manaus); Romero, Tico e Ubirajara (Náutico); Luis Pereira, Zeca e Zé Carlos Paulista (Palmeiras); Didi Duarte, Feitosa e Wilsinho (Portuguesa); Copeu, Dutra e Vágner (Remo); Adilson, Clodoaldo, Roberto Carlos e Zé Carlos Leal (Santos); Nelsinho Baptista, Nenê Paulista e Paraná (São Paulo); Fernando, Leal e Zé Pequeno (Sergipe); Alfinete, Dé e Luis Fumanchu (Vasco) e Almiro, Humberto, Mário Sérgio, Marquinhos e Osni (Vitória).

Com 3 Gols Contra: Louro (Santa Cruz) a favor do Corinthians, do Ceará e do Remo respectivamente.

Com 2 Gols Contra: Valter (Vitória) a favor do São Paulo e do Cruzeiro respectivamente.

Com 1 Gol Contra: Vander (América MG) a favor do Botafogo; Tião Carioca (América RJ a favor do Coritiba); Normandes (Atlético MG) a favor do CRB; Roberto Rebouças (Bahia) a favor do Palmeiras; Nagel (Ceará) a favor do Internacional); Pescuma (Coritiba) a favor do Cruzeiro; Darci Meneses (Cruzeiro) a favor do Internacional; Reyes (Flamengo) a favor do Fluminense; Denílson (Fluminense) a favor do Cruzeiro; Sidclei (Náutico) a favor do Corinthians; Guaraci (Portuguesa) a favor do Náutico; Orlando (Santos) a favor do Cruzeiro; Roberto Dias (São Paulo) a favor do Atlético MG; João Carlos e Zé Oto (Sergipe) a favor do São Paulo e do Botafogo respectivamente e Paulo César (Vasco) a favor do Cruzeiro.     

Notas do Brasileirão: Foram marcados 731 gols em 352 jogos tendo a média de 2,08 por partida. Deu uma pequena melhorada em 1972...
O jogador Louro do Santa Cruz é um dos recordistas em gols contra numa só edição: ele marcou três vezes contra o patrimônio nesse campeonato. O outro é Wilson, do Internacional, que também marcou três vezes em 2003. Esta do zagueiro colorado vou contar depois...
Nesse campeonato saiu o gol de número 1000 na história dos Brasileiros marcado pelo santista Clodoaldo contra o Corinthians. Seu único gol naquele campeonato valeu por muitos...
E com relação aos hat-tricks, a lista foi bem maior do que em 1971 e vários jogadores fizeram esse feito. Dada Maravilha do Atlético MG, aliás, foi o primeiro jogador a fazer dois hat-tricks num mesmo campeonato marcando quatro gols contra o Nacional e três gols contra o Vitória. Os outros foram Paulo César Carpeggiani do Internacional (três gols contra a Portuguesa), Campos do Nacional de Manaus (três gols contra o ABC), Caio Cambalhota do Flamengo (três gols contra o CRB), Ramón do Santa Cruz (três gols contra o Botafogo), Borges do Náutico (três gols contra o ABC), Pedro Rocha do São Paulo (três gols contra o CRB) e Jairzinho do Botafogo (três gols contra o Flamengo).   

Bom, é isso por enquanto. Mas isso é só o começo. Muita coisa boa vem aí.


Até a próxima. 

sábado, 9 de julho de 2011

Novidades nas Artilharias e Desculpas pela Ausência

Boa tarde a todos.

Desculpem pela minha longa ausência no blog. Devido a compromissos literários, me sobrou menos tempo para vocês.

Devido ao andamento do Brasileirão, será difícil eu fazer as artilharias de todos os Brasileiros, já que na década de 70 existia pouca coisa pra pesquisar.

Ao invés disso, pesquisarei a artilharia dos clúbes em cada Brasileiro, acredito eu que isso será mais fácil pra entender.

Espero que tenham compreendido minha longa ausência. Vai ser difícil postar constantemente, mas na medida do possível atualizarei o que puder.

Um grande abraço a todos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Artilharia do Campeonato Brasileiro de 1971

Olá, pessoal!!!

Conforme o prometido desde o ano passado, iniciarei a partir de hoje a série contando sobre a história do Campeonato Brasileiro e suas artilharias.

Mas antes de contar essa história, terei que falar sobre a confirmação dos títulos brasileiros antes de 1971 dada pela CBF no ano passado, que a meu ver somente prejudica o trabalho dos pesquisadores e acaba confundindo a cabeça da maioria das pessoas, com exceção dos torcedores fanáticos e radicais que só falam palavrões e xingamentos contra esses mesmos pesquisadores que lutam contra tudo e todos para preservarem, além da realidade dos fatos, a história de todos os clubes e de um campeonato que traz emoções fortes a todos os brasileiros, mesmo aqueles que não gostam de futebol.

Portanto, recomendo aos torcedores fanáticos, radicais e ignorantes que só pensam em devastar patrimônios ou matar uma pessoa inocente somente porque ela torce por um clube diferente do seu, que não leiam esse post.

