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domingo, 2 de junho de 2013

Artilharia do Campeonato Brasileiro de 1972

Antes de retomarmos nossa coluna depois de quase um ano parado, eu em nome de todos aqui do Sosúmulas peço humildes desculpas pelo nosso longo sumiço, mas cada um tinha seu trabalho ou problemas para resolvermos. Nunca, no entanto, a gente esqueceu de nosso objetivo que é sempre valorizar a história de nosso futebol, responsabilidade aumentada ainda mais a medida que a Copa do Mundo aqui no Brasil se aproxima. 

E é com esse mesmo espírito que hoje volto para minha coluna e espero trazer bastante coisa informativa nos nossos encontros.

Hoje cumpro aqui uma antiga promessa feita no último post há quase dois anos atrás, de fazer a artilharia do Campeonato Brasileiro de 1972, ganho pelo Palmeiras. Apesar da unificação do Brasileiro feita em 2010, ainda falando em matéria de ARTILHEIROS, eu reconheço somente a partir de 1971 devido a todas as publicações afirmarem isso. (em nenhum momento estou dizendo que os times não ganharam aqueles títulos do Robertão e da Taça Brasil, por favor!!!)

Agora, antes dos artilheiros, vamos contar um pouco da história desse campeonato que teve um aumento de times e de emoções variadas. Esse aumento foi um sinal de que as coisas não iriam ser fáceis nos anos seguintes...

O Palmeiras mereceu este título apesar de um início conturbado naquele campeonato. Jogou bem a partir da segunda fase e nas fases finais, acabou jogando com o regulamento debaixo do braço ao empatar em 1 x 1 com o Internacional e 0 x 0 com o Botafogo na final. Era considerada a "Academia do Futebol" naqueles tempos tendo craques como Leão, Ademir da Guia, Madurga, Luis Pereira e Leivinha, entre outros.

Os outros paulistas saíram-se razoavelmente bem, exceto a Portuguesa que passava por uma crise séria naquele ano com a dispensa de seus melhores jogadores. O Corinthians ficou entre os quatro primeiros mantendo uma regularidade que o ajudou, O São Paulo, apesar de ter um dos artilheiros do campeonato, Pedro Rocha, que jogou muito bem, mostrou alguns altos e baixos e teve a classificação na mão por alguns minutos até levar um gol do América do Rio que o tirou do páreo. Uma derrota que se mostrou fatal. 

E o Santos, apesar de contar com um Pelé em exuberante forma, não foi muito longe nesse campeonato. Teve tropeços fatais que custaram a vaga para as finais daquele ano. 

Os cariocas tiveram desfechos diversos. O Botafogo conseguiu um bom vice-campeonato ancorado por um bom time que tinha, entre outros, o goleiro Wendell, o lateral Marinho Chagas e os atacantes Jairzinho e Fischer e onde foi o protagonista de uma das maiores goleadas em clássicos cariocas realizados nos Brasileiros: um estonteante 6 x 0 no Flamengo que demorou anos e anos pra equipe rubro-negra fazer uma igual a essa. 

O Vasco e o Fluminense se não foram tão brilhantes, mostraram-se ao menos muito competitivos e o Flamengo foi mais uma vez a grande decepção daquele ano se classificando somente na última rodada da primeira fase com direito a levar uma goleada humilhante já citada no parágrafo anterior. E o América Carioca foi apenas razoável mesmo assim revelou um dos primeiros "zagueiros artilheiros" da história do Brasileirão, Alex.

Com relação aos mineiros, ambos tiveram um desempenho apenas razoável. O Cruzeiro até conseguiu ter bons momentos na competição mas caiu de produção no fim e o Atlético MG, apesar de Dadá Maravilha novamente fazer sua parte sendo um dos artilheiros da competição, não se mostrou tão brilhante como em 1971 e teve que se contentar em cair na segunda fase daquele ano.

Os gaúchos viveram momentos distintos e protagonizaram dois momentos marcantes no Brasileirão de 1972. O Internacional ficou a um passo da final naquele empate com o Palmeiras nas semifinais e mesmo com a eliminação, um time estava sendo construído em torno de jogadores como Valdomiro, Claudiomiro e Figueroa que ainda brilharia muito nessa década por sua técnica apurada e sua incrível valentia. Valentia essa que custou a vida de dois dos seus torcedores que morreram infartados na partida contra o Cruzeiro onde o Inter arrancou uma memorável virada por 3 x 2 após estar perdendo por 2 x 0 em pleno Beira-Rio.    

