segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Terceiro Dia das Oitavas-de-Final da Copa do Mundo de 2022

Boa noite a todos e a todas.

Seis vagas para as quartas-de-final já foram preenchidas e os dois jogos de hoje tiveram desfechos bem diferentes. Enquanto os croatas penaram pra superar o bom futebol dos japoneses e venceram a contenda nos pênaltis, o Brasil só precisou de apenas 36 minutos pra se classificar de forma convincente sobre os coreanos.

Vamos as fichas técnicas e as análises destes dois jogos.

Japão 1×1 Croácia (1×3 nos pênaltis)

Local: Estádio Al Janoub, em Al Wakrah
Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
Gols: Daizen Maeda (Japão), Ivan Perisic (Croácia)
Cartões amarelos: 
Mateo Kovacic, Borna Barisic (Croácia)
Cartões vermelhos:
 nenhum

Japão: Suichi Gonda; Takehiro Tomiyasu, Maya Yoshida e Shogo Taniguchi; Junya Ito, Wataru Endo, Hidemasa Morita (Ao Tanaka) e Yuto Nagatomo (Kaoru Mitoma); Ritsu Doan (Takumi Minamino), Daizen Maeda (Takuma Asano) e Daichi Kamada (Hiroki Sakai). Técnico: Hajime Moriyasu

Croácia: Dominik Livakovic; Josip Juranovic, Dejan Lovren, Josko Gvardiol e Borna Barisic; Marcelo Brozovic, Mateo Kovacic (Nikola Vlasic) e Luka Modric (Lovro Majer); Andrej Kramaric (Mario Pasalic), Bruno Petkovic (Ante Budimir, depois Marko Livaja) e Ivan Perisic (Mislav Orsic). Técnico: Zlatko Dalic


OPINIÃO: Jogo equilibrado mas com os japoneses sendo melhores em boa parte do tempo normal. Fizeram um bom primeiro tempo e mereceram a vantagem parcial com Maeda marcando após cobrança de escanteio. No entanto, com as mudanças do técnico, os croatas cresceram no segundo tempo e passaram a arriscar alguns cruzamentos. Num deles, Perisic acertou uma bela cabeçada no cantinho e com isso, forçou a primeira prorrogação dessa Copa. Ali não aconteceu grandes coisas de destaque e a decisão foi para os pênaltis. E então brilhou a estrela de Livakovic que pegou três cobranças (embora a primeira e a terceira cobrança japonesa foram ruins de dar dó) e garantiu a classificação croata para as quartas-de-final. Quanto aos japoneses, faltou um pouco mais de capricho nas finalizações, mas mostrou que poderá evoluir ainda mais em 2026.

Nota do Jogo: 8


Brasil 4×1 Coreia do Sul

Local: Estádio 974, em Ras Abu Aboud
Árbitro: Clement Turpin (França)
Gols: Vinícius Júnior, Neymar, Richarlison, Lucas Paquetá (Brasil); Paik Seung-Ho (Coréia Do Sul)  
Cartões amarelos: Jung Woo-Young (Coreia do Sul)
Cartões vermelhos: nenhum

Brasil: Alisson (Weverton); Éder Militão (Daniel Alves), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo (Bremer); Casemiro e Lucas Paquetá; Raphinha, Neymar (Rodrygo) e Vinícius Júnior (Gabriel Martinelli); Richarlison. Técnico: Tite

Coreia do Sul: Kim Seung-gyu; Kim Moon-hwan, Kim Minjae, Kim Young-Gwon e Kim Jinsu (Hong Chul); Lee Jae-Sung (Lee Kang-in), Jung Woo-Young (Son Jun-ho), Hwang In-Beom (Paik Seung-Ho) e Hwang Hee-Chan; Cho Gue-sung (Hwang Ui-Jo) e Son Heung-min. Técnico: Paulo Bento


OPINIÃO: Um jogo que foi resolvido em apenas 36 minutos. Tempo suficiente para escrever alguns poemas, preparar um bom arroz e classificar uma equipe como o do Brasil para as quartas-de-final. Os 4 x 0 do primeiro tempo foram baratos para os coreanos e que se não fossem as defesas de Kim Seung-Gyu, poderiam levar 7 ou 8 tranquilamente. Vinicius Júnior começou o massacre com um chute colocado, Neymar fez o seu de um pênalti meio atabalhoado que Richarlyson sofreu, depois o próprio fez o terceiro depois de um passe açucarado de Thiago Silva e Lucas Paquetá marcou o quarto com um lindo chute de primeira. Depois os coreanos até se aventuraram um pouco mais no ataque e fizeram Alisson trabalhar bastante. Como recompensa pelos seus esforços comoventes, conseguiram um belo gol de fora da área de Paik Seung-Ho para despedir-se da Copa com honra. Quanto aos brasileiros, terão um duelo difícil contra os croatas pelas quartas-de-final. No entanto, se repetir os bons 36 minutos de hoje, talvez passem de fase. Mas é outra história.

