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domingo, 15 de novembro de 2009

do fundo do baú

No dia 23 de Novembro de 1941, num Domingo, Fluminense e Flamengo se defrontaram em partida disputada no Estádio da Gavea em jogo que decidia o Campeonato Carioca daquele ano e os tricolores com o empate levou o título para as Laranjeiras.

O Jogo

FLUMINENSE (RJ) 2 x 2 FLAMENGO (RJ)
Data: 23/11/1941
Campeonato Carioca
Local: Estádio da Gávea
Público: 15.312 pagantes
Renda: Cr$ 115.943,30
Árbitro: José Ferreira Lemos “Juca da Praia”
Gols: Pedro Amorim 20, Russo 25 e Pirillo 35/1º,Pirillo 40/2º
FLAMENGO: Yustrich, Domingos e Newton; Biguá, Volante e Jayme; Sá, Zizinho,Pirillo, Reuben e Vevé / Técnico: Flávio Costa
FLUMINENSE: Batatais, Renganeschi e Machado; Mallazo, Brant e Afonsinho; Pedro Amorim, Romeu, Russo, Tim e Carreiro / Técnico: Ondino Vieira.
Obs: Carreiro foi expulso; Fluminense Campeão Carioca

Principais artilheiros do Campeonato
Pirillo (Flamengo): 39 gols.
Rongo (Fluminense): 25.
Heleno (Botafogo) : 24.
Isaías (Madureira): 20.
Lula (Bangu) : 19
Pedro Amorim (Flu): 19
Pascoal (Botafogo): 18

O Craque: Tim
Elba de Padua Lima foi um dos maiores dribladores da história do futebol brasileiro. Seu característico corte seco para os dois lados deixava os adversários sem ação mesmo que fosse em espaço muito pequeno. Sua colocação em campo o transformava num terrível abridor de defesas. Seus passes desnorteavam os zagueiros e sua presença diante do gol fazia dele um goleador implacável. Era um craque quase perfeito.

Tim nasceu na cidade paulista de Ribeirão Preto em fevereiro de 1912. Aos doze anos jogava no infantil do Botafogo. Três anos depois já estava no time principal. Em 1934 foi para a Portuguesa Santista por 500 mil réis mensais. Mesmo jogando num clube modesto, mostrou seu futebol habilidoso e foi convocado para a seleção paulista e foi campeão brasileiro em 1935. No ano seguinte já estava na seleção brasileira. No campeonato sul-americano realizado em Buenos Ayres, recebeu da imprensa argentina, o apelido de El Peon. Quando retornou se transferiu para o Fluminense por vinte mil contos de reis de luvas e um conto mensal.

No futebol carioca começava sua consagração definitiva. O Fluminense era uma verdadeira seleção paulista. Tim foi campeão carioca nos anos 1936/37/38 e convocado para a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1938 na França. Quando retornou ao Brasil, ganhou mais dois títulos de campeão carioca: 1940/41. Em 1942 foi novamente convocado para a seleção brasileira. Já com trinta anos de idade, jogou no São Paulo. Depois passou pelo Botafogo e Olaria do rio de Janeiro. Encerrou sua carreira na liga pirata da Colômbia em 1950. No ano seguinte iniciou sua vitoriosa carreira como técnico no Bangú. Foi campeão carioca pelo Fluminense em 1964 e pelo Vasco em 1070. Também treinou Flamengo. Coritiba. Botafogo. San Lorenzo da Argentina. São José do Rio Preto. Internacional de Limeira e a seleção peruana na copa do mundo de 1970. Elba de Padua Lima morreu no dia 7 de julho de 1984.

Clubes
1931-1934: Botafogo-SP
1935-1936: Portuguesa Santista-SP
1937-1943: Fluminense-RJ
1943-1944: São Paulo Railway (Nacional-SP)
1944-1947: Botafogo-SP
1947-1949: Olaria-RJ
1950-1951: Atlético Junior Barranquilla - Colômbia

Copas do Mundo:
1 jogo , 1 vitória
Pela Seleção Brasileira:
16 jogos , 8 vitórias , 2 empates , 6 derrotas , 1 gol

Fontes: rsssf brasil,www.sambafoot.com.br,www.museudosesportes.com.br

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

do fundo do baú



No dia 11 de setembro de 1997, Vasco da Gama e União São João se enfrentaram em rodada do Campeonato Brasileiro e o time vascaíno goleou por 6 tentos a 0 com Edmundo sendo o grande destaque da partida fazendo todos os gols.
Nesse ano, com a grande fase de Edmundo, o Vasco da Gama foi o Campeão Brasileiro e seu maior artilheiro com 29 gols.

O Jogo

VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 0 UNIÃO SÃO JOÃO (SP)
Data : 11/09/1997
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro : Cléver Assunção Gonçalves
Público : 1.313 Gols : Edmundo 01, 23, 27/1º, Edmundo 29, Edmundo 34 e Edmundo 44/2º
Expulsão : Balu (União)
VASCO DA GAMA: Márcio, César Prates, Mauro Galvão, Alex Pinho, Felipe, Luisinho (Odvan), Juninho (Mauricinho), Nasa (Fabrício Eduardo), Ramón, Edmundo e Pedrinho / Técnico : Antônio Lopes
UNIÃO SÃO JOÃO: Adnan, Paulo Salles, Lica, Balu, Léo, Augusto, Ricardo Lima, Kelly (Vagner), Mazinho (Leonardo ((Jefferson), Itamar e Lizandro / Técnico : Basílio

O Craque
Em 1991, num jogo preliminar de juniores contra o Botafogo, o camisa 16 do Vasco driblou meio time adversário, deixou o goleiro para trás e marcou um golaço. Um jornalista que acompanhou o jogo fez rasgados elogios ao garoto na edição do dia seguinte. Assim nascia Edmundo para o futebol, um atacante abusado, corajoso, polemico e extremamente habilidoso.

De certa forma, aquela foi uma vingança. Edmundo começou a carreira nas divisões de base do Botafogo, mas acabou expulso do clube por andar nu na concentração dos juniores. O Vasco o acolheu e aqui ele explodiu, disputando um grande Campeonato Brasileiro em 1992.

Em 1997 viveu a melhor fase da sua carreira: carregou o time nas costas na conquista do Campeonato Brasileiro de 1997 e quebrou dois recordes do torneio: o de maior número de gols marcados por um jogador na mesma partida (Fez seis na goleada por 6 x 1 sobre o União São João) e o de maior artilheiro da competição.

Temperamental e fora-de-série, até em outros times, foi sempre vascaíno. Perdeu pênaltis jogando contra o Vasco por Santos, Cruzeiro e quando esteve no Flamengo esculhambou o centenário adversário. Por isso, foi perdoado pela heresia de vestir aquele uniforme. Na sua terceira passagem pelo Vasco, na Copa do Brasil de 2000, Edmundo dividiu forte com o goleiro Zetti, do Fluminense, levou seis pontos na cabeça, mas não saiu de campo. Com uma bandagem improvisada, bem representou o clube até o apito final. Puro amor à camisa.

Em 2003, após dar várias entrevistas dizendo que queria retornar ao Vasco foi novamente contratado pelo clube. Mas após reclamar por diversas vezes da qualidade do elenco e dos salários atrasados saiu do Vasco no fim do ano.

Após rodar por vários clubes retornou ao Vasco, em uma negociação demorada o jogador aceitou reduzir pela metade o valor que cobrava de remunerações não pagas em uma ação judicial que movia contra o clube. Na sua apresentação voltou a fazer juras de amor ao Vasco e prometeu encerrar a carreira no clube. Infelizmente, a última partida de um dos nossos maiores ídolos, foi no dia mais triste da história vascaína. O descenso para a Série B.

Isso em nada diminuiu o carinho e o amor que a torcida nutre pelo Animal, mesmo após uma dor tão grande a mesma ainda conseguiu se despedir do ídolo que estava aos prantos e queria apenas se isolar no vestiário.
Edmundo e o Vasco, um caso de amor com diversos capítulos e vários recomeços.
Além de craque, uma fera; além de fera, vascaíno de corpo e alma.

Ficha do Craque
Nome: Edmundo Alves de Souza Neto
Apelido: Bacalhau
Nascimento: 02/04/1971 - Niterói/RJ
Posição: Atacante
Características: Habilidade, Drible, Garra e Velocidade

Clubes
1990-1992: Vasco da Gama-RJ
1993-1995: Palmeiras-SP
1995: Flamengo-RJ
1996: Corinthians-SP
1996-1997: Vasco da Gama-RJ
1997-1999: Fiorentina - Itália
1999-2000: Vasco da Gama-RJ
2000: Santos FC-SP
2001: Napoli - Itália
2001: Cruzeiro-MG
2002: Tokyo Verdy - Japão
2003: Urawa Red Diamonds - Japão
2003-12/01/2004: Vasco de Gama-RJ
13/01/2004-12/2004: Fluminense-RJ
06/05/2005-30/05/2005: Nova Iguaçu-RJ
31/05/2005-06/12/2005: Figueirense-SC
07/12/2005-20/01/2008: Palmeiras-SP
21/01/2008-2008: Vasco da Gama-RJ
Títulos
Campeonato Paulista: 1993, 1994
Campeonato Carioca: 1992
Campeonato Brasileiro: 1993, 1994, 1997
Torneio Rio - São Paulo: 1993
Copa Stanley Rous: 1995
Copa América: 1997
Copa Rio de Janeiro: 1999
Taça Guanabara: 2000
Torneio Amizade: 1991
Troféu Ramon de Carranza: 1996
Troféu Bortolotti: 1997
Títulos pessoais
Bola de prata brasileira (Placar): 1993
Bola de ouro brasileira (Placar): 1997
Melhor artilheiro do campeonato brasileiro: 1997 / 29 gols

Fontes
http://www.vascaominhapaixao.blogspot.com/
http://www.sosumulas.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

do fundo do baú

No dia 10 de Outubro de 1943,num domingo,Flamengo e Bangu jogaram no Estádio da Gávea em jogo do Campeonato carioca e o time comandado pelo mestre Ziza goleou por 5 tentos a 0 e com este resultado sagrou-se campeão eatadual de 1943.O artilheiro do campeonato foi João Pinto do São Cristovão com 26 tentos.

O jogo
FLAMENGO (RJ) 5 X 0 BANGU (RJ)
Data: 10/10/1943
Local: Estádio da Gávea
Árbitro: Oscar Pereira Gomes
FLAMENGO: Jurandir; Domingos, Nílton, Biguá, Bria, Jaime,Jacir, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé / Técnico: Flávio Costa
BANGU: João Alberto; Enéas, Paulo, Mineiro, Souza, Antônio,Sonô, Baleiro, Moacir Bueno, Otacílio e Joaquim / Técnico: Zé MariaGols: Perácio 02, 23, 63 e Pirilo (p.) 37 e 89

Obs.: Com este resultado o Flamengo sagrou-se Campeão carioca de 1943

O Craque: Zizinho

Thomaz Soares da Silva (São Gonçalo, 14 de setembro de 1921 — Niterói, 8 de fevereiro de 2002), conhecido como Zizinho, foi ídolo de infância de Pelé. Algo mais precisa ser dito sobre Thomaz Soares da Silva, o Zizinho? Era ídolo não só de Pelé e da torcida do Flamengo, mas também de todos que admiravam o bom futebol. Melhor jogador brasileiro da época, Zizinho é um típico exemplo de que "Craque o Flamengo faz em casa".

Sua carreira começou em 1939, no Rubro-Negro. Havia sido recusado pelo América e feito uma pequena passagem pelo São Cristóvão, mas começou mesmo foi no Flamengo. E à primeira vista, o Thomazinho, muito franzino, provocava desconfiança. Mas era só dar a bola em seu pé, que isso ficava pra trás. Assim como os adversários.
Sua raça e habilidade, logo lhe deram espaço na equipe do Flamengo. Com muita clarividência, antecipava as jogadas e compreendia como poucos a dinâmica do futebol.

