Mostrando postagens com marcador Ídolos do Futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ídolos do Futebol. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Raul Bentancor

Raúl Higino Bentancor Ferraro, meia-atacante, nascido em 1930, na cidade de Montevidéu, Uruguai.

Bentancor começou sua carreira no Danúbio, de Montevidéu. Em 1947, aos 17 anos, estreou entre os aspirantes do clube, mas no fim deste mesmo ano foi promovido à equipe principal, onde ajudou o Danúbio a conquistar o título da 2ª divisão.

Fez parte do histórico plantel danubiano que debutou na 1ª divisão e, um ano depois, já se consolidaria como o principal artilheiro da equipe.

Em seus dez anos de Danúbio, disputou mais de 280 partidas, foi vice-campeão uruguaio em 54 e protagonizou a partida de inauguração do estádio do clube.

Neste ínterim, foi pré-convocado para a Seleção Uruguaia que disputou a Copa de 50, sendo cortado ainda na fase de treinamentos. Como era jovem, ainda teria muitas oportunidades de vestir a camisa celeste, como de fato ocorreu, no Sul-Americano de 53.

Após uma breve passagem pelo Wanderers, também da capital uruguaia, Bentancor, já com 29 anos, recebeu um convite de um amigo que era árbitro contratado da Federação Pernambucana. A diretoria do Sport pedira sua ajuda para contratar um jogador internacional, de preferência goleador e com muita raça, característica peculiar à maioria dos jogadores que fizeram sucesso no Sport. Bentancor encaixava-se perfeitamente neste perfil.

Assim, em 59, Bentancor chega ao Recife para reforçar o Sport, onde encerraria a carreira em 63, aos 33 anos. Antes da aposentadoria, deixaria maravilhada a torcida rubro-negra com seu espírito de liderança e seus toques de classe no meio-de-campo e ataque. Já não tinha mais o ímpeto goleador que o fizera famoso em terras uruguaias, mas tornara-se o "cérebro" da equipe do Sport. Todas as jogadas ofensivas passavam por seus pés.

Com Bentancor no plantel, o Sport sagrou-se bicampeão pernambucano em 61 e 62 e campeão Norte-Nordeste em 63. Em decorrência deste título interestadual, o então presidente da CBD, João Havelange, designou o Sport como representante brasileiro no Torneio de Nova Iorque, quando os rubro-negros ficaram na 3ª colocação, enfrentando equipes de 1ª divisão em seus países, tais como o Oro (campeão mexicano), West Ham United (Inglaterra), Kilmarnock (Escócia), Mantova (Itália) e Munster (Alemanha).

Neste mesmo ano, resolveu "pendurar as chuteiras" e foi convidado a dirigir o plantel do Sport. No ano seguinte, foi para o Central de Caruaru e continuou a sua carreira de treinador em outros clubes brasileiros, como América do Recife, Treze de Campina Grande e Vitória da Bahia.

Regressando a Montevidéu, no final da década de 70, foi convidado a treinar a Seleção Uruguaia de Juniores, conquistando dois títulos sul-americanos e participando de dois mundiais da categoria. Largou o futebol em 88.

Em pesquisa realizada pela revista Placar, uma das mais prestigiosas do país, foi eleito o melhor jogador do Sport em todos os tempos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Samarone

Wilson Gomes, nasceu em Santos-SP, no dia 13 de março de 1946. Atuou pelo Fluminense de 1965 a 1971 tendo conquistado os títulos cariocas de 1969 e 1971 e como mais importante a Taça de Prata de 1970.

Tinha chamado a atenção do noticiário futebolístico em função de que a Portuguesa Santista, time de Santos que na época estava na segunda divisão, e por falta de recursos, havia mesclado pessoas mais experientes com juvenis. Felizmente foram muito felizes numa final dramática, emocionante e muito famosa no futebol brasileiro.
Foi a final da 2a divisão entre a Portuguesa Santista e a Ponte Preta em Campinas onde foi campeão com um gol de sua autoria.

Em seguida o Fluminense o contratou 1965.

Sua transferência para o tricolor foi por indicação de um olheiro. Tim, uma grande figura, o "El Peon", tinha um olheiro em São Paulo, um amigo dele chamado Osvaldinho. Ele já tinha indicações e devido a final em 1965 pela Portuguesa Santista, e com seu gol, o Fluminense - que iniciava a Taça Guanabara de 65 trouxe o jogador em uma semana.

Ainda teve passagens pelo Corinthians (1971), Flamengo (1971) e Bonsucesso.

Conhecido por ser malandro, no sentido futebolístico da palavra, era também um jogador catimbeiro, possuindo malícia inigualável.

Atuou num ataque inesquecível: Cafuringa, Flávio, Samarone e Lula. Quem viu, jamais esquecerá a capacidade deles. Alternavam velocidade (Cafuringa e Lula) com o oportunismo (Flávio). Samarone os servia com enorme categoria e também tinha grande capacidade para finalizar as jogadas.

Nascido de família de classe média, os estudos lhe foram proporcionados, tendo ingressado na Faculdade de Engenharia. Formou-se em Engenharia Civil e trabalhava em Foz do Iguaçu, no Paraná, onde residia.

Apesar de ter começado na Portuguesa Santista diz ser tricolor de coração e até hoje vibra e sofre com nossas conquistas e derrotas.

Como suas principais emoções no tricolor relata sobre um gol num Fla-Flu quando pegou uma bola do meio-campo eu foi limpando, passando por Carlinhos - ex treinador do Flamengo - passando pelo central Onça e ficando de cara com o goleiro Valdomiro, que era um paranaense.

Relembra ainda outros jogos inesquecíveis. Um contra o Cruzeiro em 70, em que o Flu venceu aquele timaço - Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes - ganhamos de 2x1 com uma grande jogada minha. Na verdade eu nunca fui um artilheiro. Eu tive mais participações nas jogadas, influenciando no contexto do resultado. Então todos jogos pra mim foram de extrema importância. Foi grandiosa para mim a passagem pelo Fluminense, eu só tenho grandes lembranças, imagens lindas, só recordações maravilhosas.

O chamado "Engenheiro da Catimba", merece ficar registrado em nossa galeria de ídolos.

