sexta-feira, 9 de abril de 2010

Artilharia da Copa do Mundo de 1962

Olá, Pessoal!!!

Seguindo a nossa série sobre a Copa do Mundo, chegamos a sua sétima edição em 1962 ocorrida no Chile. E essa copa por pouco não acontece devido a um forte terremoto que ocorreu dois anos antes pelas mesmas condições do de fevereiro passado que abalou o país. Matou 5000 pessoas e provocou fortes tsunamis que atingiram até mesmo o Japão. Uma catástrofe dessas seria o fim do sonho da Copa do Mundo para os chilenos se não fosse a obstinação e a coragem de um homem que comoveu a FIFA. Carlos Dittborn.

Toda essa coragem e essa incrível persistência deste homem salvou a Copa do Mundo, porém pagou um preço alto por isso que foi a sua própria vida.

E que todas as Seleções o homenagearam com uma Copa do Mundo de bons jogos e de grandes emoções. Mas marcado também pelo recrudescimento do futebol violento e de muita pancadaria. Que o digam italianos e chilenos na célebre "Batalha de Santiago" que foi provocada por um infeliz artigo do jornalista Corrado Pizzinelli que criticou asperamente o Chile como país e violentamente os organizadores do Mundial. Lógico que o estrago já estava feito e os chilenos ficaram furiosos. E teve de tudo nessa partida: voadora no peito e no pescoço (David em Leonel Sanchez e o italiano foi expulso), pontapé bem dado na perna (o chileno Landa no italiano Mora), soco no nariz de um jogador (Leonel Sanchez em Maschio), pontapé com bola e tudo no adversário (os mesmos do lance anterior só que ao contrário) e uma patada forte no joelho (Ferrini em Landa, sendo que o italiano foi expulso). E é claro, entre um golpe e outro, o Chile fez dois gols.

E muitas vítimas foram feitas desse verdadeiro "torneio de gladiadores". O caso mais grave foi o do russo Dubinski que quebrou a tíbia e o perônio da perna direita em uma entrada assassina do ponteiro iugoslavo Mujic. A entrada foi tão violenta que o russo nunca mais pôde jogar futebol e indignado com tudo isso, o técnico iugoslavo simplesmente cortou o jogador do time e do plantel, mandando-o de volta para Belgrado. Uma entrada digna de um marginal, sem dúvida.

Mas, felizmente, nem todo mundo foi inscrito pra esse "novo Ultimate Fighting". Muitas seleções somente se preocuparam em jogar bola e mostraram boas credenciais. Uns recuperaram a sua dignidade como a Hungria e a Inglaterra, que chegaram entre os oito primeiros, a Tchecoslováquia, que conseguiu um ótimo vice-campeonato com uma boa equipe comandada por Masopust em campo e até mesmo o México entrou nessa lista pelo fato de ter conseguido sua primeira vitória. Já outros foram uma decepção só como no caso da Espanha, que veio cheia de astros mas sem a coletividade e a atitude de jogar uma Copa. Parece uma certa seleção que só brincou em uma Copa dessas e não mostrou nem raça...
O Uruguai e a Argentina foram um fiasco também. Em especial os hermanos de Buenos Aires. Que foram eliminados de novo vergonhosamente. Não levaram goleada, mas não fizeram um mísero gol em uma Hungria com 10 em campo. (Gorocs sofreu distensão muscular).
E de certa forma, a União Soviética. Avançou no sufoco e acabou eliminado pelo Chile em uma tarde trágica para Yashin, que falhou feio nos dois gols. Isso sem falar no célebre gol olímpico que tomou do colombiano Marcos Coll, o único dessa forma até hoje. Uma Copa para se esquecer, sem dúvida.

E o Brasil? Esse mereceu o título com justiça. Veio ao Chile com a desconfiança de todo mundo pelo fato de manterem o mesmo time agora 4 anos mais velho e para piorar as coisas, o Pelé se machucara gravemente contra a Tchecoslováquia. Como no seriado Chapolin, a torcida brasileira estava tão desesperada como a mocinha da série. "Oh!! E agora, quem poderá levar o Brasil ao bi-campeonato?" Felizmente, alguem gritou: Eu!! E a torcida brasileira gritou: É o Garrincha!!!

Realmente, os adversários não contavam com a astúcia do Garrincha. E fizeram de tudo para marcá-lo em sua jogada característica de driblar na ponta e cruzar pra área. Mas Garrincha tinha truques novos na manga como por exemplo bater faltas, chutar forte de fora da área, cabecear e marcar gols com o pé ruim. Fez tudo isso em dois jogos e praticamente deu o título ao Brasil pela segunda vez na História das Copas do Mundo. Não sem antes levar um drible de um cachorrinho no jogo contra a Inglaterra, claro.