Nota do Jogo: 8


Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.

Até amanhã.           


domingo, 4 de dezembro de 2022

Segundo Dia das Oitavas-de-Final da Copa do Mundo de 2022

Boa noite a todos e a todas.

Hoje tivemos o segundo dia de jogos das oitavas-de-final e aqui também deu a lógica com franceses e ingleses se classificando para as quartas-de-final prometendo mais um clássico de muita emoção.

Vamos as fichas técnicas e as análises desses dois jogos de hoje, leitores e leitoras fieis.

França 3×1 Polônia

Local: Estádio Al-Thumana, em Al-Thumana
Árbitro: Jesus Velenzuela (Venezuela)
Gols: Olivier Giroud, Kylian Mbappé (duas vezes) (França) Robert Lewandowski (Polônia)
Cartões amarelos: 
Bartosz Bereszynski, Matty Cash (Polônia)
Cartões vermelhos: 
nenhum

França: Hugo Lloris; Jules Koundé (Axel Disasi), Raphaël Varane, Dayot Upamecano e Theo Hernández; Aurélien Tchouaméni (Youssouf Fofana) e Adrien Rabiot; Ousmane Dembélé (Kingsley Coman), Antoine Griezmann e Kylian Mbappé; Olivier Giroud (Marcus Thuram). Técnico: Didier Deschamps

Polônia: Wojciech Szczesny; Matty Cash, Kamil Glik, Jakub Kiwior (Jan Bednarek) e Bartosz Bereszynski; Grzegorz Krychowiak (Krystian Bielik); Jakub Kaminski (Nicola Zalewski), Piotr Zielinski, Sebastian Szymanski (Arkadiusz Milik) e Przemyslav Frankowski (Kamil Grosicki); Robert Lewandowski. Técnico: Czeslaw Michniewicz


OPINIÃO: Um monólogo francês em quase todo o tempo de jogo. Partiram decididos ao ataque, tomaram as rédeas da partida e a vitória chegou ao natural graças a uma atuação soberba de Mbappé que deu um passe magistral para o gol de Giroud e fez dois belos gols para sacramentar a classificação tão esperada. Lewandowski marcou de pênalti no último lance do jogo, onde teve que bater duas vezes para acertar o alvo. Lloris defendeu o primeiro, mas o juiz mandou voltar porque estava adiantado e então o centroavante polonês converteu a segunda cobrança para fechar o marcador. Ao menos, Lewandowski levará dois gols na bagagem, mas os poloneses precisarão de algo mais além de um bom goleador se quiserem ir mais longe em 2026. Os franceses tem bom futebol pra ir longe, mas precisa-se cuidar com possíveis lesões.

Nota do Jogo: 8


Inglaterra 3×0 Senegal

Local: Estádio Al Bayt, em Al Khor
Árbitro: Ivan Arcides Barton Cisneros (El Salvador)
Gols: Jordan Henderson, Harry Kane, Bukayo Saka (Inglaterra)
Cartões Amarelos: 
Kalidou Koulibaly (Senegal)
Cartões Vermelhos: 
nenhum

Inglaterra: Jordan Pickford; Kyle Walker, John Stones (Eric Dier), Harry Maguire e Luke Shaw; Declan Rice, Jordan Henderson (Kalvin Phillips) e Jude Bellingham (Mason Mount); Bukayo Saka (Marcus Rashford), Harry Kane e Phil Foden (Jack Grealish). Técnico: Gareth Southgate

Senegal: Edouard Mendy; Youssouf Sabaly, Kalidou Koulibaly, Abdou Diallo e Ismail Jakobs (Fodé Ballo-Touré); Ismaila Ciss (Pape Gueye) e Nampalys Mendy; Krépin Diatta (Pape Matar Sarr), Iliman Ndiaye (Ahmadou Bamba Dieng) e Ismaïla Sarr; Boulaye Dia (Famara Diédhiou). Técnico: Aliou Cissé