Fez parte do plantel tricolor de 1965 a 1971, tendo participado de 212 jogos e marcado 52 gols.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Joaquinzinho

Joaquinzinho nasceu em Pelotas no dia 31 de dezembro de 1934. Aos 16 anos de idade já atuava nas divisões inferiores do Brasil, destacando-se como uma grande promessa. Em 1954 já era uma radiosa realidade, tornando-se titular absoluto no time treinado por Galego. Em 1957 foi negociado com o Internacional. Teve o azar de pegar o Colorado em crise. O Grêmio acumulava títulos e os rubros formavam um time por temporada. Os atletas vitoriosos do Pan-Americano ou haviam sido negociados ou decaiam de produção dando mostras que os anos haviam chegado. Do Inter, Joaquinzinho foi para São Paulo conhecer o caldeirão Corinthiano. Em dois anos teve oito técnicos e inúmeros companheiros, situação típica de um clube do povo sem ganhar títulos há muito tempo. Também não deu certo. Logo foi para o Juventus. No "Moleque Travesso" da rua Javari fez uma excelente temporada e logo foi contratado pelo Fluminense. No tricolor carioca finalmente encontrou as condições de voltar a apresentar o seu grande futebol dos tempos do Xavante. Em 1963, sob a orientação de Fleitas Solich sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo. E no ano seguinte conquistou o Campeonato Carioca. Foi uma grande campanha onde Joaquinzinho foi titular absoluto.
Posteriormente, voltou para o futebol paulista, indo para Campinas defender a Ponte Preta e após o XV de Novembro de Piracicaba. Em 1969 retornou a sua cidade natal, Pelotas, para defender o grande rival de seu clube de origem, o Esporte Clube Pelotas, onde encerrou sua movimentada carreira.
Joaquinzinho considerava que os melhores técnicos que o orientaram foram Tim, Sílvio Pirillo, Martim Francisco e Fleitas Solich. Joaquinzinho foi um atleta polivalente, atuando nas cinco posições mais ofensivas de uma equipe. Preferia atuar como meia-esquerda. Dono de um chute forte e certeiro, marcou inúmeros gols. Declarava que todos foram importantes, não dando destaque especial para nenhum. Desde garoto nunca foi de ir a campo de futebol para assistir os outros atuarem, sempre gostou mais de jogar.

A famosa troca de Joaquinzinho por Pelé

Quando o Santos F.C. excursionava pelo interior do Rio Grande do Sul, o garoto Pelé, então com 16 anos, e que aos poucos ia se firmando na equipe titular do peixe, foi sondado, sem saber, por dirigentes do Brasil, os quais ficaram impressionados com o talento mostrado pelo jovem de canelas finas e corpo franzino, na partida disputada no dia 22/03/57, no empate do Santos diante da equipe Xavante. Essa sondagem deu-se no saguão do Grande Hotel de Pelotas, quando o presidente do Brasil, Carlos Russomano, ouviu do técnico Lula o pedido de liberação do atacante Joaquinzinho, o grande destaque daquele time. O presidente Russomano respondeu que só liberaria o atleta caso o Santos pagasse CR$ 400 mil e cedesse também "aquele negrinho rápido" que o técnico Lula houvera colocado em campo no segundo tempo. O técnico Lula disse que não haveria negócio, pois aquele menino era um talento a ser lapidado e que o clube santista não tinha interesse em se desfazer do jovem craque, pondo fim à conversa.

Fonte: http://www.brasildepelotas.com

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sima

O Pelé do Norte e Nordeste

Autor de mais de 500 gols como profissional, marcados entre 1966 e 1987,o maior goleador do futebol brasileiro no eixo norte-nordeste, o ex-atleta profissional Sima, foi considerado o Pelé do Nordeste. Deixou o futebol profissional em 1987, mas continua atuando no futebol amador regularmente.

Simão Teles Bacelar nasceu no povoado Matões, município de Miguel Alves, interior do Piauí, no dia 7 de março de 1948. Ainda criança foi para Teresina, onde fixou residência. Antes de deslanchar no futebol profissional, Sima disputou o I Torneio Intermunicipal defendendo a Seleção de Barras e terminou como artilheiro principal do certame, com 12 gols, em 1967. A partir de então despontou como um dos maiores goleadores do país.

Jogou profissionalmente no Piauí, Tiradentes, River, Flamengo e Auto Esporte (todos de Teresina), Bahia-BA, Sport-PE, Moto Clube-MA, Rio Negro-AM, Sergipe-SE, Leônico-BA e Ferroviário-CE. Foi dez vezes campeão piauiense e uma vez campeão sergipano. Foi o goleador principal do Campeonato Piauiense em 1968 (10 gols), 1969 (12 gols), 1970 (21 gols), 1971 (16 gols), 1974 (15 gols), 1975 (17 gols), 1977 (33 gols), 1978 (24 gols), 1979 (27 gols) e 1983 (22 gols).

Sima é conhecido no Piauí como a "Lenda Viva" do futebol e como o nordestino mais injustiçado da história pela seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1978. Ele está também na lista dos 20 maiores artilheiros do mundo, segundo a Fifa. Sima, segundo dados do pesquisador, o jornalista Severino Filho, é ainda o maior artilheiro do futebol piauiense, com 265 gols marcdados entre 1966 e 1987, quando encerrou a carreira pelo Ríver, 180 gols à frente do segundos colocado, Valdinar com 85 gols (entre os anos de 1954 e 1963).

Em toda a carreira como profissional, incluindo jogos oficiais e amistosos, soma 550 gols, o que lhe dá a condição de maior artilheiro do Norte/Nordeste do Brasil. Por nunca ter sido punido pela Justiça Desportiva, foi distinguido pela CBF com o Prêmio Belfort Duarte, conferido aos atletas mais disciplinados do país.

Números de Sima em Brasileiros da Série A
Campeonatos disputados: 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1982, 1984, 1986 e 1987.
Total de jogos: 138 partidas disputadas.
Vitórias: 36; empates: 37; derrotas 65.
Gols marcados: 52.
Clubes que mais enfrentou: América/RN, Botafogo/RJ e Ceará/CE, todos em sete ocasiões.

