segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

C.A. Peñarol

Em cima: Caetano, Mazurkiewicz, Goncalvez, Nelson Díaz, Forlán, Máspoli (Técnico)
Abaixados: Abbadie, Rocha, Spencer, Cortéz, Joya
Crédito: elgatoutopico.blogspot.com/2008_04_01_archive...

Apelido: Peñarol
Nome Real: Club Atlético Peñarol
Fundação: 28/09/1900
Endereço: Magallanes 1721 / Montevideo
Estádio: Las Acacias (18.000)
Uniforme: Listras horizontais pretas e amarelas, preto, pretas
Web Site: http://www.capenarol.com.uy
Principais Títulos

Campeonato Uruguaio: 1900, 1901, 1905, 1907, 1911, 1918, 1921, 1924, 1926, 1928, 1929, 1932, 1935, 1936 ,1937, 1938, 1944, 1945, 1949, 1951, 1953, 1954, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1978, 1979,
1981, 1982, 1985, 1986, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2003.

Copa Libertadores de América: 1960, 1961, 1966, 1982, 1987.
Copa Intercontinental: 1961, 1966, 1982.Supercopa de Campeões Intercontinentais (zona Sudamericana): 1969.

Copa Competencia del Plata, zona uruguaya: 1901, 1902, 1904, 1905, 1907, 1909, 1910, 1916.
Copa Honor Rioplatense, zona uruguaya: 1907, 1909, 1911, 1918.
Copa Estímulo: 1909, 1910.
Copa Mantegani: 1910.
Copa "José Pedro Varela": 1911.
Copa Artigas: 1909, 1910, 1911.
Copa de Honor: 1907, 1909, 1911.
Copa Honor Rioplatense: 1909, 1911, 1918.
Copa Competencia Rioplatense: 1910, 1916.
Torneo Quadrangular (México): 1957.
Torneo Cuadrangular (Chile): 1957.
Primer Campeón Copa Atlántico Sur: 1972.
Campeón Trofeo TAP (África): 1974.
Campeón trofeo Mohamed V (Casablanca): 1974.
Bi-campeón de la Teresa Herrera :1974, 1975.
Campeón del trofeo Costa del Sol: 1975.
Copa Simón Bolívar: 1983.
O Ídolo: Spencer
O maior artilheiro da Libertadores
Nome: Alberto Spencer Alberto Spencer Data de nascimento: 06 de dezembro de 1937
No enorme desdém que o brasileiro nutre pelo futebol dos vizinhos sul-americanos, a morte de um ex-jogador como Alberto Spencer pode passar despercebida. No máximo, receber um parágrafo de pé de página ou na seção de notas descobertas (em que não há imagem) em um noticiário de televisão. Mas o ex-atacante equatoriano, falecido nesta sexta por insuficiência cardíaca após mais de um mês internado, merece todas as honras como um dos grandes jogadores da história do futebol da América do Sul.
Pode-se dizer que Spencer marcou época. O jogador – cujo pai era jamaicano – surgiu no extinto Everest de Guaiaquil, mas defendia o Barcelona em partidas extra-oficiais. Foi o que ocorreu no torneio amistoso organizado para a inauguração do estádio Modelo. Além de Barcelona, foram convidados Emelec, Peñarol e Huracán (ARG). O atacante marcou o primeiro gol da história do estádio, na partida contra o Peñarol. Os uruguaios se impressionaram com a habilidade e o oportunismo do jogador e logo o contrataram.

Pelos carboneros, Spencer se tornou um dos principais atacantes da América do Sul na década de 1960. Ambidestro e dono de cabeçada certeira, foi um dos símbolos do Peñarol que conquistou três títulos e dois vices da Copa Libertadores entre 1960 e 1966. Seus gols se sucediam e logo o equatoriano ganhou status de um dos atacantes mais temidos do continente. Isso em uma época em que jogavam Pelé, Garrincha, Sanfilippo e Artime.
O tamanho de seu futebol era muito grande para o Equador, que, na época, tinha uma seleção que não passava de mais um saco de pancadas na América do Sul. Ciente disso, a federação uruguaia nunca escondeu que queria contar com o jogador na seleção celeste. O máximo que conseguiram foi ver Spencer defender o Uruguai em alguns amistosos, incluindo em uma excursão à Europa.

Em uma das partidas no tour europeu, os charrúas perderam por 2 a 1 para a Inglaterra em Wembley. O atacante do Peñarol fez o único gol uruguaio da partida e chamou a atenção dos ingleses. Como o pai jamaicano de Spencer tinha origem inglesa, a cogitou-se a possibilidade de a FA (federação inglesa) naturalizá-lo com vistas à Copa de 1966, mas o atacante descartou qualquer possibilidade de defender uma seleção que não fosse a equatoriana em jogos oficiais. O fato de nunca ter jogado uma Copa do Mundo diminuiu sua projeção no cenário internacional.
Spencer deixou o Peñarol em 1972. Nos 12 anos em que ficou em Montevidéu, os manyas conquistaram suas maiores glórias, com oito títulos uruguaios, três da Libertadores e dois mundiais. O atacante fez mais uma temporada no Barcelona antes de encerrar a carreira.
Seus feitos evidenciam a importância de Spencer em sua época. Até hoje, o atacante é considerado o maior jogador da história do Equador, que já deixou de ser uma nação futebolisticamente insignificante. Além disso, ele tem a impressionante marca de 54 gols marcados em Libertadores, marca que dificilmente será igualada um dia (o vice-líder na artilharia histórica da competição é o uruguaio Fernando Morena, com “apenas” 37). Outro número importante é o de seis gols marcados em Mundiais Interclubes. Apenas um jogador tem índice melhor: Pelé, com sete.

Depois de deixar o futebol, Spencer voltou ao Uruguai. Em 1983, foi nomeado cônsul honorário do Equador em Montevidéu e, 21 anos depois, foi promovido a cônsul geral do Equador no Uruguai. Em 14 de setembro de 2006, durante um check up de rotina, o ex-atacante sofreu um ataque cardíaco. Foi internado imediatamente e estava em tratamento desde então. Chegou a ser transferido para uma clínica em Cleveland, mas não resistiu e morreu em 3 de novembro.
Sua morte é um choque para os dois países em que teve como pátria. De Cleveland, seu corpo irá a Guaiaquil, onde será velado a pedido do governo equatoriano. No dia seguinte, Spencer irá a Montevidéu, onde será velado novamente e enterrado. Várias homenagens são esperadas, como a eventual mudança de nome do estádio Modelo de Guaiaquil para Alberto Spencer.
Ubiratan Leal
Fonte: www:balipodo.com