E foi a Iugoslávia quem fez o artilheiro, embora sendo reconhecido somente em 1990 graças a uma correção da súmula do jogo contra a Colômbia que será mostrado sem mais delongas com os outros:

Com 5 Gols: Jerkovic (Iugoslávia)

Com 4 Gols: Garrincha e Vavá (Brasil); Leonel Sanchez (Chile); Florian Albert (Hungria); Valentin Ivanov (União Soviética)

Com 3 Gols: Amarildo (Brasil); Tichy (Hungria); Scherer (Tchecoslováquia)

Com 2 Gols: Seeler (Alemanha Ocidental); Ramirez, Rojas e Toro (Chile); Flowers (Inglaterra); Bulgarelli (Itália); Galic (Iugoslávia); Chislenko e Ponedelnik (União Soviética); Sasia (Uruguai)

Com 1 Gol: Brulls e Szymaniak (Alemanha Ocidental); Facundo e Sanfilippo (Argentina); Pelé, Zagalo e Zito (Brasil); Asparukhov (Bulgária); Aceros, Coll, Klinger, Rada e Zuluaga (Colômbia); Adelardo e Peiró (Espanha); Solymosi (Hungria); Bobby Charlton, Greaves e Hitchens (Inglaterra); Mora (Itália); Melic, Radakovic e Skoblar (Iugoslávia); Del Aguilla, Díaz e Héctor Hernandez (México); Wuhtrich (Suíça); Kadraba, Masek, Masopust e Stibranyi (Tchecoslováquia); Mamykin (União Soviética); Cabrera e Luís Cubilla (Uruguai)

Notas da Copa: Nesta Copa foram marcados 89 gols em 24 jogos com média de 2,78 por partida, muito inferior a de 1958, se preocuparam mais em bater do que fazer gols....
O Uruguai foi a quarta seleção a atingir o gol de número 50 em Copas do Mundo. O gol foi marcado por Sasia contra a União Soviética em um chute da entrada da área após rebatida em uma cobrança de falta.
Nessa copa, aconteceu o único gol olímpico marcado até hoje (para maiores detalhes sobre esse feito, ver o texto acima).
E nessa Copa, ocorreu o segundo gol mais rápido da história das Copas marcado pelo tcheco Masek, aos 20 segundos de jogo contra o México.
Somente dois jogadores nessa Copa do Mundo atingiram o hat-trick, ambos do Leste Europeu. Albert, da Hungria (três gols contra a Bulgária) e o próprio Jerkovic (três gols contra a Colômbia). O interessante é que o feito do iugoslavo só foi reconhecido em 1990, junto com a artilharia.
Falando ainda em Jerkovic, ele também foi o autor do gol número 600 da História das Copas contra o Uruguai aproveitando um lançamento de Sekularac e chutando no canto. Pena que depois desse gol histórico, o jogo terminou também em pancadaria.
E nessa Copa o brasileiro Vavá tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo.

Até a próxima, com a Copa de 1966, na Inglaterra. See yours later!!!

BOTAFOGO F.R. FINAIS DA TAÇA BRASIL DE 1968


Apelido: Botafogo
Nome Real: Botafogo de Futebol e Regatas
Fundação: 12/08/1904
Endereço: Avenida Wenceslau Brás 72 / Botafogo
CEP:22290-140 - Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 295-3297
Estádio: Engenhão
Uniforme: Listras verticais pretas e brancas, preto, cinzas

Principais Títulos
Copa Conmebol: 1993
Campeonato Brasileiro: 1995
Taça Brasil: 1968
Torneio Rio-São Paulo: 1962, 1964, 1966, 1998
Campeonato Estadual :1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989, 1990, 1997, 2006
Taça Guanabara: 1967, 1968 (Bi), 1997, 2006, 2009 e 2010
Torneio Municipal: 1951
Torneio Tereza Herrera: 1996
Taça Cidade Maravilhosa: 1996


FORTALEZA EC 2x2 BOTAFOGO FR

Data: 03/09/1969
Competição: Taça Brasil 1968 (1º jogo da decisão)
Local: Presidente Vargas - Fortaleza (CE)
Renda: Cr$ 46.810,00
Público: 15.375
Arbitro: José Mário Vinhas
Gols: Erandir e Joãozinho (FEC) – Ferretti (2) (BFR)

Fortaleza: Gilberto, William, Zé Paulo, Renato, Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Lucinho (Mimi), Mozart, Erandir e Aloísio (Amorim).Técnico: Caiçara

Botafogo: Ubirajara Mota; Moreira, Zé Carlos (Moisés), Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Afonsinho; Zequinha (Rogério), Humberto, Ferretti e Torino.Técnico: Zagalo


BOTAFOGO FR 4x0 FORTALEZA EC

Data: 04/10/1969
Competição: Taça Brasil 1968 (2º jogo da decisão)
Local: Maracanã - Rio de Janeiro (GB)
Renda: Cr$ 34.006,75
Público: 13.588
Arbitro: Gualter Portela Filho
Gols: Roberto 10', Ferretti 53' e 83' e Afonsinho 65'