Homenagens
Entre outras homenagens, Sima já foi condecorado com a Ordem do Mérito Renascença do Piauí, no grau de Cavaleiro (pelo Governador Hugo Napoleão, em 1985) e com a Medalha do Mérito Conselheiro Saraiva (pelo Governo Municipal). Em 1996 recebeu o Troféu Nacional Bola de Ouro, em Salvador, pela sua trajetória no futebol. No ano 2000, numa promoção da TV Cidade Verde, que recebeu expressiva votação popular, Sima foi escolhido a Personalidade do Século XX no segmento do esporte. No ano de 2006, a Empresa Correios e Telégrafos (ECT) do Piauí, homenageou Sima e mais doze personalidades com serviço prestado ao futebol piauiense, com Selo de lançamento da Copa do Mundo daquele ano.

Nome: Simão Teles Bacelar
Data nascimento: 07 de março de 1948, em Miguel Alves/PI
Clubes: Piauí, Tiradentes, River, Flamengo e Auto Esporte (todos de Teresina), Bahia (de Salvador), Sport (de Recife), Moto Clube (de São Luis), Rio Negro (de Manaus), Sergipe (de Aracajú), Leônico (de Simões Filho) e Ferroviário (de Fortaleza).
Titulos: Campeonato Piauiense em 1967, 1968 e 1969, pelo Piauí
1974, 1975 e 1985, pelo Tirandetes;
1977, 1978, 1980, pelo River
1982, pelo Auto Esporte
Campeão Sergipano em 1982 pelo Sergipe.

sábado, 7 de agosto de 2010

Fedato

Aroldo Fedato é natural de Ponta Grossa, e veio para Curitiba ainda pequeno. Começou no juvenil do Coritiba em 1939 e estreou no time principal em 1943, substituindo Hans Egon Breyer, o primeiro Coxa-branca da história.

Campeão paranaense por 7 vezes (1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956 e 1957), deixou o futebol em janeiro de 1958, após conquistar mais um título de campeão paranaense para o Coritiba.

Fedato é considerado por muitos como o maior zagueiro da história do futebol paranaense. O outro homenageado será o zagueiro Carazzai, que formou dupla de zaga com Fedato.

Fedato, o melhor zagueiro do Coritiba em todos os tempos
Aroldo Fedato jogou durante 14 anos pelo Coritiba, conquistando 7 títulos paranaenses

Aroldo Fedato é nome indispensável na galeria dos maiores ídolos do Coxa. Foi o jogador com maior tempo de clube e aquele que mais conquistou títulos jogando pelo Coritiba.

Considerado o melhor zagueiro que já jogou nos 94 anos de existência do Coritiba, Fedato esteve na última sexta-feira revendo os amigos do Coritiba. Ele assistiu ao treino da equipe principal no Couto Pereira e foi recebido pelo Vice-Presidente do Clube, Domingos Moro.

Fedato era um jogador dono de um estilo elegante e refinado de jogar futebol. Recebeu em 1951 o troféu Belfort Duarte, concedido por ele ter permanecido 80 jogos sem ser advertido com cartão amarelo ou vermelho.

Jogando pelo Coritiba, Fedato conquistou sete títulos estaduais, nas temporadas de 1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956 e 1957.

Durante o período em que atuou no Coritiba, Fedato também foi integrante de todas as convocações às seleções paranaenses de futebol, numa época em que era mais habitual as competições entre seleções estaduais.

Por isto tudo, o zagueiro Fedato é considerado quase que de forma unânime, como uma das maiores glórias do futebol paranaense em todos os tempos.

domingo, 11 de julho de 2010

Leandro

José Leandro Souza Ferreira, o Leandro, é um dos maiores jogadores da história do Flamengo e está entre os três melhores laterais-direitos do futebol brasileiro em todos os tempos. Era um artista, um estilista. Inteligente, técnico, habilidoso, defendia e atacava com a mesma eficiência. É mais um craque que se consagrou participando da Geração de Ouro do Flamengo, único clube que defendeu em quatorze anos de futebol.

Leandro, que tem a cidade litorânea de Cabo Frio como origem, chegou ao Flamengo em 1976 e já era torcedor de arquibancada do clube. A partir de 1979 começa sua história na lateral-direita Rubro-Negra. Nesse primeiro ano, atuou em diversas posições, apesar de disputar vaga com Toninho Baiano. Disputou 19 jogos e marcou um gol. O Flamengo foi duas vezes campeão estadual com a ajuda do lateral polivalente.

Em 1980, ano em que o Flamengo arrancou para as maiores conquistas de sua história, Leandro ainda penou para se firmar. Disputou apenas 12 dos 70 jogos e marcou um único gol.

O ano definitivo para a afirmação de Leandro no time titular foi 1981, coincidentemente o ano dos títulos da Libertadores e do Mundial, estes com a participação do craque. Ele disputou 56 jogos com dois gols marcados.

A partir daí passou a ser peça fundamental na engrenagem Rubro-Negra no tricampeonato brasileiro de 82/83 e 87, entre outros títulos. Mas, suas pernas arqueadas acabaram o prejudicando na carreira. Leandro sempre teve seguidas lesões nos joelhos e, aos 24 anos tinha uma artrose forte como se tivesse 64 anos. Acabou deixando a lateral para jogar como zagueiro e fez muito sucesso também nessa posição, reafirmando seu talento.

Uma das jogadas inesquecíveis de Leandro com a camisa do Flamengo foi um gol marcado de fora da área, uma bomba contra o Fluminense que decretou a vitória aos 42 minutos do segundo tempo, em 1985. O próprio Leandro afirma que até hoje tem que comentar o lance. Mas não são poucas as histórias de lances do craque. O goleiro Raul Plasman conta que, certa vez, irritado com Leandro, deu um bico na bola num tiro de meta para ele não matá-la. Leandro não só amorteceu a bola com o peito como saiu jogando, driblou dois adversários e ainda ficou gritando depois exaltando sua performance.

Infelizmente as contusões o atrapalharam também na Seleção Brasileira. Disputou a Copa de 82, mas ao todo jogou apenas 27 vezes e marcou dois gols. Deixou de ir a Copa de 86 após se desentender com Telê Santana e abandonar a Seleção.