História
Dizem os cânticos, com veneração e paixão, que será eterno como o tempo e florescera em cada primavera. É o Clube Atlético Peñarol, velho caminhante do futebol do Rio da Prata. As suas raízes remontam a 1890, quando a Empresa central de Caminho de ferro, dirigida por ingleses, decidiu erguer as suas novas instalações numa povoação dos arredores de Montevidéu, onde muito tempo atrás se instalara um agricultor italiano de nome Pedro Pignarolo (que em castelhano lê-se piñarolo). Com o tempo, o nome foi sendo moldado pelos locais, dando origem ao chamado pueblo de Peñarol.
Em 1891, Mister Roland Moor, presidente da companhia, decidiu criar uma instituição desportiva, destinada à prática do futebol, a que deu o nome de Central Uruguai Railway Cricket Club, o CURCC, sendo suas cores, o preto e amarelo da empresa ferro carril.
Seria só em 1913 que, no decorrer de uma entusiasta assembléia, surge a ideia de mudar o nome do clube, de forma a ficar clara a sua gênese uruguaia. O nome eleito seria, sem contestação, o da povoação onde nascera: Peñarol. Era o nascer dos primeiros grandes mitos aurinegros, como Juan Pena, Mazzucco, Los Camacho, Mañana, Isabelino Gradín, Acevedo e o elegante José Piendibene, que, grande goleador, nunca festejava os seus golos por respeito aos adversários. É então por esta época, meados dos anos 10, que nasce uma visceral rivalidade, que atravessaria o tempo, entre os dois maiores clubes do Uruguai: Peñarol e Nacional, os monstros de Montevidéo.
Em 1918 o Peñarol faria história no campeonato uruguaio com uma equipe que alinhava grandes valores do futebol, que poderia medir forças com qualquer quadro do orbe sem menoscabo.Eram eles:Roberto Chery, José Benincasa e Pedro Rimolo (Alfredo Granja); Juan Pacheco, Juan Delgado e J.Delacroix; José Perez, Armando Artigas, José Piendibene, Isabelino Gradín e Antonio Campolo.A conquista do torneio nacional deste ano acabou com a supremacia do Nacional que vinha de um tri-campeonato.

Em 1921,durante a presidência de Julio Maria Sosa, surge a iniciativa de construir um estádio perto do famoso balneário montevideano de Pocitos,que chegou a abrigar alguns jogos do primeiro Campeonato Mundial de Futebol em 1930. Esse estádio foi demolido nos anos 40.
Na história do Peñarol figura o primeiro titulo nacional da era profissional, em 1932, mas apesar da presença de nomes grandes do fútbol uruguaio, como Pedro Young (El Tigre), Luis Matozzo (El Grande), Ernesto Mascheroni (prodigioso esquerdino), Obdulio Varela (El Negro Jefe), e, entre outros, Álvaro Gestido, imponente defensor que fez história ao travar e vencer o épico duelo com o avançado argentino Peucelle na final do Mundial de 30, as décadas de 30 e 40 foram de domínio do Nacional.

COBRELOA (CHI) 0 x 1 PEÑAROL (URU)
Data: 30/11/1982
Copa Libertadores das Américas / Final
Local: Estadio Nacional / Santiago
Juiz: Jorge Eduardo Romero (ARG)
Auxiliareas: Carlos Espósito (ARG) e Arturo Ithurralde (ARG)
Público: 74.350
Gol: Morena 90
COBRELOA: Oscar Wirth, Eduardo Hernán Gómez, Mario Soto, Hugo Tabilo (Sergio Martínez 57), A.Alarcón, Enzo Escobar, Hugo Rubio, Víctor Merello, Jorge Siviero, Rubén Gómez, Washington Olivera (Juan Carlos Letelier 57) / Técnico: Vicente Cantattore
PEÑAROL: Gustavo Fernández, Víctor Hugo Diogo, Nelson Gutiérrez, Walter Olivera, Juan Vicente Morales,
Miguel Bossio, Mario Saralegui, Ernesto Vargas (Daniel Rodríguez 27), Jair Gonçalves, Fernando
Morena, Venancio Ramos / Técnico: Hugo Bagnulo
Obs: Peñarol Campeão da Libertadores das Américas

DEPORTIVO MUNICIPAL (BOL) 1 x 2 PEÑAROL
Data:13/02/1966
Taça Libertadores das Américas
Local: Estadio Hernando Siles Suazo / La Paz
Juiz: Roberto Goicoechea (ARG)
Público: 11.000
Gols
: Abbadie 25, Caínzo 53, Spencer 80
DEPORTIVO MUNICIPAL: Vizcarra, Oscar Quiroga, Espinoza, Montes, Roberto Caínzo, Centeno (Arturo Torres), R.Quevedo, J.Torres, Moyano, Dimeglio, Atilio Aguirre
PEÑAROL:Ladislao Mazurkiewicz, Juan Vicente Lezcano, Luis Alberto Varela, Pablo Forlán, Néstor Gonçalves, Tabaré González, Julio César Abbadie, Julio César Cortés, Alberto Pedro Spencer, Ernesto Ledesma, Juan Víctor Joya / Técnico: Roque Gastón Máspoli

PEÑAROL (URU) 1 X 0 BARCELONA (ESP)
Data: 13/08/1974
Torneio de Paris / Semifinal
Local: Paris / França
Gol: Morena 77
PENAROL: Walter Corbo, Sandoval, H. Fernández, M.González, Nelson Acosta,
Mario Zoryez, José Cruz (V.García), Unanue, Morena, Ramón
Silva, Julio César Jiménez (Quevedo).
BARCELONA: Mora, Rifo, Gallego, Torres, De La Cruz, Juan Carlos, Rechack,
Johan Neeskens, Johan Cruyff, Asensi, Clares.

PEÑAROL (URU) 3 x 2 BORUSSIA MÕNCHENGLADBACH (ALE)
Data: 15/08/1974
Torneio de Paris / Final
Local: Paris / França
Gols: Heynckes 23, 57, Quevedo 65, 80, Morena 13 prorrogação
PEÑAROL: Walter Corbo, Sandoval, Acosta, M. González, V. García, Zoryez,
José Cruz (Santelli), JC. Jiménez (Unánue), Morena, Silva, Quevedo
BORUSSIA MÕNCHENGLADBACH : Kleff, Bonhoff, Klinkhamer, Berti Vogts, Simonsen, Wittkamp, Hilkes, Stielike, Kostner, Koebbel (Rosnel 69´), Josef Heynckes

VASCO DA GAMA (RJ) 3 X 1 PEÑAROL (URU)
Data : 20/06/1997
Super Copa da Libertadores 1997/ Fase Preliminar
Local : Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro : Félix Benegas
Público : 1.681
Gols : Souza 11, Juninho 17, Aguirregaray contra 29/1º e Pimentel 07/2º
Expulsão : Fabrício Eduardo e Garcia
VASCO DA GAMA: Caetano, Pimentel, Alex, Odvan, Felipe, Fabrício Eduardo, Luisinho, Juninho (Moisés), Ramón, Brener (Nasa) e Luís Cláudio (Wagner)Técnico : Antônio Lopes
PEÑAROL: Alves, Garcia, Aguirregaray, De Los Santos, Lima (Adinof), Souza (Cancela), Rotundo (Gonçalves), Tais, Pacheco, Aguilera e De Lima
Técnico : Gregório Perez