Por isso, passou a ser reverenciado como Mestre Ziza. E, de fato, era um Mestre. Foi o maior jogador do primeiro tricampeonato carioca do Flamengo, de 1942 a 1944. Segundo Nélson Rodrigues, bastava os alto-falantes do Maracanã anunciarem o nome de Zizinho para saber quem seria o vencedor da partida.

Em 11 anos vestindo o Manto Sagrado, Zizinho marcou 145 gols em 318 jogos. Deixou o Rubro-Negro em transação polêmica, em 1950. Foi para o Bangu, pouco antes da Copa daquele ano, que foi a grande decepção de sua carreira e de todos os brasileiros da época. Porém, mesmo com a derrota diante do Uruguai na final da competição, o Mestre Ziza foi considerado o melhor em campo.

Ficou no Bangu até 1957, e de lá foi para o São Paulo, onde ficou por um ano, e depois para o Audax Italiano, do Chile, onde encerrou sua carreira, em 1962.

Clubes
1939-1950: Flamengo-RJ
1951-1957: Bangu-SP8/11/1957-20/02/1959:
São Paulo FC-SP1959-1960:
Uberaba-MG1961-1962:
Audax Italiano (Chile)

Títulos
Campeonato Carioca: 1942, 1943, 1944
Copa Roca: 1945Copa América: 1949
Copa Rio Branco: 1950
Copa O'Higgins: 1955
Copa Oswaldo Cruz: 1956
Copa Atlântica: 1956
Campeonato Paulista: 1957

quarta-feira, 13 de maio de 2009

do fundo do baú

No dia 12 de fevereiro de 1955, numa sexta-feira, Flamengo e Vasco da Gama jogaram no Estádio do Maracanã em jogo que decidia o título do carioca de 1954 se o Flamengo vencesse. E não deu outra coisa,com gols de Índio e Paulinho o Flamengo ganhou e por conseguinte tornou-se bi-campeão carioca.
O artilheiro do campeonato foi Dino do Botafogo com 24 gols.

O Jogo
FLAMENGO (RJ) 2 X 1 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 12/02/1955
Campeonato carioca
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Antonio Viug
Gols: Ademir 18, Índio 39 e Paulinho 67
FLAMENGO: Garcia; Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan;
Paulinho, Rubens, Índio, Benitez e Evaristo / Técnico: Fleitas Solich.
VASCO DA GAMA: Vítor Gonzalez; Paulinho de Almeida e Elias; Laerte, Mirim e
Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi / Técnico: Flávio Costa.

O Craque Dequinha
José Mendonça dos Santos nasceu na cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte no dia 19 de março de 1928. Foi um jogador habilidoso e de técnica refinada. Um dos craques mais clássicos do futebol brasileiro. Quando jogava no Flamengo formou com Rubens uma dupla de estilistas, responsáveis pelas jogadas de gols do clube rubro negro. Dequinha tinha a missão de combater os adversários, tomar-lhes a bola e proteger seus zagueiros. Durante toda sua carreira fez isso com muita eficiência.

Começou no Atlético de Mossoró em 1945 como ponta esquerda. No ano seguinte se transferiu para o Potiguar e passou a atuar como centro médio. Ainda chegou a jogar no ABC de Natal. Em 1950 foi contratado pelo América de Recife. Rubens Moreira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol, indicou Dequinha para o Flamengo. No clube da Gávea se consagrou como um dos grandes ídolos da história do Flamengo. Foi campeão potiguar pelo ABC em 1949 e campeão carioca em 1953/54/55. Dequinha foi uma peça fundamental na conquista do segundo tri campeonato da história do Flamengo.

Dotado de incrível resistência física, não se limitava a proteger a defesa. Depois de dominar a bola, iniciava a arrancada pelo espaço livre ou tocava de leve para um companheiro melhor colocado. Gostava de fazer lançamentos longos. Dequinha jogou na seleção brasileira entre os anos de 1954 e 1956. Disputou a Copa do Mundo de 1954 e participou de uma temporada do Brasil pela Europa nos preparativos para o mundial de 1958, na Suécia.

No Flamengo foi titular absoluto até encerrar sua carreira em 1960 quando passou seu lugar para o promissor Carlinhos, que no estilo e na técnica foi um perfeito substituto de Dequinha.

Pelo Flamengo

Nome Completo : José Mendonça dos Santos
Data de Nascimento : 19/03/1929
Local : Mossoro(RN)
Posição : meio campo
Data do 1º Jogo : 17/09/1950
Data do Ultimo Jogo : 04/09/1958
Nº Jogos : 384
N º Gols : 8


Fonte: http://www.idolosdofutebol.blogspot.om/

sábado, 25 de abril de 2009

do fundo do baú

No dia 3 de setembro de 1986, numa quarta-feira, no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, Internacional de Limeira e Palmeiras faziam a decisão do Campeonato Paulista daquele ano. O time do interior levou a melhor ganhando por 2 tentos a 1 .Com essa conquista, o seu primeiro e único título, tornou-se a primeira equipe do interior a ser campeão paulista.

O Jogo
PALMEIRAS(SP) 1 X 2 INTERNACIONAL DE LIMEIRA(SP)
Data: 03/09/1986
Campeonato Paulista / 2º jogo da decisão
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
Árbitro: Dulcídio Vanderley Boschilla
Público: 68.564
Renda: Cz$ 2.443.610,00
Gols: Kita 5/2ºt (INT), Tato 9/2ºt (INT) e Amarildo 29/2ºt (PAL)
PALMEIRAS: Martorelli, Diogo (Ditinho), Márcio, Amarildo, e Denis, Lino (Jorge Mendonça), Gerson, e Jorginho, Mirandinha, Edmar, e Éder / Treinador: Carbone.
INTERNACIONAL: Silas, João Luís, Juarez, Bolívar, e Pecos, Manguinha, Gilberto Costa, e João Batista (Alves), Tato, Kita, e Lê (Carlos Silva) / Treinador: Pepe.

O Craque: KITA

Na metade dos anos 70, João Leithardt Neto, o Kita, era um menino grandalhão, de apenas 15 anos, e já fazia seus gols vestindo a camiseta do time adulto do Gaúcho, da cidade de Passo Fundo, distante 300km da Capital gaúcha. Hoje, 32 anos depois, carreira encerrada e com um currículo que inclui passagem por mais de uma dezena de clubes e títulos em quatro estados do país, um dos maiores goleadores já surgidos no Rio Grande do Sul está de volta à pacata cidade interiorana, agora como dono de uma locadora de filmes.

O pequeno empreendimento, que ganhou o nome fantasia de "Kita Vídeo", é administrado pela família e ajuda no sustento de seus cinco integrantes: Kita, a esposa, e os três filhos, dois deles - Camila, 19 anos, e Guilherme, 18 - cursando a faculdade de Educação Física. O mais velho, Alexandre, 24, cuida da locadora enquanto busca colocação em uma cidade pequena, que não oferece muitas opções de emprego.

A dedicação exclusiva à "Kita Vídeo" é coisa nova na vida do ex-atleta. Até o último dezembro ele era funcionário da Secretaria de Desporto do município, cargo que ocupou durante oito anos, como integrantes das fileiras do PSDB de Passo Fundo. Mas na última eleição o PDT assumiu o comando e, embora tenha feito uma composição com o partido do qual o goleador era simpatizante, ele foi um dos tantos servidores que teve de abandonar a administração.

"Faz parte do jogo", afirma Kita, sem demonstrar maior revolta pela decisão que o fez perder o cargo. Até porque seu sonho nunca foi o de se envolver tanto com a política. O desejo maior, sempre, foi o de continuar ligado ao futebol, mas após parar de jogar, há dez anos, nenhuma porta se abriu.

"Cheguei a procurar algumas pessoas importantes e influentes, como o Dunga e o Gilmar (o volante e o goleiro foram seus companheiros) mas não me deram resposta", lembra Kita, que teve ao lado da dupla um dos melhores momentos de sua carreira, quando ajudou o Brasil a conquistar a medalha de pratas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

O Primeiro Títuo e a medalha
A participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles foi decisiva para marcar o ano de 1984 de forma definitiva na mente de Kita. Goleador do Campeonato Gaúcho do ano anterior, quando fez 15 gols com a camisa do Juventude, ele foi contratado pelo Colorado no começo da temporada. Já conhecia os dirigentes do clube da capital e tinha para com eles uma dívida de gratidão, já que, no passado, quando ainda estava no interior do Estado, teve de tratar de uma lesão grave no joelho - rompimento dos ligamentos cruzado e interno - e recebeu todo o antendimento necessário no Beira-Rio.

Assim, curado e em grande fase, chegou ao Internacional com um entusiasmo de principiante, embora já estivesse com 26 anos. Ajudou o time a conquistar o Campeonato Gaúcho, viajou com o clube para o Japão e conquistou a Copa Kirin, e para completar o ano, voltou de Los Angeles com uma medalha de prata no peito. O time, que tinha como base o Inter gaúcho, fez sucesso. Nunca uma Seleção Brasileira chegara tão longe.

"Foi um grande ano, mas eu tive muitas outras alegrias depois disso", comenta o jogador, que - exceção feita àquele problema no joelho, na juventude - foi sempre um exemplo de gana e força física. Um folder que o Inter publicou naquele 1984, traduzido para o inglês, para mostrar o clube e seus atletas no mercado asiático se referia a ele como o "Homem de Aço".

A surpreendente campanha da Inter de Limeira
Em 1985, o Inter perdeu a hegemonia no futebol gaúcho para o Grêmio e houve um desmonte do grupo de jogadores. Vários jogadores se mandaram de Porto Alegre e passaram a atuar em grandes clubes do país. Dunga, por exemplo, foi para o Corinthians. Kita, entretanto, acabou na Internacional de Limeira, o que, para muitos, representava o início de sua decadência. Engano.

Kita não foi apenas o artilheiro do Paulistão de 1986, com 24 gols, como também o mais importante jogador do time que derrubou todos os grandes e ficou com o título estadual da temporada. Uma conquista que alavancou de novo a carreira do grandalhão Kita, 1,86m e mais de 90 quilos.

"Pena que nos anos 80 não se ganhava tanto dinheiro como hoje", lamenta o 'homem de aço' do Pampa, dizendo que se atuasse hoje e computasse tantos gols e tantos títulos, estaria rico."Em 1986 fui para o Flamengo e lá também fui campeão, em 1989 coloquei mais uma faixa de campeão gaúcho, então pelo Grêmio, e em 1990 campeão paranaense com o Atlético", relaciona, com orgulho.

Aquele título conquistado com o Furacão foi o último. Uma temporada que lhe deu motivo para euforia? Nem tanto. Apesar da alegria dentro de campo, um fato político/econômico esculhambou com sua vida e fez sumir suas economias. Todo o dinheiro que guardava numa poupança, esperando a aposentadoria, foi confiscado pelo governo Fernando Collor de Melo. Um balde água fria na cabeça do jogador. "E o pior é que eu havia votado naquele homem", relembra Kita, com tristeza.

De volta aoa começo
Com o dinheiro congelado e já aos 32 anos de idade, João Leithardt Neto ainda correu atrás da bola em mais quatro temporadas. Foi para o Figueirense (SC), retornou ao Sul, para jogar no pequeno Guarani de Garibaldi, cruzou pelo Esportivo e finalmente, de volta à casa, jogou no Passo Fundo.

Reestabelecido na cidade natal, foi acolhido por amigos envolvidos com a política local, e a locadora que inicialmente funcionava na capital do Estado transferiu-se para o interior. Ela tem sido uma válvula de escape para Kita. Agora sem o cargo na Secretaria de Desporto, tem pouco o que fazer, e acaba aproveitando para ver muitos de seus próprios filmes.