Encerrou a carreira precocemente em 1988 contabilizando 411 jogos pelo Flamengo. Marcou 18 gols e deixou seus dribles e sua genialidade na memória do torcedor. Chegou a trabalhar no Flamengo com Junior em 1997, dois anos depois foi coordenador do Cabofriense, que tinha Sócrates como treinador. Mas se afastou de vez do futebol. Atualmente administra sua pousada, Pousada do Leandro, em Cabo Frio.

Ficha do Craque
Nome Completo: José Leandro de Souza Ferreira
Data de Nascimento: 17/03/1959
Local: Cabo Frio, (RJ)
Posição: Lateral, Zagueiro e Meia
Número de Partidas pelo Fla: 417
Número de Gols: 14

Histórico
1976-1990: Flamengo
Títulos
Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983 e 1987
Taça Guanabara: 1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 1987
Campeonato Carioca: 1979, 1979 Especial, 1981 e 1986
Taça Libertadores da América: 1981
Mundial Interclubes: 1981

Fontes

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Floriano, O Marechal das Vitórias


Os homens, ao longo de sua existência constroem sua história. A maioria, quando falece cai num esquecimento tal que, se não houver momentos nos quais possam voltar à tona, continuarão no sepulcral vazio a que foram “condenados” pelos seus semelhantes. Essa talvez seja a história de Floriano Peixoto Corrêa, o “Marechal da Vitória”, cuja vida, em rápidos lances procuraremos mostrar.
Não pense o leitor que estamos tentando resgatar a memória de um dos primeiros presidentes da República Brasileira, pois que, seu cognome era “Marechal de Ferro”. Nossa intenção é resgatar a memória de FLORIANO PEIXOTO CORRÊA, um nome que, nas primeiras décadas do século XX fez nome e história no futebol brasileiro.

Floriano nasceu no dia 14 de maio de 1903, na fazenda da “Casca” no município de Itapecerica, MG. Era filho de Francisco Antunes Corrêa e de Dª Maria do Carmo Diniz Corrêa. Seu pai era um republicano de quatro costados e admirador do Marechal Floriano Peixoto. Como o filho nascera forte e robusto, o pai, que desde logo o queria militar, batizou-o com o mesmo nome do Marechal.
Floriano fez o curso primário em Lavras. Na escola mostrou-se um bom jogador de futebol. Tinha também inclinação para o boxe, mas um incidente o fez encerrar precocemente a carreira: num improvisado “combate”, com um potente soco arrancou dois incisivos de um primo de um colega de classe, que se fazia “empresário”. Como a vítima era filho de importante político local, a carreira terminou.
Em 1916, terminados os estudos primários, vai para Barbacena onde matricula-se no Colégio Militar. Naquela cidade jogou no Infantil Futebol Clube, no Mayrinck Futebol Clube e no Paisandú. Segundo sua palavras “cuidava mais do material de futebol do que dos próprios livros”.
No ano de 1919, Floriano, admirado pelos feitos dos gaúchos, resolve pedir transferência para o Colégio Militar de Porto Alegre. Ali, o bom futebol de Floriano o faz integrar o Sport Club Internacional, pelo qual disputou o primeiro campeonato oficial de sua vida.
Com a morte de seus pais, em 1920, Floriano fica sem condições de prosseguir seus estudos e desliga-se do Colégio Militar. Vai então para Caxias do Sul onde integra a equipe do Esporte Clube Juvenil. Apesar do futebol ainda ser considerado amador, pagava-se certa remuneração aos atletas.

De Caxias, depois de perder a classificação para o rival Juventude, Floriano retorna a Porto Alegre e vai jogar pelo Esporte Clube Porto Alegre, disputando o campeonato daquele ano, sendo vice-campeão. Passa, a seguir para o Grêmio de Futebol Portoalegrense, onde sagra-se campeão no ano de 1923. Foi convocado para o combinado gaúcho que disputou, em São Paulo, o Campeonato Brasileiro de Seleções. Os gaúchos foram eliminados.
Decidido a retornar a vida militar, assentou praça na 8ª Cia. de Metralhadoras Pesadas e nessa condição foi convocado pela Liga de Esportes do Exército para fazer parte do selecionado desta Arma para disputar com a Marinha a supremacia do futebol militar. Em jogo realizado no Estádio da Gávea, a Marinha foi derrotada por 2 a 1.
No ano seguinte, 1924, foi transferido para o 3º RI, sediado na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Logo que chegou à então capital federal, Floriano foi convidado pelos dirigentes do Fluminense para defender o tricolor das Laranjeiras. Sua estréia foi num jogo contra o Bangu. Depois de um empate em 4 a 4 no primeiro tempo, o tricolor acabou vencendo por 6 a 5. Seu futebol foi bastante elogiado. Ao final do torneio, o Fluminense tornou-se o primeiro campeão da recém fundada Associação Metropolitana de Esportes Atléticos – AMEA. Essa conquista fez com que os dirigentes tricolores providenciassem sua baixa do Exército. Passa então a morar na sede do clube e tem suas despesas pagas pelos diretores do “Pó de Arroz”.

Em 1925 continua no Fluminense onde é vice-campeão da AMEA. Foi convocado por esta entidade para a disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções. Foram dois jogos contra São Paulo: no primeiro um empate de 1 a 1; no segundo a vitória carioca por 3 a 2.
Seu futebol seguia vistoso e ele ganha o apelido de “Doutor da Bola”. Com isso foi convocado pela então Confederação Brasileira de Desportos – CBD para a seleção brasileira que disputaria o VIII Campeonato Sul Americano de Futebol a ser realizado em Buenos Aires. Apesar de vários contratempos, devido a falta de disciplina no comando da delegação, o selecionado nacional estreou vencendo o Paraguai por 5 a 2. No segundo jogo, uma derrota vergonhosa. Perdemos de 4 a 1 para a Argentina. No terceiro jogo, nova vitória contra o Paraguai, desta vez por 3 a 1. No jogo final, o de desempate com a Argentina, o Brasil cedeu o empate em 2 gols, após estar vencendo por 2 a 0. Com isso a Argentina venceu o torneio.