PEÑAROL (URU) 1 X 1 RACING CLUB (ARG)
Data: 04/08/1998
Copa Mercosul
Local: Estadio Centenario / Montevideu
Juiz: Antônio Pereira (BRA)
Auxiliares: Francisco Dacildo (BRA) e Milton dos Santos (BRA)
Público: 22.000
Gols: Lux 10, Pandiani 76
PEÑAROL: Claudio Flores, Luciano Barbosa "CAFÚ", José Herrera, José Enrique De los Santos, Serafín García, Mario Barilko, Nicolás Rotundo, Pablo Bengoechea(WalterPandiani),
Gabriel Cedrés, Antonio Pacheco (Andrée González), Luis Alberto Romero / Técnico: Gregorio Pérez
RACING CLUB: Albano Bizarri, Andrés Gaitán (Sergio Zanetti), Diego Capria, Claudio Ubeda, Jorge Reinoso, Gonzalo Gaitán, Pablo Michelini, Javier Lux, Marcelo Delgado, Maximiliano Estévez (Facundo Villalba), Rodolfo García (Fabio Giménez) / Técnico: Angel Cappa

BRASIL (RS) 1 X 0 PEÑAROL (URU)
Data: 31/07/2005
Amistoso Internacional
Local: Estádio Bento Freitas / Pelotas
Arbitro: Vinícius Costa
Auxiliares: Marcelo Silva e Cláudio Gonçalves.
Expulsões: Lavie e Gaglianone
Gol: Silvano 26/1º
BRASIL: Fernando; Borges Neto (Serginho), Aládio, Rudi e Evaldo; Paulinho, Careca, Marcos Tora e Jé (Guilherme); Silvano (Clodoaldo) e Zulu (Cleber) / Técnico: Rogério Zimmermann.
PENÃROL: Claudio Flores; Ramirez (Reyes), Mieres e Alonso (Varela); Rotundo (Diego Rodriguez), Cesaro (Pablo Gaglianone), Fadeuilli (Tejera), Sebastián Maz (Dario Varela) e Miguel Lavie; Ruso (Correa) e Pizzichilo / Técnico: Fernando Moreno.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Futebol Atualidade: 110 anos de tradição jogados no lixo

Vasco se despede da primeira divisão
Criação: Ricardo Oliveira

O dia 07 de Dezembro de 2008 vai ficar marcado na memória de todo vascaíno como o pior dia da história de tradição do Clube de Regatas Vasco da Gama, o gigante da colina não suportou a pressão e foi rebaixado à série B do campeonato brasileiro, saindo do seleto grupo de clubes que nunca deixaram de disputar uma só edição do campeonato mais disputado do mundo. A derrota de 2 a 0 para o Vitória em pleno São Januário lotado fez o cruzmaltino amargar o rebaixamento em antepenúltimo, além do Vasco, Ipatinga, Portuguesa e Figueirense também cairam.

O triunfo contra o Coritiba no domingo passado fez o torcedor vascaíno ter um fio de esperança em relação a permanência na primeira divisão do campeonato e por isso o estádio de São Januário estava lotado e não tinha um torcedor que não acreditasse no objetivo que era a vitória. Com um clima de final de campeonato os cruzmaltinos gritaram, festejaram e idolatraram cada jogador em campo, do goleiro Rafael ao atacante Edmundo, aliás, o "animal" foi o mais festejado desta tarde de agonia.

Além de buscar a vitória, o Vascão dependia de mais dois resultados para escapar da segundona e em um deles, o Flamengo deveria vencer. Logo no começo do jogo do Fla, Toró marcou contra colocando o Atlético-PR em vantagem o pensamento era: "Será que eles vão entregar?", porém o torcedor estava com o time e cantava "É só ganhar, Vasco" como se o Vascão só dependesse dele próprio para escapar. O gol de Leandro Domingues, no momento em que o time carioca dominava a partida, deu um banho de água fria nos ânimos dos jogadores.

Nos outros jogos, o Atlético-PR ampliava contra o Flamengo e a última esperança, mesmo que pouco provável, estava nas derrotas de Figueirense e Náutico. O time lutava, batalhava, brigava... Mas a bola, aquela que sempre foi parceira nos momentos de glória, nos gols dos títulos brasileiros e da Libertadores não queria entrar, hora por incompetência dos jogadores vascaínos, hora por puro charme que a redonda sempre gostou de fazer.

O segundo tempo começou e a situação mudou um pouco, o Flamengo diminuíra a vantagem paranaense, o Figueirense empatou contra o Inter pouco depois e Náutico e Santos insistiam no 0 a 0, o que já era esperado. A equipe vascaína ainda era guerreira, o técnico Renato Gaúcho buscava opções, mas sua defesa, talvez muito nervosa com o rebaixamento tão próximo insistia em dar espaços para os ataques do sempre periogoso Marquinhos. Porém a torcida fez o Vasco jogar para cima, Leandro Amaral, Mádson e Edmundo tiveram inúmeras chances de empatar o jogo, mas pararam nas defesas de Gléguer.

O clima em São Janúario foi ficando tenso e o que era ruim piorou quando o Figueirense virou a partida sobre o Internacional, agora, mesmo que conseguisse vencer, o Vascão não escaparia da queda. E após outra oportunidade perdida, desta vez com Jorge Luíz, o Vitória jogou a segunda pá de terra calando o caldeirão cruzmaltino. Ricardinho fez boa jogada e bateu cruzado, a bola tocou em Rafael e foi entrando devagarinho e Adriano chegou de carrinho para conferir o segundo gol.

Nesse momento, o meia Pedrinho ficou chorando à beira do gramado, ele participou do momento mais feliz da história do Vasco, a conquista da Libertadores e agora presenciava o mais triste e sem poder fazer nada. Não havia mais forças para reação e aos poucos as outras partidas foram acabando com a confirmação das vitórias de Atlético-PR e Figueirense. O árbitro Alício Pena Júnior apitou o fim do jogo e o inicio de um marco na história do futebol brasileiro que viu mais um de seus IMENSOS clubes ser rebaixado.