OPINIÃO: Outro monólogo aqui, desta vez inglês. Parecia que os senegaleses equilibrariam o jogo obrigando Pickford a uma bela defesa, mas tudo foi ilusório. Os ingleses controlaram a partida e os gols chegaram ao natural com uma bela jogada concluída por Henderson e um contra-ataque de almanaque finalizado com maestria por Harry Kane que fez seu primeiro gol na Copa. Depois, no segundo tempo o caixão senegalês foi fechado por Saka que aproveitou uma jogada bem trabalhada. Os ingleses finalmente convenceram na Copa com uma vitória incontestável e os senegaleses, mesmo com a derrota exagerada, cumpriram bem sua missão de chegar ao menos nos mata-matas. Resultado justo.

Nota do Jogo:


Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.

Até amanhã.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Primeiro Dia das Oitavas-de-Final da Copa do Mundo 2022

Boa noite a todos e a todas.

Começou a fase eliminatória com os primeiros dois jogos das oitavas-de-final que terminaram com a lógica de holandeses e argentinos conseguirem vencer seus jogos cada um de uma forma diferente e agora ambos se enfrentarão nas quartas-de-final repetindo 1998.

Vamos as fichas técnicas e as análises das duas partidas de hoje.

Holanda 3×1 Estados Unidos

Local: Estádio Khalifa International, em Doha
Árbitro:  Wilton Pereira Sampaio (Brasil)
Gols: Memphis Depay, Daley Blind e Denzel Dumfries (Holanda), Haji Wright (Estados Unidos)
Cartões amarelos: 
Teun Koopmeiners, Frenkie de Jong (Holanda)
Cartões vermelhos:
 nenhum

Holanda: Andries Noppert; Jurriën Timber, Virgil van Dijk e Nathan Aké (Matthijs de Ligt); Denzel Dumfries, Marten de Roon (Steven Bergwijn), Frenkie De Jong e Daley Blind; Davy Klaassen (Teun Koopmeiners); Cody Gakpo (Wout Weghorst) e Memphis Depay (Xavi Simmons). Técnico: Louis van Gaal

Estados Unidos: Matt Turner; Sergiño Dest (DeAndre Yedlin), Walker Zimmerman, Tim Ream e Antonee Robinson (Jordan Morris); Tyler Adams, Yunus Musah e Weston McKennie (Haji Wright); Timothy Weah (Brenden Aaronson), Jesús Ferreira (Giovanni Reyna) e Christian Pulisic. Técnico: Gregg Berhalter


OPINIÃO: Um jogo que virou um monólogo holandês. O time dominou a partida do início ao fim e fora um ou outro lapso, ou como diriam os antigos cronistas, uma ou outra rebolada, em nenhum momento sentiram-se ameaçados pelos apáticos norte-americanos. Tanto foi que o gol americano feito por Wright veio meio de canela que encobriu o goleiro. Destaco aqui o primeiro gol holandês feito por Depay que veio de uma jogada clássica do Carrossel dos anos 70, a célebre bola de pé em pé e com intensa movimentação que acabou com o gol do atacante. Blind marcou o segundo no intervalo e Dumfries enterrou de vez as esperanças dos americanos depois de outra jogada bem tramada. Agora os holandeses enfrentarão os argentinos nas quartas em um duelo onde o buraco é bem mais embaixo. Resultado justo aqui.

Nota do Jogo: 8,5


Argentina 2×1 Austrália
Local: Estádio Ahmed bin Ali, Em Al Rayyan
Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
Gols: Lionel Messi, Julián Álvarez (Argentina), Enzo Fernández (contra) (Austrália)
Cartões amarelos: Jackson Irvine, Milos Degenek (Austrália)
Cartões vermelhos: nenhum
Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Cristian Romero, Nicolás Otamendi e Marcos Acuña (Nicolás Tagliafico); Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister (Exequiel Palacios); Papu Gómez (Lisandro Martínez), Lionel Messi e Julian Álvarez (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni
Austrália: Mathew Ryan; Milos Degenek (Garang Kuol), Harry Souttar, Kye Rowles e Aziz Behich; Mathew Leckie (Fran Karacic), Aaron Mooy, Jackson Irvine e Keanu Baccus (Ajdin Hrustic); Riley McGree (Craig Goodwin) e Mitchell Duke (Jamie MacLaren). Técnico: Graham Arnold