No ano de 1926, para amenizar a crônica dificuldade financeira por que passava, Floriano, através dos dirigentes tricolores, consegue um emprego na administração do “Jornal do Comércio”. A par disto continua jogando e é promovido a capitão do escrete guanabarino. Nessa condição disputa o campeonato de Seleções daquele ano, que foi vencido pelos paulistas. Contudo, sagra-se campeão desta disputa, em 1927, em jogo que foi assistido por Washington Luis, então Presidente da República.
Apesar de todo o sucesso, Floriano que, na véspera de um importante jogo contra o América, havia rompido seu relacionamento amoroso com a paixão de sua vida – Carmem – foi acusado de “vender-se” ao adversário, não obstante ter esforçado-se para conseguir o empate naquele jogo. Este acontecimento marcou muito a vida de Floriano que então resolveu abandonar o tricolor.
Iniciou o ano de 1928 pensando em não jogar mais futebol. No entanto, por ironia do destino, foi convidado pelo América para fazer parte de sua equipe. E, no América, sagra-se campeão de 1928, ganhando a alcunha pela qual passou a ser conhecido: “MARECHAL DA VITÓRIA”. Também neste ano foi novamente campeão brasileiro.

O ano de 1929 reservava outro dissabor para Floriano. O América qualificou-se para disputar com o Vasco da Gama, a final do campeonato. Foi marcada uma “melhor de três” a ser realizada nas Laranjeiras. Depois do primeiro jogo, que terminou empatado em 1 a 1, Floriano foi procurado por um homem chamado Leonardo Fallabela que lhe propôs um negócio: a confecção de um álbum que destacaria a equipe vencedora. O tal homem insinuou que seria “comercialmente” mais interessante se o Vasco fosse o vencedor, pois a colônia portuguesa no Rio de Janeiro era grande. Depois do segundo jogo, que também terminou empatado em 1 a 1, o tal Fallabela, deu-se as claras: ofereceu 10 contos de réis para Floriano entregar o jogo, o que foi por ele prontamente repelido. Veio o jogo decisivo e nele o Vasco aplicou uma goleada de 5 a 0 sobre o América. Foi a gota d’água que faltava para acusarem-no de venal. Dessa forma, Floriano viu-se fora do América.
Essa situação trouxe-lhe de volta o propósito de abandonar o futebol. Estava resoluto a não mais jogar no Rio de Janeiro, quando foi convidado a envergar a jaqueta do São Cristóvão de Futebol e Regatas, pelo qual jogou o campeonato de 1930. No entanto, o desgosto era grande e Floriano resolveu abandonar o futebol carioca. Partiu em viagem para Belo Horizonte. Visitou a terra nata que há tempos não via e esteve em Carmo da Mata, onde era vigário seu tio materno, o Pe. Galdino Ferreira Diniz.

De Minas foi para São Paulo, onde pretendia visitar outros parentes. A convite dos dirigentes do Barretos Futebol Clube defendeu as cores desse clube por vários meses. Estava na quietude da paz interiorana, desejoso de tornar-se esquecido, quando recebeu um telegrama de Urbano Caldeira para ir morar em Santos e jogar pelo alvinegro praiano. Deixou Barretos em 1º de janeiro de 1931, após atuar num jogo de despedida entre o Barretos F. Clube e a A. A. Bandeirantes, recebendo a renda do jogo como prêmio pelos três meses de sua dedicação àquele clube.
Em Santos, além de jogar pelo alvinegro, Floriano passou a exercer as funções de corretor de café da firma S. A. Levy.
Mesmo em Santos, Floriano não ficou livre de ser envolvido em tentativa de suborno. O Santos disputava como o São Paulo da Floresta o título de 1931. Para tornar-se campeão, o time da hoje Vila Belmiro precisava vencer o Juventus, na Mooca e contar com a derrota do São Paulo para o Corintians, em jogo no Parque São Jorge. Os dirigentes do Santos encarregaram o jogador Feitiço de subornar três atletas juventinos. Indo a São Paulo para cumprir a missão, Feitiço deu carona à Floriano e contou-lhe o plano. Já calejado com os fatos ocorridos no Rio, Floriano conseguiu dissuadir o colega da empreitada e acabaram combinando que o produto do suborno seria por eles gasto em uma bela farra. No dia da decisão o Santos não passou de um empate em 1 a 1 com o “Moleque Travesso” e o São Paulo abateu o Corintians pelo placar de 4 a 1, sagrando-se campeão. E foram os dois para a farra!
O caso foi parar na Comissão de Justiça da Associação Paulista de Esporte Atléticos – APEA -, mas o inquérito acabou arquivado por falta de provas. No entanto, Floriano perdeu o emprego de corretor de café e retirou-se, de novo, para Barretos, de onde foi chamado de volta a Santos para, de novo jogar pela equipe praiana, mas agora na condição de jogador profissional.
Estava Floriano em plena atividade quando estourou a Revolução Constitucionalista de 1932. Apesar de filho de outro Estado que se encontrava em lado oposto, Floriano lutou por São Paulo na condição de soldado do 7º BCR, participando efetivamente dos combates.

No ano de 1933 Floriano publicou GRANDEZAS E MISÉRIAS DO NOSSO FUTEBOL (Flores & Mano Editores, Rio de Janeiro), livro no qual contou todo os lances de sua atribulada vida de atleta, citando nominalmente os dirigentes que tanto lhe fizeram sofrer.
Nesse mesmo ano vem para Minas e torna-se jogador do Clube Atlético Mineiro, participando das temporadas de 1933, 1934 e 1935. Como jogador não conseguiu ser campeão. Entretanto, em 1936, como técnico, deu ao Atlético e a Minas Gerais, o seu primeiro título de expressão, que foi o de CAMPEÃO DOS CAMPEÕES (o Atlético jogou contra o Rio Branco, campeão capixaba, com o Fluminense, campeão carioca e com a Portuguesa de Desportos, campeão paulista), fato enaltecido no hino do Galo Mineiro.
Infelizmente Floriano morreu jovem. Depois de atuar no Atlético retornou ao Rio de Janeiro e contraiu uma tuberculose pulmonar, doença que era terrível àquele tempo. Com o fito de tratar-se foi para Nice, na França, para uma temporada. Depois rumou para Dacar, no Senegal, então colônia francesa onde, para alguns, com o organismo debilitado e a saúde cada vez mais precária teria morrido. Há outros que afirmam que sua morte ocorreu em Oran, Marrocos, igualmente colônia francesa. Morreu em 19 de setembro de 1938.
Findava-se uma vida cheia de lutas e desafios.
Na passagem dos 70 anos do seu desaparecimento, fica registrada a homenagem dos conterrâneos aquele que foi o maior atleta nascido no torrão itapecericano, como preito de resgate a sua memória, para que nunca fique esquecida.