O torcedor do Vasco, acostumado com vitórias, não soube como reagir diante de tanta angústia e chorou o choro dos justos, o choro da paixão pelo clube da cruz de malta, um mais exaltado e de cabeça quente subiu na marquise de São Januário e ameaçou se jogar de lá de cima, mas foi resgatado pelos bombeiros. Assim como no início da postagem eu cito, 07 de Dezembro de 2008, o Vasco sai de um seleto grupo e vai fazer parte de outro onde se encontram grandes clubes, a angústia do rebaixamento. Não é o fim do mundo, é o começo de uma nova fase

VASCO 0 X 2 VITÓRIA
Estádio:
São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

Data/hora: 7/12/2008 - 17h (de Brasília)

Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa-MG)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Helberth Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Odvan e Madson (VAS); Marcelo Batatais (VIT)
GOLS: Leandro Domingues, 23'/1ºT (0-1); Adriano, 29'/2ºT (0-2).
VASCO: Rafael, Wagner Diniz, Jorge Luiz, Odvan e Johnny (Leandro Bomfim, 11'/2ºT); Jonílson, Mateus (Faiolli, 24'/2ºT), Madson e Alex Teixeira; Leandro Amaral e Edmundo. Técnico: Renato Gaúcho.
VITÓRIA: Gléguer, Wallace, Leonardo Silva, Marcelo Batatais e Marcelo Cordeiro; Vanderson, Renan, Willians (Ricardinho, 27'/2ºT) e Jackson (Kleiton Domingues, 40'/2ºT); Leandro Domingues e Marquinhos (Adriano, 22'/2ºT). Técnico: Vágner Mancini.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Miscelânea



CORINTHIANS (SP) 2 x 0 AMÉRICA (RJ)
Data: 24/01/1982
Taça de Prata
Local: Estádio do Pacaembu
Árbitro: Luís Zettermann Torres
Público: 18.352
Gols: Mário 10 e 27/1º
CORINTHIANS: César, Zé Maria, Gomes, Wagner e Wladimir; Biro Biro, Paulinho (Dicão), Zenon; Eduardo, Mário e Joãozinho / Técnico: Mário Travaglini.
AMÉRICA: Ernâni, Chiquinho, Duílio, Eraldo e Aírton; Pires, Nélson Borges (Moreno), Elói; Porto Real (João Carlos), Gilberto e Gílson Porto / Técnico: Dudu.

PAULISTANO (SP) 2 x 1 PALESTRA ITÁLIA (SP)
Data:
08/10/1916
Campeonato Paulista
Local: Campo da Chácara da Floresta / São Paulo
Árbitro: Charles Miller
Gols: Maurício 20, Lino 32, Bianco 33
PAULISTANO: Stillitano, Orlando, Sérgio, Nélson, Rubens Salles, Benedicto, Zonzo, Mário Andrada, Maurício, Lino, Madureira
PALESTRA ITÁLIA: Fabbrini, Grimaldi, Bianco, Bertolini, Fabbi, De Biase, Gobato, Dante Vescovini, Bernardini, Savério, Severino

CLUBE DO REMO (PA) 2 X 1 CEARÁ (CE)
Data: 17/12/1969
Torneio Norte-Nordeste
Local: Estádio Evandro Almeida / Belém Remo 2 x 1 CEA¬RÁ,
Arbitro: Guálter Portela Filho
Renda: NCr$ 42.893,00
Público: 11.534
Gols: Rubilofa 07 e Neves 20, Marcos 28/2º
REMO: François, Mesquita, China, Nagel, Luciano Oliveira, Angeli Tavares, Carlitinho, Birungueta, Zequinha, Rubilota (Siretô) e Neves
CEARÁ: Ita, Daniel, Cícero, Laudenir, Carlindo, Gojoba, Magela, Dote (Chiclets), Zezinho, Gildo e Didi (Marcos)

FLUMINENSE (RJ) 2 X2 LINHARES (ES)
Data: 18/02/1994
Copa do Brasil
Local: Estádio Manoel Schwartz / Laranjeiras
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Gols: Arildo 16, Mário Tilico 17/1º, Rocha 11, Wallace, 38/2º
FLUMINENSE: Ricardo Cruz; Júlio César, Luiz Eduardo, Márcio Baby, Branco; Dudu, Luiz Antônio (Márcio Costa), Luiz Henrique, Rogerinho (Wallace); Mário Tilico, Ézio / Técnico: Carlos Alberto Torres
LINHARES: Hiran; China (Cerezzo), Luciano, Sacola, Rogério Tatú; Rocha, Índio (Roberto), Cassio; Rossi, Dico Maradona, Arildo / Técnico: Jorge Isaías Pelissari França

SANTOS (SP) 8 X 3 DEPORTIVO MUNICIPAL (PER)
Data:
30/011963
Amistoso Internacional
Local: Estádio Nacional / Lima
Juiz: Alberto Tejada
Público: 24.383
Gols: Cuadra 05, Coutinho 07, Pelaez 14, Pepe 23, Pelé 32, Dorval 40/1º, Guevara 22, Pelé 31, Pepe 38, 43, Pelé 44/2º
SANTOS: Gilmar (Laércio); Dalmo e Mauro (Olavo); Mengálvio, Calvet e Hamilton; Dorval (Nenê), Tite (Luís Cláudio), Coutinho, Pelé e Pepe
DEPORTIVO MUNICIPAL: Cartena (Felandro); Bravo e Eduardo Gonzalez; Iasetick, Mário Gonzalez e Silva; Cuadra, Guevara, Pelaez, Basquez e Mosquera.

XV DE JAÚ (SP) 0 x 2 FERROVIÁRIA (SP)
Data: 18/01/2003
Amistoso Estadual
Local: Estádio Municipal de Bariri
Árbitro: Augusto Fernando Pícolo
Assistentes: João dos Santos e Valter de Moraes
Gols: Danilo 05 e Didi 27/1º
XV DE JAÚ: Nivaldo; Augusto, Gilmar, Emerson e Luisinho (Rogério); Rodrigo (Douglas), Chico, Normando e Ângelo; Fabinho e Ânderson (Guto) / Treinador: Nilton Santana.
FERROVIÁRIA: Claudinei (Milton); Paulo Roberto (Jair), Otacílio, Toninho e Marcelo Augusto (Birinha); Maranhão, Luisão (Brazorotto), Carlinhos (Rodrigo Dias) e Giu (Marcel); Danilo (Diogo) e Didi (Lei) / Treinador: Zé Humberto.