OPINIÃO: Um jogo aparentemente fácil que terminou em um sufoco difícil para os argentinos. A vitória sobre os australianos e a classificação as quartas-de-final aconteceram por dois motivos: o primeiro tem nome e sobrenome, Lionel Messi. E foi em um momento histórico que ele fez a diferença mais uma vez. Seu milésimo jogo na carreira e seu gol número 789 abriram o caminho para uma possível goleada que acabou não vindo.
O segundo motivo foi a falha terrível do goleiro Matt Ryan no gol de Alvarez. Tentou driblá-lo no melhor estilo Higuita e perdeu a bola para o atacante que só teve o trabalho de escorar no canto pra fazer 2 x 0.
No entanto, com a entrada de Hrustic, os australianos foram a frente, diminuíram o marcador com um infeliz gol contra de Enzo Fernandez ao tentar cortar um chute de Goodwin e criaram três ou quatro chances de gol, mas pararam no goleiro Emiliano Martinez.
Com isso, os argentinos classificaram-se meio que amedrontados no fim e se quiserem derrotar os holandeses, terão que ser um pouco mais sérios do que foram hoje. Os australianos saíram com a sensação de dever cumprido porque foram muito mais longe do que esperavam de uma seleção considerada a mais fraca dos últimos anos. Sinais de melhora? Só 2026 dirá.
Nota do Jogo: 9

Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.
Até amanhã.      

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Décimo-Terceiro e Último Dia da Fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022 - Definição do Grupo G

Boa noite a todos e a todas.

Conforme o prometido, estamos fechando hoje a primeira fase com as duas últimas fichas técnicas e análises dos jogos do Grupo G onde o Brasil conseguiu o primeiro lugar na base do susto e levando certa preocupação para as oitavas que começam amanhã.

Vamos então ao encerramento da fase de grupos, leitores e leitoras fieis.

Sérvia 2×3 Suíça

Local: Estádio 974, em Ras Abu Aboud (Catar)
Árbitro: Fernando Rapallini (Argentina)
Gols: Xherdan Shaqiri, aos 20'/1T; Aleksandar Mitrovic, aos 26'/1T; Dusan Vlahovic, aos 35'1T; Breel Embolo, aos 44'/1T; Remo Freuler, aos 3'/2T.
Cartões amarelos: Silvan Widmer, Ruben Vargas, Sergej Milinkovic-Savic, Strahinja Pavlovic, Nemanja Gudelj, Aleksandar Mitrovic, Nikola Milenkovic, Granit Xhaka, Fabian Schär.
Cartões vermelhos: nenhum

Sérvia: Vanja Milenkovic-Savic, Nikola Milenkovic, Milos Veljkovic (Nemanja Gudelj), Strahinja Pavlovic; Andrija Zivkovic (Nemanja Radonjic), Sergej Milinkovic-Savic (Nikola Maksimovic), Sasa Lukic, Filip Kostic; Dusan Tadic (Filip Djuricic); Dusan Vlahovic (Luka Jovic), Aleksandar Mitrovic. Técnico: Dragan Stojkovic.

Suíça: Gregor Kobel, Silvan Widmer, Fabian Schär, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez; Granit Xhaka, Remo Freuler; Xherdan Shaqiri (Edmilson Fernandes), Djibril Sow (Denis Zakaria), Ruben Vargas (Christian Fassnacht); Breel Embolo (Noah Okafor). Técnico: Murat Yakin.


OPINIÃO: Um jogo frenético no primeiro tempo com sucessão de gols dos dois lados. A Suíça marcou primeiro com um belo gol de Shaqiri e não se intimidou nem mesmo quando os sérvios viraram em menos de dez minutos com uma cabeçada de Mitrovic e um chute no canto de Vlahovic. Conseguiu o empate com um gol de raça de Embolo e logo no segundo tempo, Freuler fez o gol da vitória e da classificação suíça para as oitavas onde enfrentará os portugueses em um jogo deveras complicado. Certamente o ferrolho será usado com o objetivo de anular o forte ataque português e especular um ou outro contra-ataque para chegar as quartas-de-final pela primeira vez desde 1954. Quanto aos sérvios, lamentarão muito o empate contra Camarões depois de abrir dois gols de vantagem. Resultado justo.    