"Só não gosto de romances, esses filmes 'água com açúcar', cansativos", afirma. Gosta mesmo é de uma boa aventura, ficção científica, suspense, guerra. Faz mais o estilo de quem sempre teve como característica muito vigor físico e uma qualidade técnica nem tão apurada assim. Um goleador que começou a carreira um tanto desacreditado, chegou ao Inter para fazer sucesso quando já não era tão jovem, e que conseguiu resultados inesperados no centro do país.

O futebol lhe deu o que tem e, espera, lhe dê ainda mais. Ele espera que alguma porta se abra. Até lá, sonha. E de vez em quando bate bola com os veteranos no Inter, em gramados do interior do Estado. Os mesmos campos onde tudo começou.

Nascimento: 06/01/1958
Local: Passo Fundo / Rio Grande do Sul

Clubes
Gaúcho de Passo Fundo (1975 a 1977)
14 de Julho de Passo Fundo (1978)
Criciúma (1979)
Brasil de Pelotas (1980)
Juventude (1981 a 1983)
Internacional-RS (1984 e 1985)
Inter de Limeira-SP (1985 e 1988)
Flamengo (1986 e 1987)
Portuguesa de Desportos (1988)
Grêmio (1989)
Atlético-PR (1990)
Figueirense (1991)
Guarani de Garibaldi-RS (1992)
Esportivo-RS (1993)
Passo Fundo (1994)

Títulos:
Campeonato Gaúcho, Inter-RS (1984)
Medalha de Prata, Olimpíada (1984)
Campeonato Paulista, Inter-SP (1985)
Campeonato Carioca, Flamengo (1986)
Campeonato Gaúcho, Grêmio (1989)
Campeonato Paranaense, Atlético-PR (1990)

FONTES
http://www.pele.net/ (texto)
http://esquadroesdefutebol.blogspot.com/ (súmula)

terça-feira, 17 de março de 2009

do fundo do baú

No dia 10 de Abril de 1994,num Domingo, Vasco da Gama e Botafogo se enfrentaram pelo Campeonato Carioca no Estádio do Maracanã e os vascaínos saíram vencedores pelo escore de 1 tento a 0 gol do meia Willians. Nesse ano O C.R. Vasco da Gama sagrou-se Tri-campeão Estadual
O Jogo
VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 0 BOTAFOGO (RJ)
Data : 10/04/1994
Campeonato Estadual
Local : Estádio Do Maracanã / Rio De Janeiro
Arbitro : Léo Feldman
Público : 35.903
Expulsão : Ricardo Rocha (Vasco)
Gols : William 09/2º
VASCO DA GAMA: Carlos Germano, Pimentel, Alexandre Torres, Ricardo Rocha, Cássio, Leandro, Luisinho (França), Yan (Jorge Luís), William, Valdir e Dener / Técnico : Jair Pereira
BOTAFOGO: Wagner, Eliomar, Wilson Gottardo, André, Eduardo, Márcio, Roberto Cavalo (Bob), Grizzo (Marcelo), Sérgio Manoel, Robson e Túlio / Técnico : Dé

O Craque: Dener
Um dos mais talentosos jogadores que o Brasil produziu no começo dos anos 90, Dener Augusto de Souza, o Dener, não teve tempo de se consagrar como um grande craque no futebol nacional e mundial.

Ele morreu em acidente de carro no dia 19 de abril de 1994, no Rio de Janeiro (RJ). Dener estava no banco de passageiro de seu carro, o Mitsubshi Eclipse, placas DNR-0010 - São Paulo (SP). Na época, Dener defendia o Vasco da Gama.

Nascido no dia 2 de abril de 1971, em São Paulo (SP), Dener foi criado no bairro da Vila Ede, zona norte da capital paulista, e começou a carreira nas categorias de base da Portuguesa de Desportos.

Meia-atacante habilidoso, dono de arrancadas rápidas e objetivas, Dener explodiu no cenário futebolístico brasileiro em 1991, quando a Portuguesa conquistou o título da Taça São Paulo de Futebol Juniores.

Ele era a estrela principal do time comandado pelo técnico Écio Pasca e que tinha ainda Josias, Juarez, Cléber Brasília, Romã, Baiano, Roque, Tininho, Tico, Sinval, Pereira, entre outros. A Lusa derrotou o Grêmio, do goleiro Danrlei, na final da competição.

Em 1993, ele foi emprestado por três meses para o Grêmio. Apesar do pouco tempo no Rio Grande do Sul, o meia ganhou a torcida do Tricolor gaúcho e fez parte do time gremista que levantou a taça no campeonato estadual.

Dener voltou ao Canindé, já que os dirigentes lusos sempre criavam obstáculos para negociá-lo em definitivo. No ano seguinte, o meia foi muito cobiçado por grandes equipes de São Paulo, principalmente o Corinthians. Mas os cartolas rubro-verdes veteram a negociação para o time alvinegro.
"O Dener era são-paulino de infância, mas estava entusiasmado com a possibilidade de defender o Corinthians. Ele dizia que não via hora de entrar no Parque São Jorge com o "Passáro Branco". Era assim que ele chamava o carro dele", conta a viúva do craque, Luciana, mãe de dois filhos de Dener.

Como temia negociar seu melhor jogador para o arqui-rival, a Portuguesa optou por emprestá-lo novamente para um time grande de outro estado. Foi aí que apareceu o Vasco da Gama na vida do habilidoso meia-atacante.
Pelo time de São Januário, Dener não fez muitas partidas, mas mesmo assim entrou na galeria dos grandes jogadores da história do clube cruz-maltino. Ele morreu antes que o Campeonato Carioca de 94 terminasse. O Vasco foi o campeão. "Ficamos felizes pelo título, mas a morte do Dener foi algo trágico. Ele era um excelente jogador. Ele era considerado problemático, mas nunca tive qualquer tipo de dor de cabeça com ele", conta o técnico Jair Pereira, o último comandante de Dener.

Dener chegou a ter chance na seleção brasileira. Fez onze partidas com a camisa canarinho e para muitos mereceria ser convocado para a Copa do Mundo de 94, mas morreu antes. "Eu procurei me espelhar no Dener. Pena que ele morreu muito jovem. Era um craque", revela o atacante Robinho.

Para o ex-meia Vágner Mancini, que hoje é técnico, Dener tinha tudo para se tornar um dos maiores jogadores do futebol mundial. "Ele tinha muitas qualidades e ainda tinha muito a mostrar. Com certeza, ele ganharia experiência e seria ainda melhor do que foi", comenta o técnico, que não ficou em cima do muro quando foi perguntado quem escolheria entre Dener e Robinho.

"Sem dúvida, o Robinho é um ótimo jogador. Mas escolheria o Dener. Acho que ele seria um dos melhores jogadores do mundo. Faltou apenas um pouco mais de tempo para que ele provasse isso", comenta Mancini.

Fonte: http://ibituruna.blogspot.com/

Clubes
1989-1993: Portuguesa-SP
1993: Grêmio-RS
1994-18/04/1994: Vasco Gama-RJ

Títulos
Campeonato Gaúcho/ 1993
Campeonato Carioca/ 1994

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

do fundo do baú

No dia 18 de Dezembro de 1972, numa Segunda-feira, Flamengo e Cruzeiro se enfrentaram no Estádio do Mineirão em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro e ao final da peleja houve o empate de 1 tento a 1. Nesse ano a S.E. Palmeiras foi o Campeão Brasileiro.

Principal Artilheiro do Campeonato
Dario (Atlético-MG), Pedro Rocha (São Paulo) : 17 Gols

O Jogo
CRUZEIRO (MG) 1 x 1 FLAMENGO (RJ)
Data
: 18/12/1972
Campeonato Brasileiro
Local: Estadio do Mineirão / Belo Horizonte
Árbitro: José Luiz Barreto (RS)
Renda: Cr$ 6.667
Gols: Zé Carlos 04, Caio Cambalhota 15/1º
FLAMENGO : Ubirajara Mota, Moreira, Chiquinho, Fred, Mineiro, Liminha, Zanata, Vicentinho, Caio Cambalhota, Fio e Rodrigues Neto / Técnico: Zagallo
CRUZEIRO: Hélio, Pedro Paulo, Misael, Darci Menezes, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Rinaldo (Eduardo), Lima, Roberto Batata, Palhinha (Baiano) / Técnico: Hilton Chave

O Craque: Caio Cambalhota
A família Lemos tem tradição no futebol. Dela saíram três grandes artilheiros para o futebol brasileiro: César, o César Maluco, Luizinho e Caio Cambalhota, o José Carlos da Silva Lemos.
Nascido em Niterói no dia 11 de setembro de 1949, Caio começou a carreira nas categorias de base do Botafogo. De 1966 a 1969, jogou ao lado de outros jogadores famosos, entre eles Nilson Dias, o ponta-direita Rogério e Chiquinho. “Saí do Botafogo porque fui indicado ao Flamengo pelo Zagallo”, conta Caio, que hoje é técnico de futebol, mora em Niterói, Rio de Janeiro, divorciado, pai de quatro filhos e avô de quatro netos.

Em 1970, então, o atacante se transferiu para o Flamengo. No mesmo ano, foi emprestado para a Ponte Preta. “Era muito jovem e fui repassado para a Ponte. Era um timaço o da Ponte. Tinha o Dicá, o Manfrini, o Nelsinho (Nelsinho Baptista), o Wilson Quiqueto, o Waldir Peres, entre outros”, lembra o ex-atacante. Caio também jogou por empréstimo pelo América do Rio, em 1971 e 1973. No alvi-rubro atuou ao lado do irmão Luizinho, do volante Ivo (Ivo Wortmann), de Badeco, Flecha, Bráulio e companhia.

Um dos melhores anos da carreira de Caio foi o de 1972. Foi nessa época que surgiu a cambalhota nas comemorações de gols, uma marca registrada do atacante. “Depois surgiram o Romeu, o Cafu, o Alessandro, mas quem inventou mesmo a cambalhota como forma para comemorar gols fui eu”, garante Caio. Ele conta ainda que a maneira de vibrar depois do gol aconteceu de forma acidental.

“Eu tinha um treinador de boxe, o Manoel, na Academia da PM, que me ensinou a dar cambalhota para a defesa pessoal. Não pensava em utilizá-la no futebol. Certa vez, eu brinquei com um fotógrafo do jornal ‘O Dia’. Disse que iria pular em cima dele se fizesse um gol pelo Flamengo. Eu fiz o gol e ele estava próximo da trave. Para não cair em cima do fotógrafo, eu dei uma cambalhota. Este fotógrafo achou a comemoração muito legal e falou que eu tinha de continuar”, revela Caio.

E quem foi várias vezes “vítima” das cambalhotas de Caio foi o Fluminense, no dia 23 de abril de 1972, no Maracanã. “Cada gol que eu marcava, dava uma cambalhota. Fiz três”, diz Caio. O rubro-negro venceu aquele “Fla-Flu”, válido pelo Campeonato Carioca, por 5 a 2.

Pelo rubro-negro, conforme informa o “Almanaque do Flamengo”, Caio realizou 134 jogos (69 vitórias, 45 empates e 20 derrotas) e marcou 48 gols. O atacante participou de várias conquistas importantes, entre elas o Campeonato Carioca, Torneio de Verão (competição disputada por times como Benfica e Santos) e Torneio do Povo, que reunia as equipes consideradas com maior número de torcedores: Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, Internacional, Bahia, entre outras. “E fui artilheiro várias vezes jogando pelo Flamengo. Só não fomos muito bem no Campeonato Brasileiro”, fala.

O ex-atacante se orgulha de ter feito parte de três “eras” do Mengão. “Na primeira, eu joguei ao lado Buião (ponta-direita), do Nei (atacante), do Caldeira (ponta-esquerda), do Fio Maravilha, do Domingues e outras feras. Na segunda, eu tive como companheiros o Renato (goleiro), o Chiquinho, o Reyes, o Luxemburgo, o Júnior, entre outros. Na terceira, eu atuei ao lado do Zico, do Luizinho (meu irmão) e tantos outros grandes jogadores”.