MOGI MIRIM (SP) 3 X 1 AMÉRICA (SP)
Data: 19/3/1987
Campeonato Paulista
Local: Estádio Vail Chaves / Mogi Mirim
Árbitro: Flávio de Carvalho
Expulsões: Dácio e Aroldo.
Público: 6.000
Gols: Carlos Alberto Seixas 43/1º, Silvinho 21 s, Jair Neves 15 e Seixas aos 33/2º
MOGI MIRIM: Fernando; Ederson, Cardoso, Roberto e Aroldo; Antônio Carlos, Ivair e Henrique (Osmar); Silvinho, Carlos Alberto Seixas e Antônio Carlos II (Claudinho). Técnico: José Roberto Fernandes.
AMÉRICA: Marola; César, Jair Neves, Roberto Fonseca e Brasinha; Detti, Roberto Cavalo e Marcelo; Dácio, Ricardo e Claudinho (Gil Catanoce). Técnico: Julinho Barcellos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Grandes Clássicos

Famosa bicicleta de Pelé
Crédito: http://futebol.incubadora.fapesp.br/portal/bicicleta/pele2.jpg

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 0 CORINTHIANS (SP)
Data:
31/05/1953
Torneio Rio-São Paulo
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Árbitro: João Etzel Filho
Gol: Chico
VASCO DA GAMA: Osvaldo Baliza, Augusto,Bellini, Ely do Amparo, Jorge, Mirim,
Sabará, Maneca, Vavá (Genuíno), Alvinho (Ipojucan), Chico / Técnico: Flávio Costa
CORINTHIANS: Cabeção, Homero, Olavo, Idário (Lorena), Goiano, Cláudio, Luizinho,
Baltazar (Nardo), Roberto (Julião), Carbone, Souzinha/ Técnico: :Ratto
VITÓRIA (BA) 7 x 1 BAHIA (BA)
Data: 02/07/1948
Torneio Quadrangular 1948
Local: Estádio da Graça / Salvador
Juiz: Antônio Bernardo Ferreira
Gols: Carlito (3), Jaime (2), Tombinho e Dario; Gaucho
VITÓRIA: Sales, Valder e Lilico; Celino, Mundinho e Augusto; Tombinho, Cacuá, Carlito, Jaime e Dario.
BAHIA: Zaluar, Bahiano e Laranjeiras; Mario, Tourinho e Pratts; Mozart (Gaúcho), Arquimedes, Siri, Velau e Elisio.

INTERNACIONAL (RS) 0 X 0 FLUMINENSE (RJ)
Data: 07/08/1971
Campeonato Brasileiro
Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: José Favilli Neto (SP)
Renda/público: CR$ 48.235 / 9.758
INTERNACIONAL:
Gainete, Édson Madureira, Pontes, Hermínio e Jorge Andrade; Tovar e Carbone; Valdomiro, Bráulio, Claudiomiro, Land e Dorinho / Técnico: Dino Sani.
FLUMINENSE: Vitório, Oliveira, Silveira, Assis e Toninho; Denílson e Didi; Cláudio, Ivair, Lula e Wilton (Mickey) / Técnico: Zagallo.

VASCO DA GAMA (RJ) 5 X 3 SANTOS (SP)
Data : 26/08/1995
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Da Vila Belmiro (Santos - SP)
Arbitro : Antônio Pereira Da Silva
Público : 5.670
Gols : Pintado 01/, Macedo 12, Leonardo Pereira 42/1º, Leonardo 04, Valdir 27, Juninho 29, Jamelli 32/ e Valdir 44/2º
VASCO DA GAMA: Carlos Germano, Pimentel, Ricardo Rocha, Tinho, Jefferson, Nélson, Charles Guerreiro, Juninho (Geovani), Yan (Sídney), Valdir e Leonardo Pereira / Técnico : Jair Pereira
SANTOS: Edinho, Marquinhos, Jean, Cerezo, Piá (Robert), Gallo, Pintado, Marcelo Passos (Carlinhos), Geovani, Macedo e Jamelli (Wellington) / Técnico : Joãozinho

CRUZEIRO (MG) 4 x 2 SÃO PAULO (SP)
Data: 06/04/2003
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Morumbi / São Paulo
Árbitro:
Giuliano Bozzano (SC)
Gols: Alex 11; Deivid 14/1º, Luís Fabiano 03; Deivid, de pênalti 07; Luís Fabiano, de pênalti 16; Deivid, de pênalti 22/2º
CRUZEIRO: Gomes, Luisão, Edu Dracena, Thiago, Maurinho, Recife, Martinez, Alex (Wendell), Leandro, Deivid (Jussiê), Aristizábal (Marcelo Ramos) / Técnico: Vanderlei Luxemburgo
SÃO PAULO: Roger, Gabriel (Marco Antonio), Jean, Gustavo Nery, Fabiano, Fábio Simplício, Júlio Batista, Ricardinho, Kléber (Paulo Klaus), Luís Fabiano, Reinaldo / Técnico: Oswaldo de Oliveira
Cartões amarelos: Maurinho, Aristizábal, Thiago, Alex, Augusto Recife, Wendell (Cruzeiro); Luís Fabiano, Fabiano e Ricardinho (São Paulo)

ATLÉTICO MINEIRO (MG) 2 x 0 PALESTRA ITÁLIA (MG)
Data: 25/10/1936.
Campeonato Mineiro de 1936.
Local: Estádio Antônio Carlos / Belo Horizonte
Árbitro: Raimundo Sampaio (MG)
Expulsão: Niginho
Gols: Paulista (2)
ATLÉTICO MINEIRO: Kafunga; Florindo e Quim; Zago, Alcindo e Bala; Paulista, Sandro, Guará, Bazzoni e Resende / Técnico: Said Paulo Arges.
PALESTRA ITÁLIA: Geraldo I; Tião e Jovem; Chiquito, Carazzo e Caieira; Pantuzzo, Orlando, Niginho, Camillo e Bengala / Técnico: Nello Nicolai.

BOTAFOGO (RJ) 3 x 0 FLUMINENSE (RJ)
Data:10/11/1963
Campeonato Carioca
Local:Maracanã.
Árbitro:Amílcar Ferreira.
Gols:
Roberto Miranda, Quarentinha e Amoroso.
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nílton Santos e Rildo; Élton e Arlindo;
Roberto Miranda, Amoroso, Quarentinha e Jairzinho / Técnico: Paraguaio.
FLUMINENSE: Castilho, Carlos Alberto Torres, Procópio, Dari e Altair;
Oldair e Joaquinzinho; Edinho, Manuel, Ubiraci e Escurinho / Técnico: Fleitas Solich.
Obs: Altair foi expulso.

Futebol Atualidade: Festa do Colorado

INTER É CAMPEÃO DE TUDO!!


D´Alessandro é erguido, esse foi o primeiro título internacional do argentino

Em uma noite de festa no Rio Grande do Sul, o Internacional sofreu, mas conquistou o título que faltava para fechar a sua galeria de grandes conquistas e é agora, junto do Boca JR, o time mais vitorioso das américas, com todos os campeonatos possíveis a um time brasileiro conquistados.

A noite era tensa, mesmo jogando por um empate dentro de casa, os jogadores e torcedores colorados sabiam que a noite não seria fácil. O Inter tinha um desfalque importantíssimo, o meia Guiñazu foi expulso no primeiro jogo e ficou de fora, sendo substituído por Andrezinho.