Fortaleza: Mundinho, William, Zé Paulo, Renato, Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim), Mimi.Técnico: Gilvan Dias

OBS: A Taça Brasil de 1968 teve suas finais apenas na temporada seguinte.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vasco da Gama x América


AMÉRICA (RJ) 0 X 1 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 13/05/1923
Campeonato Carioca
Local: Campo da Rua Campos Sales / Tijuca / Rio de Janeiro
Árbitro: Mário Araújo
Gol: Arlindo
AMÉRICA: Mirim; Álvaro Martins e João Martins; Gonçalo, Oswaldinho e Matoso; João, Gilberto, Chico, Simas e Agnaldo
VASCO DA GAMA: Nélson, Leitão e Cláudio; Nicolino, Claudionor e Artur; Pascoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito / Técnico: Ramón Platero

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 1 AMÉRICA (RJ)
Data: 12/08/1928
Campeonato Carioca
Local: Estádio de São Januário / Rio de Janeiro
Gols: Gilberto, Russo
Árbitro: Gilberto de Almeida Rego
AMÉRICA: Joel; Pennaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Walter; Gilberto, Oswaldinho, Sobral(Mario Pinto), Mineiro e Celso
VASCO DA GAMA: Jaguaré, Hespanhol, Itália, Rainha, Nesi, Mola, Pascoal,Pepico, Russo, Américo, Patrício / Técnico: Harry Welfare

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X AMÉRICA (RJ)
Data: 31/05/1931
Campeonato Carioca
Local: Estádio São Januário / Rio de Janeiro
Árbitro: Luiz Neves
Gol: Moacir
AMÉRICA: Sílvio, Lázaro e Hildegardo; Hermógenes, Nevecínio e Mario Pinto; Alô, Almeida, Carola, Telê e Miro.
VASCO DA GAMA: Jaguaré, Brilhante, Itália, Tinoco, Fausto, Mola, Baiano, Paes, Moacir, Ghisone, Santana

AMERICA (RJ) 2 X 1 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 18/04/1945
Torneio Relâmpago
Local: Estádio de Laranjeiras / Rio de Janeiro
Árbitro: Necyr de Souza
Renda: Cr$ 97.687,00.
Público: 16.000
Gols: Lelé 10, Maneco 35 e 63
AMÉRICA: Osny; Osni II, Gritta; Oscar, Álvaro (Danilo), Amaro;
China, Maneco, Maxwell (Otacílio), Lima e Jorginho / Técnico: Gentil Cardoso
VASCO DA GAMA: Barbosa; Augusto, Sampaio; Berascochea, Dino, Argemiro;
Santo Cristo, Lelé, Isaias (João Pinto), Elgen e Chico (Friaça) / Técnico: Ondino Vieira

AMÉRICA (RJ) 1 X 1 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 27/04/1955
Torneio Rio-São Paulo
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro (DF)
Renda: Cr$ 255.947,90
Árbitro: Mario Vianna
Gols: Washington; Ademir Menezes
VASCO DA GAMA: Vitor Gonzales; Paulinho e Belini (Fantoni); Amauri, Adésio (Laerte) e Dario; Sabará, Maneca, Vavá (Iêdo), Ademir e Parodi / Técnico: Flávio Costa
AMÉRICA: Osni; Cacá e Osmar; Ivan, Agnello e Hélio; Canário, Washington (Romeiro), Leônidas, J. Alves (Vassil) e Ferreira / Técnico: Martim Francisco

VASCO DA GAMA(RJ) 3 X 1 AMÉRICA(RJ)
Data: 02/09/1956
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Gols: Sabará, Valter Marciano, Vavá, Leônidas
VASCO DA GAMA: Carlos Alberto, Paulinho, Bellini, Orlando , Coronel, Laerte, Sabará, Livinho, Vavá, Valter Marciano, Pinga / Treinador: Gradim
AMÉRICA: Pompéia, Rubens, Édson, Helio, Ivan, Agnelo, Canário, Romeiro, Leônidas, Alarcon, Alvinho

VASCO DA GAMA (RJ) 0 x 3 AMÉRICA (RJ)
Data : 10/11/1966
Campeonato Carioca
Local : Estádio São Januário / Rio De Janeiro
Árbitro: Carlos Floriano Vidal de Andrade
Renda: Cr$ 3.048.000
Gols: Edu, Zezinho e Eduardo
AMERICA: Ari (Ita), Luciano, Serjão, Aldeci e Eraldo; Farah e Ica; Zezinho, Antunes, Edu e Eduardo.
VASCO DA GAMA: Valdir (Amauri), Ari, Sérgio, Fontana e Silas; Salomão e Danilo Menezes; Nado, Célio, Paulo Mata e Zezinho.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Artilharia da Copa do Mundo de 1958

Olá, pessoal!!!