Arquivo: Constantino Barbosa, Itapecericano, Advogado, Professor, Mestre em Direito. Autor em parceria com D. Gil Antônio Moreira de “Itapecerica, sua fé, sua música: história eclesiástica de Itapecerica “ e autor de “União Esporte Clube (Itapecerica): retratos de uma história, 1938-197


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Buião

Ponta-direita veloz e habilidoso, daqueles que driblavam os laterais adversários facilmente e colocavam os companheiros de ataque na cara do gol, João Bosco dos Santos, o Buião, ídolo atleticano na década de 60, se realizou, fora do futebol, numa atividade em que velocidade não é necessariamente sinônimo de qualidade.
O ex-jogador, hoje com 55 anos, é proprietário de uma frota de 32 ônibus, que compõem a Viação Buião. A empresa é concessionária do transporte coletivo na cidade de Vespasiano, a 30 quilômetros de Belo Horizonte.
O ex-atacante montou seu negócio com o dinheira que ganhou nos 18 anos em que foi profissional do futebol, numa época, como faz questão de dizer, em que o rendimento dos principais atletas não era tão grande quanto é hoje.
"Ganhei dinheiro quando fui transferido para São Paulo, por que o futebol mineiro, na época, não pagava muito", conta Buião, referindo-se à negociação de seu passe pelo Atlético-MG para o Corinthians, em 1968. "Foi a maior transação do futebol brasileiro naquele ano", cita o ex-ponta, sem lembrar valores.
O que ele não esquece é que teve direito a 15% e luvas, pagos pelo Timão, dinheiro que permitiu comprar umas Kombis e colocar seu pai, José Sérvulo, o Barão, para atuar no ramo de transporte escolar. Nascia ali a Viação Buião.
Quando encerrou sua carreira, em 1982, no extinto Colorado, do Paraná, Buião voltou a morar em Vespasiano, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, passando a se dedicar integralmente à sua empresa.
E sua dedicação não se limitou aos investimentos. Teve muito suor, trabalho e preocupação. Até de motorista ele trabalhou. "Para economizar, eu mesmo fazia algumas linhas", conta Buião, que sempre teve o apoio de sua família no empreendimento.
Primeiro foi o pai, depois os irmãos - oito dos 14 que são vivos trabalham com ele até hoje. A esposa, a paranaense Maria Aparecida Barros dos Santos, com quem se casou em 1974, trabalhava de trocadora, no ônibus em que ele dirigia. Formada em engenharia química, ela largara um bom emprego público no Paraná para acompanhar o marido em sua nova carreira.
Falecida há dois anos, ela e Buião tiveram três filhos: João Bosco Júnior, 25 anos, Juliano, 19, e Geovanni, 16. Nenhum deles se interessou em jogar futebol e só o caçula quis estudar. Os dois mais velhos trabalham com o pai na "garagem do Buião", como a empresa é conhecida em Vespasiano.
Se não ficou milionário como os grandes craques de hoje, Buião não tem do que reclamar. Leva uma vida tranqüila e se orgulha de gerar 72 empregos. "Já cheguei a ter mais de 80 funcionários, mas tive de reduzir por causa da concorrência dos perueiros", revela.
Nas horas vagas, Buião se divide entre acompanhar os treinamentos do Atlético Mineiro, no CT do Galo, localizado em Vespasiano, e presidir o Valença, principal clube amador da sua cidade. Como consegue manter o físico da época de atleta, ainda arrisca suas peladas aos sábados e domingos.
Buião, apelido que o acompanha desde criança quando era gordinho e que é uma derivação de bujão de gás, praticamente nasceu ponta-direita. Com sete anos já jogava na posição e aos 10 defendia o Vespasiano. Aos 16 disputava a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro pelo Independente, da sua cidade.
Pouco antes de completar 18 anos, em 1964, estreou no Atlético, enfrentando o Paraense, de Pará de Minas. Magrinho, veloz e esperto, Buião fez o gol da vitória, caiu nas graças da torcida e assinou contrato por dois anos no dia seguinte.
Em 1968, ele despertou o interesse de times paulistas e cariocas e foi vendido para o Corinthians, que venceu uma disputa com o Flamengo. A sua estréia no Timão não poderia ter sido melhor. Tinha 11 anos que o Timão não vencia o Santos, o que aconteceu no dia 3 de março, por 2 x 0, gols de Paulo Borges e Rivelino. "Não fiz gol, mas joguei muito bem", conta.
Se dava sorte nas estréias, o mesmo não acontecia nas decisões. "Era o maior pé frio", brinca Buião, que só conseguiu ser campeão uma vez em sua carreira. Pelo Colorado, em 1980. Mesmo assim, o título foi dividido com o Cascavel.
Tanto no Galo quando no Timão, Buião foi substituído pelo mesmo jogador: Vagno José de Freitas, o Vaguinho. "Ele chegava, eu saía", diverte-se. Do Corinthians ele foi para o Flamengo, emprestado por um ano.
Terminado o empréstimo, voltou ao Timão, mas não ficou. Foi emprestado ao Atlético Paranaense, iniciando uma permanência de 10 anos no Paraná, com ligeiras interrupções, quando jogou no Grêmio-RS, Rio Negro de Manaus e Sampaio Corrêa do Maranhão.
Nos clubes por onde andou, Buião era, invariavelmente, comparado a Garrincha. Só que, ao contrário do craque das pernas tortas, ele soube dirgir sua carreira até o ponto final. Como um bom motorista de ônibus.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Badeco