A bola rolou com o Inter melhor na partida, as principais oportunidades eram coloradas, mas a bola não entrava. Numa das poucas oportunidades, o argentino D´Alessandro passou pela zaga com muita raça, mas concluiu sobre a meta de Andújar. Pelo lado argentino, os apoiadores também tinham dificuldade para armar jogada devido a bem postada defesa do Inter, inclusive com o jovem Danny Morais, que substituia Índio.

Com tanta dificuldade de furar o bloqueio, o técnico Tite se sentiu obrigado a trocar as principais jogadas de ataque do Internacional. As jogadas quase sempre pelo meio com Alex, foram trocadas pelas laterais, com Marcão e Bolívar. Numa dessas jogadas o Inter criou sua principal oportunidade no primeiro tempo. Após jogada ensaiada, Alex mandou na área e Nilmar raspou de cabeça acertando a trave. Quem marcou foi o Estudiantes, mas o árbitro marcou impedimento anulando o gol argentino.

As equipes voltaram para a segunda etapa e percebeu-se claramente uma nova postura do Estudiantes, que pressionava mais a defesa colorada. O Inter ficou algumas vezes sem saída e tentou segurar a jogada em alguns lances. Aos poucos o ataque brasileiro foi ficando escasso e muitas vezes Nilmar estava sozinho e ninguém encostava para receber. Aos 20 minutos, após cruzamento e falha da defesa, Alayes soltou a bomba e fez o primeiro gol do jogo.

A torcida que apoiava até aquele momento, ficou calada e preocupada com a situação que o colorado vivia, pela primeira vez os torcedores sentiram que o Inter podia não conquistar a tão sonhada taça. Somente a partir dos 40 minutos e com algumas mudanças de postura, o colorado voltou a mandar em sua casa, mas para piorar um pouco a situação, o goleiro reserva Agenor foi expulso.

Começou a prorrogação e esta era tratada como a última oportunidade de o Inter mostrar sua superioridade. Num lance de bola na área, Gustavo Nery perdeu a chance, Álvaro escorou e Bolívar soltou a bomba para uma defesa espetacular de Andújar. A partir daí os torcedores voltaram a jogar com o time e isso somado ao cansaso dos atletas argentinos fizeram o Internacional ter total domínio das ações. O zagueiro Angeleri, cotado para defender a seleção argentina, foi dividir uma bola, caiu ao solo e por ali ficou de tão cansado.

O alívio colorado só veio aos oito minutos da segunda etapa e depois de muita insistência. D´Alessandro mandou para a área, Bolívar desviou para excelente defesa de Andújar, no rebote Gustavo Nery chutou e o goleiro pegou novamente, desta vez caído, a bola ficou com Nilmar que escorou de pé esquerdo para o fundo do gol. A partir de então o Beira-Rio foi pintado de vermelho. Ainda deu tempo de duas expulsões de jogadores argentinos e um amarelo para o goleiro Lauro. Com o apito final, chegou a hora de comemorar mais um título de expressão, o goleiro Clêmer chegou a compar o título com uma conquista da Libertadores.

INTERNACIONAL 1 X 1 ESTUDIANTES

Data-hora: 3/12/2008 – 22h (de Brasília)
Copa Sul-Americana 2008 - FINAL
Local: Beira-Rio (Porto Alegre, RS)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pedro Fandiño (URU) e Walter Rial (URU)
Renda e público: 46.276 pagantes
Cartão Amarelo: Alayes, Benítez, Braña (EST); Magrão, Bolívar, Gustavo Nery, Lauro (INT)
Cartão Vermelho: Agenor, 44'/2ºT (INT); Braña, 13'/2ºT Pror. (EST); Boselli, 15'/2ºT Pror.
Gols: Alayes, 20'/2ºT (0-1); Nimar, 8'/2ºT Prorrogação (1-1)
INTERNACIONAL: Lauro, Bolívar, Danny Morais, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão (Sandro, 2'/2ºT Prorrogação), Andrezinho (Gustavo Nery, 19'/2ºT)e D’Alessandro; Nilmar e Alex. Técnico: Tite.
ESTUDIANTES: Andújar, Angeleri, Alayes, Cellay e Desábato; Braña, Iberbia (Perez, 19'/2ºT), Veron (Moreno 7'/1ºT Prorrogação) e Benítez; Boselli e Fernandez (Calderon, 25'/2ºT). Técnico: Leonardo Astrada.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Associação Portuguesa de Desportos


Em pé: Mendes, Zecão, Badeco, Calegari, Santos e Cardoso
Agachados: Antonio Carlos, Enéas, Tatá, Dicá e Wilsinho
Crédito:http://desenvolvimento.miltonneves.com.br/



Apelido: Portuguesa
Nome Real: Associação Portuguesa de Desportos
Fundação: 14/8/1920
Endereço: Rua das Piscinas 33 - Canindé
CEP:03034-070 - São Paulo/SP
Telefone: (11) 225-0400
Estádio: Canindé (20.000)
Uniforme: Vermelha, branco, listras horizontasi vermelhas e verdes
Web Site: http://www.portuguesa.com.br/

Principais Títulos

Campeonato Paulista: 1935, 1936, 1973 e 2007
Campeonato Paulista Série A2: 2007
Torneio Rio-São Paulo: 1952 E 1955
Torneio Início: 1935, 1947 e 1996
Taça São Paulo : 1973
Taça Governador do Estado : 1976
Troféu San Isidro : 1951
Fita Azul : 1951, 1953 e 1954

O Ídolo: Eneas
Nome: Eneas de Camargo
Data de Nascimento: 18 de março de 1954
Data de Falecimento: 27 de dezembro de 1988.
Carreira na Portuguesa de Despotos: 1971-1979

Eneas Camargo nasceu em 18 de março de 1954 e começou na Portuguesa na categoria dente-de-leite. Realizou 376 partidas pela Portuguesa, marcando 179 gols. Aliás, Eneas é o segundo maior artilheiro da história do estádio do Canindé, com 34 gols. Sua marca foi superada apenas em 2000, pelo atacante Leandro. Em 1971, conquistou o Torneio de Cannes, na França.
Em 5 de dezembro de 1971, foi convocado para o Pré-olímpico da Colômbia, no qual o Brasil sagrou-se campeão. Em 11 de dezembro de 1971, Enéas marcou o gol na vitória de 1 a 0 sobre o Peru.

O primeiro gol que marcou no Campeonato Paulista foi em 22 de julho de 1972, na vitória de 3 a 2 sobre o São Bento. Pelo Brasileiro, seu primeiro gol foi em 21 de setembro de 1972, no empate de 1 a 1 contra o São Paulo.

Em 1973, conquistou a Taça São Paulo, marcando um dos gols na final (vitória de 3 a 0 sobre o Palmeiras). Foi campeão paulista no mesmo ano, na conturbada decisão contra o Santos.