Seguindo em nossa série sobre a Copa do Mundo, chegaremos agora na sua sexta edição que se realizou na Suécia em 1958. Se tivéssemos que contar a história dessa Copa, poderíamos dividí-la em quatro blocos: americano, britânico, socialista e o democrático europeu.

Primeiro, o bloco americano. Nesse bloco, somente o Brasil honrou as cores como deveria, conquistando o título e se impondo definitivamente como o "cachorro grande" no futebol. Mas não sem sofrimento e sem desconfianças, claro. Se pudessemos ter um "marco zero" para o nascimento do Brasil como nação futebolística, esse marco seria os três minutos mais belos da história do futebol segundo o jornalista francês Gabriel Hannot. Os primeiros de muitos minutos alegres ao longo dos anos, sem dúvida. Duas bolas na trave e um gol contra a União Soviética, cada lance em 60 segundos!!! Nem o Nicolas Cage faria melhor que isso!!!
Quanto aos outros membros desse bloco, foram um fracasso total. Nenhum deles passou na primeira fase e a Argentina ainda levou uma sacolada humilhante da Tchecoslováquia por 6 x 1. E ao chegar a Buenos Aires, os jogadores foram recebidos a pedradas e a moedas de um peso pelos seus torcedores. Coitado do Angel Labruna, que teve um fim patético em sua brilhante carreira.

Segundo, o bloco britânico. Esse foi o mais surpreendente de todos pelo fato dos franco-favoritos ingleses e escoceses ficarem de fora das oitavas e os "patinhos feios" galeses e norte-irlandeses ficarem entre os oito primeiros em 1958. E pensar que por muito pouco o País de Gales e a Irlanda do Norte não foram a essa Copa. A Irlanda do Norte por motivos religiosos pelo fato dos anglicanos não praticarem esportes aos domingos mas o clero local deu uma força pros jogadores abençoando-os para um bom desempenho na Copa que deu certo, aliás. Já País de Gales foi abençoado também. Não pelos padres, mas pela sorte. Tudo porque na Asia, ocorria um baita problemão. Ninguém queria enfrentar Israel por uma vaga na Copa, então para evitar o que ocorreu em copas anteriores onde a política respingava no futebol, a FIFA resolveu então virar a mesa e fazer um novo sorteio com todas as seleções que não se classificaram nas eliminatórias e o escolhido enfrentaria Israel. E a sorte sorriu para os galeses. E eles não decepcionaram na sua segunda chance. Derrotaram Israel e fizeram bonito na Copa, inclusive dando um trabalhão danado pro Brasil que só os derrotou graças ao primeiro gol de Pelé em Copas do Mundo.

Agora, o bloco socialista. Surpreenderam mais pelo mistério do que pelo futebol jogado, embora russos e iugoslávos tenham chegado entre os oito primeiros. Os russos (soviéticos na época) diziam deles que eram programados por computador, que tinham fôlego de robô e "Pilhas Duracell" pra correr por várias horas sem sentir cansaço, enfim que tinham um futebol considerado o mais avançado "cientificamente" do mundo. Só que se esqueceram de avisar pro Brasil sobre essa "tecnologia" toda e seus CCCP nas suas camisas que mais pareciam aqueles antigos números de presidiarios que davam medo na gente!!! Mas o máximo que fizeram foi revelar boas táticas e um espetacular goleiro, Lev Yashin, o "Aranha Negra".
Quanto a Hungria, a fantasia infelizmente acabou em 1956 quando os mesmos russos esmagaram uma tentativa de revolução naquele país. Muitos morreram e os grandes jogadores como Puskás e Kocsis se exilaram em vários países europeus em protesto contra toda essa repressão. Resultado disso: Uma Hungria enfraquecida e um pouco covarde na Suécia.

E por fim, o bloco democrático europeu. Esse bloco deu show nessa Copa. Tanto que três destas seleções foram pras finais mostrando talento, categoria e raça. A Suécia fez bonito com um time de veteranos como Skoglund e Simonsson e só não foi campeã porque encontrou um Brasil em tarde irresistível. A Alemanha Ocidental a mesma coisa com Rahn, Schafer e um centroavante baixinho e parrudinho que causou ótima impressão em sua estréia, Uwe Seeler. Guardem esse nome, meus amigos!! Nós vamos ainda falar muito dele nas próximas postagens dessa série.
E por fim, a França. Uma seleção que nessa Copa foi o verdadeiro time do "vai ou racha". Uma defesa horrorosa que vazava todas mas em compensação tinha um ataque insinuante liderado por um belo goleador que mostraremos sem mais delongas com todos os outros:

Com 13 Gols: Just Fontaine (França)

Com 6 Gols: Rahn (Alemanha Ocidental); Pelé (Brasil)

Com 5 Gols: Vavá (Brasil); McParland (Irlanda do Norte)

Com 4 Gols: Tichy (Hungria); Hamrin e Simonsson (Suécia); Zikan (Tchecoslováquia)