Nota do Jogo: 8


Camarões 1x0 Brasil
Local: Estádio Lusail, em Lusail
Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
Gols: Vincent Aboubakar (Camarões)
Cartões amarelos: Nouhou Tolo, Pierre Kunde, Collins Fai, Vincent Aboubakar (Camarões), Éder Militão, Bruno Guimarães (Brasil)
Cartões vermelhos: Vincent Aboubakar (Camarões)
Camarões: Devis Epassy; Collins Fai, Christopher Wooh, Enzo Ebosse e Nouhou Tolo; Pierre Kunde (Oliver Ntham) e Frank Anguissa; Bryan Mbeumo (Karl Toko Ebamki), Eric Maxim Choupo-Moting e Nicolas Moumie Ngamaleu (Jerome Mbekeli); Vincent Aboubakar. Técnico: Rigobert Song
Brasil: Ederson; Daniel Alves, Éder Militão, Bremer e Alex Telles (Marquinhos); Fabinho e Fred (Bruno Guimarães); Antony (Raphinha), Rodrygo (Everton Ribeiro) e Gabriel Martinelli; Gabriel Jesus (Pedro). Técnico: Tite

OPINIÃO: O "Banguzinho" brasileiro até que jogou bem criando chance em cima de chance. Só não contavam com duas coisas: a atuação monstruosa do goleiro Epassy que fez defesas de todo jeito lembrando o "goleiro ninja" do International Superstar Soccer e uma falha defensiva no fim que permitiu a Aboubakar marcar em uma cabeçada certeira sem chances para Ederson. Na comemoração, tirou a camisa e foi expulso da partida por justa causa. Contudo, a vitória não foi suficiente para a classificação camaronesa as oitavas de final. Quanto ao Brasil, apesar de enfrentar os imprevisíveis e velozes coreanos nas oitavas, ficou com duas preocupações na cabeça: a nítida inferioridade técnica dos reservas com relação aos titulares e a perda dos dois laterais-esquerdos do grupo, Alex Sandro e Alex Telles, por lesão o que forçará Tite a improvisações naquele setor. O que poderá ser fatal em um jogo tão decisivo como este das oitavas.
Nota do Jogo: 8,5

E assim, a primeira fase ou se preferirem, a fase de grupos chegou ao fim e agora tudo é oitavas-de-final.
Onde só existe uma lei: matar ou morrer.
Um objetivo: ganhar ou voltar pra casa.

Alea jacta est para as 16 seleções sobreviventes desta Copa no Catar.
Até a próxima.    

Décimo-Terceiro e Último Dia da Fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022 - Definição do Grupo H

Boa noite a todos e a todas.

Seguindo uma das Copas mais malucas de todos os tempos, tivemos hoje o fim da fase de grupos com as fichas técnicas e as análises dos dois grupos restantes. O primeiro deles com o grupo H que teve outro surpreendente classificado que derrubou meio mundo e acabou com a chance de Portugal vencer os três jogos.

Vamos a elas então.

Uruguai 2×0 Gana

Local: Estádio Al Janoub, em Al Wakrah (Catar)
Árbitro: Daniel Siebert (Alemanha)
Gols: Giorgian de Arrascaeta, aos 26'/1T e aos 32'/1T
Cartões amarelos: Darwin Núñez, Luis Suárez, Kamaldeen Sulemana, Sebastián Coates
Cartões vermelhos: nenhum

Uruguai: Sergio Rochet, Guillermo Varela, José María Giménez, Sebastián Coates, Mathías Oliveira; Facundo Pellistri (Nicolás de la Cruz), Federico Valverde, Rodrigo Bentancur (Matías Vecino), Giorgian de Arrascaeta (Agustín Canobbio); Darwin Núñez (Maxi Gómez), Luis Suárez (Edinson Cavani). Técnico: Diego Alonso.

Gana: Lawrence Ati Zigi, Alidu Seidu, Daniel Amartey, Mohamed Salisu, Abdul Baba Rahman; Thomas Partey, Salis Abdul Samed (Antoine Semenyo); Iñaki Williams (Daniel-Kofi Kyereh), André Ayew (Osman Bukari), Jordan Ayew (Kamaldeen Sulemana); Mohamed Kudus (Abdul Fatawu Issahaku). Técnico: Otto Addo.