Caio permaneceu na Gávea até 1976, ano em que teve seu passe comprado pelo Atlético Mineiro. Chegou ao Galo para ser reserva de Reinaldo, o outro centroavante. Mas o técnico Barbatana optou por colocá-lo como ponta-direita. “Eu joguei improvisado nesta função. Os dois pontas autênticos eram o Marcinho e o Marinho (que depois se destacou no Bangu). Mas foi ótimo ter atuado ao lado do Reinaldo, um dos melhores jogadores que eu vi”, elogia Caio.

Com a camisa atleticana, Caio fez parte da equipe vice-campeã brasileira de 1977. “Uma injustiça o Atlético ter sido o vice-campeão naquele ano. A nossa campanha foi bem melhor do que a do São Paulo. Fizemos quase 30 pontos a mais do que o São Paulo, que venceu a final nos pênaltis e ficou com o título nacional”, lamenta.

Depois do Galo, Caio defendeu por empréstimo o América Mineiro, em 1978, e no mesmo ano seguiu para o futebol português, onde permaneceu até 1989. “Fui para Portugal por indicação do Jeremias, ex-jogador do Fluminense. Não tive problemas de adaptação em lugar algum”, diz Caio, que depios jogou pelo Tunsing, de Hong Kong (em 1989) e pelo Al Tadamon, do Catar (em 1990).

Em 1991, ele retornou ao Brasil. Defendeu a Caldense (MG), o Rio Branco de Andradas (MG), o Tupi (MG), o Tiradentes (DF), a Votuporanguense (SP) e a Portuguesa Carioca, seu último clube. “Encerrei a carreira com 43 anos. Antes, eu fiz parte da equipe da Portuguesa campeã carioca da segunda divisão”, revela.

Elogios para Reinaldo

Segundo Caio, Reinaldo era melhor até do que Romário e poderia ter superado Zico. “O Reinaldo fazia gols inacreditáveis. Era um jogador completo. Sabia jogar atrás e na frente. Acho que ele foi melhor do que o Romário e se tivesse jogado no Rio poderia ter sido mais famoso até do que o Zico”, diz o ex-atacante.

“Eu vi de perto dois gols maravilhosos do Reinaldo, sendo que um deles lhe valeu até uma placa no Mineirão. Esse aconteceu contra o América de Natal. Também teve um contra o Remo, em Belém, que ele com um drilbe de corpo derrubou os zagueiros, o goleiro e até eu mesmo cai. Era realmente genial, mas pena que tinha sérios problemas no joelho”, lamenta Caio.

Teimosia do Velho Lobo

O ex-centroavante tem um carinho muito grande pelo técnico Zagallo, afinal foi o Velho Lobo quem o indicou para defender o Flamengo. Caio lembra que a teimosia de Zagallo era a marca registrada do treinador nos anos 70. “Existia uma pressão muito grande para que eu saísse do time titular do Flamengo. Eu estava há quatro jogos sem marcar e muita gente pedia pelo Dionísio, que cabeceava muito bem. O Zagallo falou que ele mandava no time e ponto final. Não me tirou. Aí, eu comecei a marcar gols e permaneci entre os titulares”, conta.

Chances na seleção

Caio não teve chance de defender a seleção brasileira principal, mas chegou a ser convocado pelo técnico Antoninho para a seleção sub-20, em 1970. Também faziam parte do selecionado jogadores como Falcão, Terezo (lateral), Cláudio Adão, entre outros.

O jogador Vanderlei Luxemburgo

Caio defende com unhas e dentes o ex-lateral Vanderlei, que hoje é o técnico Vanderlei Luxemburgo. “O Vanderlei era um excelente jogador. O Júnior foi jogar como lateral-direito porque o Vanderlei era mesmo um ótimo lateral. Hoje é um excelente treinador”, comenta o ex-atacante, que como técnico já trabalhou na categoria juniores do América do Rio e como profissional do Goytacaz (RJ), Rio Branco de Andradas (MG), Caldense (MG), Rio Branco (ES) e Flamengo (PI).

por Rogério Micheletti

Caio Cambalhota no Flamengo
Nome Completo: José Carlos da Silva Lemos
Apelido: Caio Cambalhota
Posição: Atacante
Nascimento: 11 de setembro de 1949 / Niterói
1° jogo: 27/09/1970 (Flamengo 2 x 0 São Paulo)

Títulos
1971
Troféu Pedro Pedrossian
Troféu Gilberto Alves-GO
Troféu Quadrangular de Vitória-ES

1972
Taça Guanabara
Campeonato Carioca
Torneio Internacional de Verão do RJ
Torneio do Povo
Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil

1973
Taça Cidade do Rio de Janeiro e Troféu Rede Tupi de TV

1975
Torneio Quadrangular de Jundiaí (SP)

1976
Torneio Quadrangular de Mato Grosso
Taça Nelson Rodrigues (RJ)
Troféu Governador Roberto Santos (BA)
Taça Prefeito do Distrito Federal
Taça Prefeitura Municipal de Manaus (AM)

Fontes: Flaestatisticas, Milton Neves

sábado, 10 de janeiro de 2009

do fundo do baú

No dia 16 de Dezembro de 1989, num Sábado, São Paulo e Vasco da Gama jogaram no Estádio do Morumbi pela decisão do Campeonato Brasileiro de 1989 e o time da Colina histórica saiu-se vencedor pelo escore de 1 tento a zero gol de cabeça de Sorato e sagrando-se bicampeão da competição.
Principal Artilheiro do Campeonato
Túlio (GOI): 11 Gols

O Jogo
SÃO PAULO (SP) 0 X 1 VASCO DA GAMA (RJ)

Data: 16/12/1989
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio de Morumbi / São Paulo
Juiz: Wilson Carlos dos Santos (RJ);
Público: 71.552
Cartão Amarelo: Luiz Carlos Winck, Acácio e Zé do Carmo
Gol: Sorato 05/2º
SÃO PAULO: Gilmar, Netinho, Adílson, Ricardo Rocha e Nelsinho; Flávio, Bobô e Raí;
Mário Tilico, Ney e Edivaldo (Paulo César) / Técnico: Carlos Alberto Silva.
VASCO DA GAMA: Acácio, Luiz Carlos Winck, Quiñones, Marco Aurélio e Mazinho;
Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro e Bismarck; Sorato, Bebeto e William / Técnico: Nelsinho Rosa

O Craque: Marco Antonio Boiadeiro

São raros os casos de jogadores que conseguem alcançar o estrelato, defender grandes clubes e chegar à Seleção Brasileira. Um desses felizardos é Marco Antônio Ribeiro, nascido e criado na zona rural e que ganhou o apelido de Boiadeiro assim que desembarcou em Ribeirão Preto para atuar no juvenil do Botafogo. “Eu ia de bota, fivelona e de chapéu”, recorda o meio-campista, que acumulou títulos no Vasco, Cruzeiro e Corinthians, três potências do futebol nacional. Boiadeiro nasceu no dia 13 de junho de 1965, na fazenda Prece, município de Paulo de Faria, e foi registrado em Américo de Campos. Passei a infância em Duplo Céu e Paulo de Faria”, diz. Depois de alguns toques refinados em campos da região, ele foi levado ao Botafogo pelo ex-zagueiro Paulão, para fazer testes na cidade de Bonfim Paulista, em 1981. “De 39 garotos, só eu fui aprovado”, orgulha-se.

Ficou nas categorias de base cinco anos, quando foi promovido ao time profissional, em 1985. Estreou no empate sem gols com a Inter de Limeira, pelo Paulistão. No ano seguinte já era titular absoluto e atuou com Raí, Mário Sérgio, Paulo Rodrigues, o goleiro Gasperin, entre outras feras. No segundo semestre foi emprestado ao Guarani, que em troca cedeu Rubens Feijão e mais um bando ao Botafogo. Foi vice-campeão brasileiro pelo Bugre ao perder nos pênaltis a épica final para o São Paulo, após empate de 1 a 1 no tempo normal e por 2 a 2 na prorrogação. Repetiu o feito no ano seguinte ao ser derrotado pelo Sport na final. Teve o passe comprado pelo clube campineiro, onde permaneceu até dezembro de 1988, faturando ainda o vice-campeonato paulista ao perder a decisão para o Corinthians por 1 a 0, gol do então novato Viola. No ano seguinte, o Vasco adquiriu o vínculo do armador. A equipe carioca foi campeã brasileira - na final bateu o São Paulo por 1 a 0, no Morumbi, gol de Sorato -, e também conquistou o Troféu Ramon de Carranza, na Espanha, e a Supercopa (equivalente hoje à Copa Sul-Americana). Também ajudou o clube cruzmaltino a levantar o caneco da Taça Guanabara e o vice do Carioca de 1990.

O auge de sua carreira ocorreu no Cruzeiro, onde foi bicampeão da Supercopa (1991/92), campeão mineiro (1992) e campeão da Copa do Brasil (1993). Com um futebol simples, mas eficiente, foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para disputar a US Cup, nos Estados Unidos, e a Copa América do Equador, ambas em 1993. Disputou cinco jogos pela Seleção Brasileira, com duas vitórias, dois empates e uma derrota, mas acabou crucificado por ter perdido um pênalti diante da Argentina, na semifinal da Copa América, que culminou com a eliminação do Brasil. Irritado, denunciou Zagallo e dirigentes da CBF. “Eles só levam para a Seleção jogadores de empresários”, acusou, na época. Ficou quatro meses no Flamengo, em 1994, quando foi vice-campeão carioca. Em agosto daquele ano chegou ao Corinthians. Estreou no empate de 1 a 1 com o Sport, dia 17, quarta-feira, no Pacaembu, pelo Brasileirão. No domingo seguinte, marcou o segundo gol no empate de 2 a 2 com o Grêmio. Participou de cinco dos 38 jogos na campanha do título paulista de 1995. Na conquista da Copa do Brasil do mesmo ano, atuou apenas na vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, no jogo de volta das quartas-de-final, ao entrar no lugar de Tupãzinho. No total, foram 25 jogos, com 11 vitórias, seis empates, oito derrotas e dois gols marcados pelo Timão.

Fatura título da Série B e garimpa novos talentos
Com a chegada do volante Bernardo ao Corinthians, Marco Antônio Boiadeiro foi perdendo espaço e, ao perceber que não estava nos planos do técnico Mário Sérgio, pediu para ser negociado. Acertou com o Rio Branco de Americana, onde atuou com o volante Marcos Assunção, e foi vice-campeão do Torneio Início do Paulistão de 1996. “Perdemos a final para o Palmeiras”, informa. Também foi vice no Campeonato Goiano de 1996, pelo Anápolis. “Na decisão, fomos prejudicados pelo juiz Antônio Pereira da Silva, que deu um pênalti inexistente para o Goiás”, lamenta. Retornou a Belo Horizonte, mas desta vez para atuar no Atlético-MG. No segundo semestre, ao lado de Gilberto Silva, atualmente no Liverpool, Milagres, Alberto, Pintado, Tupãzinho e outros craques, ajudou o América-MG a faturar o título do Brasileiro da Série B. Boiadeiro é um dos poucos jogadores que tiveram o privilégio de defender os três maiores clubes mineiros e ser campeão em dois deles (Cruzeiro e América). Em 2000, transferiu-se para o Barbarense, onde ficou pouco tempo e decidiu pendurar a chuteira. Hoje, ele possui a empresa Boiadeiro Assessoria Esportiva, que avalia semanalmente, em diversas cidades, cerca de 300 meninos de 11 a 18 anos.