Agora, voltamos a história. Para entender melhor como o Campeonato Brasileiro surgiu, vamos ligar a nossa máquina do tempo e voltarmos a 1971 onde naquela época, a ditadura militar estava no auge e o presidente da época, Emílio Garrastazu Médici, era fanático por futebol a ponto de cancelar compromissos de trabalho para ligar o rádio e ouvir os jogos da Seleção Brasileira ou de outros times.

Preocupado com a falta de integração do país a seus projetos políticos e fustigado por guerrilhas em todos os lados, bem como aproveitar o máximo a conquista do tri-campeonato mundial obtido no ano anterior, que o presidente reuniu-se com a cúpula da então CBD e o presidente da CBD teve a idéia de fazer um verdadeiro Campeonato Brasileiro de Futebol que abarcasse todas as regiões do Brasil a terem os seus representantes já que até 1970, as Taças e Copas disputadas até então somente eram concentrados nas regiões Sudeste e Sul, onde esses clúbes participavam, com raras exceções de clubes nordestinos como o Bahia, que faturou uma das Taças Brasil em disputa, se não me engano em 1959. (por favor colegas baianos, me confirmem isso!!).

E foi assim numa conjunção de fatores políticos e esportivos que nasceu o Campeonato Brasileiro de Futebol que todos nós conhecemos hoje.

O primeiro ano teve 20 clubes que disputaram dois turnos na primeira fase, o primeiro dentro dos seus grupos e o segundo contra os do outro grupo. Depois, se dividiram em três grupos de quatro e o primeiro de cada grupo se classificaria para um triangular final.

E que teve um campeão justo e merecido que foi o Atlético Mineiro, cujo time havia jogadores como os Humbertos (Monteiro e Ramos), o lateral Oldair que tinha um faro de artilheiro, os bons atacantes Ronaldo e Romeu Cambalhota e principalmente o artilheiro Dádá Maravilha, um jogador de pouca técnica mas de grande objetividade em fazer gols tanto com a cabeça quanto com os pés comandados pelo brilhante técnico Telê Santana que faria uma bela história no futebol brasileiro.

Os outros dois times que participaram do Triangular, o São Paulo e o Botafogo também tiveram um belo desempenho em 1971 e tinham também seus craques de bola. O São Paulo tinha um tremendo atacante que aterrorizava os goleiros na época que era o Toninho Guerreiro e além dele tinha ótimos jogadores como o atacante Terto, o lateral Forlan (pai do atacante Diego Forlán) e o zagueiro Jurandir.
Já o Botafogo tinha quase uma seleção de bons de bola ou cobras, como era chamado o craque na época como os atacantes Jairzinho e Roberto Miranda e o zagueiro Brito cuja punição devido a agressão ao juíz acabou prejudicando a equipe na reta final do campeonato.

Quanto aos demais clubes, tiveram altos e baixos nessa competição. Os paulistas foram de razoável a boa, todos eles chegaram perto do triangular com exceção da Portuguesa, que não teve um bom desempenho.
E que tinham seus jogadores muito bons também como César Maluco e Fedato no Palmeiras que fariam furor no ano seguinte, Rivelino e Mirandinha no Corinthians e Mazinho e Dicá (sim, aquele mesmo que faria sucesso na Ponte Preta) no Santos. Quanto a Pelé, seu desempenho foi bastante apagado em 1971 onde somente fez um gol, mas pra tristeza dos corintianos, foi contra eles que isso aconteceu com uma bela cobrança de falta.

Os gaúchos tiveram um belo desempenho também. Tanto Internacional como Grêmio quase chegaram ao Triangular mas patinaram na hora H. No Inter tinha bons jogadores como Paulo César Carpeggiani, Valdomiro e Claudiomiro e no Grêmio tinha o atacante Flecha e o argentino Scotta como bons jogadores, bem como Loivo e Torino.

Já a grande surpresa desse campeonato veio do Paraná. O Coritiba que veio sem alarde, fez uma boa campanha nas fases iniciais e por pouco não chegou lá. Mas revelou bons jogadores como Paquito e Tião Abatiá.

Os outros clubes mineiros tiveram campanhas distintas. O Cruzeiro, apesar de ter um belo time em 1971 onde despontava jogadores como Perfumo, Tostão e Wilson Piazza, por muito pouco não se juntou ao seu rival no triangular final e o América MG mostrou um fraco desempenho e caiu fora na primeira fase.

E por fim, os cariocas. O Fluminense e o Vasco fizeram boas campanhas na medida do possível chegando bem longe naquele ano sendo que nesse último, revelou-se o maior artilheiro da história dos Brasileiros, Roberto Dinamite.

O curioso é que ele ganhou esse apelido depois de um jogo contra o Internacional na Segunda fase onde entrou no segundo tempo, jogou uma barbaridade e marcou um belo gol em sua especialidade, o seu chute forte e potente.

Já a grande decepção desse campeonato foi o Flamengo, que teve sérios problemas no ataque e que a equipe como um todo teve fraco desempenho sendo o único dos grandes a ficar de fora da Segunda Fase. Pois é, nem o jovem Zico salvou dessa vez...

