quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Samarone

Wilson Gomes, nasceu em Santos-SP, no dia 13 de março de 1946. Atuou pelo Fluminense de 1965 a 1971 tendo conquistado os títulos cariocas de 1969 e 1971 e como mais importante a Taça de Prata de 1970.

Tinha chamado a atenção do noticiário futebolístico em função de que a Portuguesa Santista, time de Santos que na época estava na segunda divisão, e por falta de recursos, havia mesclado pessoas mais experientes com juvenis. Felizmente foram muito felizes numa final dramática, emocionante e muito famosa no futebol brasileiro.
Foi a final da 2a divisão entre a Portuguesa Santista e a Ponte Preta em Campinas onde foi campeão com um gol de sua autoria.

Em seguida o Fluminense o contratou 1965.

Sua transferência para o tricolor foi por indicação de um olheiro. Tim, uma grande figura, o "El Peon", tinha um olheiro em São Paulo, um amigo dele chamado Osvaldinho. Ele já tinha indicações e devido a final em 1965 pela Portuguesa Santista, e com seu gol, o Fluminense - que iniciava a Taça Guanabara de 65 trouxe o jogador em uma semana.

Ainda teve passagens pelo Corinthians (1971), Flamengo (1971) e Bonsucesso.

Conhecido por ser malandro, no sentido futebolístico da palavra, era também um jogador catimbeiro, possuindo malícia inigualável.

Atuou num ataque inesquecível: Cafuringa, Flávio, Samarone e Lula. Quem viu, jamais esquecerá a capacidade deles. Alternavam velocidade (Cafuringa e Lula) com o oportunismo (Flávio). Samarone os servia com enorme categoria e também tinha grande capacidade para finalizar as jogadas.

Nascido de família de classe média, os estudos lhe foram proporcionados, tendo ingressado na Faculdade de Engenharia. Formou-se em Engenharia Civil e trabalhava em Foz do Iguaçu, no Paraná, onde residia.

Apesar de ter começado na Portuguesa Santista diz ser tricolor de coração e até hoje vibra e sofre com nossas conquistas e derrotas.

Como suas principais emoções no tricolor relata sobre um gol num Fla-Flu quando pegou uma bola do meio-campo eu foi limpando, passando por Carlinhos - ex treinador do Flamengo - passando pelo central Onça e ficando de cara com o goleiro Valdomiro, que era um paranaense.

Relembra ainda outros jogos inesquecíveis. Um contra o Cruzeiro em 70, em que o Flu venceu aquele timaço - Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes - ganhamos de 2x1 com uma grande jogada minha. Na verdade eu nunca fui um artilheiro. Eu tive mais participações nas jogadas, influenciando no contexto do resultado. Então todos jogos pra mim foram de extrema importância. Foi grandiosa para mim a passagem pelo Fluminense, eu só tenho grandes lembranças, imagens lindas, só recordações maravilhosas.

O chamado "Engenheiro da Catimba", merece ficar registrado em nossa galeria de ídolos.

Fez parte do plantel tricolor de 1965 a 1971, tendo participado de 212 jogos e marcado 52 gols.

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