O ex-meia ainda tem tempo para criar gado e cultivar cana em suas propriedades rurais, em Poloni e Paranapuã.
Casado com Cristina e pai de Ana Beatriz e Natália, Boiadeiro cultiva cana e cria gado nas duas fazendas que possui em Poloni (onde mora) e Paranapuã. Paralelamente, ele montou a empresa Boiadeiro Assessoria Esportiva, que garimpa jovens talentos e os encaminha ao Cruzeiro. O ex-jogador conta com o apoio de Daniel Pereira, que é agente Fifa, e dos observadores Marcos, Marlon e Batata.

Clubes
1985: Botafogo (SP)
1986-1988: Guarani(SP)
1989-1991: Vasco da Gama (RJ)
1991-1993: Cruzeiro (MG)
1994: Flamengo (RJ)
1994-1995: Corinthians (SP)
1996: Rio Branco (SP)
1996: Anápolis (GO)
1997-1998: América (MG)
1998-1999: Atlético Mineiro (MG)
2000: Sãocarlense (SP)

Títulos
Campeonato Brasileiro: 1989
Supercopa Libertadores: 1991, 1992
Campeonato Mineiro: 1992
Copa Brasil: 1993, 1995
Campeonato Paulista: 1995
Campeonato Brasileiro (2ª divisão): 1997
Campeonato Mineiro: 1999

Fontes: coluna Flash Bola, sambafoot

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

do fundo do baú


No dia 4 de Setembro de 1971,num sábado, Palmeiras e Fluminense se enfrentaram no Estádio Palestra Itália em rodada do Campeonato Brasileiro e o Verdão fez o dever de casa com a vitória de 1 tento a 0, gol do Lateral direito Eurico.

O Jogo

PALMEIRAS (SP) 1 x 0 FLUMINENSE (RJ)
Data: 04/09/1971
Campeonato Brasileiro
Local: Parque Antártica / São Paulo
Árbitro: José Luís Barreto (RS)
Gol: Eurico 41/2º
PALMEIRAS: Leão, Eurico, Luís Pereira, Nélson (Polaco), Dé, Dudu (Héctor Silva), Ademir da Guia, Paulo Borges, Leivinha, César, Edu / Técnico: Mário Travaglini.
FLUMINENSE: Félix, Toninho, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Silveira, Marquinho (Didi), Wílton, Ivair (Jair), Jeremias, Lula / Técnico: Zagallo.

O Craque: Ivair
Ivair Ferreira, o "Príncipe",nascido em Bauru (SP) no dia 27 de janeiro de 1945, foi um dos maiores ídolos da história da Lusa do Canindé. Começou nas categorias inferiores da Portuguesa, nas quais tinha o apelido de "Gibi". Sua estréia como profissional aconteceu em 1962, num jogo contra a Prudentina válido pelo segundo turno do Campeonato Paulista. A Portuguesa perdia o jogo por 1 a 0 até que, aos quarenta minutos do segundo tempo, Ivair empata a partida. Não agüentando a emoção, desmaiou em campo. . Só saiu de lá em 1969, transferindo-se para o Corinthians. Passou depois por Fluminense, Toronto, Los Angeles Astecas e América do Rio. Foi bicampeão da Liga Norte-Americana. Quando estava no Toronto, por sinal, teve a alegria de ver seu filho nascer. O ex-ponta-de-lança hoje mora em São Paulo, no bairro do Jardim São Bento, e trabalha com escolinhas de futebol nos bairros da Aclimação, Tremembé e Ipiranga. Casado, tem um filho de nome Denis

Um dia, Pelé descobriu que havia uma sombra do Rei em campo. Mais que isso. Viu que aquele menino teve a coragem de desafiar o (quase) imbatível Santos. Depois de marcar os três gols da vitória da Portuguesa de Desportos (3 a 2), em 1962, Ivair recebeu a camisa de Pelé. Entregue pelas mãos do próprio gênio, que reverenciou a ousadia do garoto. Assim, surgiu o Príncipe. “Acho que marquei mais de 300 gols na minha carreira. Nem sei direito.”

A imagem de Ivair permanece bem vinculada à Portuguesa de Desportos. É verdade que o ex-centroavante também atuou no Corinthians e Fluminense. Ainda passou pelo Canadá e Estados Unidos. Só que a Lusa significou muito mais no currículo do ex-craque. Tudo bem que ele tenha conquistado inúmeros títulos no Fluminense. No entanto, o Canindé esconde segredos que só Ivair consegue compreender. “Me identifiquei demais na Lusa. Como explicar isso? É claro que o Fluminense representou muito no meu currículo”, reconhece Ivair.

O nobre título de Príncipe envaidecia o refinado atacante, mas não alterava o comportamento de quem Se apoiava nos conselhos dos mais jogadores mais velhos. Entre eles, Ditão, Dida, Nair, Dudu e Oreco e o goleiro Gilmar dos Santos Neves. Dida, aliás, iniciou o Mundial-58 como titular e perdeu a vaga para Pelé.

Atualmente, Ivair mantém duas escolinhas de futebol — uma em Mairiporã, outra no Círculo Macabi/SP. Lá, os alunos desconhecem que o mestre era simplesmente o Príncipe nos tempos de Pelé. “Os pais contam, mas eu não falo. Nem gosto de comentar”, explica.

Além de transmitir os ensinamentos e as experiências de quem esteve lá, Ivair - ao lado de Pedro Rocha - revela talentos que são repassados a clubes profissionais do Brasil e da Comunidade Européia. Forlan, ex-lateral do São Paulo, completa o trio, mas no mercado uruguaio. “É um tipo de trabalho que me fascina. Gosto do que faço. Adoro futebol. É a minha paixão. Mas não jogo mais nem de brincadeira”.

Sem muitas chances com a camisa da Seleção Brasileira, Ivair foi um dos 47 convocados por Vicente Feola para a preparação da Copa de 66. Só que foi chamado para a ponta-esquerda e acabou sendo cortado porque concorreu com o santista Edu, com o são-paulino Paraná e ainda com os cortados Amarildo (Milan) e Rinaldo (Palmeiras).

Clubes

1963-1969: Portuguesa-SP
1970: Corinthians-SP
1971-1975: Fluminense-RJ
1975: America-RJ
1975: Paysandu-PA
1975-1979: Toronto Metros - Canadá
Cleveland Cobras - Estados Unidos
Kansas City Stars - Estados Unidos
Boston Athletic - Estados Unidos
Los Angeles Azteca - Estados Unidos
America-RJ

Títulos


Campeonato Carioca: 1971, 1973, 1975
Campeonato dos Estados Unidos: 1975, 1977

Fontes: Milton Neves, Gazeta Esportiva, Sambafoot

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

do fundo do baú

No dia 18 de dezembro de 1966, num domingo, Bangu e Flamengo se enfrentaram no Maracanã, com os banguenses precisando apenas do empate para ser o campeão.Prevaleceu a melhor categoria do Bangu e com um show de bola acabou com as pretensões do Flamengo com a vitória de 3 tentos a 0.

Principais artilheiros do campeonato

Paulo Borges(BAN)............16 gols
Edu(AME).................... 13 gols
Amoroso(FLU).................13 gols
Silva(FLA)...................12 gols
Cabralzinho(BAN)............. 11 gols

O Jogo


BANGU (RJ) 3 x 0 FLAMENGO (RJ)
Data:18/12/1966
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã
Público: 143.978
Gols: Ocimar, Aladim, Paulo Borges
Juiz: Aírton Vieira de Moraes
BANGU: Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim / Técnico: Alfredo Gonzalez.
FLAMENGO: Valdomiro; Murilo, Jaime, Itamar e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Almir, Silva e Oswaldo / Técnico: Armando Renganeschi
Obs: Foram expulsos: Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente e Ladeira (Bangu); Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique, Almir e Silva (Flamengo)Por causa do conflito generalizado entre os jogadores, a partida foi encerrada aos 25 minutos do 2º tempo. O resultado foi confirmado e deu ao Bangu o título de Campeão Carioca de 1966.


O Craque: Paulo Borges


Paulo Luis Borges, o Risadinha ou Gazela, nasceu em Laranjais-RJ no dia 24 de dezembro de 1944.

Foi um ponta direita muito veloz e driblador e era o melhor da sua posição na América do Sul e com essa fama acabou sendo contratado em 1968 pelo presidente do Corinthians, Wadi Helou, numa ousada tacada que canalizou todo o noticiário esportivo brasileiro. Sua ida para o Parque São Jorge custou à época a milionária soma de CR$ 1.000.000.00 sendo a mais cara contratação então até efetuada em território brasileiro. E um resultado foi marcante: Paulo Borges fez o primeiro gol do Corinthians, no dia 6 de março de 1968, na célebre noite em que finalmente caiu o tabu do Santos contra o Timão. O jogo terminou 2 a 0 para o Corinthians, numa quarta-feira à noite, no Pacaembu, gols de Paulo Borges de pé esquerdo e de Flávio Minuano de pé direito. Era o fim do jejum que durou 10 anos com o Santos de Pelé só ganhando ou empatando com o Corinthians em jogos do Campeonato Paulista.

No Parque São Jorge, Paulo Borges ficou de 1968 a 1974, tendo sido emprestado ao Palmeiras em 1971.

Iniciou a carreira profissional em 1962 no Bangu Atlético Clube, time sediado em Guilherme da Silveira, na época dirigido por Zizinho Andrade (pai de Castor de Andrade), sob o comando de Alfredo Gonzalez, onde jogou de 1962 à 1967 sendo campeão carioca de 1966 tendo marcado 16 gols naquela competição. Ele participou daquela final dramática que não teve volta olímpica do Bangu, que foi campeão ao golear o Fla, de Valdomiro, por 3 a 0, mas que teve muita polêmica.

O goleiro Valdomiro (do Fla) foi acusado de corpo mole (nunca provado) e Almir Pernambuquinho, vendo que o título já estava perdido, agrediu jogadores do Bangu, principalmente o atacante Ladeira.


A briga generalizou-se no Maracanã e o jogo foi encerrado antes de seu tempo normal. Também em 1966, Paulo Borges foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado.

Carreira

1962-1967: Bangu(RJ)
1968-1971: Corinthians(SP)
1971: Palmeiras(SP)
1972-1974: Corinthians (SP)
1973: Pontagrossense(PR)
1974: Nacional(AM)
1975: Vasco(SE)

Títulos por equipe

Campeonato Carioca: 1966(Bangu)
Copa Rio Branco: 1967(Brasil)
Copa Oswaldo Cruz: 1968(Brasil)

Artilharia

Campeonato carioca: 1966 / 16 gols(Bangu)
Campeonato carioca: 1967 / 13 gols(Bangu)
Seleção Brasileira: 16 Jogos / 4 gols
Bangu: 105 gols
Palmeiras: 12 jogos / 1 gol
Corinthians: 233 jogos / 61 gols:

Fontes: Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões, Site do Milton Neves, site oficial do Bangu, sambafoot.

sábado, 25 de outubro de 2008

Do fundo do baú



No dia 20 de Outubro de 1957,num domingo, Botafogo e Bangu se enfrentaram pelo 2º turno do campeonato carioca, no estádio do Maracanã. O time da estrela solitária saiu vencedor pelo placar de 1 tento a zero. Nesse ano o Botafogo foi campeão.

O Jogo

BOTAFOGO (RJ) 1 x 0 BANGU(RJ)
Data: 22/10/1957
Campeonato Carioca
Local: Maracanã
Árbitro: Alberto da Gama alcher
Gol: Quarentinha
BOTAFOGO: Adalberto, Tomé e Nilton Santos; Beto, Pampolini e Ney; Garrincha, Rosi, Paulo Valentim, Édson e Quarentinha.
BANGU: Ernâni, Darci e Nílton Santos; Alcides, Zózimo e Faria; Calazans, Mário, Ubaldo, Wilson e Luís Carlos.