Com 3 Gols: Schafer e Seeler (Alemanha Ocidental); Corbatta (Argentina); Kopa e Piantoni (França); Veselinovic (Iugoslávia)

Com 2 Gols: Mazzola (Brasil); Wisnieski (França); Kevan (Inglaterra); Petakovic (Iugoslávia); Allchurch (País de Gales); Aguero, Amarilla, Parodi e Romero (Paraguai); Liedholm (Suécia); Dvorak e Hovorka (Tchecoslováquia); Alexander Ivanov e Iylin (União Soviética)

Com 1 Gol: Cieslarczyk (Alemanha Ocidental); Ávio e Menendez (Argentina); Alfred Korner e Koller (Áustria); Didi, Nilton Santos e Zagalo (Brasil); Baird, Collins, Mudie e Murray (Escócia); Douis e Vincent (França); Bencsics, Bozsik e Sandor (Hungria); Finney e Haynes (Inglaterra); Cush (Irlanda do Norte); Ognjanovic e Rajkov (Iugoslávia); Belmonte (México); John Charles e Medwin (País de Gales); Cayetano Re (Paraguai); Gunnar Gren e Skoglund (Suécia); Fureisl (Tchecoslováquia); Simonian (União Soviética)

Notas da Copa: Foram marcados nesta Copa do Mundo 126 gols em 35 jogos, com média de 3,6 gols por jogo, boa para os padrões normais mas baixa em relação a 1954, que foi um absurdo realmente...
Just Fontaine é até hoje o maior goleador da História das Copas em um só torneio com seus 13 gols. Ele ainda fez dois hat-tricks (um contra o Paraguai e outro contra a Alemanha Ocidental chegando a quatro nesta partida) e igualou a marca de Kocsis obtida na Copa anterior. E pensar que o cara ganhou um fuzil de caça moderno como prêmio pela artilharia. E precisava mesmo sabendo que tinha um "fuzil mortal" em seus pés?
Pelé foi outro que também brilhou nessa Copa. Não somente foi o jogador mais jovem a marcar um gol como também o mais jovem a anotar um hat-trick (três gols contra a França). Belas credenciais para um reizinho...
A Alemanha (então Alemanha Ocidental) e a Hungria atingiram o gol de número 50 nessa copa marcados respectivamente por Rahn contra a França e por Tichy contra o México. O legal desses gols é que foram marcados através de belos chutes de fora da área para Tichy e de quase sem ângulo na risca da linha de fundo no caso de Rahn e o gol de número 500 na História das Copas do Mundo marcado por John Collins, da Escócia, foi marcado também por um chutaço de fora da área. Gol histórico tem que caprichar mesmo...
E quem disse que os goleiros iriam ficar de fora dessas notas? Porque foi nessa Copa que houve o primeiro goleiro a quebrar a marca dos 300 minutos sem tomar gols e foi o brasileiro Gilmar. Na verdade foi 369 minutos sem ser vazado e adivinha quem foi o primeiro? Justamente o Fontaine.
E para tristeza dos amantes do gol, o primeiro 0 x 0 apareceu na Copa do Mundo. E foi com o Brasil em campo enfrentando a Inglaterra. Nesse caso, os goleiros brilharam muito.

Até a próxima com a Copa de 1962, no Chile. Muchas Gracias!!!!

domingo, 4 de abril de 2010

COPA DO MUNDO DE 1950 - INGLATERRA

Olá amigos!

A Copa do Mundo de 1950 nunca saíra da memória do povo brasileiro. Sediando a competição e com um esquadrão sensacional que contava com Zizinho, Ademir Menezes e Jair Rosa Pinto, a Seleção Brasileira chegou ao último jogo precisando apenas empatar com o Uruguai para receber o caneco. Porém, como todos já sabem, o Brasil perdeu por 2 x 1 no histórico “Maracanazzo”. Esta Copa do Mundo também não é de boas lembranças para a Inglaterra. Os “Pais do Futebol” disputavam seu primeiro Mundial e eram favoritos para conquistar o título. Um campanha muito ruim, com derrotas para os Estados Unidos, uma das maiores zebras da história do futebol, e para a Espanha, eliminou a Inglaterra ainda na 1ª fase. Vamos às súmulas dos jogos da Inglaterra na Copa do Mundo de 1950.