OPINIÃO: Um jogo em que os eventos quase se repetiram na íntegra. Como em 2010, Gana teve um pênalti a favor e desperdiçou desta vez com o goleiro Rochet defendendo. Como em 2010, Uruguai venceu o jogo graças a dois gols importantes de De Arrascaeta, com o segundo deles sendo um golaço sem deixar a bola cair. No entanto, com o gol inesperado dos coreanos no fim, as duas equipes que brigaram pela segunda vaga acabaram chupando o dedo e vendo o penetra coreano ficar com ela. Os ganenses jogaram mal onde não podiam e deram adeus a vaga de forma melancólica e os uruguaios demoraram a reagir na competição e quando fizeram, já era tarde demais. E as teimosias do técnico Diego Alonso também contribuíram pro desastre. Melhor sorte pros dois em 2026.    

Nota do Jogo: 9


Coreia do Sul 2×1 Portugal

Local: Estádio Education City, em Al Rayyan
Árbitro: Facundo Tello (Argentina)
Gols: Kim Young Gwon, Hwang Hee-Chan (Coreia do Sul), Ricardo Horta (Portugal)
Cartões amarelos: 
Lee Kang-in, Hwang Hee-Chan (Coreia do Sul)
Cartões vermelhos: 
nenhum

Coreia do Sul: Kim Seung-gyu; Kim Moon-hwan, Kwon Kyung-won, Kim Young-Gwon (Jun-ho Son) e Kim Jin-su; Jung Woo-Young, Hwang in-Beom e Lee Kang-in (Ui-jo Hwang); Lee Jae-Sung (Hwang Hee-Chan), Cho Gue-sung e Son Heung-min (Yu-min Jo). Técnico: Sergio Costa (Paulo Bento estava suspenso e acompanhou das arquibancadas)

Portugal: Diogo Costa; Diogo Dalot, Pepe, Antônio Silva e João Cancelo; Rúben Neves (Rafael Leão), Vitinha (Bernardo Silva) e Matheus Nunes (João Palhinha); Ricardo Horta, Cristiano Ronaldo (André Silva) e João Mário (William Carvalho). Técnico: Fernando Santos


OPINIÃO: Um jogo em que Portugal decidiu poupar meio mundo, mas não desistiu da vitória em nenhum momento. Os coreanos jogaram em busca de um milagre e parecia que tudo acabaria com o gol de Ricardo Horta, mas não desistiram e empataram com uma pequena "ajuda" de Cristiano Ronaldo que deu um "passe de costas" para o gol de Kim Young-Gwon. Mas o melhor estava por vir no fim. Em um contra-ataque rápido, Hwang-Hee Chan finalizou sem chances para Diogo Costa e decretou não só a virada como a classificação das mais improváveis as oitavas-de-final repetindo 2002. Com a diferença de não eliminar os portugueses dessa vez.

Nota do Jogo: 9


Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.

Daqui a pouco, liberarei as fichas técnicas e as análises do Grupo G.


Até lá. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Décimo-Segundo Dia da Fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022 - Definição do Grupo E

Boa noite a todos e a todas.

Conforme o prometido, estou liberando agora a vocês as fichas técnicas e as análises do grupo mais maluco da Copa até aqui, o Grupo E, cujo final foi surpreendente.

Vamos a eles então.

Japão 2 × 1 Espanha
Local: Estádio Khalifa International, em Doha
Árbitro: Victor Gomes (África do Sul)
Gols: Ritsu Doan, Ao Tanaka (Japão), Álvaro Morata (Espanha)
Cartões amarelos: 
Ko Itakura, Shogo Taniguchi, Maya Yoshida (Japão)
Cartões vermelhos:
Árbitro: Victor Gomes (África do Sul)
Gols: Ritsu Doan, Ao Tanaka (Japão), Álvaro Morata (Espanha)
Cartões amarelos: Ko Itakura, Shogo Taniguchi, Maya Yoshida (Japão)
Cartões vermelhos:
Japão: Shuichi Gonda; Ko Itakura, Maya Yoshida e Shogo Tanigushi; Junya Ito, Hidemasa Morita, Ao Tanaka (Wataru Endo) e Yuto Nagatomo (Kaoru Mitoma); Daichi Kamada (Tekehiro Tomiyasu), Daizen Maeda (Takuma Asano) e Takefusa Kubo (Ritsu Doan). Técnico: Hajime Moriyasu
Espanha: Unai Simon; César Azplicueta (Daniel Carvajal), Rodri, Pau Torres e Alejandro Baldé (Jordi Alba); Sergio Busquets, Gavi (Ansu Fati) e Pedri; Nico Williams (Ferran Torres), Álvaro Morata (Marco Asensio) e Dani Olmo. Técnico: Luis Enrique.