E o Grêmio vinha até bem naquele ano até perder o lateral Everaldo, suspenso pesadamente após agredir o juiz José Faville Neto na partida contra o Cruzeiro  devido a um pênalti marcado por este. Aí então o time perdeu o rumo e acabou eliminado pelo Santa Cruz na última rodada. 

Outros destaques foram os bons desempenhos de Coritiba e Santa Cruz naquele campeonato mostrando uma evolução muito grande em relação a 1971 e revelando bons jogadores como Zé Roberto e o jovem Givanildo, respectivamente.

E com relação aos times estreantes, o Nacional de Manaus mostrou alguma coisa graças ao bom centroavante Campos, o Vitória foi mais lembrado pela torcida fanática do que pela própria campanha do time que tinha até gente boa de bola como Mário Sérgio e André Catimba e o ABC que protagonizou a primeira lambança administrativa da história do Brasileirão ao perder os pontos da vitória sobre o Botafogo devido a escalação irregular do jogador Rildo. Isso o que aconteceu com o ABC foi apenas a primeira de tantas lambanças dos clubes com justiça nesses mais de 40 anos do Brasileirão. Mal sabiamos que o pior ainda estará por vir...

E agora, sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

Com 17 Gols: Dadá Maravilha (Atlético MG) e Pedro Rocha (São Paulo).

Com 16 Gols: Zé Roberto (Coritiba).

Com 15 Gols: Leivinha (Palmeiras).

Com 14 Gols: Campos (Nacional de Manaus).

Com 12 Gols: Valdomiro (Internacional).

Com 10 Gols: Roberto (Remo).

Com 9 Gols: Jairzinho (Botafogo). 

Com 8 Gols: Fischer (Botafogo); Rivellino (Corinthians); Roberto Batata (Cruzeiro); Lula (Fluminense); Oberti (Grêmio) e Edu (Santos).

Com 7 Gols: Libânio (ABC); Da Costa (Ceará); Paulinho (Náutico); Enéas (Portuguesa); Luciano (Santa Cruz); Terto (São Paulo); Nenê (Santos) e Silva Batuta (Vasco).

Com 6 Gols: Cândido (América MG); Alex (América RJ); Ferreti (Botafogo); Jorge Costa e Samuel (Ceará); Edson Trombada (CRB); Dirceu Lopes e Lima (Cruzeiro); Fio Maravilha (Flamengo); Laírton (Grêmio); Claudiomiro (Internacional); Nei (Palmeiras); Basílio (Portuguesa) e Betinho e Erb (Santa Cruz).

Com 5 Gols: Alberi (ABC); Lance (Corinthians); Zé Carlos Bernardo (Cruzeiro); Caio Cambalhota (Flamengo); Borges (Náutico); Dicá (Portuguesa); Ramon (Santa Cruz) e Pelé (Santos).

Com 4 Gols: Tarciso (América RJ); Romeu Cambalhota (Atlético MG); Picolé (Bahia); Hélcio (Ceará); Sicupira (Corinthians); Leocádio (Coritiba); Silva (CRB); Doval e Paulo César Caju (Flamengo); Jair (Fluminense); Paulo César Carpeggiani, Tovar e Volmir Massaroca (Internacional); Dedéu (Náutico); Ademir da Guia, Fedato, Madurga e Ronaldo (Palmeiras); Fernando Santana (Santa Cruz); Edson Cegonha, Everaldo e Zé Carlos (São Paulo) e Roberto Dinamite (Vasco).

Com 3 Gols: Hélio (América MG); Antonio Carlos (América RJ); China (Atlético MG); Natal (Bahia); Dorinho, Marinho Chagas, Nei Carioca e Zequinha (Botafogo); Erandi (Ceará); Marco Antônio e Mirandinha (Corinthians); Dreyer, Flecha e Tião Abatia (Coritiba); Mano (CRB); Eduardo Amorim e Palhinha (Cruzeiro); Rubens Galaxe (Fluminense); Catarina e Mazinho (Grêmio); Escurinho (Internacional); Valmir (Nacional de Manaus); Elói e Paraguaio (Náutico); Edu Bala (Palmeiras); Alcino (Remo); Alcindo e Jair da Costa Pinto (Santos); Paulo Nani e Toninho Guerreiro (São Paulo); Adãozinho, Edmilson e Paulo Sérgio (Sergipe); Alcir Portela e Tostão (Vasco) e André Catimba e Zé Eduardo (Vitória).