Inglaterra 2 x 0 Chile
Fase de Grupos – Grupo B
Data: 25/06/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Juiz: Karel Van der Meer (HOL)
Gols: Mortensen 27’ e Mannion 51’
Inglaterra: Williams, Ramsey, Aston, Wright, Hughes, Dickinson, Finney, Mortensen, Bentley, Mannion, Mullen. Técnico: Winterbottom
Chile: Livingstone, Farías, Mañanes, Alvarez, Busquet, Carvallo, Prieto, Cremaschi, Robledo, Roldan, Diaz. Técnico: Bucciardi

Inglaterra 0 x 1 Estados Unidos
Fase de Grupos – Grupo B
Data: 29/06/1950
Local: Independência (Belo Horizonte)
Juiz: Generoso Dattilo (ITA)
Gols: Gaetjens 38’
Inglaterra: Williams, Ramsey, Aston, Wright, Hughes, Dickinson, Finney, Mortensen, Bentley, Mannion, Mullen. Técnico: Winterbottom
Estados Unidos: Borghi, Keough, Maca, McIlvenny, Colombo, Bahr, Wallace, J.Souza, Gaetjens, Pariani, E.Souza. Técnico: Jeffrey

Inglaterra 0 x 1 Espanha
Fase de Grupos – Grupo B
Data: 02/07/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Juiz: Giovanni Galeati (ITA)
Gols: Zarra 48’
Inglaterra: Williams, Ramsey, Eckersley, Wright, Hughes, Dickinson, Finney, Mortensen, Matthews, Baily, Milburn. Técnico: Winterbottom
Espanha: Ramallets, Alonzo, Parra, J.Gonzalvo, M.Gonzalvo, Puchades, Basora, Panizo, Zarra, Igoa, Gainza. Técnico: Eizaguirre

Súmulas 2010

Vasco da Gama no coração supera Duque de Caxias e avança à semifinal do Carioca

DUQUE DE CAXIAS (RJ) 3 x 4 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 04/04/2010
Campeonato Carioca
Local: Estádio Raulino de Oliveira / Volta Redonda
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Jackson Lourenço Massarra dos Santos (RJ)
Cartões amarelos: Faioli, Tinoco, Fábio, Mayaro, Júnior, Maurinho (Duque de Caxias); Gian, Fagner (Vasco)
Cartões vermelhos: Tinoco (Duque de Caxias) e Nilton (Vasco)
Gols: Maurinho 15, Fágner 16 e Elton 21/1º; Dodô 05, Júnior 11, Marcelo 18 e Dodô 32/2º
DUQUE DE CAXIAS: Getúlio Vargas, Dudu, Marlon, Tinoco e Fábio; Mayaro (Abel), Leandro Teixeira (Juninho), Júnior e Maurinho; Faioli (Alê) e Marcelo / Técnico: Álvaro Miranda
VASCO DA GAMA: Fernando Prass, Fagner, Thiago Martinelli, Gian e Márcio Careca; Nilton, Léo Gago (Jumar), Souza e Philippe Coutinho (Magno); Dodô e Elton (Dedé) / Técnico: Gaúcho.

BOTAFOGO (RJ) 2 x 2 BANGU (RJ)
Data: 04/04/2010
Campeonato Carioca
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco (RJ)
Auxiliares: Michael Correia (RJ) e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ)
Público: 816 pagantes (1.368 presentes)
Renda: R$ 14.750,00
Cartões amarelos: Renato Cajá, Edno, Alessandro (BOT); Marcão (BAC). Cartão vermelho: Renato Cajá
Gols: Diguinho 02, Somáia 32 e Alessandro 38/1º; Gustavo Corrêa 36/2º
BOTAFOGO: Renan; Alessandro, Fábio Ferreira, Edson e Gabriel (Rodrigo Dantas); Felipe Lima, Túlio Souza, Renato Cajá e Diguinho; Caio (Júnior) e Edno (Alex) / Técnico: Joel Santana
BANGU: Douglas; Uillian Souza, Leandro Souza, Carlos Renan, Raphael e Fabiano; Marcão, Thiago Galhardo (Pipico) e Tiano (Gustavo Corrêa); Sassá (Leandro Carrijo) e Somália / Técnico: Mazolinha.

FRIBURGUENSE (RJ) 0 x 3 FLAMENGO (RJ)
Data: 04/04/2010
Campeonato Carioca
Local: Estádio Moça Bonita
Árbitro: Agnaldo Xavier Farias (RJ)
Auxiliares: Vinicius da Vitória Nascimento (RJ) e Wendel de Paiva Gouvêa.
Gols: Ronaldo Angelim 18, Denis Marques 33/1º; Wallace contra 32/2º
FRIBURGUENSE: Marcos, Flávio Santos (Léo Andrade), Roberto Júnior, Wallace e Flavinho; Bidu, Cassiano (Marcelo), Lucas e Cássio; Gleisson (Gilson) e Hércules / Técnico: Cleimar Rocha
FLAMENGO: Marcelo Lomba, Fierro, Wellinton, Ronaldo Angelim e Everton Silva; Maldonado (Camacho), Lenon, Michael e Ramon (Rômulo); Gil (Rafael Galhardo) e Denis Marques / Técnico: Andrade.