Badeco iniciou sua carreira no América, de Joinville (1965-1967). Depois defendeu o Corinthians (1967-1968), o América do Rio (1968-1973), em 1973 retornou a São Paulo para jogar Portuguesa de Desportos, onde permaneceu até 1978. Em seguida foi para o Comercial de Campo Grande e Juventude.
Um dos grandes ídolos da Lusa e capitão do time campeão Paulista em 1973, Badeco teve a carreira abreviada em razão de um "carrinho" dado pelo ex-jogador Paulo Roberto Falcão. "Eu jogava pelo Juventude, de Caxias do Sul, e estávamos enfrentando o Internacional, de Porto Alegre. Num lance enquanto protegia a bola o Falcão me deu um carrinho e rompi o tendão de Aquiles. Apesar da gravidade da contusão, não vi maldade no lance. Eu acredito que o meu tendão já estava com problemas pois alguns dias antes tinha feito duas infiltrações para aliviar as dores."
Badeco tem uma dívida de gratidão com o ex-jogador Marçal e o volante Dino Sani. "O Dino me orientou muito nos treinos, no Corinthians. Ele me posicionou. Dizia que assim não precisaria correr tanto. Falava da importância da preparação física e da maneira como deveria encarar a profissão. O Marçal cobrava o estudo. Na época, às vezes, ficava irritado com essas recomendações. Hoje dou muito valor aos dois".
Além dos clubes que defendeu, Badeco tem um carinho especial pelo Fluminense e pelo São Paulo. "O meu pai era jogador de futebol do América, de Joinville. Eu tinha uns quatro anos e o Fluminense do Rio foi na minha cidade enfrentar o América. Depois da partida o meu pai ofereceu um churrasco para a delegação do Fluminense. O Didi compareceu e me deu a sua camisa . Em 1957 ocorreu a mesma coisa. O São Paulo foi a Joinvile e depois do jogo o pessoal foi em casa e o Zizinho me presenteou com uma camisa", recorda Badeco. Quem se depara com aquele negro esguio, sempre elegante, 1m86 de altura, barba grande, fala mansa e português correto, nem de longe imagina as dificuldades que teve de superar para chegar até onde se encontra hoje.
Ivan Manuel de Oliveira, Badeco, hoje pode dizer que está com a vida estabilizada. Advogado formado pela Faculdade (hoje Universidade) de Guarulhos, Badeco prestou concurso para a Polícia Federal em 1982. Trabalhou no Serviço de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteira durante 18 anos.É casado com Odete Ramos de Oliveira e tem três filhos, Édson Roberto de Oliveira, Marcelo Fabiano de Oliveira e Elvis Ricardo de Oliveira.
Após abandonar a carreira em 1981 iniciou uma outra atividade ligada ao futebol, a de treinador. "Eu comecei a carreira de treinador nos juniores, aqui na Portuguesa em 1981. Fui auxiliar-técnico do Mário Travaglini aqui na Portuguesa. Depois me transferi para o Bragantino. Em 1982 comecei a atuar na Polícia Federal e me afastei do futebol. Em 1998 retornei para dirigir os juniores e aspirantes da Portuguesa. Em seguida trabalhei no Osasco, Maringá e no ano passado estava no Mauaense". Nesse período de sua vida, Badeco em 1990 concorreu a uma cadeira na Câmara Federal pelo PSDB. Após uma campanha de quatro meses obteve 9.890 votos.
Badeco presidiu uma cooperativa de ex-jogadores, que aguardam uma oportunidade para trabalhar em uma das Escolas de Futebol da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo. O apelido Badedo deve-se ao nome do peixe Badejo. Em Joinville o seu pai começou a ser chamado de Badejo, depois passou para Badeco. Quando o volante da Lusa começou jogar, ainda em Santa Catarina, recebeu o apelido de Badequinho. Ao se transferir para o Corinthians, o técnico Zezé Moreira se aproximou dele e disse: "Um crioulo forte e alto como você não pode se chamar Badequinho. Daqui para a frente será Badeco." Quando era criança o São Paulo foi jogar em Santa Catarina. Após a partida Zizinho lhe deu uma camisa do Tricolor. Anos mais tarde Zizinho foi seu treinador no América do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Manga

Aílton Corrêa Arruda, o Manga para o torcedor brasileiro e, “Manguinha” para os mais próximos como Sandro Moreyra, que o imortalizou como personagem dos seus “causos”, nasceu no dia 26 de abril de 1937, em Recife/PE. Começou a jogar profissionalmente em 1957, aos 20 anos, portanto, defendendo as cores do Sport Recife, onde permaneceu até 1959, transferindo-se de “mala e cuia” para o Rio de Janeiro, para defender as cores do Botafogo de Futebol e Regatas.

Em General Severiano, Manga permaneceu até 1968, depois de defender o clube do seu coração por dez longos anos. Transferiu-se para o Nacional do Uruguai, onde jogou até 1974, depois de ser considerado com um dos maiores goleiros que já atuaram no país, incluindo na relação o próprio uruguaio Mazurkiewicz.

Voltou ao Brasil em 1974 para defender o Internacional de Porto Alegre, onde permaneceu até 1976, fazendo parte de uma das maiores formações do colorado gaúcho: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Pontes (Hermínio) e Vacaria; Falcão, Paulo César Carpegianni e Sérgio Lima (Batista); Valdomiro, Escurinho e Lula.

O antigo arqueiro brilhou no Botafogo, ao lado de verdadeiras feras como Rildo, Jadir, Nilton Santos, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo; e também no Internacional, onde ajudou a formar uma das maiores equipes coloradas em todos os tempos ao lado de Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Perez, Vacaria, Falcão, Batista, Caçapava, Valdomiro, Dario Maravilha, Lula e companhia.

Manguinha ainda defendeu o Coritiba, nos anos 1977 e 1978. Quis o destino do mundo futebolístico que Manga defendesse o Grêmio Portoalegrense, maior rival do Internacional, nos anos 1979 e 1980. Manga ainda defendeu o Barcelona de Guiaquil, no Equador, em 1981 e 1982. Depois se transferiu para os Estados Unidos, onde reside até hoje.