Com 2 Gols: Petinha (ABC); Eli, Juca Show e Tião Mineiro (América MG); Gilmar, Mauro e Taquito (América RJ); Bibi, Cabinho e Vanderlei Paiva (Atlético MG); Odair (Bahia); Paulo Borges e Tião Marino (Corinthians); Fito (Coritiba); Rinaldo (Cruzeiro); Arilson e Dionísio (Flamengo); Silveira (Fluminense); Carlinhos (Grêmio); Bráulio e Marciano (Internacional); Pedrilho (Nacional de Manaus); Edvaldo e Vasconcelos (Náutico); Pio (Palmeiras); Tatá e Xaxá (Portuguesa); Caíto e Tito (Remo); Amilton, Cabral e Jair Pereira (Santa Cruz); Carlos Alberto Torres e Orlando (Santos); Roberto Dias (São Paulo); Torino (Sergipe); Buglê, Gilson Nunes, Jaílson e Jorginho Carvoeiro (Vasco) e Gibira (Vitória).

Com 1 Gol: Baltasar, Elias e Everaldo Potiguar (ABC); Édson, Pedro Omar e Zé Carlos Generoso (América MG); Edu Coimbra, Ivair e Tadeu Ricci (América RJ); Guará, Guerino, Lola e Oldair (Atlético MG); Afonsinho, Douglas, Eliseu, Gilson Porto, João Daniel, Pinheiro e Roberto Rebouças (Bahia); Carlos Roberto (Botafogo); Miguel (Ceará); Nelson Lopes e Vaguinho (Corinthians); Cláudio, Chiquinho, Dirceu e Pescuma (Coritiba); Canavieira, Orlandinho, Reinaldo e Rubens Salim (CRB); João Ribeiro, Piazza e Toninho Mineiro (Cruzeiro); Zanata (Flamengo); Cafuringa, Denílson, Marco Antônio Carioca, Mickey e Toninho (Fluminense); Ivanir e Loivo (Grêmio); Cláudio Duarte, Figueroa e Sérgio Galocha (Internacional); Antonio Piola, Danival, Ismael e Nelson Sousa (Nacional de Manaus); Romero, Tico e Ubirajara (Náutico); Luis Pereira, Zeca e Zé Carlos Paulista (Palmeiras); Didi Duarte, Feitosa e Wilsinho (Portuguesa); Copeu, Dutra e Vágner (Remo); Adilson, Clodoaldo, Roberto Carlos e Zé Carlos Leal (Santos); Nelsinho Baptista, Nenê Paulista e Paraná (São Paulo); Fernando, Leal e Zé Pequeno (Sergipe); Alfinete, Dé e Luis Fumanchu (Vasco) e Almiro, Humberto, Mário Sérgio, Marquinhos e Osni (Vitória).

Com 3 Gols Contra: Louro (Santa Cruz) a favor do Corinthians, do Ceará e do Remo respectivamente.

Com 2 Gols Contra: Valter (Vitória) a favor do São Paulo e do Cruzeiro respectivamente.

Com 1 Gol Contra: Vander (América MG) a favor do Botafogo; Tião Carioca (América RJ a favor do Coritiba); Normandes (Atlético MG) a favor do CRB; Roberto Rebouças (Bahia) a favor do Palmeiras; Nagel (Ceará) a favor do Internacional); Pescuma (Coritiba) a favor do Cruzeiro; Darci Meneses (Cruzeiro) a favor do Internacional; Reyes (Flamengo) a favor do Fluminense; Denílson (Fluminense) a favor do Cruzeiro; Sidclei (Náutico) a favor do Corinthians; Guaraci (Portuguesa) a favor do Náutico; Orlando (Santos) a favor do Cruzeiro; Roberto Dias (São Paulo) a favor do Atlético MG; João Carlos e Zé Oto (Sergipe) a favor do São Paulo e do Botafogo respectivamente e Paulo César (Vasco) a favor do Cruzeiro.     