O Craque:
QuarentinhaValdir Cardoso Lebrego, o Quarentinha, nasceu no Pará, a 15 de setembro de 1933, e morreu no Rio, antes de completar 63 anos, a 11 de fevereiro de 1996. Foi maior artilheiro da história do Botafogo de Futebol e Regatas, com 308 gols. Estreou no Botafogo contra o São Paulo, no Maracanã, a 26 de junho de 1954, na vitória de 5 a 1 sobre o tricolor paulista pelo extinto Torneio Rio-São Paulo.

Quarentinha marcou um gol de pênalti – uma bomba indefensável no ângulo esquerdo do goleiro do tricolor paulista, cabendo a Dino da Costa (2), Carlyle Cardoso (1919-2002) e Paulinho Omena completarem o placar. Sua despedida ocorreu a 21 de novembro de 1964, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, no empate de 1 a 1 com o Bonsucesso. O gol alvinegro foi marcado por Arlindo, vendido depois ao futebol mexicano e ex-companheiro de Jairzinho e Roberto Miranda nos juvenis.


Quarentinha – filho de um paraense que no Exército tinha o número 40 (daí seu apelido como jogador) – disputou 446 partidas pelo Glorioso, foi campeão carioca de 1957 e 1962, campeão do Rio-São Paulo de 1962 e 1964, campeão do Quadrangular de Bogotá em 1960, campeão do Pentagonal do México em 1962, campeão do Torneio de Paris em 1963 e do Torneio Internacional do Suriname em 1964.


Não foi campeão carioca na temporada de 1961 porque sofreu grave contusão no joelho numa excursão da Seleção Brasileira, em 1960, e só voltou a atuar a 3 de janeiro de 1962, na histórica partida amistosa em que o Botafogo derrotou o Santos por 3 a 0, no Maracanã, diante de 150 mil pessoas numa quarta-feira à noite. Mesmo assim, atuou apenas no primeiro tempo, sendo substituído por China. Nessa noite, Botafogo e Santos receberam as faixas de campeões pelos títulos de 1961 no Rio e São Paulo.


No Campeonato Carioca, foi tricampeão dos artilheiros das temporadas de 1958, 1959 e 1960. Pela Seleção Brasileira, jogou 17 vezes, de 1959 a 1963, marcando 17 gols. Quarentinha – a quem vi jogar desde a estréia, pela televisão – foi, digamos assim, um jogador para lá de estranho. E estou escrevendo isso depois de ouvir depoimentos de jogadores que atuaram com ele em várias temporadas. Através dessas revelações, fiquei sabendo, por exemplo, que ele não se dava com Paulo Valentim (1932-1984), embora os dois tenham sido brilhantes campeões em 1957, com João Saldanha (1917-1990), e em 1962, com Marinho Rodrigues – pai adotivo de Paulo César (Caju) Lima.


Quarentinha não era um jogador vibrador. Pelo contrário: era gélido. Em 1962, por exemplo, no segundo tempo da decisão contra o Mais Querido acertou uma tesoura voadora em direção ao goleiro Fernando, que não segurou o chute. Garrincha (1933-1983), sempre esperto, meteu a bola dentro do gol e decidiu a partida em favor do Glorioso por 3 a 0. Quarentinha vibrou? Nem um pouco. Voltou andando para o meio de campo como se nada tivesse ocorrido.


Na decisão de 1967 – 6 a 2 sobre o Tricolor, recorde até hoje de goleadas em decisões do Campeonato Carioca – recebeu a incumbência de marcar Telê Santana em cima. João Saldanha sabia que por Telê ser um jogador inteligente e técnico, passavam por ele todas as jogadas de ataque do Fluminense. Se Quarentinha cumpriu realmente sua missão, não me recordo. Estava eufórico com os 3 a 0 da primeira etapa e nem prestei atenção.


Me recordo, sim, do verdadeiro esporro que tomou do zagueiro Antônio Correia Thomé, assim que o árbitro Alberto da Gama Malcher apitou o final da primeira etapa. Eu estava de bicão na cadeiras especiais da tribuna e me assustei com a raiva de Thomé. Será que Quarentinha não estava obedecendo João Saldanha? Não sei. Conversei com Thomé, um dia, e ele me disse que apenas exigiu mais empenho do companheiro. Nada mais que isso. Eu não acreditei, por mais que respeite e respeitasse Thomé.


Mas Quarentinha nasceu para fazer gols. Numa excursão à Europa, Pelé, gênio do futebol, deu ele mesmo as instruções a seus companheiros:– "Quando estivermos com a bola no ataque, vamos atrasar para o Quarenta e nos abaixar. Ele vai meter um bomba de onde estiver".


Por isso, Quarenta – tratado assim na pouca intimidade que permitia – marcou 17 vezes na Seleção Brasileira em 17 jogos. Uma marca considerável.Eu, por mim, preferia um atacante lutador, endiabrado e mal-humorado como Paulo Valentim. Mas não posso deixar de ter saudades do incrível Quarentinha, dotado de um chute que deixava a bola ovalada, tão violento era seu petardo.


Coisas que aconteciam a um Botafogo do passado, que recebia a cada jogo a luz brilhante de sua Estrela Solitária.


Carreira no Botafogo:
Campeonato Carioca (1954 a 1964) 155 jogos,134 gols
Torneio Rio-São Paulo (1954 a 1964) 7 jogos, 36 gols
Torneio João Teixeira de Carvalho (1958) 5 jogos, 10 gols
Taça Brasil (1962 e 1963) 7 jogos, 4 gols
Taça Libertadores (1963) 2 jogos, - gols
Amistosos e Torneios (1954 a 1964) 208 jogos, 123 gols
Categoria de Aspirantes (1964) 3 jogos, 6 gols
TOTAL: 447 jogos, 313 gols


TÍTULOS:
Campeão Carioca (1957 e 1962).
Torneio Rio-São Paulo (1962 e 1964).
Quadrangular de Bogotá (1960).
Pentagonal do México (1962).
Torneio de Paris (1963).
Quadrangular do Suriname (1964).
ARTILHARIA:
Campeonato Carioca 1958 – 20 gols
1959 – 27
1960 – 25 gols
Torneio Rio-São Paulo 1960 – 11 gols


Clubes:
1950-1952: Paysandu-PA
1953: Vitória-BA
1954-1956: Botafogo-RJ
1956: Bonsucesso-RJ
1956-1964: Botafogo-RJ
1964-1965: Vitória-BA
1965-1968: América de Cali - Colômbia
Unión Magdalena Santa Marta - Colômbia
Club Deportivo Cali - Colômbia
Atlético Júnior Barranquilla - Colômbia

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

do fundo do baú

No dia 4 de Outubro de 1969, num Sábado, Botafogo e Fortaleza se enfrentaram no Maracanã pelo 2º jogo da decisão da Taça Brasil e os alvinegros saíram vencedores por 4 tentos a 0, conquistando assim a Copa do Brasil.

Principal Artilheiro do Campeonato
Ferreti(BOT)......7 gols

O Jogo


BOTAFOGO(RJ) 4 x 0 FORTALEZA (CE)
Data
: 04 / 10 / 1969
Taça Brasil / Decisão
Local: Maracanã
Gols: Ferretti (2), Roberto e Afonsinho.
Árbitro: Guálter Portela Filho
BOTAFOGO: Cao, Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés e Waltencir; Carlos Roberto (Nei Conceição) e Afonsinho; Rogério, Roberto, Ferretti e Paulo Cézar / Técnico: Zagallo
FORTALEZA: Mundinho, William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Luciano Frota e Joãozinho; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim) e Mimi / Técnico: Gílvan Dias.
Obs: Botafogo Campeão da Taça Brasil

O craque: Afonsinho

Afonso Celso Garcia Reis, nascido em Jaú em 3/09/47, estreou no time titular do Botafogo com 17 anos, em 1965, recém-chegado de Jaú, interior paulista, ora substituindo o gaúcho Élton, ora Aírton, para formar o célebre meio campo com Gérson. Foi bicampeão Carioca em 1967/1968.

Em 1970, por ter-se rebelado contra a Lei do Passe - foi o primeiro jogador de futebol a conquistar o passe na Justiça - foi parar no Olaria, que na época formou um grande time graças ao mecenas Álvaro da Costa Melo, disposto a ameaçar os seis grandes do Rio - Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco, América e Bangu. jogou no XV de Jaú (62/64), Botafogo (65/69), Olaria (70), volta ao Botafogo (70), retorna ao Olaria (71), segue para o Vasco (71), Santos (72), Flamengo (73/74), América MG (75), XV de Jaú (77), Madureira (80) e Fluminense (81/82). Além desses times atuou pelo "Trem da Alegria" (76,78,79), time que reunia diversos craques como Brito e Samarone e jogava amistosos pelo Brasil afora.

Sua principal marca foi sua eterna briga com a "cartolagem" e técnicos. Numa época que "estudante era para estudar", "jogador de futebol para jogar futebol", Afonsinho rebelou-se contra a estrutura arcaica e autoritária do nosso futebol e lutou pelo direito de trabalhar onde quisesse, ganhado o "Passe Livre" na Justiça.

Afonsinho era chamado de jogador-hippie, jogador-problema, jogador-maldito ou, ainda, jogador-iê-iê-iê (como se dizia naqueles anos 60/70). Em pleno regime militar (que expandia seu modelo de disciplina e controle, inclusive ao futebol), Afonsinho enfrentou (e venceu) a estrutura de mando no Botafogo.

Leia um depoimento de Afonsinho: "Tive desentendimentos com Zagalo, o futebol estava deixando de ser uma coisa prazerosa e, nessa época entrei na Justiça reivindicando o direito de exercer minha profissão em outra equipe, uma vez que os cartolas do Botafogo não se dispunham a liberar meu passe. Não aceito interferência em minha vida, eles alegavam que eu tinha que cortar a barba e o cabelo, que era indisciplina e coisa e tal. Mas o que estava por detrás disso era que eles queriam me aprisionar ao clube.... eu morava a meia quadra do estádio do Botafogo e ir para lá era um martírio.Quando fui emprestado ao Olaria, renasci. Tinha que atravessar a cidade inteira, acabava o treino ao meio-dia, e todo suado encarava a Avenida Brasil na maior felicidade".Por conta disso, comecei a mudar de clube e pude disputar Campeonatos Cariocas também com as camisas do Flamengo, do Fluminense, do Vasco e do Olaria. Só não vesti a do América e do Bangu, mas tive uma passagem pelo Madureira, levado pelo Félix para disputar um tal de Torneio da Morte - relembra o médico Afonso Celso.

Mas, consciente das dificuldades dos clubes, lamenta a atual relação clube-jogador e a conseqüente queda de público dos jogos regionais.- Como jogador, sempre me espelhei na maneira como jogadores como o Nílton Santos e Zizinho se relacionavam com os clubes. Lembro até hoje que o Nilton e o Didi se referiam ao Botafogo como ''Botafoguinho'', carinhosamente. O compromisso do jogador hoje é mais forte com o empresário, com o cara que o representa, do que com o clube. Só isso já dilui muito a união da classe. Mas quando o espetáculo é bom, tem público. Não importa se o torcedor é apaixonado pelas cores do clube, pelo Botafogo, Fluminense, Santos, Corinthians... Se os times prometem bom espetáculo, as pessoas se interessam vão ver. Nunca me esqueço de uma frase do João Nogueira, que era flamenguista: ''Cansei de sair de casa, no subúrbio, só para ver o Garrincha jogar''.

O ex-meia atribui parte desta relação ao advento da televisão como divulgadora do futebol.- Estamos vivendo um momento de adaptação. O esporte se tornou um grande negócio e isto implica mais garantia ao clube e jogador. Mas o clube muda de elenco duas, três vezes na temporada. Como ajustar um time que depende de jogar junto, do coletivo, com uma rotatividade tão grande - completa.