Bom, agora sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

Com 15 Gols: Dadá Maravilha (Atlético MG)

Com 11 Gols: Mirandinha (Corinthians)

Com 10 Gols: Rivelino (Corinthians); Toninho Guerreiro (São Paulo)

Com 9 Gols: Roberto Miranda (Botafogo); Tião Abatiá (Coritiba); Tostão (Cruzeiro); César Maluco (Palmeiras); Mazinho (Santos)

Com 7 Gols: Oldair (Atlético MG); Cabinho (Portuguesa); Terto (São Paulo)

Com 6 Gols: Caio Cambalhota e Paraguaio (América RJ); Luciano (Santa Cruz)

Com 5 Gols: Jairzinho (Botafogo); Dirceu Lopes (Cruzeiro); Flecha e Scotta (Grêmio); Claudiomiro, Sérgio Galocha e Valdomiro (Internacional)

Com 4 Gols: Lola e Ronaldo (Atlético MG); João Daniel (Bahia); Paulo César (Botafogo); Leocádio e Paquito (Coritiba); Lima (Cruzeiro); Árlem (Internacional); Ademir da Guia, Leivinha e Luís Pereira (Palmeiras); Edu (Santos); Vanderlei (Sport); Dé e Ferreti (Vasco)

Com 3 Gols: Antônio Carlos, Edu Coimbra, Sérgio Lima e Tarciso (América RJ); Romeu Cambalhota (Atlético MG); Baiaco e Caldeira (Bahia); Vítor (Ceará); Rodrigues Neto e Samarone (Flamengo); Jeremias (Fluminense); Loivo e Torino (Grêmio); Betinho, Ramón e Valfrido (Santa Cruz); Dicá (Santos); Buglê (Vasco)

Com 2 Gols: Amauri, Dirceu Alves e Hélio (América MG); Humberto Ramos (Atlético MG); Carlinhos (Bahia); Silva e Zequinha (Botafogo); Adãozinho, Aladim, Pedrinho, Suingue e Vaguinho (Corinthians);  João Ribeiro, Perfumo e Roberto Batata (Cruzeiro); Rogério e Zico (Flamengo); Ivair e Jair (Fluminense); Alcindo (Grêmio); Benê, Braulio e Land (Internacional);
Fedato e Héctor Silva (Palmeiras); Dirceu e Tatá (Portuguesa); Davi (Santos); Carlos Alberto, Everaldo e Zé Roberto (São Paulo); Gijo (Sport); Adilson (Vasco)

Com 1 Gol: Dário, Jair Bala, Julinho e Zé Carlos Generoso (América MG); Badeco, Tadeu Ricci e Zé Carlos (América RJ); Pedrilho, Spencer, Vanderlei Paiva e Zé Maria (Atlético MG); Eliseu e Santa Cruz (Bahia); Careca, Didinho, Nei Oliveira, Paulo César Caju e Tuca (Botafogo); Magela (Ceará); Caíto e Tião (Corinthians); Hermes, Negreiros, Reinaldinho e Rinaldo (Coritiba); Baiano, Eduardo Amorim, Evaldo e Zé Carlos Bernardo (Cruzeiro); Arílson, Fio Maravilha e Tinteiro (Flamengo); Cafuringa, Lula, Marco Antônio e Silveira (Fluminense); Joãozinho e Selmar (Grêmio); Edson e Paulo César Carpeggiani (Internacional); Edu Bala e Eurico (Palmeiras); Basilio, Luisinho, Marinho Perez e Piau (Portuguesa); Eberval (Santa Cruz); Antônio Lima, Jáder, Laírton, Léo Oliveira, Nenê e Pelé (Santos); Gerson, Pablo Forlan e Teodoro (São Paulo); César, Duda e Ubaldo (Sport); Roberto Dinamite e Rodrigues (Vasco)

Com 2 Gols Contra: Jurandir (São Paulo) a favor do Fluminense e do Coritiba respectivamente.

Com 1 Gol Contra: Grapete e Humberto Monteiro (Atlético MG) a favor do Santa Cruz e do Sport respectivamente.
Zé Maria (Corinthians) a favor do América MG
Detinho (Santa Cruz) a favor do Grêmio
Almir e Fraga (Sport) a favor do Coritiba e do Ceará respectivamente.
Miguel (Vasco) a favor do Internacional

Notas do Brasileirão: Foram marcados 419 gols em 229 jogos tendo a média de 1,83 por partida. Se preocupavam mais em dependurar-se na trave do que fazer gols...
O gremista Scotta foi o autor do primeiro gol da história dos Brasileiros contra o São Paulo.
E Detinho, do Santa Cruz, foi o primeiro goleiro a marcar um gol contra na história dos Brasileiros ao soquear a bola para dentro das redes no jogo contra o Grêmio.
E em relação aos hat-tricks, somente houve um jogador a fazê-lo nesse campeonato: foi o atacante João Daniel, do Bahia que marcou três gols contra o Ceará.

Bem, é isso aí. Se gostaram, comentem na seção de comentários e até me corrijam de algum eventual erro que aparecer aí.

Até a próxima com o Campeonato Brasileiro de 1972.