Notas do Brasileirão: Foram marcados 731 gols em 352 jogos tendo a média de 2,08 por partida. Deu uma pequena melhorada em 1972...
O jogador Louro do Santa Cruz é um dos recordistas em gols contra numa só edição: ele marcou três vezes contra o patrimônio nesse campeonato. O outro é Wilson, do Internacional, que também marcou três vezes em 2003. Esta do zagueiro colorado vou contar depois...
Nesse campeonato saiu o gol de número 1000 na história dos Brasileiros marcado pelo santista Clodoaldo contra o Corinthians. Seu único gol naquele campeonato valeu por muitos...
E com relação aos hat-tricks, a lista foi bem maior do que em 1971 e vários jogadores fizeram esse feito. Dada Maravilha do Atlético MG, aliás, foi o primeiro jogador a fazer dois hat-tricks num mesmo campeonato marcando quatro gols contra o Nacional e três gols contra o Vitória. Os outros foram Paulo César Carpeggiani do Internacional (três gols contra a Portuguesa), Campos do Nacional de Manaus (três gols contra o ABC), Caio Cambalhota do Flamengo (três gols contra o CRB), Ramón do Santa Cruz (três gols contra o Botafogo), Borges do Náutico (três gols contra o ABC), Pedro Rocha do São Paulo (três gols contra o CRB) e Jairzinho do Botafogo (três gols contra o Flamengo).   

Bom, é isso por enquanto. Mas isso é só o começo. Muita coisa boa vem aí.


Até a próxima. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Artilharia do Campeonato Brasileiro de 1971

Olá, pessoal!!!

Conforme o prometido desde o ano passado, iniciarei a partir de hoje a série contando sobre a história do Campeonato Brasileiro e suas artilharias.

Mas antes de contar essa história, terei que falar sobre a confirmação dos títulos brasileiros antes de 1971 dada pela CBF no ano passado, que a meu ver somente prejudica o trabalho dos pesquisadores e acaba confundindo a cabeça da maioria das pessoas, com exceção dos torcedores fanáticos e radicais que só falam palavrões e xingamentos contra esses mesmos pesquisadores que lutam contra tudo e todos para preservarem, além da realidade dos fatos, a história de todos os clubes e de um campeonato que traz emoções fortes a todos os brasileiros, mesmo aqueles que não gostam de futebol.

Portanto, recomendo aos torcedores fanáticos, radicais e ignorantes que só pensam em devastar patrimônios ou matar uma pessoa inocente somente porque ela torce por um clube diferente do seu, que não leiam esse post.

Agora, voltamos a história. Para entender melhor como o Campeonato Brasileiro surgiu, vamos ligar a nossa máquina do tempo e voltarmos a 1971 onde naquela época, a ditadura militar estava no auge e o presidente da época, Emílio Garrastazu Médici, era fanático por futebol a ponto de cancelar compromissos de trabalho para ligar o rádio e ouvir os jogos da Seleção Brasileira ou de outros times.

Preocupado com a falta de integração do país a seus projetos políticos e fustigado por guerrilhas em todos os lados, bem como aproveitar o máximo a conquista do tri-campeonato mundial obtido no ano anterior, que o presidente reuniu-se com a cúpula da então CBD e o presidente da CBD teve a idéia de fazer um verdadeiro Campeonato Brasileiro de Futebol que abarcasse todas as regiões do Brasil a terem os seus representantes já que até 1970, as Taças e Copas disputadas até então somente eram concentrados nas regiões Sudeste e Sul, onde esses clúbes participavam, com raras exceções de clubes nordestinos como o Bahia, que faturou uma das Taças Brasil em disputa, se não me engano em 1959. (por favor colegas baianos, me confirmem isso!!).

E foi assim numa conjunção de fatores políticos e esportivos que nasceu o Campeonato Brasileiro de Futebol que todos nós conhecemos hoje.

O primeiro ano teve 20 clubes que disputaram dois turnos na primeira fase, o primeiro dentro dos seus grupos e o segundo contra os do outro grupo. Depois, se dividiram em três grupos de quatro e o primeiro de cada grupo se classificaria para um triangular final.