No Brasil, barba comprida, em meado da década de 70, era layoutirreverente. Usuários eram confundidos como subversivos ou fora da lei, e, por isso, discriminados. O ex-meia Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho, foi um dos barbudos perseguidos quando jogava no Botafogo (RJ). Em 1971, foi impedido de treinar e deu o troco na medida. Recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desporto) contra a proibição do exercício profissional e entrou para a história como o primeiro jogador do País a conseguir passe livre.

Por caprichos de cartolas identificados com a rigidez do regime militar da época, o Botafogo perdia muito da inteligência de seu meio-de-campo. Afonsinho antevia a jogada. Mal recebia o passe já acionava rapidamente um companheiro de ataque. Diferente de vários meias que tocavam a bola de ”ladinho”, jogava em profundidade e tinha uma belo arremate de meia distância.

Embora identificado na época como jogador rebelde, nem de longe se assemelhava aos briguentos atacantes Almir Pernambuquinho e Serginho Chulapa. Na prática, era diferenciado porque tinha um substancial conhecimento dos direitos de atletas e não hesitava em exigi-los. Diferentemente da maioria dos jogadores monossilábicos, era líder, inteligente, combativo e suas entrevistas eram marcadas por posições firmes.

E enquanto os cartolas do Botafogo ficaram “chupando o dedo”, Afonsinho estava na “crista da onda” e fazia sucesso nos clubes que passava, como Vasco, Flamengo, Santos, Atlético Mineiro e Fluminense, onde encerrou a carreira aos 35 anos de idade, em 1982. E mais: quando parou de jogar foi exercer a profissão de médico, fruto da diplomação na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

do fundo do baú

No dia 30 de Outubro de 1971, num sábado, América e Palmeiras se enfrentaram no Maracanã pela 1ª fase do Campeonato Brasileiro com os americanos saindo vencedores pelo placar de 2 tentos 0 com gols do centroavante Caio.

Principal artilheiro do Campeonato

Dario (ATLÉTICO MINEIRO): 15 Gols

O Jogo

AMÉRICA(RJ) 2 x 0 PALMEIRAS(SP)
Data: 30/10/1971
Campeonatao Brasileiro
Local: Estádio Jornalista Mário Filho / Maracanã
Renda: Cr$ 50.601,75
Juiz: José Carlos Cavalheiro de Morais (RS)
AMÉRICA: Jonas, Dejair, Alex, Aldeci, Zé Carlos, Badeco, Antônio Carlos, Sarão, Paraguaio (Tarciso), Caio, Edu (Tadeu) / Técnico: Zizinho
PALMEIRAS: Leão, Zeca, Luís Pereira, Nélson, Dé, Dudu, Ademir da Guia, Edu, César (Fedato), Leivinha, Pio (Paulo Borges) / Técnico: Mário TravagliniGols: Caio 5, 23/2º

O Craque: Tarciso
Um dos grandes atacantes da história do América do Rio de Janeiro e do Grêmio de Football Portoalegrense, José Tarciso de Souza, o Tarciso, hoje mora na capital gaúcha, onde trabalha na revelação de futuros craques.

Mineiro de São Geraldo, onde nasceu no dia 15 de setembro de 1951, Tarciso despontou no futebol defendendo o América do Rio. No começo de carreira, no final dos anos 60, Tarciso era um centroavante nato. No Grêmio, a partir de 1973, transformou-se em ponta-direita e até em ponta-esquerda, posição em que atuou na campanha vitoriosa da Libertadores da América de 1983.

Os bons momentos de Grêmio renderam ao veloz atacante, também chamado de Flecha Negra, algumas convocações para defender a Seleção Brasileira. Tarciso fez oito jogos pelo time canarinho e marcou um gol.

Ídolo do Grêmio nas décadas de 70 e 80, o ponta-direita Tarciso, que atualmente trabalha num projeto social que visa, através do ensinamento do futebol, afastar das ruas e das drogas meninos carentes, vive nos últimos dias um daqueles velhos momentos de ídolo, tamanho o assédio recebido da imprensa. O motivo é a publicação de um livro - que será lançado oficialmente dia 24 de maio -, no qual o ex-jogador Paulo Cézar Caju, seu companheiro na conquista Mundial Interclubes, em 1983, conta que a maioria dos jogadores entraram em campo dopados.

No livro, que tem o título Dei a Volta na Vida, o meia-atacante campeão mundial com a Seleção Brasileira, em 1970, conta a sua trajetória no futebol e diz que para vencer o Hamburgo, da Alemanha, por 2 x 1, em 1983, os atletas gremistas usaram drogas. Isso mancha a maior conquista gremista e revolta Tarciso, que disse ao Pelé.Net que as acusações de Caju são palavras soltas irresponsavelmente no ar, sem apontar culpados. "Se você diz que naquela casa, onde moram 10 pessoas, tem ladrão, todos passam a ser suspeitos. Por isso, ele tem que dizer quem é o ladrão. Sou fã dele, mas foi muito infeliz em falar isso sobre um título que ele ajudou a conquistar", comentou.

Tarciso, hoje tão preocupado em ensinar valores morais e sociais a meninos de rua, acredita que ao escrever o livro Caju não pensou nos milhares de torcedores do Grêmio que vêem a instituição e o futebol como um caminho que pode levá-los a um futuro melhor. "Ele está ferindo uma nação. Não sei se é para promover e vender mais. Mas o Paulo sempre foi ídolo aqui no Sul e não precisava disso. Faria uma sessão de autógrafos e venderia tudo".

Insistente em demonstrar sua revolta, concedida na tarde desta última segunda-feira, logo após mais uma aula aos jovens alunos, o atacante que ficou conhecido como o "Flecha Negra", tal sua velocidade, concluiu a sessão de críticas a Paulo César assim: "Eu lutei e chorei para chegar àquele título. O troféu está lá no Grêmio, mas agora está manchado. Eu nunca vi nada e nem sei de jogadores do Grêmio que usaram drogas. Todo mundo têm o direito de ir, vir e falar o que quiser, mas invadir a casa dos outros sem pedir licença é muito ruim, e foi isso que ele fez".

Tarciso brinca com o atacante Renato Gaúcho na concentração do Grêmio; disputa pela camisa "7" Como surgiu o Flecha Negra.

Tarciso despertou o interesse e chegou ao Grêmio, clube onde alcançou suas maiores glórias, depois de enfrentar o Internacional num jogo realizado no final da década de 60.
Ele literalmente deixou para trás o zagueiro Pontes, na ocasião considerado um dos melhores na posição e o zagueiro mais rápido do futebol gaúcho, fazendo o gol que teve como conseqüência sua contratação pelo Tricolor.

"Fiz a jogada em alta velocidade e marquei o gol. Eu era muito jovem, e no ano seguinte, com 18 anos, vim para defender o Grêmio, começando uma trajetória vitoriosa em Porto Alegre, jogando tanto na ponta como de centroavante", recorda o jogador que ganhou ali a a denominação de "Flecha Negra", que se perpetuou.

Nos 13 anos de permanência no Olímpico, Tarciso ajudou o Grêmio a conquistar seus maiores títulos. Ele lembra que a fase gloriosa teve início com a chegada do técnico Telê Santana, um marco para o clube. "Ganhamos o Campeonato Gaúcho de 77, interrompendo uma série de oito estaduais consecutivos do Inter, e então partimos para projetos maiores", recorda.

Na década de 80 o Grêmio ganhou o Brasil, a América e o Mundo. Tarciso estava lá. "Em 20 anos de carreira, fazendo um balanço, tive mais sorrisos do que choro. Nesta profissão a gente passa por coisas maravilhosas, amizade, conhecimento, companheirismo e sou feliz pela trajetória de muito sucesso", resume.

Daquele período, lembra os duelos com o zagueiro colorado Figueroa, eternizados na história dos clássicos Gre-Nais. "Tem jogadores com mais habilidade, outros mais velozes, e ele não conseguia me acompanhar, por isso usava seus artifícios para me deter de qualquer jeito", conta. Refere o fato de que, como não o segurava na velocidade, o chileno partia para as faltas, por vezes com muita violência e usando o cotovelo para pará-lo. "Tudo faz parte do futebol", acrescenta, satisfeito com o balanço dos confrontos.


Clubes

América (RJ) (1970 / 1972)
Grêmio (RS) (1973 / 1985)
Criciúma (SC) (1985)
Goiás (GO) (1986 / 1987)
Cerro Porteño (PAR) (1987 / 1988)
Coritiba (PR) (1989)
Goiânia (GO) (1990)
São José (RS) (1990).

Seleção Brasileira Copa América: 19791 jogo , 1 derrotaPela Seleção Brasileira:8 jogos , 6 vitórias , 2 derrotas , 1 gol

Títulos

Campeão gaúcho em 1977, 1979, 1980, 1985 e 1986
Brasileiro de 1981
Libertadores da América de 1983
Mundial Interclubes de 1983 (todos pelo Grêmio)
Goiano de 1986
Paraguaio de 1987

Fontes: Milton Junior do Pelé.Net/ Rogério Micheletti

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

do fundo do baú

No dia 9 de Setembro de 1956, num Domingo, Vasco da Gama e América se enfrentaram pelo primeiro turno do Campeonato Carioca no Maracanã. A vitória pendeu para o lado vascaíno pelo placar de 3 tentos a 1. Nesse ano o C.R. Vasco da Gama tornou-se Campeão Carioca.

Principais artilheiros do campeonato:
Waldo (FLU)...........22 gols
Índio (FLA)...........17 gols
Didi (BOT)............16 gols
Hilton (BAN)..........15 gols
Quarentinha (BON).....15 gols
Valter Marciano(VAS)..14 gols

O Jogo

VASCO DA GAMA(RJ) 3 X 1 AMÉRICA(RJ)
Data: 02/09/1956
Campeonato Carioca de 1956
Local: Estádio do Maracanã
Juiz: Alberto da Gama Malcher
Gols: Sabará, Valter Marciano, Vavá, Leônidas
VASCO DA GAMA: Carlos Alberto, Paulinho, Bellini, Orlando , Coronel, Laerte, Sabará, Livinho, Vavá, Valter Marciano, Pinga / Treinador: Gradim
AMÉRICA: Pompéia, Rubens, Édson, Helio, Ivan, Agnelo, Canário, Romeiro, Leônidas, Alarcon, Alvinho / Treinador: Martim Francisco
O Craque: Pompéia


Goleiro Pompéia posando para foto no time do América em 1960

Nos meus tempos de garoto, jogando as minhas peladas nos campinhos próximos de casa, na hora de definir os times, três ou quatro garotos, faziam questão de serem escolhidos para serem os goleiros. Naquela época, um dos nomes mais falado nas rádios e nos jornais era o famoso goleiro Pompéia, com suas defesas acrobáticas e milagrosas que faziam o delírio de todas as torcidas.

“Eu tinha doze anos quando comecei a dar saltos. Apareceu lá em Itajubá um circo e um dia eu ia passando quando vi uma garota treinando. Ela me perguntou se eu seria capaz de dar saltos de trampolim. Respondi-lhe que sim. Rapidamente, corri ao encontro do trampolim e dei um salto. Quando vi o dono do circo, pensei que ele me fosse me repreender e corri. Na porta, o gerente apanhou-me pelo braço. Tremendo de medo, fui levado à presença do dono. Ele me perguntou se eu tinha vocação para a coisa e pediu-me para dar outro salto. Dei e ele me convidou para trabalhar. Inicialmente, treinei durante três meses. Nessa época, fazia apenas piruetas no chão. Mas, achava muito bonitas as vestes dos volantes e fui tentar também ser volante. Nos treinos iniciais, caí muito sobre a rede. Certo dia, quando treinava na barra, desloquei o braço direito. Aí, depois de dois meses e meio de atuação, abandonei o circo”.- Comentou o goleiro em entrevista a um jornal local."

José Valentino da Silva, o Pompéia, nasceu em Itajubá (MG) no dia 27 de Setembro de 1934 e faleceu no Rio de Janeiro em 18 de Maio de 1996. Nos seus tempos de criança, gostava de desenhar a figura do marinheio Popeyee e como seus colegas não sabiam dizer o nome certo do marinheiro, chamavam José Valentino de Pompéia.