1976 foi um ano pródigo, que começou com a conquista da Taça Governador do Estado de São Paulo, em fevereiro. Foi convocado para a seleção brasileira e em 7 de abril de 1976, marcou um gol no empate de 1 a 1 contra o Paraguai, em Assunção. Logo depois, conquistou a Taça do Atlântico, defendendo o Brasil.

Ainda em 1976, marcou 4 gols na partida contra a Portuguesa Santista e, mesmo apresentando um futebol refinado, não voltou à seleção. Totalizou 4 partidas pela seleção olímpica e 3 pela principal.

Seu último gol pela Portuguesa aconteceu em 2 de julho de 1980, na vitória de 1 a 0 sobre o Marília, em Marília. A última partida foi em 13 de julho de 1980, no empate de 1 a 1 contra a Internacional de Limeira.

Em 1980, foi vendido para o Bologna da Itália por Cr$ 62,5 milhões. Teve um desentendimento com o técnico Luigi Radicci e disputou apenas 17 partidas, marcando 3 gols. No ano seguinte transferiu-se para a Udinese.

Retornou ao Brasil logo depois para jogar no Palmeiras. Sua última equipe foi a Central Brasileira de Cotia, da terceira divisão paulista. Em 22 de agosto de 1988, sofreu um acidente automobilístico na ponte da Avenida Cruzeiro do Sul. Permaneceu internado durante vários meses e faleceu em 27 de dezembro de 1988.

Em pesquisa realizada pelo Site Extra-oficial da Lusa, Eneas foi eleito o maior jogador da Lusa de todos os tempos, vencendo uma disputa acirrada com Dener.

Fonte: http://www.sitedalusa.com/

História

Em 14 de agosto de 1920, surgia a ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESPORTES, através da fusão de cinco clubes já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense.

O pedido de filiação da Portuguesa à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) foi deferido no dia 2 de setembro de 1920, mas como não havia mais tempo para a inscrição no campeonato daquele ano, a Portuguesa fundiu-se ao Mackenzie, já inscrito, e participaram juntos do campeonato de 1920.

A Associação Atlética Mackenzie foi o primeiro clube de futebol brasileiro. Fundada em 1898 por estudantes do Mackenzie College, era formada apenas por alunos do colégio. A Portuguesa-Mackenzie disputou os certames pela APEA até 1922.

Em 1923, a Associação Portuguesa de Esportes desligou-se do parceiro e passou a disputar jogos com sua nova denominação. Foi em 1940 que o clube recebeu o atual nome ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DESPORTOS, com sede da Rua Cesário Ramalho.

Primeira Fase – Cambuci

Em 1922 com a compra de instalações da Praça de Esportes União Artística Recreativa Cambuci, inaugurada solenemente em 25 de janeiro de 1925, onde, em 1926, iriam ser travadas as primeiras batalhas esportivas. Em 1926 também, aconteceu no Campo do Cambuci a primeira festa junina, na época Festa Joanina em razão de ser promovida apenas na noite de São João. Em 1957, já como Festa Junina, levando referência também a Santo Antônio e São Pedro, os festejos passaram em definitivo para o Canindé onde fazem sucesso até hoje.

Segunda Fase – São Bento

Iniciada com a compra de um terreno na Avenida Tereza Cristina, no bairro do Ipiranga, em 1929. No 9º aniversário do Clube.
Em seguida o time fixou sede no tradicional Largo de São Bento, vivendo nesta fase dias de muitas glórias dentre as quais inclui-se a conquista do título Tri-Fita Azul do futebol brasileiro. A Fita Azul era um troféu entregue pelo jornal A Gazeta Esportiva ao time brasileiro que conquistasse invicto, dez jogos fora do país.
Terceira Fase – Canindé
A partir da gestão de Luiz Portes Monteiro em 1956, a Portuguesa adquiriu o atual espaço do Canindé, local que havia sido usado pelo São Paulo Futebol Clube e vendido a família Whadi Sadi.

Fonte: http://www.portuguesa.com.br/

PORTUGUÊSA DE DESPORTOS (SP) 4 X 0 GUARANI (SP)
Data:
19/02/1976
Torneio Governador do Estado 1976
Local: Palestra Itália / Parque Antárctica
Árbitro: Sílvio Luís Peres Machado de Souza (SP)
Renda: Cr$ 63.464,00
Público: 3.778 pagantes
Gols: Eudes 20, Antônio Carlos 22 e Eudes 32, Antônio Carlos 42/1º
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Miguel, Cardoso, Mendes, Isidoro e Santos; Badeco e Dicá; Antônio Carlos, Eudes, Enéas e Wilsinho / Técnico: Otto Glória.
GUARANI: Sidney, Miranda, Nelson, Edson e Deodoro; Flamarion e Manguinha; Renato, Zenon (Antônio Carlos), André e Davi / Técnico: Diede Lameiro.
Obs.: Com este resultado a Portuguesa tornou-se campeã do Torneio Governador do Estado 1976.

PORTUGUÊSA DE DESPORTOS (SP) 2 x 0 ATLÉTICO MINEIRO (MG)
Data: 13/07/1952
Amistoso Interestadual
Local: Estádio do Canindé / São Paulo
Árbitro: Francisco Kon Filho (SP)
PORTUGUÊSA DE DESPORTOS: Lindolfo; Nena e Noronha; Santos (Hermínio), Brandãozinho e Ceci; Julinho Botelho, Negri, Nininho (Bota), Pinga e Simão.
ATLÉTICO MINEIRO : Sinval; Afonso (Maneco) e Osvaldo; Geraldino, Monte e Haroldo; Vavá, Mauro Patrus, Ubaldo, Lêro (Antoninho) e Amorim - Tec: Yustrich.
Gols: Simão e Pinga

VASCO DA GAMA (RJ) 2 X 0 PORTUGUÊSA DE DESPORTOS (SP)
Data : 15/09/1968
Taça De Prata
Local: Estádio Do Pacaembu / São Paulo
Arbitro: Antônio Viug
Gols: Valfrido e Nei
VASCO DA GAMA: Pedro Paulo, Ferreira, Brito, Fontana, Eberval, Alcir (Benetti), Buglê, Nado, Nei (Adílson), Valfrido e Silvinho / Técnico : Paulinho De Almeida
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Orlando, Zé Maria, Luizão, Jorge (Basilio), Augusto, Lorico, Marinho, Ratinho (Edu), Leivinha, Ivair e Rodrigues