Manga ainda defendeu a camisa da seleção brasileira, fazendo parte da famosa lista de 47 jogadores convocados em 1966. Foi escolhido juntamente com Gylmar para seguir com a seleção para a Copa do Mundo da Inglaterra. Manga foi campeão mundial interclubes pelo Nacional do Uruguai em 1971.
Como se isso não fosse suficiente, Manga integra a Seleção da Revista Placar de todos os tempos do Botafogo e do Internacional. Sem ser espalhafatoso, possuía extraordinário senso de colocação, o que fazia com que os chutes dos adversários fossem calmamente terminar em suas mãos deformadas pelo trabalho. Na decisão do campeonato Brasileiro de 1975, defendendo o Inter, ele simplesmente acabou com as pretensões do Cruzeiro. Pegou uma tortuosa cobrança de falta de Nelinho e chegou a segurar com uma única mão um escanteio. Encerrou a carreira no Barcelona do Equador, em 1982, aos 45 anos.

Defendeu a seleção brasileira em quinze jogos. Ele entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves na partida contra Portugal e não foi feliz, mas não se pode julgar a carreira de Manga apenas pela infelicidade daquele jogo.

Manguinha é considerado o melhor goleiro do Botafogo em todos os tempos. Em 442 partidas, sofreu 394 gols. Sandro Moreyra contava “confidencialmente” que, “às vésperas de jogos contra o Flamengo, Manga dizia para sua esposa: - Pode ir na feira e comprar por conta, que o bicho de domingo é certo.”
Aílton Corrêa Arruda, o Manga, ex-goleiro do Botafogo (RJ), Sport Clube do Recife, Grêmio, Internacional, Operário (MS), Coritiba e da Seleção Brasileira da Copa de 66, trabalhou como treinador de goleiros em Quito, no Equador, e nos Estados Unidos. Lá, onde ensinava futebol, está aposentado e vivendo tranquilamente em Little Havana, na cidade de Miami, na Flórida.

Manga tinha três irmãos boleiros: Manguito, Dedé e Alemão, que se destacaram no futebol pernambucano. O último, inclusive, era zagueiro central e atuou no América do Rio de Janeiro, sendo bom batedor de faltas e pênaltis. Dedé brilhou no Sport Club do Recife.

Há muito tempo fora do Brasil, Manga diz que não sente muitas saudades do país. O ex-goleiro, que nasceu em Recife, no dia 26 de abril de 1937, diz que Marcos, goleiro pentacampeão pela seleção brasileiro, é o que mais se assemelha com ele no estilo de jogar.

Títulos
Campeonato pernambucano de 55, 56 e 57(pelo Sport)
Campeonato carioca de 61, 62, 67 e 68 (pelo Botafogo)
Torneio Rio-São Paulo de 62, 64 e 66 (pelo Botafogo)
Campeonato uruguaio de 69, 70, 71 e 72 (pelo Nacional do Uruguai)
Libertadores de 71 (pelo Nacional)
Mundial Interclubes de 71 (pelo Nacional)
Campeonato gaúcho de 74, 75 e 76 (pelo Internacional
Campeonato brasileiro de 75 e 76 (pelo Inter)
Campeonato Paranaense de 78 (pelo Coritiba)
Campeonato gaúcho de 79 (pelo Grêmio)
Campeonato equatoriano de 81 (pelo Barcelona).

BRIGA COM SALDANHA - O goleiro, que fez 445 partidas pelo Botafogo, deixou o time da Estrela Solitária em 1968. Na época, ele teve um desentendimento com o jornalista e técnico João Saldanha, que acusou o arqueiro de ter-se vendido na final do carioca de 67. Manga deixou saudade aos alvinegros.

Fonte: Texto de José Oliveira Ramos do Jornal “O Pequeno”, de São Luís - MA

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pagão

Considerado um dos maiores craques brasileiros de todos os tempos, dotado de alta técnica futebolística, Pagão foi sempre prejudicado, ao longo de sua carreira, pelo excesso de contusões. Pagão é o ídolo maior do músico e escritor Chico Buarque de Hollanda, que fez até música tendo o jogador como tema. Apontado pelo seu sucessor no Santos, o inesquecível Coutinho, como o maior centroavante de todos os tempos.

Pagão começou no futebol na Portuguesa Santista. Em 1955, veio para o Santos Futebol Clube, onde no mesmo ano conquistou o Paulista. Em 1956, Pagão foi o jogador que mais marcou ao longo de toda a temporada com a camisa do Santos (34 gols). Em 1957 foi o terceiro maior artilheiro (33 gols), baixando para o quarto em duas temporadas consecutivas (1958, 23 gols; e 1959, 31 gols).

Em 1961 e 1962, menos de um degrau na escala de artilheiros do ano, no Santos: foi quinto em 1961 (12 gols) e 1962 (18 gols). Em 1957, atuando 59 vezes (foi o ano em que mais jogou) Pagão foi terceiro mais assíduo, com a camisa Alvinegra da Vila, ao longo da temporada.

Em 1963 saiu do Santos para jogar no São Paulo FC.Também jogou no C.A. Lanús e Jabaquara AC. Faleceu aos 56 anos, em 04 de abril de 1991.

Nome Completo
Paulo César de Araújo
Data e local de nascimento
27/10/1934 em Santos (SP)
Período em que atuou pelo Santos
1955 a 1963

Títulos conquistados
Campeão brasileiro de seleções estaduais em 1956
Campeão Paulista (1955/1956/1958/1960/ 1961/ e 1962)
Campeão Brasileiro (1961)
Campeão Sul Americano (1962)
Campeão do Torneio Rio/São Paulo (1959 e 1963)
Torneio Internacional da FPF (1956)
Torneio Mario Echandi da Costa Rica (1961)
Torneio Pentagonal da Cidade de Guadalajara/México (1961)
Torneio de Paris (1961)

Números
Total de gols assinalados jogando pelo Santos: 159
Total de jogos disputados em defesa do Santos: 345
Total de títulos conquistados pelo Santos: 16
Total de títulos conquistados pela Seleção Paulista: 01
Total de jogos disputados pela Seleção Brasileira: 02

Fonte: http://santos.globo.com/clube_historia_idolo.php?cod=109