E que teve um campeão justo e merecido que foi o Atlético Mineiro, cujo time havia jogadores como os Humbertos (Monteiro e Ramos), o lateral Oldair que tinha um faro de artilheiro, os bons atacantes Ronaldo e Romeu Cambalhota e principalmente o artilheiro Dádá Maravilha, um jogador de pouca técnica mas de grande objetividade em fazer gols tanto com a cabeça quanto com os pés comandados pelo brilhante técnico Telê Santana que faria uma bela história no futebol brasileiro.

Os outros dois times que participaram do Triangular, o São Paulo e o Botafogo também tiveram um belo desempenho em 1971 e tinham também seus craques de bola. O São Paulo tinha um tremendo atacante que aterrorizava os goleiros na época que era o Toninho Guerreiro e além dele tinha ótimos jogadores como o atacante Terto, o lateral Forlan (pai do atacante Diego Forlán) e o zagueiro Jurandir.
Já o Botafogo tinha quase uma seleção de bons de bola ou cobras, como era chamado o craque na época como os atacantes Jairzinho e Roberto Miranda e o zagueiro Brito cuja punição devido a agressão ao juíz acabou prejudicando a equipe na reta final do campeonato.

Quanto aos demais clubes, tiveram altos e baixos nessa competição. Os paulistas foram de razoável a boa, todos eles chegaram perto do triangular com exceção da Portuguesa, que não teve um bom desempenho.
E que tinham seus jogadores muito bons também como César Maluco e Fedato no Palmeiras que fariam furor no ano seguinte, Rivelino e Mirandinha no Corinthians e Mazinho e Dicá (sim, aquele mesmo que faria sucesso na Ponte Preta) no Santos. Quanto a Pelé, seu desempenho foi bastante apagado em 1971 onde somente fez um gol, mas pra tristeza dos corintianos, foi contra eles que isso aconteceu com uma bela cobrança de falta.

Os gaúchos tiveram um belo desempenho também. Tanto Internacional como Grêmio quase chegaram ao Triangular mas patinaram na hora H. No Inter tinha bons jogadores como Paulo César Carpeggiani, Valdomiro e Claudiomiro e no Grêmio tinha o atacante Flecha e o argentino Scotta como bons jogadores, bem como Loivo e Torino.

Já a grande surpresa desse campeonato veio do Paraná. O Coritiba que veio sem alarde, fez uma boa campanha nas fases iniciais e por pouco não chegou lá. Mas revelou bons jogadores como Paquito e Tião Abatiá.

Os outros clubes mineiros tiveram campanhas distintas. O Cruzeiro, apesar de ter um belo time em 1971 onde despontava jogadores como Perfumo, Tostão e Wilson Piazza, por muito pouco não se juntou ao seu rival no triangular final e o América MG mostrou um fraco desempenho e caiu fora na primeira fase.

E por fim, os cariocas. O Fluminense e o Vasco fizeram boas campanhas na medida do possível chegando bem longe naquele ano sendo que nesse último, revelou-se o maior artilheiro da história dos Brasileiros, Roberto Dinamite.

O curioso é que ele ganhou esse apelido depois de um jogo contra o Internacional na Segunda fase onde entrou no segundo tempo, jogou uma barbaridade e marcou um belo gol em sua especialidade, o seu chute forte e potente.

Já a grande decepção desse campeonato foi o Flamengo, que teve sérios problemas no ataque e que a equipe como um todo teve fraco desempenho sendo o único dos grandes a ficar de fora da Segunda Fase. Pois é, nem o jovem Zico salvou dessa vez...

Bom, agora sem mais delongas, vamos aos artilheiros:

Com 15 Gols: Dadá Maravilha (Atlético MG)

Com 11 Gols: Mirandinha (Corinthians)

Com 10 Gols: Rivelino (Corinthians); Toninho Guerreiro (São Paulo)

Com 9 Gols: Roberto Miranda (Botafogo); Tião Abatiá (Coritiba); Tostão (Cruzeiro); César Maluco (Palmeiras); Mazinho (Santos)

Com 7 Gols: Oldair (Atlético MG); Cabinho (Portuguesa); Terto (São Paulo)

Com 6 Gols: Caio Cambalhota e Paraguaio (América RJ); Luciano (Santa Cruz)

Com 5 Gols: Jairzinho (Botafogo); Dirceu Lopes (Cruzeiro); Flecha e Scotta (Grêmio); Claudiomiro, Sérgio Galocha e Valdomiro (Internacional)