No início de carreira jogava como centroavante em sua cidade natal. Certo dia seu time iria jogar em uma cidade próxima e o goleiro adoeceu. Seu treinador pediu que ele fosse para o gol e deu certo. Agarrou tudo e nunca mais quis jogar na linha. Mais tarde veio para o Bonsucesso, fez tanto sucesso que um ano depois o América o contratava.

A estréia com a camisa americana aconteceu, em Lima, na final do Quadrangular, contra o Santos. O América venceu por 2 a 1 e conquistou o título. Nesse jogo, Pompéia defendeu um pênalti batido pelo ponta esquerda Pepe.

Pompéia participou de grandes momentos com a camisa do América. Em 54, como reserva de Osni, foi vice-campeão carioca; no ano seguinte, suas atuações foram importantíssimas para o América chegar a decisão do título contra o Flamengo. Durante várias temporadas revezou com Ari na meta rubra. Em 1960, integrou o time campeão carioca daquele ano, não participando do jogo final.

O goleiro rubro esteve na seleção brasileira e participou de um jogo-treino diante do Bonsucesso, em São Januário, quando o selecionado brasileiro venceu por 3 a 0. Em 1957, Pompéia substituiu Castilho nas partidas frente aos paulistas que conquistaram o tricampeonato após a vitória de 2 a 0, no Pacaembu. A seleção do Distrito Federal, sob a direção técnica de Sílvio Pirilo, jogou com: Pompéia (América); Paulinho (Vasco) e Belini(Vasco); Zózimo(Bangu), Benedito(São Cristóvão) e Altair(Fluminense); Joel(Flamengo), Índio(Flamengo), Valdo(Fluminense), Déquinha(Flamengo) e Pinga(Vasco).

Pompéia defendeu o gol americano por 11 anos, interrompidos pelos oito meses em que jogou, por empréstimo, no Botafogo, de Ribeirão Preto.

Pompéia deixou o América em 1965 e viajou para a Venezuela, onde jogou pelo Deportivo Itália, Valência e por último atuou no Deportivo Português.

A famosa equipe do Real Madrid, com seus astros, visita à Venezuela, em 1969. Um dos adversários dos espanhóis é o Deportivo Português. O jogo começa e Pompéia fecha o gol com uma série de grandes defesas. Faltavam poucos minutos para terminar a partida e o Real ataca pela direita. O chute é forte e rasteiro. Pompéia defende a bola parcialmente e cai para impedir a finalização do jogador vinha na corrida. Dá o bote, mas o atacante chuta com toda violência. A bola bate violentamente no seu olho esquerdo. O goleiro só acorda no hospital depois de ser operado. Pompéia perdera a visão da vista esquerda e naquele momento encerrava a sua carreira. Segundo o brilhante jornalista e querido amigo Aristélio de Andrade, quem disputou o lance com Pompéia e chutou a bola contra a sua vista foi Di Stéfano, famosíssimo jogador argentino, naturalizado espanhol. Em conversa com Aristélio, o ex-goleiro do América afirmou que não houve a intenção de atingi-lo.

Amaro, seu ex-companheiro de América, ainda, levou Pompéia para treinar os goleiros juvenis do Bonsucesso. Sem conseguir superar a tristeza por seu trágico fim de carreira, o nosso “Constelation”, o chamava o locutor esportivo Waldir Amaral, não decolou mais e se deixou derrotar pelo mal da bebida.Jogou também no Futebol Clube do Porto de Portugal e no Galicia da Venezuela. Pelas suas defesas acrobáticas e seus saltos espetaculares foi apelidado de “ponte aérea”.

Campeão carioca em 1960 pelo América e campeão venezuelano pelo Deportivo Português.

Fontes: Blog soccerlogos(parcial) de texto retirado do livro:“HEI DE TORCER ATÉ MORRER”, de José Rezende.

Portal Campeonato Carioca: http://www.campeonatocarioca.kit.net/primeira_divisao/temporadas_anteriores/1956.htm

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

do fundo do baú

No dia Vinte e Três de janeiro de 1955, num sábado, Bangu e Flamengo jogaram no Maracanã pelo 2º turno do campeonato carioca, tendo os “mulatinhos rosados” saídos vencedores pelo placar de dois tentos a zero, gols de Décio Esteves e Nívio.
Nesse ano o C.R. Flamengo sagrou-se bi-campeão carioca.

Principais artilheiros do campeonato


Dino da Costa(BOT)................... 24 gols
Índio(FLA).................................. 18 gols
Ambrois(FLU)............................ 17 gols
Vavá(VAS).................................. 16 gols
Leônidas da Selva(AME).......... 15 gols
Décio Esteves(BAN).................. 15 gols

O Jogo:


BANGU (RJ) 2 x 0 FLAMENGO (RJ)
Data
: 23/01/1955
Campeonato Carioca de 1954
Local: Estádio do Maracanã
Juiz: Josef Gulden
Gols: Décio Esteves e Nívio
BANGU: Cabeção, Joel, Torbis, Gavillan, Zózimo, Jorge, Calazans, Lucas, Zizinho,Décio, Nívio / Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim)
FLAMENGO: Garcia, Tomires, Pavão, Jadir, Dequinha, Jordan, Paulinho, Evaristo, Índio, Benitez, Esquerdinha /Técnico: Fleitas Solich

O craque: Cabeção

Luis de Morais, o goleiro Cabeção, nasceu em São Paulo em 23 de Agosto de 1930. Foi revelado na equipe de aspirantes do Corinthians em 1949 e sua carreira se estendeu até 1966, com passagens por Bangu (RJ), Portuguesa e Comercial de Ribeirão Preto (SP). A exemplo de goleiros da época, sua principal virtude foi a boa colocação. Ele jogava praticamente "plantado" entre os três paus. Travou renhidas "batalhas" com Gylmar, nos anos 50, pela camisa 1 do Timão.

Pelo Corinthians, o ex- goleiro atuou em 330 jogos, sofreu 419 gols e um gol contra. Cabeção era o goleiro da boa fornada de aspirantes que subiu ao time principal a partir de 1949, junto com Idário, Roberto e Luizinho.

Começou no clube ainda como infantil, em 1938, e, ao longo da carreira saiu várias vezes, vendido ou por empréstimo, para a Portuguesa, o Bangu, e o Comercial de Ribeirão Preto. Mas sempre retornou ao Parque São Jorge.

Dizia-se que nos jogos noturnos Cabeção não apresentava a mesma eficiência dos diurnos. Mesmo assim, foi campeão paulista em 1951, como titular absoluto, e em 1954, atuando em alguns poucos jogos.

"Como atleta, eu iniciei nas categorias de base do Sport Club Corinthians Paulista, tendo sido campeão infantil, juniores (1947), bicampeão brasileiro juniores (1947 a 1948), campeão sul-americano juniores no Chile (1949). Como profissional, além das conquistas já citadas no site, eu fui campeão de aspirantes, campeão da Taça do Mundo - Venezuela (1953), campeão sul-americano pela seleção brasileira (1951, no Chile), campeão brasileiro de seleções, bicampeão do Rio-São Paulo pelo Corinthians (1953 a 1954) e campeão do Rio-São Paulo pela Portuguesa (1955). Atuei ainda como profissional no Juventus (1967 a 1968) e na Portuguesa Santista (1969).” - disse o goleiro por meio de uma carta enviada a Milton Neves.

Equipes :



Corinthians (1949-1954), Bangu (1954-1955), Portuguesa (1955-1957), Corinthians (1957-1960), Comercial de R. Preto (1960), Corinthians (1961-1967), Juventus-SP (1967-1968) e Portuguesa Santista (1969)Campeão pelo Corinthians no campeonato paulista (1951,1952 e 1954) e do Rio São Paulo (1950, 1953 e 1954)

Pela seleção jogou 3 vezes e participou da Copa do Mundo de 1954 na Suíça, encerrou a carreira aos 39 anos. Pelo Bangu fez 14 jogos.

Principais Títulos
Torneio Rio - São Paulo: 1950, 1953, 1954, 1955
Campeonato Paulista: 1951, 1952, 1954

Fontes: Jornal Hora do Povo, Site do Milton Neves, Almanaque do Corinthians/ Celso Dário Unzelte / Placar /2000, CBF News, site oficial do Bangu.

terça-feira, 29 de julho de 2008

do fundo do baú

No dia 6 de Dezembro de 1960, num domingo, América e Flamengo se enfrentaram no Maracanã pelo 2ºTurno do campeonato carioca desse ano e houve o empate de 1 tento a 1. Nesse ano os americanos foram os campeões estaduais.

Principais artilheiros do campeonato
Quarentinha (Botafogo) 25 gols.
Waldo (Fluminense) 14.
Pinga (Vasco) 12.
Gérson (Flamengo) e Maurinho (Fluminense) 10.

O Jogo

AMÉRICA (RJ) 1 X 1 FLAMENGO(RJ)
Data: 06/11/1960
Campeonato carioca
Local: Maracanã
Juiz: Armando Marques
Gols: Calazans (AME) e Henrique (FLA)
AMÉRICA: Pompéia, Jorge, Djalma Dias, Wilson Santos, Ivan, Amaro, João Carlos, Calazans, Quarentinha, Antoninho, Nilo / Técnico: Jorge Vieira
FLAMENGO; Ari, Bolero, Monim, Jadir, Vanderlei, Carlinhos, Moacir, Othon, Henrique, Luis Carlos,Germano / Técnico:

O Craque: Calazans

José Alves Calazans, nasceu em 13 de agosto de 1934 em Salvador (BA). Ex-ponta-direita do América do Rio, campeão carioca de 1960, está aposentado como oficial de fazenda do Governo do Rio de Janeiro e continua morando na ex-capital do estado da Guanabara. Lá, ele já foi motorista particular de deputado da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

O Atacante iniciou sua bela carreira no Bangu AC, onde jogou ao lado de seu saudoso irmão Zózimo Alves Calazans (o Zózimo, bi-campeão mundial pelo Brasil nas Copas de 1958 e 1962) e de Zizinho, Nívio, Décio Esteves, dentre outros grandes jogadores.

De lá, do Bangu, Calazans transferiu-se para o América do Rio, quando foi contratado como substituto do badalado e célebre Canário, que fora vendido para o Real Madrid, da Espanha. Depois do América, Calazans, em 1961, transferiu-se para o Fluminense onde encerrou a carreira.

Foi campeão carioca em 1960 numa memorável final contra o Fluminense, onde bastava aos tricolores somente um empate, mas, com uma grande atuação de Calazans e companheiros, O América sagrou-se campeão.

Um dos fatos mais marcantes da carreira de Calazans foi o encontro que ele teve mais o resto do elenco com a torcedora símbolo do América Tia Rute, antes da final de 1960. Ela estava Grávida e passando mal Foi atendida no posto médico e aconselhada a ir para casa. Calazans levantou-se e chegando perto de Tia Rute disse: “Tranqüilize-se minha senhora, nós sabemos da missão que temos a cumprir”. Ela acabou tendo permissão médica para assistir ao jogo e ver o seu Mequinha ganhar do Flu e levar o campeonato. Após o jogo teve outro encontro com os campeões onde Calazans falou emocionado: “Minha senhora com está se sentindo? A senhora nos impressionou de tal forma que nós precisávamos ganhar, não só por nós, mas pela senhora também. Essa vitória foi dedicada a senhora. Já falei em várias emissoras a seu respeito”. “Beijei-o e agradeci”- disse Tia Rute.

Clubes:
Bangu-RJ(1953-1959)
America-RJ(1960)
Fluminense(1961-1963)

Títulos
Copa Oswaldo Cruz: 1956(Brasil)
Copa O'Higgins: 1956(Brasil)
Campeonato Carioca: 1960(América)