OPINIÃO: Um jogo totalmente maluco. Parecia que os espanhóis tinham tudo sob controle depois do gol de cabeça de Morata e passaram a tocar mais a bola sem arriscar muito. Contudo, o excesso de toques improdutivos custou muito caro no segundo tempo e pra piorar ainda mais a situação, o técnico Luis Enrique substituiu erradamente Morata e tirando a referência do ataque que incomodaria os japoneses caso houvesse um abafa. Já Moriyasu foi mais corajoso ao colocar Doan em campo e só precisou de cinco minutos pra provar que estava certo. O próprio Doan acertou um petardo da entrada da área depois de uma falha grotesca na saída de bola espanhola e Ao Tanaka virou o jogo depois de um lance em que a bola parecia que havia saído, mas uma pequena parte dela ficou no campo o que permitiu a validação do cruzamento. Depois, os japoneses mantiveram-se firmes na defesa até o fim conseguindo a classificação de forma inacreditável como o primeiro do grupo e jogarão contra a imprevísivel Croácia. Já os espanhóis evitaram o vexame de se juntar a Alemanha graças aos 7 x 0 impostos a Costa Rica, mas pegarão os marroquinos que tem características parecidas com a seleção do Japão. Se quiser passar, terá que finalizar mais e tocar menos a bola. Resultado justo.
Nota do Jogo: 10

Alemanha 4 × 2 Costa Rica

Local: Estádio Al Bayt, em Al Khor (Catar)
Árbitro: Stephanie Frappart (França)
Gols: Serge Gnabry, aos 10'/1T; Yeltsin Tejeda, aos 13'/2T; Manuel Neuer (contra), aos 25'/2T; Kai Havertz, aos 28'/2T e aos 40'/2T; Niclas Füllkrug, aos 44'/2T
Cartões amarelos: Óscar Duarte (Costa Rica)
Cartões vermelhos: nenhum

Alemanha: Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Antonio Rüdiger, Niklas Süle (Mathias Ginter), David Raum (Mario Götze); Leon Goretzka (Lukas Klostermann), Ilkay Gündogan (Niclas Füllkrug); Leroy Sané, Jamal Musiala, Serge Gnabry; Thomas Müller (Kai Havertz). Técnico: Hansi Flick.

Costa Rica: Keylor Navas, Keysher Fuller (Ronald Matarrita), Óscar Duarte, Juan Pablo Vargas, Kendall Waston, Bryan Oviedo (Roan Wilson); Joel Campbell, Celso Borges, Yeltsin Tejeda (Anthony Contreras), Brandon Aguilera (Youstin Salas); Johan Venegas (Jewison Benette). Técnico: Luís Fernando Suárez.


OPINIÃO: Tanto alemães como costarriquenhos precisavam de um milagre para seguir em frente e os dois foram em busca dele num jogo bom de assistir. A Alemanha tomou a iniciativa e partiu pra cima criando boas chances na primeira etapa, mas só aproveitou uma numa cabeçada de Gnabry. No entanto, veio o prenúncio de uma tragédia em dois atos: Primeiro com a virada do Japão em menos de cinco minutos contra a Espanha e segundo tomando uma virada inacreditável da Costa Rica graças a duas falhas incríveis do goleiro Neuer. A primeira rebatendo nos pés de Tejada e a segunda praticamente colocando a bola contra as próprias redes numa dividida com Vargas. Sorte que com as modificações feitas, a Alemanha reagiu e conseguiu tomar as rédeas do jogo com dois gols de Havertz e outro de Fullkrug que haviam entrado, além de Musiala que chutou na trave pouco depois. Mesmo com o brio mostrado na goleada, os alemães não tiveram a retribuição espanhola e foram eliminados até de forma cruel. Os costarriquenhos chegaram a ficar três minutos classificados, mas até que saíram de cabeça erguida depois da sonora goleada que levaram na estreia. Morreram abraçados com a incompetência.

Nota do Jogo: 9


Por enquanto, é isso, leitores e leitoras fieis.

Até amanhã.  

Décimo-Segundo Dia da Fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022 - Definição do Grupo F

Boa noite a todos e a todas.