FLUMINENSE (RJ) 3 x 1 MACAÉ (RJ)
Data: 04/04/2010
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Simone Xavier de Paula e Silva
Auxiliares: Lílian da Silva Fernandes Bruno e Andréa Maffra de Sá.
Cartões amarelos: Dalton e Digão (Fluminense) André Gomes (Macaé)
Gols: Alan 30, Everton 40/1º, Alan 31 e André Gomes 40/2º
FLUMINENSE: Rafael, Gum (Digão), Dalton e Cássio; Mariano (Thiaguinho), Diogo, Conca, Everton (Dieguinho) e Julio Cesar; Alan e Wellington Silva / Técnico: Cuca
MACAÉ: Jefferson, Da Silva, Otávio (Anderson), André e Bill; Ricardo, Gedeil, Marciel e André Gomes; Norton e Fernandão / Técnico: Dário Lourenço

SÃO PAULO (SP) 5 x 0 BOTAFOGO (SP)
Data: 04/04/2010
Campeonato Paulista
Local: Estádio do Morumbi
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poleto Masseira.
Público: 8.774 pagantes
Renda: R$ 211.359,75
Cartões amarelos: Junior Cesar, Alex Silva (São Paulo); Jonas, Augusto Recife (Botafogo)
Gols: Marlos 45/1º; Hernanes 14, Rodrigo Souto 22, Junior Cesar 24 e Hernanes 36/2º
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva (Renato Silva), Miranda e Junior Cesar; Hernanes, Rodrigo Souto, Marlos e Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba); Dagoberto (Marcelinho) e Fernandinho / Técnico: Ricardo Gomes
BOTAFOGO: Weverton; Jonas, Leandro Amaro, Walter e Andrezinho; Rodrigo Pontes, Augusto Recife, Vinícius (Xuxa) e João Henrique (Washington); André Neles (Bruno) e Adriano / Técnico: José Gali Neto

ITUANO (SP) 0 x 2 CORINTHIANS (SP)
Data: 04/04/2010
Campeonato Paulista
Local: Estádio Benedito Teixeira / São José do Rio Preto (SP).
Árbitro: Claudinei Forati Silva
Auxiliares: Marco Antonio Gonzaga da Silva e Rafael Luiz da Silva.
Cartões amarelos: Alessandro, Cássio (I); Jorge Henrique, Chicão (C)
Gols: Jucilei 35 e Ronaldo 40/2º
ITUANO: Éder; Jean Pablo, João Leonardo (Cássio) e Rodrigão; Rissutt (Marcel), Alemão, Sandro (Daniel), Juninho Paulista e Alessandro, Simão e Welton / Técnico: Doriva
CORINTHIANS: Rafael Santos; Moacir (Tcheco), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Defederico) e Danilo (Iarley); Jorge Henrique e Ronaldo / Técnico: Mano Menezes.

INTERNACIONAL (RS) 4 x 0 UNIVERSIDADE (RS)
Data: 04/04/2010
Campeonato Gaucho
Local: Estádio Beira-Rio / Porto Alegre
Árbitro: Leonardo Gaciba
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Cristiano Arlei Hennig.
Cartões amarelos: Índio, Walter (Inter); Rodolfo, Tatá (Universidade)
Cartão vermelho: Rodolfo (Universidade).
Gols: Alecsandro 21 e 35/1º e Taison 42 e 46/2º
INTERNACIONAL: Abbondanzieri, Nei (Glaydson), Índio, Bolívar e Juan; Sandro, Wilson Mathias, Giuliano (Andrezinho) e D'Alessandro; Walter (Taison) e Alecsandro / Técnico: Jorge Fossati
UNIVERSIDADE: Carlão, Rondinelli, Thiago, Rodolfo e André; Anderson, Marcos Tora (Coelho), Doriva e Jean (Preto); Tatá (Rodrigo Galvão) e Leandro Rodrigues / Técnico: Círio Quadros

JUVENTUDE (RS) 1 x 2 GRÊMIO (RS)
Data: 04/04/2010
Campeonato Gaucho
Local: Estádio Alfredo Jaconi
Árbitro: Vinícius Costa da Costa
Auxiliares: Paulo Ricardo Conceição e Renata Schaefer
Cartões amarelos: Bressan, Gustavo, Umberto, Thiago Renz e Ferreira (Juventude); Mário Fernandes e Maylson (Grêmio)
Gols: Jonas 10/1º; Gustavo 01, Jonas 16/2º
JUVENTUDE: Carlão; Bressan (Thiago Renz), Ferreira e Jorge Fellipe; Bruno, Fred, Umberto, Gustavo (Júlio Paulista), Calisto; Hiago (Maycon) e Marcos Denner / Técnico: Osmar Loss.
GRÊMIO: Victor, Edílson (Joilson), Mário Fernandes, Rodrigo e Fábio Santos; Adílson (Fábio Rochemback), Willian Magrão, Maylson e Douglas; Jonas (Hugo) e Bergson / Técnico: Silas

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Artilharia da Copa do Mundo de 1954

Olá, amigos!!