PORTUGUÊSA DE DESPORTOS (SP) 3 X 0 FLAMENGO (RJ)
Data: 13/10/1973 - Sábado Hora: Rodada: 1
Brasileiro 1a. Divisão / 1973
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Renda: Cr$ 5.158
Público: 12.145
Gols: Enéas 40/1º, Cabinho 08, Tatá 36/2º
PORTUGUÊSA DE DESPORTOS: Zecão, Cardoso (Arengui), Pescuma, Calegari, Isidoro, Badeco, Basílio,
Cabinho (Tatá), Wilsinho, Enéas, Xaxá / Técnico :Oto Glória
FLAMENGO: Renato, Aloísio, Chiquinho, Fred (Reyes), Rodrigues Neto, Liminha,
Afonsinho, Sérgio Galocha (Rogério), Zico, Doval, Paulo César Caju / Técnico:Zagallo

PORTUGUÊSA DE DESPORTOS (SP) 1 X 1 PONTE PRETA (SP)
Data: 14/02/2004
Campeonato Paulista / 2004
Local: Estádio do Canindé / São Paulo
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho
Cartões Amarelos: Piá e André Cunha (Ponte); Lucas (Portuguesa).
Gols: Marcus Vinícius 35 e Luciano Souza 40/1º
PORTUGUÊSA DE DESPORTOS: Gléguer, Marquinhos, Alex Oliveira, Lucas Souza e Edu Silva (Alessandro); Capitão, Luciano Santos (Itaparica), Bruno e Luciano Souza; Lucas e Danilo (Paulo Isidoro) /Técnico: Dario Pereyra
PONTE PRETA: Lauro; André Cunha, Gabriel, Rafael Santos e Bill; Ângelo, Marcus Vinícius, Romeu e Piá; Anselmo (Weldon) e Rafael Ueta (Kléber) / Técnico: Estevam Soares

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

do fundo do baú


No dia 4 de Setembro de 1971,num sábado, Palmeiras e Fluminense se enfrentaram no Estádio Palestra Itália em rodada do Campeonato Brasileiro e o Verdão fez o dever de casa com a vitória de 1 tento a 0, gol do Lateral direito Eurico.

O Jogo

PALMEIRAS (SP) 1 x 0 FLUMINENSE (RJ)
Data: 04/09/1971
Campeonato Brasileiro
Local: Parque Antártica / São Paulo
Árbitro: José Luís Barreto (RS)
Gol: Eurico 41/2º
PALMEIRAS: Leão, Eurico, Luís Pereira, Nélson (Polaco), Dé, Dudu (Héctor Silva), Ademir da Guia, Paulo Borges, Leivinha, César, Edu / Técnico: Mário Travaglini.
FLUMINENSE: Félix, Toninho, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Silveira, Marquinho (Didi), Wílton, Ivair (Jair), Jeremias, Lula / Técnico: Zagallo.

O Craque: Ivair
Ivair Ferreira, o "Príncipe",nascido em Bauru (SP) no dia 27 de janeiro de 1945, foi um dos maiores ídolos da história da Lusa do Canindé. Começou nas categorias inferiores da Portuguesa, nas quais tinha o apelido de "Gibi". Sua estréia como profissional aconteceu em 1962, num jogo contra a Prudentina válido pelo segundo turno do Campeonato Paulista. A Portuguesa perdia o jogo por 1 a 0 até que, aos quarenta minutos do segundo tempo, Ivair empata a partida. Não agüentando a emoção, desmaiou em campo. . Só saiu de lá em 1969, transferindo-se para o Corinthians. Passou depois por Fluminense, Toronto, Los Angeles Astecas e América do Rio. Foi bicampeão da Liga Norte-Americana. Quando estava no Toronto, por sinal, teve a alegria de ver seu filho nascer. O ex-ponta-de-lança hoje mora em São Paulo, no bairro do Jardim São Bento, e trabalha com escolinhas de futebol nos bairros da Aclimação, Tremembé e Ipiranga. Casado, tem um filho de nome Denis

Um dia, Pelé descobriu que havia uma sombra do Rei em campo. Mais que isso. Viu que aquele menino teve a coragem de desafiar o (quase) imbatível Santos. Depois de marcar os três gols da vitória da Portuguesa de Desportos (3 a 2), em 1962, Ivair recebeu a camisa de Pelé. Entregue pelas mãos do próprio gênio, que reverenciou a ousadia do garoto. Assim, surgiu o Príncipe. “Acho que marquei mais de 300 gols na minha carreira. Nem sei direito.”

A imagem de Ivair permanece bem vinculada à Portuguesa de Desportos. É verdade que o ex-centroavante também atuou no Corinthians e Fluminense. Ainda passou pelo Canadá e Estados Unidos. Só que a Lusa significou muito mais no currículo do ex-craque. Tudo bem que ele tenha conquistado inúmeros títulos no Fluminense. No entanto, o Canindé esconde segredos que só Ivair consegue compreender. “Me identifiquei demais na Lusa. Como explicar isso? É claro que o Fluminense representou muito no meu currículo”, reconhece Ivair.

O nobre título de Príncipe envaidecia o refinado atacante, mas não alterava o comportamento de quem Se apoiava nos conselhos dos mais jogadores mais velhos. Entre eles, Ditão, Dida, Nair, Dudu e Oreco e o goleiro Gilmar dos Santos Neves. Dida, aliás, iniciou o Mundial-58 como titular e perdeu a vaga para Pelé.

Atualmente, Ivair mantém duas escolinhas de futebol — uma em Mairiporã, outra no Círculo Macabi/SP. Lá, os alunos desconhecem que o mestre era simplesmente o Príncipe nos tempos de Pelé. “Os pais contam, mas eu não falo. Nem gosto de comentar”, explica.

Além de transmitir os ensinamentos e as experiências de quem esteve lá, Ivair - ao lado de Pedro Rocha - revela talentos que são repassados a clubes profissionais do Brasil e da Comunidade Européia. Forlan, ex-lateral do São Paulo, completa o trio, mas no mercado uruguaio. “É um tipo de trabalho que me fascina. Gosto do que faço. Adoro futebol. É a minha paixão. Mas não jogo mais nem de brincadeira”.

Sem muitas chances com a camisa da Seleção Brasileira, Ivair foi um dos 47 convocados por Vicente Feola para a preparação da Copa de 66. Só que foi chamado para a ponta-esquerda e acabou sendo cortado porque concorreu com o santista Edu, com o são-paulino Paraná e ainda com os cortados Amarildo (Milan) e Rinaldo (Palmeiras).

Clubes

1963-1969: Portuguesa-SP
1970: Corinthians-SP
1971-1975: Fluminense-RJ
1975: America-RJ
1975: Paysandu-PA
1975-1979: Toronto Metros - Canadá
Cleveland Cobras - Estados Unidos
Kansas City Stars - Estados Unidos
Boston Athletic - Estados Unidos
Los Angeles Azteca - Estados Unidos
America-RJ

Títulos


Campeonato Carioca: 1971, 1973, 1975
Campeonato dos Estados Unidos: 1975, 1977

Fontes: Milton Neves, Gazeta Esportiva, Sambafoot