Hoje tivemos a definição do Grupo F que teve um final imprevisível, um líder surpreendente e um favorito eliminado, leitores e leitoras fieis.

Vamos as análises e as fichas técnicas destes jogos.

Canadá 1 × 2 Marrocos

Local: Estádio Alp-Thumana, em Al-Thumana
Árbitro: Raphael Clauss (Brasil)
Gols: Nayef Aguerd, contra (Canadá), Hakim Ziyech, Youssef En-Nesyri (Marrocos)
Cartões amarelos: 
Junior Hoillett, Jonathan Osorio, Sam Adekugbe (Canadá)
Cartões vermelhos: 
nenhum

Canadá: Milan Borjan; Alistair Johnston, Steven Vitória, Kamal Miller e Sam Adekugbe (Ismael Kone); Alphonso Davies, Jonathan Osorio (Richie Laryea), Mark-Anthony Kaye (Atiba Hutchinson), Tajon Buchanan; Cyle Larin (Jonathan David) e Junior Hoillett (David Wotherspoon). Técnico: John Herdman

Marrocos: Bono; Achraf Hakimi (Jahya Jabrane), Nnayef Aguerd, Romain Saïss e Noussair Mazraoui; Azzedine Ounahi (Jawad El Yamiq), Sofyan Amrabat e Abdelhamid Sabiri (Selim Amallah); Hakim Ziyech (Abderrazak Hamdallah), Youssef En-Nesyriri, Sofiane Boufal (Zakaria Aboukhlal). Técnico: Walid Regragui


OPINIÃO: Um jogo perfeito para os marroquinos conseguirem sua volta as oitavas depois de 36 anos e fizeram jus ao merecimento com o bom primeiro tempo obtido. Com um gol relâmpago de Ziyech depois de uma falha grotesca do goleiro Borjan e depois com um chute cruzado e En-Nesyri. Nem o primeiro gol contra desta Copa feito por Aguerd diminuiu o ímpeto marroquino. O segundo tempo foi um pouco mais equilibrado apesar dos canadenses criarem boas chances inclusive uma cabeçada de Hutchinson no travessão. Foi um resultado justo e uma classificação merecida dos marroquinos que obtiveram o primeiro lugar do grupo. Os canadenses, apesar da eliminação, tiveram atuações muito sólidas dando esperanças de uma campanha melhor em 2026, onde será um dos anfitriões do evento.

Nota do Jogo: 9


Croácia 0 x 0 Bélgica

Local: Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan (Catar)
Árbitro: Anthony Taylor (Inglaterra)
Cartões amarelos: 
Leander Dendoncker (Bélgica)
Cartões vermelhos: nenhum

Croácia: Dominik Livakovic; Josip Juranovic, Dejan Lovren, Josko Gvardiol e Bornsa Sosa; Marcelo Brozovic, Mateo Kovacic (Lovro Majer) e Luka Modric; Andrej Kramaric (Mario Pasalic), Ivan Perisic e Marko Livaja (Bruno Petkovic). Técnico: Zlatko Dalic

Bélgica: Thibaut Courtois; Thomas Meunier (Eden Hazard), Toby Alderweireld, Jan Vertonghen e Timothy Castagne; Leander Dendoncker (Youri Tielemans), Axel Witsel, Leandro Trossard (Thorgan Hazard), Kevin de Bruyne e Yannick Ferreira Carrasco (Jérémy Doku); Dries Mertens (Romelu Lukaku). Técnico: Roberto Martínez.


OPINIÃO: Um jogo em que os belgas tiveram alguns lampejos daquele time que encantou 2018, mas não foi o bastante para conseguir a classificação. Os croatas tiveram algumas deficiências em jogadas pelas pontas, mas mostraram boa marcação e chegaram a criar boas oportunidades de gol. Com a entrada de Lukaku, a Belgica ficou mais agressiva e o próprio centroavante desperdiçou quatro chances incríveis de marcar, incluindo uma bola na trave. E assim, os croatas classificaram-se, mas um pouco aquém do que se esperava. Quanto a Bélgica, parece que a última chance dessa geração conseguisse algo maior foi desperdiçada. Um fim triste.

Nota do Jogo: 8


Por enquanto é isso, leitores e leitoras fieis.


Logo sairá as fichas técnicas e as análises dos jogos do Grupo E.

Até lá.