Seguindo a nossa série sobre a Copa do Mundo falaremos agora da Copa de 1954, na Suíça. Que Copa foi essa, amigos!!! Os suíços e os torcedores dos outros países tiveram o privilégio de assistir uma verdadeira "tempestade" de gols e também de jogos emocionantes de tirar o fôlego.

Podemos dizer que essa Copa teve um roteiro digno de um filme de Hollywood. Teve comédia pastelão protagonizada pela seleção escocesa que de tão atrapalhada e horrorosa que estava e ainda por cima, com a comissão técnica metendo o bedelho a todo momento em seu trabalho, o técnico Andy Beattie não aguentou o rojão e se demitiu durante a Copa. Teve ação e suspense protagonizados por ingleses e uruguaios nas quartas-de-final e pelos austríacos e suíços nessa mesma fase. Teve magia e fantasia, protagonizada pelos arrasadores húngaros que encantaram a torcida com suas jogadas e bom futebol e como todo bom filme de Hollywood, teve o seu Grand finale protagonizada pelos valentes e heróicos alemães que conseguiram uma vitória surpreendente sobre os franco-favoritos húngaros na final. Um verdadeiro milagre o que ocorreu em Berna mesmo.

Quanto ao Brasil, a Copa de 1954 foi de altos e baixos. Porém, protagonizou uma das cenas mais lámentáveis da História das Copas, a célebre "Batalha de Berna" contra os húngaros. Foi um quebra-pau digno de Ultimate Fighting, sem dúvida. Podemos dizer, nesse caso, que o Brasil perdeu na bola e na bolacha.

Quanto aos húngaros, tiveram o consolo de ficar com o artilheiro da Copa de 1954 que mostraremos na lista a seguir:

Com 11 Gols: Kocsis (Hungria)

Com 6 Gols: Morlock (Alemanha); Probst (Áustria); Hugi (Suíça)

Com 4 Gols: Ottmar Walter, Rahn e Schafer (Alemanha); Hidegkuti e Puskás (Hungria); Ballamann (Suíça); Borges (Uruguai)

Com 3 Gols: Fritz Walter (Alemanha); Stojaspal e Wagner (Áustria); Anoul (Bélgica); Czibor (Hungria); Lofthouse (Inglaterra); Burhan e Suat (Turquia); Hohberg e Miguez (Uruguai)

Com 2 Gols: Alfred Korner e Ocwirk (Áustria); Didi, Julinho Botelho e Pinga (Brasil); Lantos e Palotas (Hungria); Broadis (Inglaterra); Lefter (Turquia); Abbadie e Schiaffino (Uruguai)

Com 1 Gol: Hermann, Klodt e Pfaff (Alemanha); Coppens (Bélgica); Baltazar e Djalma Santos (Brasil); Kopa e Vincent (França); Joszef Toth (Hungria); Finney, Mullen e Wilshaw (Inglaterra); Boniperti, Frignani, Galli, Lorenzi, Nesti e Pandolfini (Itália); Milutinovic e Zebec (Iugoslávia); Balcázar e Lamadrid (México); Fatton (Suíça); Erol (Turquia); Ambrois e Obdúlio Varela (Uruguai)

Gols Contra: Dickinson (Inglaterra) a favor da Bélgica; Horvath (Iugoslávia) a favor da Alemanha; Cardenas (México) a favor da França; Cruz (Uruguai) a favor da Áustria

Notas da Copa: Foram marcados nesta Copa 140 gols em 26 jogos, com uma média excepcional de 5,4 gols por jogo, recorde até hoje não superado. Somente na Copa de 1982 é que o número de gols foi superado para 146, mas a média é menor devido a mais jogos.
Na "Batalha de Berna", ops, no jogo contra a Hungria, o gol de Julinho Botelho foi o de número 50 do Brasil na História das Copas do Mundo. Aliás, foi um dos mais belos da Copa com um chute em curva no bico da grande área, segundo os registros.
Coréia do Sul, Escócia e Tchecoslováquia não marcaram gols nesta Copa.
A Copa de 1954 também foi marcada por inúmeros hat-tricks, entre os quais os dois que Sandor Kocsis anotou contra a Coréia do Sul e contra a Alemanha, em que marcou quatro gols. Um recorde até hoje não superado. Além de Kocsis, anotaram também o feito: Burhan, da Turquia (três gols contra a Coréia do Sul), Morlock, da Alemanha (três gols contra a Turquia sendo que um deles ainda foi o de número 400 da história das Copas), Probst e Wagner, da Áustria (três gols contra a Tchecoslováquia e a Suíça respectivamente), Borges, do Uruguai (três gols contra a Escócia) e Hugi, da Suíça (três gols contra a Áustria).
O jogo Áustria 7 x 5 Suíça é até hoje o maior número de gols em um só jogo na História das Copas do Mundo.
Ottmar Walter e Fritz Walter foram os primeiros irmãos a marcarem gols em uma mesma Copa do Mundo.

Até a próxima, com a Copa de 1958, na Suécia.