Com 4 Gols: Lola e Ronaldo (Atlético MG); João Daniel (Bahia); Paulo César (Botafogo); Leocádio e Paquito (Coritiba); Lima (Cruzeiro); Árlem (Internacional); Ademir da Guia, Leivinha e Luís Pereira (Palmeiras); Edu (Santos); Vanderlei (Sport); Dé e Ferreti (Vasco)

Com 3 Gols: Antônio Carlos, Edu Coimbra, Sérgio Lima e Tarciso (América RJ); Romeu Cambalhota (Atlético MG); Baiaco e Caldeira (Bahia); Vítor (Ceará); Rodrigues Neto e Samarone (Flamengo); Jeremias (Fluminense); Loivo e Torino (Grêmio); Betinho, Ramón e Valfrido (Santa Cruz); Dicá (Santos); Buglê (Vasco)

Com 2 Gols: Amauri, Dirceu Alves e Hélio (América MG); Humberto Ramos (Atlético MG); Carlinhos (Bahia); Silva e Zequinha (Botafogo); Adãozinho, Aladim, Pedrinho, Suingue e Vaguinho (Corinthians);  João Ribeiro, Perfumo e Roberto Batata (Cruzeiro); Rogério e Zico (Flamengo); Ivair e Jair (Fluminense); Alcindo (Grêmio); Benê, Braulio e Land (Internacional);
Fedato e Héctor Silva (Palmeiras); Dirceu e Tatá (Portuguesa); Davi (Santos); Carlos Alberto, Everaldo e Zé Roberto (São Paulo); Gijo (Sport); Adilson (Vasco)

Com 1 Gol: Dário, Jair Bala, Julinho e Zé Carlos Generoso (América MG); Badeco, Tadeu Ricci e Zé Carlos (América RJ); Pedrilho, Spencer, Vanderlei Paiva e Zé Maria (Atlético MG); Eliseu e Santa Cruz (Bahia); Careca, Didinho, Nei Oliveira, Paulo César Caju e Tuca (Botafogo); Magela (Ceará); Caíto e Tião (Corinthians); Hermes, Negreiros, Reinaldinho e Rinaldo (Coritiba); Baiano, Eduardo Amorim, Evaldo e Zé Carlos Bernardo (Cruzeiro); Arílson, Fio Maravilha e Tinteiro (Flamengo); Cafuringa, Lula, Marco Antônio e Silveira (Fluminense); Joãozinho e Selmar (Grêmio); Edson e Paulo César Carpeggiani (Internacional); Edu Bala e Eurico (Palmeiras); Basilio, Luisinho, Marinho Perez e Piau (Portuguesa); Eberval (Santa Cruz); Antônio Lima, Jáder, Laírton, Léo Oliveira, Nenê e Pelé (Santos); Gerson, Pablo Forlan e Teodoro (São Paulo); César, Duda e Ubaldo (Sport); Roberto Dinamite e Rodrigues (Vasco)

Com 2 Gols Contra: Jurandir (São Paulo) a favor do Fluminense e do Coritiba respectivamente.

Com 1 Gol Contra: Grapete e Humberto Monteiro (Atlético MG) a favor do Santa Cruz e do Sport respectivamente.
Zé Maria (Corinthians) a favor do América MG
Detinho (Santa Cruz) a favor do Grêmio
Almir e Fraga (Sport) a favor do Coritiba e do Ceará respectivamente.
Miguel (Vasco) a favor do Internacional

Notas do Brasileirão: Foram marcados 419 gols em 229 jogos tendo a média de 1,83 por partida. Se preocupavam mais em dependurar-se na trave do que fazer gols...
O gremista Scotta foi o autor do primeiro gol da história dos Brasileiros contra o São Paulo.
E Detinho, do Santa Cruz, foi o primeiro goleiro a marcar um gol contra na história dos Brasileiros ao soquear a bola para dentro das redes no jogo contra o Grêmio.
E em relação aos hat-tricks, somente houve um jogador a fazê-lo nesse campeonato: foi o atacante João Daniel, do Bahia que marcou três gols contra o Ceará.

Bem, é isso aí. Se gostaram, comentem na seção de comentários e até me corrijam de algum eventual erro que aparecer aí.

Até a próxima com o Campeonato Brasileiro de 1972.